O debate entre os presidenciáveis Geraldo Alckmin e Lula - marcado para as 20h30min de hoje na TV Bandeirantes - é histórico. Por quê? Pela primeira vez um presidente - em campanha à reeleição - participará de um debate. Pela primeira vez, um presidente poderá falar do que fez, daquilo que não pôde fazer e, principalmente, explicar à nação como se chegou a um quadro degradante de corrupção e, ao mesmo tempo, permitiu investigar a si mesmo.
Lula estará diante de uma chance ímpar. Alckmin, na outra ponta, poderá ir para cima do atual presidente cobrando pelas promessas não cumpridas. Também terá a chance de explicar porque nunca permitiu que o seu governo - e os escândalos da sua gestão - nunca fosse investigado. Então, eleitor-leitor, liguemos a TV e daqui a pouco a gente volta com as avaliações deste grande confronto.
Não será o único debate entre os presidenciáveis. Pelo menos mais um teremos pela frente, o da Globo, no dia 27 de outubro, às vésperas da realização do segundo turno. Mais que debater a corrupção de um e de outro, que os dois tenham o bom senso de falar de projetos e quais as propostas para construir um Brasil melhor.
O picolé de chuchu foi azeitado ao debate e engoliu Lula. Um massacre, com raríssimos bons momentos do presidente. Um deles foi quando Alckmin perguntou que moral Lula tinha para falar de ética e o adversário respondeu que sua moral era a de quem descobriu que 60% dos políticos envolvidos com as máfias dos sanguessugas e dos vampiros eram do PSDB.
ResponderExcluirNas considerações finais, Lula se saiu com mais uma de suas metáforas. Disse que o alicerce já foi colocado e as paredes levantadas. Agora, só faltam o madeiramento e o telhado.
Então, é só esperar que lá vem madeira.