26 dezembro 2006

A vassourada

"O relatório final da CPI do Cacau, instalada na Assembléia Legislativa, deve confirmar que a vassoura-de-bruxa foi introduzida no sul da Bahia de forma criminosa e culpar a União por não controlar a doença.

O relator Fábio Santana apresenta uma versão preliminar em janeiro, ainda durante o recesso parlamentar e também confirma o que a Polícia Federal descobriu em outubro: não dá para identificar os autores.

O relatório considera que a União, via Ceplac, não soube orientar os produtores, passou instruções erradas e não financiou a tempo as ações de combate à vassoura-de-bruxa.

As verbas do empréstimo aos cacauicultores saiu tarde e tinha prazo de pagamento curto demais. Seria impossível o produtor recuperar sua condição financeira antes de quatro anos." A Região Online.

Um comentário:

  1. De março até o mês outubro deste ano de 2006 o que teve de vassoura-de-bruxa decolando do aero-bruxa que fica logo ali quem vai pra o São Caetano não tava em nenhum gibi, vassouras decolavam pra Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e etc e tal, decolando e ao mesmo tempo aterrissavam, as vassouras pincharam muros de colégios particulares, casa, praças até mesmo o Banco do Brasil foi infectado com fungo das vassouras sem bruxas, o que mais tinha era pilotos, co-pilotos e aeromoças bruxas/os e controladores de vôos das vassouras, o cardápio da nossa cidade era só vassouras com bruxas e bruxos e as vassouras sem bruxa é claro, até que em outubro do mesmo ano, uma das vassoura se revoltou e deu um basta e varreu da nossa cidade e da capital vários lixos políticos em decomposição da nossa Bahia, como disse o poeta: -
    E agora, José?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, José?
    e agora, você?
    você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    você que faz versos,
    que ama, protesta?
    e agora, José?

    Está sem mulher,
    está sem discurso,
    está sem carinho,
    já não pode beber,
    já não pode fumar,
    cuspir já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    o bonde não veio,
    o riso não veio
    não veio a utopia
    e tudo acabou
    e tudo fugiu
    e tudo mofou,
    e agora, José?

    E agora, José?
    Sua doce palavra,
    seu instante de febre,
    sua gula e jejum,
    sua biblioteca,
    sua lavra de ouro,
    seu terno de vidro,
    sua incoerência,
    seu ódio - e agora?

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    quer ir para Minas,
    Minas não há mais.
    José, e agora?

    Se você gritasse,
    se você gemesse,
    se você tocasse
    a valsa vienense,
    se você dormisse,
    se você cansasse,
    se você morresse...
    Mas você não morre,
    você é duro, José!

    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja a galope,
    você marcha, José!
    José, para onde?

    Risomar Lima

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Aos comentaristas, recomendamos:

- escrever nos limites das boas maneiras, sem 'pesar' a mão;

- ater-se ao assunto da nota;

- Não ofender a honra alheia. Isso os políticos já o fazem muito bem.