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Imagine que o bife suculento do seu almoço seja proveniente de um animal abatido em um matadouro mal-inspecionado. Mais ainda, projete que essa carne tenha sido transportada em veículos sem refrigeração, sujeita à contaminação por diversos agentes nocivos. Agora, visualize a alcatra, já no açougue, sendo cortada em um cepo habitado por insetos de várias espécies, principalmente baratas dos mais diversos tamanhos.
Vote na enquete do Pimenta, que pergunta em quem você votaria para prefeito de Itabuna, se as eleições fossem hoje.
As autoridades que deveriam zelar pelo cumprimento da legislação eleitoral fazem a sociedade aceitar algumas piadas como se fossem coisa séria.
A coisa mais difícil em Ubaitaba é encontrar o prefeito na cidade. Asclepíades de Almeida, o Beda, do PMDB, desapareceu, para não topar com os oficiais de Justiça que tentam desesperadamente localizá-lo.
Do A Tarde online:De Canavieiras a Itacaré, o acesso de moradores e turistas às praias passa por um descumprimento aos artigos 10 e 214 da Lei nº 7.661/88, que prevê o direito dos cidadãos de usufruir um bem público de uso comum do povo. É um desrespeito à legislação, pois não há no Brasil o conceito de praias particulares.
Depois de 16 anos de discussões no Congresso, o Decreto Federal nº 5.300/2004 regulamentou o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro-PNGC, instituído originalmente pela Lei nº 7.661/1988. O novo decreto é mais um instrumento para combater a privatização das praias.
O PNGC busca orientar a utilização racional dos recursos na Zona Costeira, protegendo desta maneira os patrimônios naturais, históricos e culturais dessas áreas. Acima de tudo, define os limites terrestres para a ocupação da orla e atribuindo aos Estados e Municípios a tarefa de criar legislações específicas para atender às necessidades locais, obedecendo, naturalmente, às diretrizes gerais.
Com isso, os gestores municipais podem ser penalizados por permitir ocupações ilegais, sob pena de crime de improbidade administrativa. Basta que qualquer cidadão formalize a denúncia e impetre uma ação no Ministério Público Federal.
Em relação ao limite terrestre, a nova lei estabelece um recuo de
Porém, um dos aspectos mais importante nessa questão é reforçar o conceito previsto no parágrafo 10 da Lei 7.661, segundo o qual as praias são bens públicos de uso comum, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, ressalvados os trechos considerados de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica.
Nas praias que fazem parte da Costa do Cacau, o que mais se observa é a invasão em terrenos de marinha, de propriedade da União, sem autorização do órgão competente, que é a Gerência de Patrimônio da União (GPU), nem licença ambiental.
Invasão dos resorts, condomínios,
sítios e segunda residência no litoral
A ocupação de áreas de praia com a construção de bangalôs impõe medidas compensatórias à flora e à fauna locais; às atividades laborais e de extrativismo dos moradores nativos - especialmente a pesca – e aos impactos no trânsito de veículos na região, bem como em sua infra-estrutura de energia, água tratada e telefonia.
A construção de hotéis, condomínio uni-familiar e multi-familiar, campos de golfe, setor de equipamentos - onde serão instalados lojas, restaurantes e comércio -, havendo projeção populacional crescente, entre moradores, visitantes e funcionários.
Lei Federal nº 7.661/88, prevê em seu art. 10 em seu § 1º que não será permitida a urbanização ou qualquer forma de utilização do solo na Zona Costeira que impeça ou dificulte o acesso assegurado no caput deste artigo.
O que está por trás dessa ocupação do litoral brasileiro e, especificamente na Costa do Cacau, portanto, é um verdadeiro processo de privatização das praias, o que confronta claramente a legislação brasileira.
No ritmo que vai, em breve só os bem afortunados poderão tomar um banho de mar – nas praias mais bonitas e limpas, bem entendido. É ainda mais torpe socialmente que pescadores, marisqueiros e outras comunidades que vivem dos recursos marítimos sejam privados de seu ganha-pão.
Os estressados de São Paulo e de países do Primeiro Mundo investem em paraísos fechados, estão aos poucos passando amplas faixas do litoral baiano, em grande parte em terras patrimônio da União, para o controle português, francês, espanhol, Inglês e italiano.
Com a promessa de milhares de empregos e desenvolvimento para a região, bem ao estilo Hotel Transamérica Comandatuba e outros que através do discurso corretamente ecológico, escondem uma pratica excludente.
A realidade, veloz e assustadora
É assustadora a velocidade com que áreas imensas são transformadas em novos loteamentos de forma irregular aqui na Costa do Cacau. Qualquer um pode conferir, basta pegar um automóvel em Canavieiras em direção a Itacaré e constatar a verdadeira privatização das praias.
A primeira praia é a de Atalaia que realmente é de livre acesso, apesar das construções estarem tomando conta nos solos da União. Em Comandatuba, para ter acesso à praia só com autorização do hotel ou então navegar cinco quilômetros pelo rio para chegar às praias da Ilha. E pensar que a passagem era de pescadores e hoje está totalmente privatizada. A próxima parada somente em Lençóis de Una, próximo à divisa com Ilhéus, onde surgiu uma vila.
Já na divisa de Ilhéus com Una começa a exploração, a Ilha do Desejo, onde se paga uma taxa de travessia, menos mal. Ainda na divisa do município, em Acuípe, tem se acesso a lindas praias através de passagens estreitas, mas já sinalizam para fechar totalmente com casas, sítios e condomínios. De Acuípe a Olivença, num trecho de quinze quilômetros, existem apenas três acessos às praias.
De Olivença a Ilhéus ainda existe, por enquanto, o maior números de acessos. De Ilhéus a Itacaré, a situação fica mais grave depois do Bairro São Domingos,
Em quarenta e seis quilômetros encontram-se aproximadamente 12 acessos, quando na realidade e por lei deveria ser no mínimo 230.
Está bem claro que despercebidamente, aos olhares comum, ocorre uma ocupação quase que massiva da classe dos afortunados que tomam para sim todos os espaços nobres do nosso litoral, fecham os acessos desrespeitando a Constituição Brasileira e sob a capa da preservação e das facilidades da corrupção vão conseguindo privatizar nossas praias.
"A maioria dos brasileiros apóia um terceiro mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa mostra que, entre os entrevistados, 50,4% são favoráveis a mais um mandato para o petista, enquanto 45,4% se mostraram contrários à permanência de Lula no poder.
Numa disputa com José Serra (PSDB), Lula receberia, segundo a pesquisa, 51,1% dos votos, enquanto Serra teria o apoio de 35,7% dos entrevistados. Outros 13,3% não opinaram ou votariam em branco ou nulo. Com a contabilidade apenas dos votos válidos, Lula também teria o apoio de 58,8% da população, contra apenas 41,2% dos eleitores favoráveis a Serra.
Nas eleições de 2006, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o petista recebeu o total de 60,8% dos votos válidos contra 39,2% recebidos pelo tucano Geraldo Alckmin. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre 21 e 25 de abril em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A margem de erro é de três pontos.
Questão Pimenta: E você, aprovaria um terceiro mandato para Lula? Deixe sua opinião na seção comentários.
Por Luiz Carlos Junior*
A aula do professor Alberto Oliveira, no módulo 2 do curso de extensão em webjornalismo, oferecido pela FTC, deixou muito jornalista com a pulga atrás da orelha.
O prefeito Fernando Gomes aproveitou uma folguinha na última sexta-feira e foi assistir à apresentação do humorista Renato Piaba, no Centro de Cultura Adonias Filho.
Luciano Reis PortoEstiveram presentes, da parte brasileira, Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, e Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração.
A iniciativa é parte da estratégia da Secretaria de Relações Internacionais da CUT de propor a sindicais européias a realização de seminários desta natureza para sensibilizar os governos locais e a sociedade para o problema que se tornou a imigração.
Segundo o Ministério da Previdência, há em Portugal mais de 115 mil brasileiros trabalhando legalmente. No Brasil, há cerca de 257 mil portugueses na mesma situação. 4 milhões brasileiros vivem fora do país e remetem para cá US$ 8 bilhões, anualmente.
A seguir, trechos de um bate-papo com João Felício, ex-presidente e hoje secretário de Relações Internacionais da CUT.
Pimenta - Por quais razões a CUT propôs realizar, em conjunto com a CGTP, um evento com esse tema, “Migrações e mundo do trabalho”, aqui em Lisboa?
João Felício - Primeiro, porque são milhares os brasileiros que moram no exterior, que trabalham, que contribuem para o crescimento econômico do país onde estão, mas que enfrentam problemas relativos a seus direitos. Há uma profunda discriminação contra brasileiros em vários países europeus, nos Estados Unidos, no Japão. Esse encontro foi possível porque a CUT tem relações históricas, de amizade, de parcerias com a CGTP de Portugal, que é a maior central sindical portuguesa.
Pimenta - A avaliação do encontro é positiva?
João Felício - Daqui saíram sugestões importantes que colocam a CUT na perspectiva de exercer uma pressão maior sobre o Ministério de Relações Exteriores do Brasil para que cuide com mais afinco dos interesses dos brasileiros que moram no exterior. E, também, como equipar melhor os consulados, as embaixadas, e que canalize junto ao governo brasileiro as reivindicações históricas dos trabalhadores.
Pimenta – E como interferir para melhorar a qualidade de vida destes brasileiros?
João Felício - Foram apontados alguns encaminhamentos, especialmente no que se refere à formação. Só para citar um caso: nós sabemos que em Portugal é grande o número de brasileiros que não conhecem com profundidade a legislação local no que diz respeito a direitos trabalhistas, direitos previdenciários e, tampouco, conhecem a legislação brasileira.
Pimenta – Como as centrais vão trabalhar para oferecer essa formação?
João Felício - A CUT, junto com a CGTP, vai fazer as gestões necessárias para montar um curso de formação aqui em Lisboa, para dirigentes sindicais brasileiros que moram aqui. E também vai elaborar documentos, cartilhas explicativas informando sobre direitos locais. Foi um encontro de trocas de experiências. A CUT é uma central sindical que organiza os trabalhadores no Brasil, não tem como fazer isso em outros países. Então, essas coisas só podem ser feitas se houver uma central sindical parceira, como a CGTP.
Pimenta - Estima-se que, hoje, já são mais de 4 milhões de brasileiros que vivem no exterior, um contingente que remete anualmente para o Brasil algo em torno de US$ 8 bilhões. Como a CUT vê a atuação do governo brasileiro em relação a esse número expressivo de brasileiros migrantes?
João Felício - A melhor forma de evitar a emigração é o crescimento econômico. Se o Brasil tivesse crescido ao longo dos anos como tem crescido agora, com certeza o número de brasileiros migrantes seria menor. Mas, também há que se considerar que muitos saem do Brasil não necessariamente por questões econômicas. Saem pra buscar uma nova forma de vida, ter outras experiências ou porque a própria profissão, às vezes, exige, como é o caso de trabalhadores de empresas multinacionais. Mas, claro, a maioria sai porque as sucessivas crises econômicas no Brasil empurraram a tomar outro rumo, a buscar novas formas de sobrevivência.
Pimenta – E, na sua opinião, o que estaria faltando?
João Felício - Em que pese alguns avanços do atual governo, é a concretização de acordos bilaterais do Brasil com países receptores de brasileiros. Nós notamos que ainda há uma profunda discriminação, maus tratos, falta de respeito para com os trabalhadores brasileiros. Então, é preciso avançar nisso. Há coisas simples, como a agilização na obtenção de documentos, que os governos podem resolver e melhorar a vida das pessoas. Um exemplo é a questão da aposentadoria. Muitos brasileiros, em alguns países, não podem somar seu tempo de trabalho no exterior com o tempo de trabalho no Brasil, para efeitos de aposentadoria. Isso é perfeitamente possível de se resolver, como já foi feito com relação a Portugal e Espanha. Agora, tudo isso ocorre se tiver pressão política. Por isso que eu acho que a presença de brasileiros organizados em núcleos de partidos, como os núcleos do PT em Lisboa e Madri, é fundamental. Por mais que tenhamos governos comprometidos, as conquistas só virão se houver luta.
Pimenta - Tem havido um fenômeno interessante, embora ainda incipiente, no caso da imigração brasileira, que é o retorno dos emigrados, especialmente dos Estados Unidos. A que se poderia atribuir isso?
João Felício - Creio que podemos apontar três motivos centrais. O primeiro é a repressão do governo americano, que discrimina, persegue, deporta. Depois do 11 de setembro, isso se intensificou muito e se somou às dificuldades já existentes. Outro motivo é a desvalorização do dólar, fazendo com que já não haja tanta vantagem trabalhar lá na perspectiva de converter o que se ganha
Pimenta - Existe uma grande contradição nos discursos e na prática dos governos dos países desenvolvidos. Eles defendem o conceito de sociedade aberta, mas, ao mesmo tempo, temos estados extremamente fechados, sobretudo à imigração. Como explicar essa contradição?
João Felício - Há nos países mais desenvolvidos um profundo protecionismo, que se manifesta de várias formas. Primeiro, o protecionismo contra os imigrantes, impedindo que as pessoas entrem, trabalhem e tenha uma vida melhor. Segundo, um protecionismo nas relações comerciais. Os países avançados fazem uma profunda pressão política para exportar seus produtos e criam enormes dificuldades para a entrada dos oriundos dos países em desenvolvimento. É um protecionismo nocivo nas relações comerciais, muito ruim para as populações mais pobres. Aquilo que ocorreu no passado, quando milhares de europeus foram para as américas, buscando melhores condições de vida, e foram bem aceitos, hoje não se verifica mais nesse fluxo migratório contrário. Ou seja, os imigrantes que aqui na Europa chegam, não são bem visto, não são aceitos, não são integrados na sociedade. Acham, por exemplo, que a vinda de brasileiros e latinos pra cá vá tirar os empregos locais, o que eu não acredito, pois, infelizmente, grande parte dos imigrantes se submete a condições desfavoráveis, como baixos salários, sem ter registro em carteira, sem reconhecimento político local. Mas, há uma forte pressão política sobre os governos locais. E isso justifica esse fechamento, valendo-se de justificativas como as que vinculam imigração com violência, com prostituição, e outras formas camufladas de discriminação e xenofobia. A violência, para mim, é mais forte das nações ricas sobre os pobres do mundo. Se a gente for analisar quem contribui pra a paz mundial, acho que nós contribuimos muito mais, com nosso pacifismo, do que as grandes potências, como os Estados Unidos. O Iraque não me deixa mentir. Portanto, não são os imigrantes dos países em desenvolvimento que aumentam a violência no mundo. A violência sempre vem por causa do domínio econômico.

Pimenta- Fora do país, lemos diariamente nos jornais notícias sobre as conquistas recentes do Brasil e isso gera uma grande expectativa. Qual a melhor notícia que a CUT daria para os trabalhadores brasileiros emigrados, a respeito do Brasil, nesses cinco anos de governo Lula?
João Felício - Olha, a Central Sindical exerce uma profunda autonomia em relação aos governos. Agora, a central sindical é autônoma, mas não é neutra. Para nós, os anos do governo Lula são muito melhores do que os anos de FHC ou qualquer outro período de nossa história recente. O Brasil está tendo um crescimento econômico maior. Hoje, os movimentos sociais do Brasil, a CUT, têm muito mais espaço de negociação no governo, porque não são discriminados, como no passado. Temos crescimento econômico aliado a distribuição de renda. Já tivemos no passado crescimento econômico de 8%, 9%, 10%, mas não havia distribuição de renda. O crescimento só atingia a população mais rica. Hoje não, ele atinge a população mais pobre. Nós tivemos, nesses cinco anos, 36% de aumento real do salário mínimo. Por isso, que a população mais pobre contribui enormemente pra o crescimento do país, porque compra mais, porque tem acesso ao mundo do consumo. Nunca as lojas venderam tanto, nunca as empresas produziram tanto. E também os programas sociais. Você tem um programa como o Bolsa Família que contribui pra tirar milhões de famílias da miséria.
Pimenta - Essa leitura majoritariamente positiva que a CUT tem do governo Lula, lhe custou algumas acusações de perda de combatividade, com a saída de sindicalistas para criação de outra central. Como a CUT vê essa análise?
João Felício - É uma afirmação esdrúxula que não condiz com a realidade. O pequeno número de sindicatos que saiu da CUT saiu por questões partidárias. Agora, recentemente, tivemos a saída de sindicatos dirigidos por companheiros do PCdoB, valorosos companheiros com os quais estaremos sempre juntos em muitas lutas. Mas, saíram da CUT por uma questão partidária. Isso é muito ruim, da mesma maneira como ocorreu com sindicatos dirigidos por companheiros do PSTU e do PSOL. Isso foi ruim porque eu sempre sonhei que era possível construir no Brasil uma central sindical única da esquerda. Podia não ser única dentro do espectro sindical do país, mas, pelo menos, única no campo da esquerda. Hoje nós temos quatro organizações regionais no campo da esquerda. Como é que nós vamos enfrentar o futuro, com uma esquerda tão dividida?
Pimenta - Mas a CUT não perdeu a combatividade?
João Felício - A diminuição do número de greves, por exemplo, se deu porque hoje você tem uma inflação mais baixa. O próprio Dieese detectou que 92% dos sindicatos estão conseguindo fazer acordos salariais com reajustes superiores à inflação, o que é um fato inédito. Nós nunca tivemos isso nos anos 80 e 90. Quando o sindicato consegue fazer um acordo salarial que resulte em ganho real do salário, por que vamos fazer greve? Eu sempre sonhei na minha vida de fazer um acordo antes de decretar uma greve. Então, a imensa maioria das categorias está conseguindo isso. Por isso, diminuíram as greves e não porque a CUT mudou a sua história, o seu jeito de ser, ou não tem mais aquela garra do passado. Isso não é correto.
Pimenta – O senhor não concorda com essa análise, então?
João Felício - Isso é uma análise de um esquerdismo infantil, partidário ou daquela direita desavergonhada que deseja que a CUT bata no Lula em todos os momentos. É posição de quem não reconhece os avanços obtidos e que não aceita uma central sindical que hoje é interlocutora, que tem espaços de negociação política, que organiza a luta com mais democracia que no passado. Então, é aquilo que sempre costumo dizer: é impressionante como o esquerdismo infantil consegue abraçar a direita. Faz análises muito parecidas com os grandes meios de comunicação do país, que toda hora ofende a CUT, seus dirigentes. A nossa central sindical vai continuar sendo o que sempre foi. Quando os nossos sindicatos definirem que há necessidade de fazer greve geral no país, ou greve de categorias, assim o faremos, como sempre fizemos, e sempre vamos continuar a fazer. Não vamos mudar nosso jeito de ser e nossa história.
O peemedebista e ex-deputado Renato Costa participou da reunião da frente de partidos aliados do governo Wagner, hoje, na Câmara de Vereadores. E mostrou que não esqueceu as mágoas do passado.
Ele mirou no presidente do PT de Itabuna, Eduardo Barcellos, e disse que desconfiava das verdadeiras intenções de uma frente partidária que tem a participação de petistas.
A desconfiança, argumentou, vem de acordos feitos e não cumpridos pelo partido, notadamente o ex-prefeito e hoje secretário estadual de agricultura, Geraldo Simões.
Ele se referia, principalmente, às eleições de 2002, quando Geraldo era prefeito e não lhe apoiou no projeto de reeleição a deputado estadual, quando ainda integrava o PSB, partido pelo qual enfrentou Geraldo nas urnas, em 2004.
Hoje, Renato está no PMDB, que tem o Capitão Fábio como pré-candidato a prefeito de Itabuna.
O Itabuna permanece na lanterna do quadrangular, com 3 pontos, um a menos que o Vitória. Mas o rubro-negro enfrenta o Bahia, amanhã, em Feira de Santana.
Um triunfo do Bahia ou empate será bom resultado para o azulino, que ainda sonha em conquistar a Copa do Brasil 2009 (campeão e vice ficam com as vagas baianas da competição nacional).
O Bahia tem 7 pontos e ocupa a liderança do quadrangular. Apesar da derrota para o Itabuna, hoje, o Vitória da Conquista é o vice-líder, com 5 pontos.
Na rodada de quinta, o time do sudoeste baiano enfrenta o Vitória, no estádio Lomanto Júnior. Um empate entre os dois times é o resultado dos sonhos para o azulino.
A cinematográfica invasão judicial à residência da viúva do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, ocorrida no dia 11 de março, ganhou repercussão como um ato de ganância de Tereza e César Mata Pires, filha e genro do falecido senador baiano, contra a viúva Arlette.A denúncia foi baseada em uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado que apontou irregularidades na transferência de recursos da Bahiatursa entre os anos de 2003 e 2005, envolvendo recursos superiores a R$ 90 milhões.
À época, Gaudenzi ocupava o cargo de secretário da Cultura e Turismo Estadual; Taboada era diretor-presidente da Bahiatursa; e Guy era diretor também da Bahiatursa.
Segundo a denúncia, recursos eram transferidos da Secretaria da Fazenda para a Bahiatursa que, por sua vez, os repassava para organizações não-governamentais e outras empresas, inclusive de publicidade.
Gaudenzi e Cláudio, conforme a denúncia, cometeram crimes contra a ordem tributária, previstos no Código Penal Brasileiro, crimes previstos na Lei de Licitações e Lei de Responsabilidade Fiscal. Guy foi acusado de cometer crimes previstos na Lei de Licitações.
"Cerca de 60 motociclistas têm participação confirmada na 3ª Etapa do Campeonato Estadual de Enduro Works, a ser realizada 26 a 27 de abril, no campo do São Lourenço, próximo ao Posto Atalaia, no quilômetro 505 da Br 101.
Allah Góes*Mas a candidatura de Juçara foi também viabilizada (além da questão Tomé de Souza), por conta da briga silenciosa que hoje se trava no PT, que não sabe quem será o candidato à vaga de senador em 2010, quando se estarão disputando duas das três vagas senatoriais. Explico melhor:
Geraldo Simões (mentor e, até agora, maior cabo eleitoral de Juçara), é hoje estrela em ascensão na constelação petista da Bahia. Elegeu-se deputado federal com mais de 85 mil votos, ajudou financeiramente na campanha vitoriosa de Jaques Wagner (o que lhe permitiu ser secretário e indicar outro) e vem realizando um bom trabalho à frente de sua pasta, sendo considerado um dos melhores secretários da atual gestão.
O secretário, por conta disso tudo, ombreia as atenções petistas com os deputados Walter Pinheiro e Nelson Pelegrino (petistas já consagrados), o que causou ciumeira danada e uma pressão para que Geraldo deixasse a Seagri e fosse candidato em Itabuna.
Geraldo, por conta de suas anteriores administrações, sabe que possui um índice de rejeição muito alto e, por conta da desistência de Fernando, correria um sério risco de perder a eleição municipal e comprometer parte do prestígio conquistado, razão pela qual desistiu de ser pré-candidato.
Geraldo, em perdendo a eleição municipal, muito dificilmente retornaria à Seagri. Geraldo derrotado continuaria “apenas” uma liderança regional, sem poder mais sonhar com qualquer plano senatorial. Como não é bobo nem nada, após refletir sobre seu futuro, resolveu arriscar com sua esposa a possibilidade de vitória.
E assim, ao lançar a esposa como candidata, caso vença a eleição, além de lhe ser creditada a vitória (até porque nenhuma densidade eleitoral possui Dona Juçara), aumentado estaria o seu prestígio, o que pavimentaria a sua estrada rumo ao Senado Federal.
Mas e se Juçara perder a eleição, Geraldo não perderia com isso? Quem perderia a eleição seria Juçara e não Geraldo Simões, que continuaria secretário de estado e teria condições de se recuperar do “equívoco”, através do contínuo trabalho de sua Secretaria.
Neste momento, 25 ex-funcionários da FTC participam de audiências na 2ª Vara da Justiça do Trabalho,
Juca teria dito palavrões, enquanto o técnico é acusado de agredir verbalmente o árbitro Gleidson Santos Oliveira. Logo depois da partida, o treinador insinuou que o Bahia teria vencido com ajuda do árbitro. O Azulino perdeu o jogo, de virada." Leia mais em A Região
Gerson MenezesDuda Mendonça resolveu dar as caras e contar as suas experiências profissionais, sem medo e sem rancores.
Conheci Duda Mendonça quando ainda não era o “grande mago da publicidade da Bahia”. E quando ainda sofria discriminação por ser um egrégio corretor de imóveis que descobriu que poderia vender os seus produtos.
Deixou assim de ser o grande cliente e passando para o outro lado do balcão, sem passar para o lado dos veículos de comunicação.
Duda era diferente de tudo. Não tinha o ar professoral dos criativos da época, muito menos a pieguice dos “corretores de reclames” que ainda formavam a maioria dos publicitários da época.
A primeira vez que o vi, trajava um paletó branco, gravata vermelha listrada e calçava tênis branco – um horror para os padrões vigentes. Falava uma linguagem direta que desmistificava e assustava a todos.
O “louco da Bahia” precisou desafiar o mercado do sudeste do país com a sua DM9 e se tornou o mago da propaganda brasileira sem, contudo, abrir mão da sua inteligência criativa.
O louco se transformou em Guru de muitas gerações de publicitários por esse Brasil afora. Depois de ter vivido e aprendido nos gabinetes dos principais executivos das grandes empresas e nos gabinetes de quase todas as esferas do poder político nacional, Duda Mendonça surpreende.
O irrequieto publicitário e marqueteiro político abre a sua “enciclopédia de conhecimentos” através da internet, com o seu www.blogdoduda.com.br. Sem dúvidas, será uma boa página a ser lida.
Pela sua irreverência característica, imagino o que irá contar a todos nós.
Seja bem-vindo Guru!
Gerson Menezes é publicitário
Partido político ligado a uma instituição que apregoa ter acesso às portas do céu iniciou uma pesada ofensiva em busca de apoio. Os meninos do bispo já mostraram que não estão para brincadeira e as conversas de bastidores deixariam Marcos Valério de cabelo em pé (lógico, se Marcos Valério tivesse cabelo).
Karol Vital Imaginem a cena: um garotinho olhando para o alto, com o dedinho apontado para o céu e perguntando à mãe:
- Mãe, o que é aquilo? É um pássaro? Um avião? É o super-homem?
E a mãe respondendo:
- Não, filho, é um padre!
Pois é, a onda de religiosos alados não parou com a série americana, do início da década de
A nossa versão brasileira é ‘estrelada’ pelo padre paranaense Adelir de Carli, que, no último domingo, tentou voar por
Está certo que se trata de uma situação lastimável, envolvendo um ser humano, com família, amigos e um sonho. Mas a história não deixa de ser cômica. Ainda mais quando se escuta as últimas conversas dele pelo celular:
- Alguém tem que me ensinar como se usa o GPS – solicitou o padre.
Gente, como é que alguém em sã consciência, amarra-se a balões de gás hélio, prepara-se para uma viagem de 20 horas e não sabe manusear um GPS? Desculpe-me pela franqueza, mas eu caí na risada. Parecia cena de alguma comédia protagonizada pelo Leslie Nielsen. Eu já imagino uma adaptação, com o grisalho narigudo, interpretando o sacerdote.
E o padre voador ainda teve o disparate de amparar a aventura dele na fidelidade de Deus, declarando que sua fé no Altíssimo o livraria de qualquer mal. Mas ele esqueceu de uma parte das Sagradas escrituras que diz: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Isso pode ser lido em Mateus, quando Satanás manda Jesus se jogar de um precipício para ser amparado por anjos.
Não estou condenando o padre aventureiro, mas é que todo o desdobramento de sua aventura está sendo tragicômico. Antes de ser enveredar pelos ares, disse desejar quebrar um recorde e estar chamando atenção para a Pastoral Rodoviária, que apóia caminhoneiros.
Infelizmente, todos os olhos se voltaram para o ar e, depois, para o mar.
Realmente, o padre voador conseguiu chamar a atenção de todo o Brasil e também da Marinha, Força Aérea, emissoras de televisão, sites... Quem sabe o padre Carli não está na ilha de Lost? Espero que se saia melhor que o Rodrigo Santoro.
Karol Vital é comunicóloga.