A briga pelo comando da Rede
Bahia continua. E a indefinição sobre os caminhos a seguir.
Praticamente todas as manhãs, às sete horas, a família Magalhães se reúne no prédio da Rede
Bahia, na Federação, para discutir qual rumo dar ao grupo depois da morte de
ACM e a perda do maior e generoso cliente, o Governo do Estado.
ACM Neto e o pai,
ACM Júnior, querem dar um tom mais político às coberturas da TV
Bahia e demais emissoras de televisão do grupo no estado. O outro sócio do empreendimento, César Mata Pires, busca uma linha de maior isenção e equilíbrio orçamentário das empresas.
A visão de César Mata Pires, da construtora
OAS, é de empresário.
Veja um exemplo comentado entre profissionais de comunicação em Salvador. O Correio da
Bahia, nestes novos tempos de dinheiro curto entre os Magalhães, praticamente concluiu a mudança do prédio da Paralela para parte das instalações do prédio do grupo, na Federação.
A antiga sede do jornal será colocada à venda.
Antes, as demais empresas do grupo faziam frente, cobriam, o
déficit orçamentário do Correio, ainda segundo profissionais ouvidos por este blog. A publicação tem gastos anuais de R$ 20 milhões, mas a arrecadação em 2007 não deve superar R$ 10 milhões (receita com anúncios etc...).
A vida do Correio, inclusive, estaria a perigo, pois é dado como
líqüido e certo o arrendamento (ou fechamento, ou venda) da gráfica do grupo, a Santa Helena, onde o jornal é impresso. De todas as empresas, a única que ainda não apresenta
déficit é a TV
Bahia.
E a leva de demissões preocupa profissionais de outras empresas da Rede, no interior. O clima na TV Santa Cruz, em Itabuna, é um exemplo. As demissões de gente com bom tempo de casa e
ótima qualificação assustam. Houve mudança, inclusive, na estrutura física do departamento de jornalismo.
Ruim para o mercado de trabalho, cada vez menor.