25 maio 2007

Pede outra coisa...

Os deputados da bancada do governo na Assembléia Legislativa querem manter ou ter o direito a indicar parentes para trabalhar no Executivo ou no Judiciário. Anteontem, a base aliada ao governador Jaques Wagner (PT), que é maioria na Casa, rejeitou a emenda apresentada pela oposição que proibia a contratação cruzada de parentes entre os três poderes.

O texto aprovado impede apenas o nepotismo em cada poder, ou seja, os deputados estão impedidos de nomear familiares na Assembléia Legislativa. O mesmo vale para o Judiciário, Ministério Público, Defensoria, tribunais de contas e no Executivo.

Se a emenda da oposição fosse acatada pelo relator, deputado Paulo Rangel (PT), ou fosse aprovada através de destaque, o governador teria que demitir uma série de parentes de parlamentares contratados no Executivo.

É o caso, por exemplo, dos deputados Luciano Simões (PMDB), cujo filho, Luciano Simões de Castro Barbosa Filho, trabalha na assessoria técnica do Ibametro; Joélcio Martins (PMDB), que tem o filho, Joelcio Martins da Silva Filho, na diretoria de planejamento da Agerba; e Leur Lomanto (PMDB), cujo tio, Antonio Lomanto Netto, é diretor executivo da Agerba.

Já o Nelson Leal, emplacou o pai, Emmerson Leal, na presidência da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA); e Adolfo Menezes, que conseguiu a nomeação da mulher, Denise Menezes, para o comando do Ciretran, órgão ligado ao Detran, de Senhor do Bonfim. (Correio da Bahia)

2 comentários:

  1. O que é isso Pimenta?
    A regra só é valida para os "outros".
    O povo de JW tá muito carente e...
    vc sabe... faz de conta que não viu que não sou soube...
    Para com essa onda de "moralização"
    barata.

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  2. O nobre deveria atentar para o texto e o título... Se pedir outra coisa, talvez seja aprovado... foi esse o sentido da coisa... o título é apenas irônico com a nova condição da ex-oposição, agora governo!

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Aos comentaristas, recomendamos:

- escrever nos limites das boas maneiras, sem 'pesar' a mão;

- ater-se ao assunto da nota;

- Não ofender a honra alheia. Isso os políticos já o fazem muito bem.