26 Agosto 2006

Nem tudo está perdido - vão comprar papel higiênico para o Hospital de Base

A Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi), instituição que administra o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, publicou aviso de licitação para a compra de material de limpeza e higiene.

Tudo indica que nos próximos dias, haverá papel higiênico no hospital. Ufa!

Pancadaria no protesto da vassoura

O pessoal do Sindicato dos Bancários precisa entender que esse pessoal da direitona ainda é meio primário quando o assunto é fazer manifestação. Eles têm pouca prática e, geralmente, sentem a tentação pelo uso da violência (sabe como é, questão de hábito).

Aí vai o pobre do Chicão exercer seu legítimo direito de expressar sua preferência política e ostentar um adesivo de Luís Sena, candidato do PC do B a deputado estadual. Isso no meio do protesto contra a tal sabotagem da cacauicultura.

A turma do protesto, que sempre esteve do outro lado - o que reprime manifestações pacíficas - não entende muito essa coisa estranha chamada democracia. Aí já viu... Sobrou para o coitado do sindicalista.

Esses cururus até que são gente boa, mas precisam ter mais habilidade para lidar com gente que ainda não atingiu um grau tolerável de evolução. É preciso paciência, comunas!

Ubaldo e Renato de olho na Prefeitura


Ubaldo Dantas forma chapa com Antônio Imbassahy na eleição para o senado. Renato Costa é candidato do PMDB a deputado estadual. O primeiro ex-prefeito de Itabuna (1982-1988). O outro, ex-vice-prefeito (1988-1992). Estiveram na chefia do executivo municipal em períodos diferentes, mas agora querem retornar, juntos, candidatos a prefeito e a vice, em 2008.

O plano foi anunciado neste fim de semana pelo colunista político Marco Wense, no jornal Diário do Sul. Referindo-se aos símbolos dos partidos de Ubaldo e Renato, o artigo diz que será o casamento do tucano com a pomba.

Mas quem conhece Ubaldo, diz que a ave com a qual ele mais se assemelha é o pavão, obviamente pela vaidade e mania de aparecer. Já Renato Costa é comparado ao avestruz, não pela velocidade da ave, mas pela timidez e vocação para se esconder nos momentos decisivos.

Em sua passagem pelo cargo de vice-prefeito, junto a Fernando Gomes, Renato não teve habilidade política para se impor e acabou sendo expulso de seu gabinete pelo chefe. Em campanhas eleitorais, é apontado pela falta de ousadia e desapego ao risco, fatores essenciais para a vitória.

Renato foi candidato a prefeito em 1996, com o apoio de Geraldo Simões. Tinha o atual presidente do PT de Itabuna, Eduardo Barcelos, como vice. Dizem que ele irritava os coordenadores da campanha por sua apatia. Foi com muita luta que se conseguiu levar o Dr. Renato a uma quase vitória nas eleições (perdeu por uma diferença pequena).

Ubaldo e Renato fizeram parte da coligação que levou Geraldo Simões pela segunda vez ao poder, em 2000. O tucano queria a Secretaria de Saúde, mas o prefeito já havia se comprometido a entregá-la a Renato, que indicou o seu pupilo, Edson Dantas. E o resto da história todo mundo sabe.

Ubaldo e Renato na Prefeitura. Está aí uma coisa que este blog gostaria de ver. Nada mais apropriado do que dois médicos para curar os males de Itabuna. Políticos conhecidos, experimentados, que facilitariam a avaliação do eleitor. Quanto ao sucesso de uma eventual administração, dependeria de que o pavão desse menos atenção à plumagem. E o avestruz teria que tirar o pescoço do buraco.

Operação-abafa esconde desmaio de ACM



Foi pior do que pareceu. Um amigo deste blog e que acompanhou as andanças do senador ACM no sul da Bahia, garante: ele não apenas teve um mal-estar. Também sofreu um desmaio quando chegou a Ilhéus ao final da tarde de ontem. Houve quem pensasse no GF.

O senador se recuperou a tempo e, ainda, fez discurso para o povo que esteve no comício na terra de Gabriela, tendo ao lado o belo Teatro Municipal. Antes, o "cabeça branca" havia caminhado por três cidades, Itajuípe, Almadina e Coaraci.

Deu na Istoé

"Os números tucanos
Mil entrevistas diárias por telefone indicam aos tucanos que eles têm o melhor programa de televisão, com as avaliações positivas sobre Geraldo Alckmin em crescimento. Lula, para eles, está estabilizado. Na quinta-feira 24, as apurações deste tracking registravam 44% de preferências para Lula, 30% para Alckmin, 12% para Heloísa Helena e 1% para Cristovam Buarque. É o segundo turno que se avizinha, dizem. Muitos têm na ponta da língua erros recentes dos institutos de pesquisas. Lembram que, em 2004, José Serra bateu Marta Suplicy, em São Paulo, por sete pontos porcentuais de vantagem, apesar de na véspera o Ibope ter dado um empate de 35% a 35%. “É ter paciência e manter o rumo”, formulam."

Comentário do blog: Você percebeu alguma diferença entre o que a nota da Istoé diz no início e o seu conteúdo? Basta observar. Se Lula tem 44% das preferências, como Alckmin (30%) lidera como o melhor programa de TV??? Só há uma verdade na nota. Com maior visibilidade, o tucano teria mais chances de chegar ao segundo turno. Esse povo da Istoé...

"Viés de Lula"

O termo tão usado no mercado financeiro (viés) chegou à política - eles se apropriam de tudo que é termo, ou inventam novos (como neobobos, né FHC??). Agora, criaram o "Viés de Lula" para falar do crescimento do presidente ou indicar que alguém está em alta nas pesquisas. A conservadora revista Veja traz na coluna Radar desta semana uma nota que dá bem a idéia de como anda a paixão do brasileiro pelo seu presidente. Reproduzimos a nota, na íntegra:

"Viés de subida"

"Pesquisas, via telefone, feitas na quarta e quinta-feira passadas apontavam para uma nova e discreta subida de Lula. Eram os resultados tanto das pesquisas encomendadas pelo PT como das pedidas pelo PSDB."

A morte dos comícios

A Veja (argh!!!) deste final de semana chama atenção para um fato: comícios são coisas do passado. Leia, abaixo.

"Os comícios começaram a se popularizar no Brasil durante os anos 40 do século passado, chegaram a reunir grandes multidões em torno de um palanque e já foram o principal meio pelo qual um candidato falava ao eleitor. A atual campanha presidencial, no entanto, está mostrando que os comícios estão à beira da morte. Até agora, os dois principais candidatos ao Palácio do Planalto realizaram apenas 22 comícios, número inexpressivo se comparado ao registrado em campanhas anteriores, em que os candidatos faziam até mais de um por dia. Além de poucos, eles têm sido um fracasso de público.

"O Brasil arcaico era o Brasil dos comícios. Hoje, estamos na era da ciberdemocracia, numa sociedade de massas cujo grande instrumento de informação é a TV", diz o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB). Os comícios já vinham definhando havia bastante tempo, mas, nos últimos vinte anos, os políticos conseguiram dar-lhes uma sobrevida enchendo seus palanques de artistas e celebridades para atrair o público.

Agora, como a lei eleitoral deste ano proíbe a presença de artistas nos palanques, os showmícios acabaram – e os comícios, reduzidos à sua forma original, mostraram toda a sua inadequação à modernidade. "Está claro que as pessoas iam aos comícios para ver os artistas, e não para ouvir os candidatos", diz Nogueira. No seu último comício, realizado em Parnaíba, no interior do Piauí, Alckmin reuniu apenas 5 000 pessoas. O presidente Lula, em Varginha, no sul de Minas Gerais, falou para menos de 8 000.

Trata-se de um público magro demais para mobilizar toda a estrutura de uma campanha. "E comício não é barato. Não sai por menos de 80 000 reais", diz Paulo Ferreira, coordenador do comitê reeleitoral do PT. Na eleição presidencial de 2002, Lula fez 58 comícios e, num deles, chegou a reunir 150 000 pessoas – contando com a ajuda, claro, da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano. Desta vez, Lula, que adora fazer discurso e tem facilidade para se comunicar com a massa, não fará nem trinta comícios. Sinal dos tempos."

Os políticos estão nus. Viva Fernando Rodrigues

UOL

Estréia no UOL "Políticos do Brasil"
CRIS GUTKOSKI
Editora do UOL Eleições

Site traz banco de dados com declarações de bens de políticos eleitos em 98 e 2002 e candidatos em 2006

Em 1998, quando concorria a outro cargo, um candidato a presidente em 2006 não registrou qualquer conta bancária na sua declaração de bens, ainda que já ostentasse, à época, mais de 20 anos de vida pública. Cassado e tornado inelegível nos anos 90, um agora aspirante à Câmara dos Deputados se elege vereador em outubro de 2004 e em junho de 2005 adquire um apartamento numa cidade turística famosa pelas baixas temperaturas, no mesmo condomínio onde possui outro apartamento. Um ex-prefeito que se elegeu e reelegeu deputado estadual declara em 2006 possuir um patrimônio menor do que em 1998, quando era empresário. Detalhe: dispõe de R$ 95.000,00 "em espécie", segundo a lacônica lista enviada este ano à Justiça Eleitoral.

O site Políticos do Brasil (www.politicosdobrasil.com.br), no UOL, resultado de uma vasta pesquisa realizada pelo jornalista Fernando Rodrigues ao longo de cinco anos, coloca à disposição do internauta um banco de dados que muitos políticos preferem ver inacessível. São milhares de declarações de bens dos candidatos majoritários e proporcionais de 1998, 2002 e 2006, acompanhadas de informações como o número do CPF dos políticos, seus gastos declarados nas campanhas de 1998 e 2002 e suas estimativas de gastos para 2006.

No total, há informações (de todos os Estados e do Distrito Federal) sobre 2.177 candidaturas de 1998, sobre 2.376 nomes que concorreram em 2002 e sobre 20.134 candidatos que estão disputando a eleição de outubro próximo, nos cargos de presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, senador, suplentes de senador, deputado federal, estadual e distrital. A publicação dos dados privilegiou os candidatos eleitos em 1998 e 2002, incluindo os nomes dos políticos derrotados apenas nos cargos de presidente, vice-presidente, governador e senador.

Acesso difícil nos Estados
Fernando Rodrigues apresenta dados inéditos, obtidos nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral, em 3.570 registros sobre o patrimônio declarado de candidatos eleitos, para todos os cargos, em 1998 e 2002. Para a eleição de 2006, por exemplo, o site do TSE disponibiliza desde julho as informações sobre os bens dos políticos em campanha e suas previsões de gastos. Mas o acesso aos documentos dos pleitos anteriores, apesar de público, era mais difícil. Não foram poucas as dificuldades enfrentadas pelo jornalista e pesquisador junto aos tribunais regionais. Um desembargador chegou a sugerir que, para a pesquisa avançar, todos os políticos eleitos no Estado, naquele ano, precisariam autorizar a divulgação dos dados. Outro tribunal promoveu uma sessão para votar se permitia ou não a publicação das informações que o próprio TSE declara de caráter público. A sessão acabou vetando o acesso, com base em excêntricos questionamentos sobre a identidade e os poderes do jornalista.

Vencidos os empecilhos como a falta de informatização e mesmo de regras claras, o banco de dados Políticos do Brasil está agora disponível num site de grande audiência. Com a seqüência de três eleições na mão, o eleitor pode fazer por conta própria, acessando no site os fac-similes das declarações de bens, a avaliação de como evoluíram os patrimônios dos candidatos nos últimos oito anos.

Para o jornalista, que é colunista do UOL desde 2000, o conhecimento de informações como o patrimônio declarado e o CPF do candidato é um direito do eleitor, e esta radiografia da vida política brasileira contribui para a transparência do processo eleitoral no país. "Pela primeira vez, os eleitores e estudiosos terão acesso facilitado à informação dessa natureza sobre os políticos escolhidos para comandar o Brasil", afirma.

Rodrigues considera o conhecimento do CPF (Cadastro da Pessoa Física) do candidato uma ferramenta relevante para a hora de definir o voto. "Sabendo esse número, que não é sigiloso, apenas difícil de ser obtido, o eleitor pode checar a situação dos candidatos a cargos públicos junto à Receita Federal e outros órgãos governamentais", ele sublinha, ressaltando que pendências na situação fiscal nem sempre são sinônimo de irregularidade.

Quatro modalidades de busca
Aos interessados em investigar a vida do provável candidato escolhido em 2006, ou em descobrir mais sobre os homens e mulheres merecedores de voto em 1998 e 2002, o site Políticos do Brasil oferece quatro modalidades de busca. Dá para procurar os nomes por ordem alfabética, por partido, por unidade da Federação e por cargo disputado. As quatro buscas são válidas para os anos de 1998, 2002 e 2006.

Bastam alguns minutos de cruzamento de dados - comece a busca pelos políticos que circulam no seu bairro, ou pelos mais famosos, ou pelos mais importantes - e as curiosidades ou estranhezas começam a se acumular. Há concorrentes a cargos majoritários com décadas de vida pública que aparentemente ainda não conseguiram adquirir a casa própria, a ser levada a sério a declaração oficial de bens. Em contrapartida, há também os donos de diversos imóveis, adquiridos em quatro ou oito anos. E há os que adaptam o valor dos bens a cada eleição.

Um ex-ministro que já foi deputado federal, por exemplo, reduziu o valor da mesma casa, no mesmo endereço, de R$ 80.000,00 em 1998 para R$ 54. 651,83 na declaração deste ano. Múltiplos fatores podem ter contribuído para a mudança que, apenas nesse item, subtraiu cerca de R$ 25.000,00 do patrimônio. Um incêndio, uma súbita desvalorização do bairro por conta da violência crescente nas cidades, mesmo um sismo no jardim pode ter abalado as estruturas da casa e desvalorizado o imóvel. Não se pode culpar os políticos brasileiros pela falta de incentivo à imaginação do eleitor.

A Lei Eleitoral não obriga os candidatos a atualizarem o valor de seus imóveis segundo os movimentos do mercado. O exemplo dado por um dos atuais candidatos a presidente, que desde 1998 aproxima o preço de seu apartamento ao divulgado pelas imobiliárias, é uma exceção à regra. A maioria prefere manter o antigo valor fiscal dos bens. Mansões ou coberturas dúplex com piscina em bairros nobres de capitais surgem nessas declarações de bens de 2006 como se equivalessem a um apartamento quarto-e-sala. Mas o eleitor sempre pode indagar por que interessa a alguns políticos ocultar a própria identidade, considerando que entre as identidades possíveis da vida pública está a de milionário. O perfil dos candidatos mais ricos merece a análise de Fernando Rodrigues no livro "Políticos do Brasil" (Publifolha, 424 páginas, R$ 39,90), que chega às livrarias juntamente com o lançamento do site.

O livro

A pesquisa do jornalista revela a concentração da riqueza também no meio político. Em 1998, entre os eleitos, 273 declararam possuir patrimônio superior a R$ 1 milhão. Apenas 18 políticos (1% do total) concentravam R$ 663 milhões de bens pessoais declarados, ou 38% do patrimônio total dos 1.780 eleitos naquele pleito. Fernando Rodrigues verifica que, quatro anos depois, a concentração que já era grande se acentuou: em 2002, os 18 políticos mais ricos (1%) passaram a abarcar 50% do patrimônio total dos eleitos.

"Políticos do Brasil", o livro, se divide em seis capítulos: 1) Coleta de dados, metodologia e histórico de estudos correlatos; 2) O patrimônio dos políticos e sua evolução; 3) Os políticos e sua riqueza; 4) Perfil dos políticos do Brasil; 5) Os milionários e 6) A "classe média" entre os políticos e um caso para estudo (o "mensalão"). Os apêndices reproduzem tabelas utilizadas nas análises, com os nomes de todos os candidatos eleitos em 1998 e 2002, com cargo, partido, Estado, votação obtida e número do CPF.

No prefácio, Leôncio Martins Rodrigues, ex-professor da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade de Campinas), escreve que a democracia decorre do grau de vigilância que os governados possam exercer sobre os que governam: "O controle do poder dos que têm o poder implica iluminar as áreas que todos os governantes preferem manter na obscuridade".

O autor da pesquisa que a partir de agora servirá de ponto de partida para várias outras pesquisas destaca uma frase de que gosta muito, promovida a epígrafe do volume: "A luz do Sul é o melhor desinfetante", do juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos Louis Brandeis. Em tempos sombrios de denúncias de corrupção e desapontamentos de variada espécie, o histórico das despesas e das aquisições privadas que se sucedem às eleições serve como uma arma pacífica, de acesso doméstico, uma providencial lente de aumento para enxergar melhor as teclas da urna.

Isso que é uma 'zorra total'

MATÉRIA DO FOLHA ON LINE:

Após ser acusado de assediar atrizes, diretor do "Zorra" é demitido


Fábio Guimarães, um dos diretores do "Zorra Total", foi demitido anteontem pela TV Globo após circular na emissora um e-mail, com mensagens de conteúdo pornográfico, que ele teria trocado com uma atriz do humorístico por cerca de três meses --período em que os dois teriam tido um caso, segundo a suposta figurante. A autora do e-mail também acusa o diretor de escalar atrizes para o programa em troca de sexo.

Ontem, a Globo confirmou a demissão de Guimarães, mas afirmou não ter provas contra ele. Para afastá-lo, a empresa alegou quebra de confiança.

A autora do e-mail, que se identificou como Lu, disse ser atriz e jornalista e atuar como figurante do "Zorra Total". A mensagem foi enviada à diretoria da Globo, a colegas de trabalho e a veículos de comunicação. Além da correspondência do casal, o e-mail trazia fotos de masturbação.

Na mensagem eletrônica que chegou à Redação do Agora, a suposta atriz disse ainda que duas colegas suas deixaram de ser escaladas para o humorístico quando se recusaram a sair com Guimarães. Lu, que admite ter se envolvido com o diretor por "interesses profissionais", teria se revoltado quando não conseguiu um papel fixo na figuração.

Segundo o e-mail, a atriz e Guimarães se conheceram durante um curso que ele ministrou em Ribeirão Preto, no começo do ano. Em maio, ela teria feito o primeiro contato, por e-mail. A partir daí, os dois teriam começado a trocar correspondências. Eles só teriam consumado a relação, de acordo com o e-mail, quando a atriz já fazia parte do casting de figurantes do "Zorra Total".

No e-mail, em uma das supostas mensagens trocadas entre ele e a atriz, Guimarães também teria chamado o diretor-geral do humorístico, Maurício Sherman, de "gagá", além de chamar o programa de merda e dizer que chegava à emissora na hora que quisesse.

Ainda de acordo com a correspondência, os dois mantiveram encontros, sempre no período da manhã, em motéis na região da Barra da Tijuca --bairro próximo ao Projac. Os encontros eram "secretos", segundo a atriz, porque o diretor é casado.

O Agora tentou entrar em contato com a atriz ontem, mas ela não respondeu ao e-mail da reportagem. O diretor Fábio Guimarães também não foi encontrado. Até cursos que ele ministraria na próxima semana, em uma casa cultural do Rio, foram cancelados.

Outro lado

A CGCOM (Central Globo de Comunicação) diz que não tem prova nenhuma contra o diretor Fábio Guimarães, afinal não tem certeza se foi ele mesmo quem trocou e-mails com a pessoa que se diz figurante do "Zorra Total".

Guimarães, que ficou quase dez anos na emissora (dirigiu "Malhação" e, atualmente, estava no "Zorra Total"), vai ganhar seus direitos trabalhistas. Segundo a assessoria da Globo, o diretor não foi demitido por justa causa.

Ainda de acordo com a CGCOM, a autora do e-mail sequer se identifica, diz apenas que se chama Lu. A assessoria da emissora afirma também que Guimarães foi demitido porque houve quebra de confiança entre o funcionário e a empresa. "Apesar de ser um assunto pessoal dele, houve uma exposição que deixou a Globo em uma situação desconfortável", fala a assessoria.

Comentário do Blog:
Essa história de que o diretor foi demitido por assediar as figurantes é, como dizia um amigo meu, tertúlia flácida para acalentar bovino (uma variante de "conversa mole para boi dormir"). Os diretores costumeiramente assediam as moças e isso não é novidade. Fábio Guimarães caiu mesmo porque disse que o programa que dirige é uma "merda".
Muitas vezes se paga um preço alto por falar a verdade.

Alckmin "Chuchumbo" na BA, quinta

O presidenciável Geraldo "Chuchumbo" Alckmin quer reverter sua posição nas pesquisas. Pelo menos na Bahia. Aqui, o cara encontra-se em terceiro lugar. Come poeira de Lula - e até de Heloísa Helena. Visitará a região Sul (Itabuna ou Ilhéus) na quinta-feira, ao lado de Paulo Souto, ACM e companhia.

Será a oportunidade que o governador Paulo Souto terá para explicar a Alckmin por que o esconde dos seus programas eleitorais de TV e rádio?

"Votar em Wagner é como votar em mim"

Cid Gomes estava atrás nas pesquisas de intenções de voto ao governo do Ceará. Estava. O presidente Lula apareceu no horário eleitoral de lá afirmando que "votar em Cid é como votar em mim". Pronto. Menos de dez dias de propaganda no rádio e na TV e o candidato de Lula virou a disputa cearense. Saiu de 35% para 50% dos votos, diz o DataFolha. Deixou na poeira o seu concorrente direto, o tucano e atual governador Lúcio Alcântara, agora em segundo (caiu de 45% para 37%).

A esta hora, o petista Jaques Wagner, da Bahia, já sabe o que fazer para tentar subir nas pesquisas. Não se espante se nos próximos dias Lula aparecer dizendo: "meus companheiros, votar em Wagner é como votar em mim". Ademais, aqui na terrinha Lula tem a preferência de 69% dos eleitores, segundo pesquisa Ibope/Rede Bahia. Wagner empacou na casa dos 21%. Paulo Souto, na folga, soma 52% das intenções de votos.

Operação-abafa esconde desmaio de ACM

Foi pior do que pareceu. Um amigo deste blog e que acompanhou as andanças do senador ACM no sul da Bahia, garante: ele não apenas teve um mal-estar. Também sofreu um desmaio quando chegou a Ilhéus ao final da tarde de ontem. Houve quem pensasse no GF.

O senador se recuperou a tempo e, ainda, fez discurso para o povo que esteve no comício na terra de Gabriela, tendo ao lado o belo Teatro Municipal. Antes, o "cabeça branca" havia caminhado por três cidades, Itajuípe, Almadina e Coaraci.

25 Agosto 2006

Uso da máquina, praça cheia...

Usaram a máquina sem parcimônia no sul da Bahia, nesta sexta. Tudo para recepcionar o governador e candidato à reeleição, Paulo Souto, o senador ACM e os seus candidatos. As escolas municipais fecharam as portas em Coaraci, Itajuípe e Almadina. Em vez de aula, alunos foram obrigados a ir para os comícios. Sob ameaça de demissão, o professor foi para a rua aplaudir a trupe carlista.

Os prefeitos Marcos Dantas/Itajuípe, Gima/Coaraci e Linho Santana/Almadina precisam se explicar à população.

ACM mostra saúde debilitada em comício

O comício de Paulo Souto em Ilhéus quase não termina bem. O senador ACM passou mal durante todo o evento em frente ao Teatro Municipal. Chegou a discursar, mas teve que ficar sentado num banco improvisado. Houve até quem pensasse em levá-lo a um hospital.

Homem de faro jornalístico, o repórter Ed Ferreira tentou fotografar os momentos de agonia de ACM e a tensão entre os presentes. Foi impedido e quase leva porrada do ex-diretor do presídio de Ilhéus, Frederico Vésper, hoje dirigente do hotel Canabrava. Teve que sair às pressas do local para não ser linchado pelo brucutu.

Homem de Faro

Ed Ferreira, como dito aqui, tem faro para a notícia. É dele um dos maiores flagras jornalísticos da imprensa regional. "Picolé", como é chamado pelos amigos, fotografou Ângelo Calmon de Sá curtindo todas e bem acompanhado num hotel ilheense, enquanto o mercado financeiro sacudia.
A instituição que o ex-magnata presidia, o Banco Econômico, acabara de sofrer intervenção do Banco Central. O correntista do Econômico, hoje nas mãos do Bradesco, ficou quase um ano sem poder movimentar conta, sem por as mãos no dinheiro. Calmon de Sá tava nem aí...

Louco??? Timóteo liga GS a caso Leal

Um produtor que a tudo assistiu na reunião da Amurc, quarta-feira passada, resolveu abrir o bico para este blog. Revelou diálogos mais estarrecedores do que os já postados aqui.

Diz o produtor que Luiz Franco Timóteo foi à reunião levado por Silvano Pinheiro, parente do mesmo. Ao chegar, teve seu nome anunciado com pompa e circunstância pelo radialista Vily Modesto:

- Está chegando uma pessoa importante para esta reunião.

Falante tal qual um ser humano no seu mais perfeito estágio de loucura, revela o produtor, Timóteo disse que participou de várias "empreitadas" com petistas itabunenses.

Além de trazer a vassoura-de-bruxa, ajudou a planejar assalto a banco com petistas. Fronteiriço, envolveu até o bispo da Diocese de Itabuna à época, Dom Paulo na execução dos crimes. Entretanto, o que mais estarreceu a quem estava na reunião vem a seguir, nas palavras do próprio Timóteo:

- Quem mandou matar Manoel Leal foi Geraldo.

Neste momento, conta a nossa fonte, Maria Alice levou as mãos ao rosto, estarrecida, tal o grau de loucura do "réu-confesso".

Crônica de uma farsa anunciada

A REGIÃO já tinha antecipado o fracasso da passeata de Maria Alic...ops, dos produtores de cacau. Vejam a matéria:

Produtores podem boicotar passeata

Entidades que representam os produtores de cacau do sul da Bahia ameaçam não participar da manifestação para cobrar das autoridades agilidade nas investigações das denúncias de sabotagem da vassoura-de-bruxa.

A revolta é porque, durante a reunião para organizar a passeata, amigos do prefeito Fernando Gomes levaram Luiz Franco Timóteo, um dos acusados de introduzir a vassoura-de-bruxa no sul da Bahia.

Os produtores não entenderam porque um dos acusados e único réu confesso da sabotagem foi convidado para a reunião, cujo objetivo era organizat o protesto para cobrar punição dos culpados. Como Timóteo.

Outra presença que não agradou os produtores foi a de Maria Alice Pereira, secretária do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes. Os produtores reclamam que o movimento está virando eleitoreiro.

Funcionários da Prefeitura "engrossaram" levante do cacau

Funcionários da Prefeitura de Itabuna foram obrigados a participar do Levante do Cacau, ato organizado pela Amurc em protesto contra a suposta sabotagem da lavoura por um grupo de petistas, em associação com a Igreja.

Ao perceber que muitos produtores estavam abandonando a barca furada, o prefeito e sua fiel escudeira Maria Alice Pereira determinaram que os servidores deveriam, literalmente, vestir a camisa do protesto. Muitos deixaram o expediente no meio da manhã para andar pela Cinquetenário.

Onde está o Ministério Público?

O fiasco do levante

O protesto contra os "sabotadores da cacauicultura", realizado hoje em Itabuna, frustrou seus organizadores. Nada mais que uns 100 gatos pingados (esperavam 10 mil) apareceram na passeata. A maioria dos participantes era de políticos de partidos ligados ao carlismo e ao prefeito Fernando Gomes.

Desde quarta-feira, quando a Amurc promoveu reunião para se definir os detalhes do protesto, já se suspeitava que o ato não teria a adesão dos cacacuicultores. O motivo é que muitos deles começaram a se sentir usados pelos políticos ligados a Gomes, para destruir a candidatura de Geraldo Simões (PT) a deputado federal.

Na teoria da conspiração de Franco Timóteo, o petista é o Bin Laden do bioterrorismo. Juntamente com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Nascimento e - pasmem! - o bispo Dom Paulo Lopes de Farias. A presença de Timóteo na Amurc era o que faltava para cair a ficha dos produtores.

Extra! Extra! Até o bispo é terrorista

Em seu depoimento à Polícia Federal, o auto-intitulado bioterrorista Franco Timóteo disparou uma saraivada de acusações, que não poupou sequer a sagrada Igreja Católica Apostólica Romana.

Segundo Timóteo, o plano mirabolante de trazer a vassoura-de-bruxa para os cacauais da Bahia contou com aporte financeiro de 6 mil dólares do PT e mais 20 mil cruzeiros da Igreja, doados pelo bispo de Itabuna à época, Dom Paulo Lopes de Farias, hoje arcebispo de Diamantina (MG).

Não se sabe se a Polícia Federal pretende intimar o homem de Deus para depor, mas seria uma medida correta do ponto de vista da lógica investigativa. Farias atuou na diocese de Itabuna na década de 80, tendo se notabilizado por um intenso trabalho social. Ninguém jamais desconfiou que havia um homem-bomba por baixo da batina. Isso segundo Franco Timóteo.

Sei não... Esse negógico de terrorismo, igreja, conspirações. Tá parecendo livro de Dan Brown, autor do best-seller "O Código Da Vinci".

24 Agosto 2006

7 x 0 no TRE

Acossado pelas denúncias de sabotagem biológica contra a lavoura cacaueira sul-baiana, o ex-prefeito Geraldo Simões tinha sobre a cabeça a ameaça de indeferimento da sua candidatura a deputado federal. O Ministério Público havia entrado com pedido de impugnação contra o petista.

Em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na quarta 23, Geraldo foi absolvido pela unanimidade dos desembargadores. Os magistrados rejeitaram a denúncia do MP sobre a falta de prestação de contas de convênio educacional em 1996, ao final da primeira gestão de GS como prefeito de Itabuna.

Quanto à denúncia de sabotagem biológica, a PF tem até a próxima semana para concluir as investigações. Será - ou não - a chance do petista se livrar da pecha de "terrorista biológico" (a propósito, leia mais abaixo a nota Timóteo na Amurc).

Infidelidade eleitoral

Primeiro, as juras de amor. Depois, o corpo mole. O fato é que Jabes Ribeiro jogou ao relento a candidatura de Fábio Souto, em Ilhéus. O troco não demora vir. Aliás, já veio.

O filho do governador esteve na terra do quase "ex-aliado", na última terça-feira, exibindo a tira-colo dois deputados estaduais e candidatos à reeleição, Heraldo Rocha e Paulo Cézar.

O trio caminhou pelas ruas do centro, apertando a mão do eleitor e pedindo votos na companhia do padre Nildemar Andrade. E nada de Jabes. Quem trabalha com Fábio Souto garante: a resposta ao candidato ilheense será ainda mais forte. "Vai doer no bolso", revela a fonte.

JR vai precisar chorar no pé do caboclo, lá em Salvador.

Souto, o maratonista


O governador e candidato à reeleição, Paulo Souto, chega ao sul da Bahia amanhã, logo cedo. Com fôlego reservado somente aos maratonistas e político na caça-aos-votos, fará caminhadas em quatro cidades da região em pouco mais de seis horas. Quando o relógio marcar 9h, chega a Coaraci, onde caminha pelo centro.

Duas horas após, estará nos braços (?) do povo de Almadina. Com o sol da moléstia de uma da tarde, percorre as ruas da velha Itajuípe. Como ninguém é de ferro, Souto encerra a verdadeira "maratona" em Ilhéus, terra de Gabriela e de natureza exuberante, às três da tarde.
A essa hora, se alguém oferecer uma skol "redôndia"...

Golpe do Terreno - Parte II

A história da "doação" do terreno, feita pelo prefeito Fernando Gomes a sua secretária Elaine Carvalho, ainda vai dar o que falar. Os jornais voltam a tratar do assunto neste fim de semana. Gomes fez uma manobra para que a Prefeitura comprasse a área de sua propriedade para a construção do novo prédio do Fórum pelo governo baiano.

Os vereadores Luís Sena e Wenceslau Júnior, ambos do PC do B, estão cobrando uma investigação séria e já encaminharam representação ao Ministério Público.

O objetivo é descascar o abacaxi, ainda que seja necessário espremer a "laranja".

Coroinha


O vereador Luís Sena, do PC do B de Itabuna, é comunista, mas não é bobo. Em uma caminhada realizada hoje por entidades ligadas à igreja católica, o cururu apareceu colado ao bispo da cidade.

Houve quem assistisse à cena (trocadilho não intencional) meio desconfiado, ainda pensando nas tradições agnósticas dos discípulos de Stalin. Já os mais pragmáticos reabatiam que os tempos são outros e, em período de eleição, milagres acontecem.

Aperta, mas não acende

Famoso por propor a CPI dos Sanguessugas e ser a favor da liberalização da maconha, Fernando Gabeira se saiu com essa, quando questionado sobre a sua popularidade:

"Sou popular, mas as pessoas não votam em mim. Uns porque sou supostamente maconheiro, outros porque sou supostamente veado, ou porque sou veado e maconheiro"

O Priscilão passou direto

A tietagem ao Pedro Bial foi grande, mas o jornalista, com seu Priscilão, não usou o material colhido em Itabuna. Fica o registro de que a nota postada sobre o assunto ficou vencida.
Uma satisfação a todos os nossos leitores. Inclusive os anônimos.

Timóteo na Amurc

O pivô da crise da vassoura-de-bruxa, Luiz Franco Timóteo, apareceu em uma reunião na Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), realizada na quarta-feira, dia 23. No encontro, estava sendo discutida a organização de um novo ato público contra os chamados "sabotadores da cacauicultura".

O estranho da história é a presença de Timóteo em tal reunião. Afinal, ele é autor confesso do suposto terrorismo biológico, que teria sido cometido com a introdução criminosa da vassoura-de-bruxa em plantações de cacau no sul da Bahia.
Se o crime ocorreu, ninguém sabe. Mas Timóteo é o único que confessou tê-lo cometido. Daí ser absolutamente inusitada sua participação nos atos de protesto contra o propalado bioterrorismo.

Ninguém pode ser chamado de cético radical, se achar que o tal movimento é apenas um pretexto para fazer política e derrubar o petista Geraldo Simões. Timóteo entregou o jogo. Chegou ao encontro acompanhado pelo radialista Villy Modesto. À mesa, também estava Maria Alice Pereira, fiel escudeira do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, inimigo político de Simões.

É bandeira demais.

23 Agosto 2006

Noblat 2:

Exemplo de transparência


Digam o que quiserem do governador Lúcio Alcântara (PSDB), do Ceará - menos que ele não é sincero.



Christiane Samarco, repórter de O Estado de S. Paulo, perguntou a Lúcio por que ele começou a usar como peça de campanha trechos de um discurso onde Lula o elogia.



Resposta de Lúcio, candidato à reeleição:



- Só queria mostrar que não era inimigo do Lula e que é possível fazer parceria com o governo federal, independentemente de partidos.



Não satisfeito, Lúcio foi mais claro ainda:



- Meu objetivo foi dizer que não há uma vinculação obrigatória entre o voto para governador e o voto para presidente.



Ou seja: Lúcio quis avisar ao eleitor cearense que ele poderá votar em Lula e nele também. No problem.



É um mistério por que Lúcio não teve o cuidado de avisar ao eleitor que se votar em Alckmin poderá votar nele também...

Noblat:

Bahia - Sinal dos tempos


Não é moleza o que tem de político por aí desde ontem que era partidário de Lula sem se dar conta. A ficha caiu depois da divulgação da mais recente pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha.



Encalhado nas pesquisas assim como Alckmin, o senador Rodolpho Tourinho, do PFL da Bahia, candidato à reeleição, já se dará por feliz se os eleitores pelo menos não o virem como adversário do PT.



Para isso, tem usado no rádio e na televisão trechos de discursos onde senadores do PT o elogiam. É o caso dos senadores Aloisio Mercadante (SP) e Delcídio Amaral (MS), ex-presidente da CPI dos Bingos.



Sinal dos tempos: Mercadante e Amaral viraram sem querer cabos eleitorais de Tourinho. Nem por isso ele se reelegerá.

22 Agosto 2006

Eu quero é beber...


Um chopp nunca desceu tão quente, né, Geraldo???

James Bond do Sertão...


Dentre as várias excentricidades do horário eleitoral deste ano, apareceu um tal de Chicão, o 7-007, do PT do B baiano. O candidato a deputado federal teve, hoje, a sua primeira aparição na propaganda gratuita de rádio e tv. Poderia até dizer: meu nome é Bond, "Chicão" Bond.
Lá ele...

Lá vem mais um "Datafolha"




Daqui a pouco teremos nova pesquisa DataFolha/JN/Folha de São Paulo, sobre a disputa presidencial. Antevendo os resultados do levantamento, Geraldo Alckmin procurou a loura pra afogar as mágoas.
Que pessimismo, hem?

20 Agosto 2006

Caranava JN e o "Priscilão" em Itabuna




Itabuna entra em cena no Jornal Nacional desta segunda. Calma, calma... O assunto não é assassinato de jornalista, prefeito "esperto" ou vasssoura-de-bruxa. A Caravana JN esteve por aqui para saber quais os sonhos do itabunense, numa série de matérias que compõem o quadro "Desejos do Brasil".

Pedro Bial e o Priscilão, o ônibus da caravana, fizeram o maior sucesso na Beira-Rio. Lá, o jornalista deu autógrafo para fãs que assistiam aos shows da campanha da Santa Casa de Misericórdia. Jornalistas também fizeram tietagem para o repórter-poeta-cronista meloso. Temos fotos...

O resultado de tudo isso a gente vê logo mais à noite, no Jornal Nacional, mas que Bial nos dispense de suas crônicas melosas e lembre os tempos em que se lançava como repórter.

Alckmin minimiza pesquisa e diz que campanha "nem começou"

'SÃO PAULO (Reuters) - Quase uma semana depois do começo do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que sempre foi apontado pelo candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, como o marco inicial da disputa presidencial, o tucano procurou neste domingo minimizar o resultado da última pesquisa de intenções de votos dizendo que a campanha ainda "nem começou".

"As diferenças são mínimas e a campanha nem começou. É 2 ou 3 pontinhos e já está no segundo turno", disse Alckmin a jornalistas, tentando mostrar otimismo, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estar com 11 pontos percentuais a mais que a soma de seus adversários, o que garantiria hoje sua reeleição já no primeiro turno.
(...)'

Comentário

O Alckmin vive dizendo que está zen. Talvez por isso ele ache que a campanha ainda não começou. Deve ter lido bastante aquela fábula da lebre e da tartaruga, mas ainda vai matar o ACM de raiva.

2 + 2

Deputado estadual que concorre à reeleição já foi apontado como suspeito de envolvimento com uma quadrilha de ladrões de carro. Recentemente, fez manobras para libertar bandidos presos em Itabuna, todos indiciados por fraude na venda de carros financiados. Seu comitê eleitoral funciona em uma loja de carros usados.

Só não vê quem não quer.

Na Malha d'A Região

Crime de saúde
O Hospital de Base não fez a sorologia de um paciente com suspeita de dengue hemorrágica e ele acabou morrendo. Mais grave é que o HB não notificou o Ministério da Saúde, como é lei.

Alerta geral
A denúncia foi feita por uma técnica do MS num seminário na Santa Casa, que exigiu da prefeitura que publique nota pública alertando para o perigo de uma epidemia de dengue.