18 outubro 2006

Política às avessas: Jabes abandona o carlismo e vai para o PMDB de Gedell

De respeitado curriculum político e de um histórico nem tanto, o ex-prefeito Jabes Ribeiro sabe mexer as peças do seu xadrez. Dito de outra forma, sabe jogar politicamente. Sua marca é o oportunismo. Vejamos dois lances de sua carreira no espaço de uma década.

1 - Era 1998. Eleito prefeito de Ilhéus dois anos atrás, Jabes queria uma aproximação com o carlismo. Meios lhe faltavam. Apesar de boa 'lábia' e traquejo político, o prefeito da Terra de Gabriela em seu segundo mandato não achava jeito ou uma bela estratégia de aproximação do senador Antônio Carlos Magalhães. No mês de abril daquele ano, uma tragédia abalou o carlismo: a morte de Luís Eduardo Magalhães.

O filho do senador "Malvadeza" seria o sucessor natural de Paulo Souto no Governo da Bahia e, quatro anos depois, ungido candidato do PFL à presidência da República. O destino pregou uma peça terrível em todos, mas deu uma excelente oportunidade ao ex-prefeito, então no PSDB - ferrenho adversário do carlismo. Para aproximar-se, conseguiu, através de amigos, uma audiência com o senador logo após a morte de Luís Eduardo.

Inconsolável pelo falecimento do filho, Antônio Carlos Magalhães recebeu o então prefeito de Ilhéus. O baque do abreviamento de uma promissora carreira política fez o senador ir às lágrimas na presença de Jabes. Este não perdeu a oportunidade:

- Senador, eu queria dizer que o senhor perdeu um filho. E nós perdemos um irmão.

Jabes tocou fundo no coração do "homem". Usou a senha que lhe abriu as portas do Governo do Estado e garantiu obras como o Centro de Convenções de Ilhéus - que, não por acaso, chama-se Luís Eduardo Magalhães. Outras obras vieram. E garantiram a reeleição de Ribeiro.

2- O segundo lance acontece agora, oito anos depois. A eleição de 2004 foi uma tragédia para o grupo político do então prefeito. Jabes, entre várias opções, escolheu o respeitado professor Soane Nazaré de Andrade para sucedê-lo no Palácio Paranaguá. A escolha foi contestada. Homem de visão política, Jabes sabia que Soane não possuía chances reais de ganhar - faltava-lhe o que todo político precisa... votos! Ao fazer a escolha, estaria preservando o seu próprio espaço político, como se viu dois anos depois nestas eleições para deputado estadual.

Ribeiro não conseguiu a eleição para o parlamento baiano, neste ano. Entretanto, obteve uma votação expressiva, aproximando-se da casa dos 38 mil votos. A campanha marcou pelos desencontros com o governador e candidato à reeleição Paulo Souto. Quando Jabes pensou em mudar-se de legenda (estava no PFL), o governador teria lhe garantido uma "força" que asseguraria sua eleição como deputado estadual.

Dizem amigos mais próximos do ex-prefeito que o governador não teria cumprido o acordo, levando-o à derrota. As intrigas-brigas entre Jabes e o "soutismo" foram muitas durante a campanha. Por conta do "abandono" em alto mar, na reta final, o ex-prefeito deu o troco no governador "castigando" o filho: deixou a campanha de Fábio Souto, reeleito deputado federal. Jabes preferiu descarregar o seu prestígio no nome de Mário Negromonte, do PP. No abrir das urnas, percebeu-se que o ex-prefeito não conseguira a eleição. Para o político ilheense, a felicidade - contida, é claro! - foi ver o governador derrotado.

Agora, não mais que 20 dias após a eleição no primeiro turno, Jabes iniciou negociação com Gedell Vieira Lima, o dono do PMDB baiano. Resultado: o ex-prefeito vai para a legenda do velho Ulysses Guimarães e abandona o carlismo. Por ela, tentará, pela quinta vez, voltar ao comando do Palácio Paranaguá. A tiracolo, Gedell ainda puxou para o seu partido o empresário Jamil Ocké, político imberbe, com certo carisma e amigo de Jabes. Com isso, o PMDB ilheense se cacifa e ganha força para o processo eleitoral de 2008.

A conferir.

ELEIÇÕES 2006 - Mídia partidária e o interesse público

Por Venício A. de Lima em 17/10/2006

Independente de qual seja o vencedor das eleições do próximo dia 29 de outubro, será inevitável que se faça uma séria reflexão sobre o papel de centralidade que a grande mídia vem ocupando ao longo de todo o processo eleitoral. Essa reflexão se faz necessária, inclusive, para proteção e garantia futura de procedimentos básicos do jogo democrático.

Pessoas e instituições responsáveis, com credibilidade e legitimidade, devem promover um debate entre os atores que realmente contam – governo, empresários de mídia (incluindo as telecomunicações), fabricantes de eletroeletrônicos e, claro, representantes da sociedade civil – que resulte em propostas concretas para o aperfeiçoamento e a renovação dos compromissos democráticos da grande mídia com a pluralidade e a diversidade de idéias e opiniões.

Se é verdade que ao longo de boa parte da crise política – que nos acompanha desde maio de 2005 – havia um claro descolamento entre o "enquadramento" da cobertura política da grande mídia e a opinião da maioria dos brasileiros, há indícios fortes de que a situação se alterou às vésperas do primeiro turno em relação a parcela significativa da população.

A cobertura que alguns dos principais veículos de referência nacional – impressos e eletrônicos – ofereceram da campanha presidencial em suas últimas semanas parece ter sido determinante para a decisão do voto que provocou a realização do segundo turno. Não será difícil mostrar que essa cobertura buscou inequivocamente favorecer a um dos candidatos a presidente da República.

Base de formação

O que está em jogo não é a liberdade de imprensa, nem é a liberdade de expressão. Essas são garantias constitucionais. Não está em jogo também o jornalismo opinativo quando claramente explicitado.

O que está em jogo é o direito do cidadão de ser corretamente informado. Está em jogo o dever do concessionário de um serviço público – a radiodifusão – de servir ao interesse público e não apenas ao seu interesse privado. O que está em jogo, no final das contas, são as condições para a convivência e o exercício da democracia.

A matéria principal da revista CartaCapital desta semana (nº 415, de 18/10/2006) – com chamada de capa "A trama que levou ao segundo turno" e, no miolo, sob o título "Os fatos ocultos" – levanta sérias questões sobre o comportamento ético e profissional de importantes jornalistas da Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, rádio Jovem Pan e Rede Globo. E traz evidências de que eles agiram em sintonia com a direção desses veículos.

Depois do primeiro turno das eleições o favorecimento partidário continuou, inclusive, disfarçado em formas não-jornalísticas. A revista Veja, por exemplo, chegou mesmo a provocar uma decisão do TSE que mandou retirar, num prazo de 24 horas, os outdoors da edição com data de 11/10, em que Geraldo Alckmin aparece na capa, por burlar proibição da propaganda eleitoral.

Que jornais e revistas e concessionários de emissoras de rádio e televisão tenham posição editorial político-partidária é apenas normal. Que essas posições deliberadamente contaminem a cobertura política – sem serem explicitadas – é violar o direito fundamental dos cidadãos de serem corretamente informados. Não é essa informação que, conforme a doutrina liberal, serve de base primária para a formação da opinião pública autônoma e esclarecida, construtora das decisões do voto?

Oportunidade de ouro

Quando o compromisso democrático é violado em benefício de uma das partes em disputa é sinal que algo está errado. Em outros países onde o controle corporativo privado chegou à mídia, esse tema tem mobilizado players, estudiosos, profissionais e autoridades públicas sob a perspectiva do "jornalismo sitiado". Teme-se pela crescente perda de credibilidade da mídia e as conseqüências disso para a vida democrática.

Entre nós, o ano de 2007 oferece uma excelente oportunidade para uma renovada discussão sobre o papel da mídia, sobretudo das concessionárias de rádio e televisão.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) divulgou no sábado (14/10) um levantamento das 181 emissoras de rádio e televisão que deverão renovar suas outorgas no próximo ano. Estão na lista as cinco emissoras da Rede Globo (Recife, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), a TV Cultura, a Record, a Bandeirantes (todas de São Paulo) e as emissoras do grupo RBS em Porto Alegre e Florianópolis. Além disso, 80 emissoras de rádio FM e 73 AM também deverão se habilitar para ter suas concessões renovadas.

Não seria essa uma boa oportunidade para que se rediscutisse os critérios de concessão e renovação de outorgas de radiodifusão? Não seria essa, afinal, a hora de se estabelecer entre os atores do setor que deve prevalecer o interesse público?


ARTIGO PUBLICADO NO SITE OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
www.observatoriodaimprensa.com.br

Pesquisa reflete "guinada à esquerda"

KENNEDY ALENCAR
Colunista da Folha Online

Os marqueteiros têm uma regra que dizem fundamental em qualquer eleição. Quem dita a agenda da disputa possui mais chances de vencer. O tucano Geraldo Alckmin conseguiu levar a eleição presidencial para o segundo turno porque o dossiegate virou o grande fato da reta final do primeiro turno. O tiro no pé do PT produziu uma tremenda agenda negativa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assustado pela derrota política, pois cantou vitória na primeira fase, Lula não teve dúvida em recorrer ao arsenal pesado apontado pelas pesquisas qualitativas. E arrumou um jeito de fazer mais do que ditar a agenda deste segundo turno. Deixou Alckmin na defensiva.

O resultado dessa estratégia está refletido na pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira. O petista ampliou consideravelmente a sua vantagem sobre o tucano. Em uma semana, subiu de 51% para 57%. Alckmin oscilou negativamente, de 40% para 38% --dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula fez um primeiro turno em posição olímpica. Evitou debates. Levou aos programas de TV apenas propostas. Foi muito econômico nos ataques e nas menções aos escândalos de corrupção. Havia sobrevivido politicamente ao mensalão. Julgava que a parada estava ganha, mas havia (e ainda há) um dossiêgate no meio do caminho.

No segundo turno, Lula desceu do pedestal e entrou no ringue. Articulou alianças políticas com voracidade. Mobilizou a máquina pública a trabalhar a seu favor. E colou em Alckmin dois carimbos colhidos nas suas pesquisas qualitativas e tidos como mortais para o tucano: o de defensor das privatizações e de algoz de recursos da área social.

Esses dois carimbos explicam o salto de Lula no Datafolha. O petista conseguiu pescar votos com alguma coloração ideológica que haviam se afastado dele por conta dos escândalos. A guinada à esquerda no discurso de campanha deu resultado. Seduziu parte substantiva do eleitorado de Heloisa Helena (PSOL) e de Cristóvam Buarque (PDT).

Nesta fase da campanha, Alckmin só faz dar explicações. Dia sim e o outro também, é ele quem diz que não privatizará a Petrobrás, que não vai acabar com o Bolsa Família. E repete a pergunta mais incômoda para o governo: qual a origem do dinheiro do dossiegate?

A menos de duas semanas da eleição, Alckmin retorna ao inferno político. Com a dianteira 20 pontos percentuais em votos válidos no Datafolha, Lula acumulou gordura para queimar até o dia 29, data do segundo turno. Apenas uma intervenção muito forte na agenda eleitoral, como uma revelação bombástica que atinja em cheio o presidente, teria chance de promover uma surpresa eleitoral.


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Rumores

Esta terça-feira foi dia de rumores no mercado financeiro. O mais forte dava conta de que uma revista de circulação nacional havia descoberto a origem do dinheiro do dossiegate.


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Bastidores

O Palácio do Planalto já trabalha com o cenário no qual a origem do dinheiro chegará a setores petistas. Auxiliares e ministros, porém, dizem que não haveria como essa operação atingir o presidente.

17 outubro 2006

Complô: Leia e ouça o diálogo de delegado tucano que entregou as fotos do Dossiê

Basta clicar no título desta nota e você será encaminhado ao site do repórter Paulo Henrique Amorim, um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro e ex-funcionário da TV Globo. O site transcreveu os diálogos do delegado Edmílson Bruno com repórteres, no dia em que ele entregou as fotos do Dossiê do PT.

A TV Globo esteve por trás do complô para levar a eleição presidencial ao segundo turno, insinuam os diálogos podres e reveladores das práticas da nossa grande imprensa brasileira. Além da emissora dos Marinhos, veículos como os jornais Estadão e Folha de São Paulo participaram da "melecagem" geral. Clique no título e leia!

No Canecão,RJ: Eu, eu, eu... ACM se f...

"No Canecão lotado para o encontro de Lula com artistas, há pouco foi chamado Jacques Wagner, governador eleito da Bahia, para sentar à mesa principal. Todo mundo então se pôs de pé e começou a gritar:

- Eu, eu, eu, ACM se f...."

Alckmin privatizaria até a "Mentirobrás", diz Garcia, o comediante!

Bob Fernandes

"Hoje pela manhã, no Recife, ao rebater acusações da campanha de Lula, o candidato Geraldo Alckmin afirmou que o Governo está criando a "Mentirobrás". (leia mais aqui).
O presidente do PT e coordenador da campanha Marco Aurélio Garcia disse há pouco a Terra Magazine:

- O Alckmin adoraria se se criasse uma Mentirobrás. Se ela existisse, ele certamente a privatizaria. E ele tem todo o perfil para dirigi-la e fazer uma gestão exitosa."

Datafolha explica grande vantagem de Lula

"Lula chega a 57%; vantagem
sobre Alckmin é de 19 pontos percentuais


Petista ganhou seis pontos em uma semana; peessedebista oscilou dois pontos para baixo

Pesquisa concluída pelo Datafolha a 12 dias do segundo turno da eleição para a Presidência mostra que o atual ocupante do cargo e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ampliou sua vantagem sobre o segundo colocado, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Se a eleição fosse hoje, 57% dos eleitores brasileiros votariam em Lula. Essa taxa é seis pontos maior do que a que o petista obtinha na pesquisa anterior, realizada no dia 10 de outubro, quando 51% declaravam intenção de votar pela reeleição do presidente. Alckmin, por sua vez, oscilou para baixo, dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, passando de 40% para 38% das intenções de voto.

Assim, a vantagem do petista sobre seu adversário, no total de votos, subiu de 11 para 19 pontos percentuais. A taxa de eleitores sem candidato caiu de nove para seis pontos percentuais: hoje, 3% têm intenção de votar em branco ou anular o voto (eram 4% na pesquisa anterior) e percentual idêntico não saberia em quem votar (eram 5%).

Foram ouvidos 7133 eleitores, ontem, 16, e hoje, 17 de outubro, em 348 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Considerados apenas os votos válidos, isto é, excluídos os votos nulos, brancos, e os eleitores indecisos, Lula subiu de 56% para 60%, enquanto Geraldo Alckmin passou de 44% para 40%.

O fortalecimento do favoritismo de Lula é acompanhado por melhora na avaliação a seu governo. O percentual de eleitores brasileiros que acham que o presidente está fazendo um governo ótimo ou bom oscilou dois pontos para cima em relação ao levantamento anterior, passando de 49% para 51%. A taxa dos que classificam o governo Lula regular se manteve em 33% e a dos que acham que a maneira como ele vem governando o país é ruim ou péssima passou de 17% para 15%.

A nota média atribuída ao presidente, em uma escala de zero a dez, que era 6,6 na pesquisa anterior, é hoje 6,8.

O Datafolha também pediu aos eleitores que dissessem, espontaneamente, em quem vão votar para presidente no segundo turno. Os percentuais obtidos são parecidos com aqueles verificados após a apresentação de cartão circular com os nomes dos candidatos: Lula é citado por 53% e Alckmin por 34%.

Este levantamento é o primeiro a ser realizado após o início do horário eleitoral gratuito do segundo turno, na última quinta-feira, 12 de outubro. O segundo dia de campo da pesquisa ocorreu após entrevista do presidente ao programa Roda Viva, promovido pela TV Cultura na noite de segunda-feira .

Entre os eleitores que pretendem votar hoje em Lula, 9% dizem que seu voto ainda pode mudar até o dia da eleição. Percentual idêntico manifesta não estar totalmente convicto de seu voto entre os eleitores de Geraldo Alckmin.

Dos que, hoje, têm intenção de votar no petista, mas não estão totalmente decididos, 63% dizem que votariam em seu adversário, em caso de mudança; 30% votariam branco ou anulariam o voto. Dos que têm intenção de votar em Alckmin, e dizem que o voto ainda pode mudar, 53% optariam pelo petista e 40% anulariam o voto ou votariam em branco.

Indagados sobre o número que devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto no próximo dia 29, respondem corretamente 87% dos eleitores que têm intenção de votar no petista e 86% dos que pretendem dar seu voto ao candidato do PSDB."

Clique no título da nota para acessar o site do Datafolha.

Folha trará surpresa contra campanha petista

O Jornal Folha de São Paulo, anunciam tucanos, trará algo para "estragar" a festa petista. Tem a ver com o ex-segurança do presidente Lula, Freud Godoy.

A conferir.

Lula cada vez mais lá... Datafolha dá 60% a 40%

Pesquisa Datafolha mostra alargamento da vantagem do presidente Lula, diante do tucano Geraldo Alckmin. A oposição virá ainda mais furiosa nos próximos dias. Abaixo, o resultado que saiu agora há pouco no Jornal Nacional.

Datafolha / Jornal Nacional

Lula - 57%

Alckmin - 38%

Brancos e nulos - 3%

Indecisos - 3%

Votos Válidos

Lula - 60%

Alckmin - 40%

Avaliação de Governo

Ótimo/Bom - 51%

Regular - 33%

Ruim/Péssimo - 15%

A pesquisa ouviu 7.133 eleitores em 348 municípios.

FHC defende privatizações e diz que não é contra venda da Petrobras

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta terça-feira os resultados dos processos de privatização realizados durante o seu governo e afirmou não ser contra a privatização da Petrobras.

O líder tucano afirmou que é demagogia do PT afirmar que um eventual governo de Geraldo Alckmin venderia o controle da empresa. FHC afirmou que "ninguém vai privatizar" a gigante estatal do petróleo, mas em seguida deixou escapar a frase "não sou contra a privatização da Petrobras".

MATÉRIA COMPLETA NO FOLHA ONLINE

Jornal das 7 denuncia chantagem eleitoral com beneficiários do Bolsa-Família

As 17.069 famílias beneficiadas pelo programa federal Bolsa-Família são vítimas da chantagem eleitoral do prefeito Fernando Gomes. Funcionários municipais das secretarias de desenvolvimento social e de governo estão visitando os beneficiários de porta em porta perguntando em quais candidatos o inscrito no programa assistencial votou no primeiro turno das eleições.

A depender da resposta, o funcionário da prefeitura anota a informação no bloco de papel e depois começa a pedir voto para o candidato a presidente da República que o prefeito apóia, o tucano Geraldo Alckmin. Quando o beneficiado não concorda em mudar sua opção de voto é coagido. “A senhora corre o risco de ser excluída do programa. Essa é uma determinação do prefeito Fernando Gomes”.

A abordagem começou por bairros como Califórnia, Nova Califórnia, Monte Cristo e Santa Inês. o furo de reportagem é da equipe de jornalismo do programa Jornal das Sete, da Rádio Morena FM, e do jornal A Região (www.aregiao.com.br). O programa é o de maior credibilidade do rádio grapiúna, segunda atesta uma pesquisa elaborada pelo sindicato de agências de propaganda. Um dos repórteres do programa de radiojornalismo presenciou toda a chantagem promovida por equipes da prefeitura.

Uma das vítimas contou que foi abordada por um homem que se apresentou como supervisor do bairro Monte Cristo. Os supervisores são cargos de confiança que, na estrutura da prefeitura de Itabuna, têm salário que varia entre R$ 657,00 e R$ 1.050,00.

16 outubro 2006

Chuchu ensandecido

A TV Cultura veicula neste momento entrevista gravada com o presidente Lula para o programa Roda Viva. A certa altura, no segundo bloco, o jornalista Alexandre Machado pergunta ao presidente se ele se sentiu desrespeitado pelo adversário tucano, Geraldo Alckmin, no debate da TV Bandeirantes. O presidente responde:

- Alcki estava ensandecido.

A entrevista, lembramos, foi gravada ao final da manhã desta segunda.

Computadores "somem" na 7ª Dires

Não se sabe como, alguns computadores contendo informações preciosas desapareceram nas dependências da 7ª Dires, em Itabuna. Uma diretora, acompanhada de funcionários do órgão, registrou a ocorrência na manhã desta segunda-feira, no Complexo Policial, e o delegado Nélis Araújo mandou investigar. Segundo a tal diretora, as máquinas foram "roubadas".

As investigações deverão levar em conta duas hipóteses: a primeira é de que realmente tenha ocorrido um roubo, mas a segunda e mais provável é de que algum esperto tenha escondido os computadores, possivelmente para deixar bem guardadas informações altamente comprometedoras.

Um policial confidenciou ao blog já ter recebido indicações de que a hipótese número dois é a que de fato aconteceu. Ou seja, essa história é pimenta pura... sem muqueca. Aguardem os próximos capítulos.

Nélis Araújo busca apoio de Wagner

Há muita gente incomodada com o trabalho realizado pelo delegado Nélis Araújo em Itabuna. Rumores de um possível afastamento eram susurrados aqui e ali, e não faltava quem aproveitasse qualquer desentendimento normal entre delegado e juiz, por exemplo, para jogar querosene e criar arestas para o chefe da 6ª Corpin.

Pois o delegado não perdeu tempo e já recebeu sinal verde de ninguém menos que o governador eleito Jaques Wagner. E hoje viajou para Salvador, onde se reuniu com o delegado chefe da Polícia Civil, Edemilson Nunes. Na pauta, um pedido para que sejam agilizadas as nomeações de novos delegados para Itabuna.

Para tristeza de bandidos de todos os naipes, a Força de Reação deverá ganhar dois grandes reforços nos próximos dias. O coordenador tem procurado também estimular policiais antigos na Corpin, o que não é fácil. Alguns não foram com a cara dele no início, mas acabaram reconhecendo a seriedade do homem.

Alan e Alana, os assessores demitidos da Educação

Alan e Alana são daqueles nomes prontinhos para formar dupla de música romântica. Mas são dois dos principais assessores demitidos da secretaria de Educação de Itabuna. Coordenavam áreas importantes como o Departamento de Projetos Integrados. Foram demitidos por perseguição política.

Os adversários de Gustavo Lisboa comemoraram as demissões, mas não descansam enquanto não tirar-lhe o cargo de secretário de Educação. As pressões vêm de todos os lados. Querem substituir o competente secretário pelo professor Francisco Carlos, da Direc 7. Contrários à operação "degola", um dos secretários do staff de Cuma avisou que abandona o governo caso passem a perna em Gustavo.

O Globo e o "jornalismo"

A capa mais descarada e cínica de um grande jornal nos últimos anos pode ser vista ainda hoje nas bancas ou na internet. Falamos da primeira página do jornal O Globo. A sua manchete diz que "PT usará facção do crime para abafar Dossiê". À primeira vista, a manchete remete ao uso de alguma facção - conluio com a mesma - para minar as estratégias dos opositores da sigla vermelha, que batem forte e certo (mas é descarada como tal) no caso do Dossiê.

Mas, ao ler a matéria, percebe-se que o jornal vende uma coisa e entrega outra. Na verdade, o que se quer dizer é que o PT usará o caso PCC para abafar a tentativa dos tucanos e pefelistas de ressuscitar a força que o Dossiê Vedoin teve no primeiro turno. Não precisa trabalhar tão escancaradamente a favor desse ou daquele candidato, né?


Quer conferir a "descaração" do Globo? Basta clicar no título acima.

Prefeito sofre acidente, mas passa bem

o prefeito Marcos Dantas, de Itajuípe, encontra-se internado no Hospital de Base desde a noite de ontem, informa a rádio Jornal. Ao retornar do município de Itagibá, onde viu a seleção da sua cidade ser derrotada e desclassificada do Intermunicipal, sofreu um acidente automobilístico. O carro em que estava se chocou contra uma kombi. Apesar da gravidade do acidente, Marcos passa bem.

Votos nulos crescem para deputados, mas caem para presidente

Segundo especialistas, mudança na lei eleitoral e escândalos que atingiram Congresso influenciaram votação

Escolha presidencial teve o menor número de brancos e nulos das últimas quatro eleições; no Nordeste, onde Lula vence, queda é maior

PAULO COBOS
DA REPORTAGEM LOCAL

A onda de escândalos dos últimos meses fez o eleitor desprezar mais a eleição para a Câmara dos Deputados do que para a Presidência da República. Isso pelo menos na contabilidade dos votos nulos e brancos na eleição do último dia 1º.

A escolha presidencial teve o menor número de brancos e nulos das últimas quatro eleições. Somados, eles representaram 8,4% da escolha dos eleitores, contra 10,4% de 2002 e 18,7% da eleição de 1998.

No Nordeste, onde Lula teve sua votação mais expressiva, a queda foi mais forte. No Maranhão, por exemplo, 16% dos votantes anularam o voto para presidente em 2002. Agora, esse índice ficou em 7,4%.

O brasileiro não teve a mesma paciência para o Legislativo federal. O número de nulos cresceu 66%, e o de brancos, 34%. Assim, o bloco de votos não válidos em relação ao total passou de 7,6% para 11,1%.

Nos principais Estados do país o voto de protesto para deputado federal foi mais forte. No Rio de Janeiro, os nulos cresceram 127% e os brancos 63%. Em São Paulo, esses números foram, respectivamente, de 109% e 27%. Em termos absolutos, quase 4,5 milhões de eleitores a mais optaram por votar nulo ou branco para deputado federal.

Assinante da Folha pode ler a matéria na íntegra clicando no título desta nota.

Sabes o que é poliamar?

Pimenta na Muqueca também discute outros assuntos da contemporaneidade, amigos. Um é novo, novíssimo: poliamor. É um neologismo, próximo de "poligamia". Fazem parte desta corrente aqueles que dizem ser natural - e saudável - relacionar-se de forma aprofundada com mais de uma pessoa. O assunto é destaque na edição da revista Istoé deste final de semana. O poliamor ganha adeptos em todo o mundo - e no Brasil. Queremos sua opinião sobre este novo tema, essa forma de amar. Clique no link comentários e solte o verbo. Queremos a sua opinião.

Quer ler a matéria de Istoé? Então clique no título desta nota, lá em cima.

15 outubro 2006

A dura vida da livraria Nobel/Itabuna

É difícil a situação financeira da franquia da livraria Nobel em Itabuna, instalada no shopping Jequitibá Plaza. Na esperança de receber o que é devido, credores cogitam entrar com pedido de falência contra a empresa. O empreendimento sofre com a concorrência de gigantes como o Bompreço-Wal Mart e da internet - além de questões gerenciais.

Guerra das cervejas promete

Ronaldo Soares

Na última quarta-feira, a sala de guerra da AmBev, um núcleo montado na sede da gigante cervejeira para monitorar as investidas dos rivais no mercado, viveu seu dia mais agitado do ano. Por dois motivos. Primeiro, a publicação de uma foto em que a bela atriz Karina Bacchi aparece beijando José Valien, conhecido como o "baixinho da Kaiser". Parte da imprensa chegou a acreditar que se tratava de um novo casal na praça, mas a tropa mobilizada pela AmBev não tardou a descobrir a verdade: era jogada de marketing da concorrente. Aliás, só mesmo tomando muita cerveja para acreditar que um casal tão improvável como aquele estava se beijando para valer.

O outro motivo de alvoroço nas fileiras da AmBev foi que no mesmo dia começou a ser veiculada na TV a nova campanha publicitária da Femsa, gigante mexicana que comprou a Kaiser no início do ano. Os dois episódios marcaram o início de mais uma guerra das cervejas. Esse promete ser um combate como nunca houve no país. Mais barulhento do que o ocorrido em 2003, quando a Schincariol lançou a Nova Schin e surpreendeu o mercado com o bordão "Experimenta". Ou do que o duelo entre as brasileiras Brahma e Antarctica, no início dos anos 90.

Para ler esta saborosa matéria na íntegra, clique no título desta nota... mas tem que ser assinante da Veja (argh!!!).

As voltas que o mundo dá!

Veja você as lições do processo sucessório de 2006. Ninguém, em sã consciência, apostaria um "vintém" na vitória do candidato petista à eleição a governador da Bahia, o ex-ministro Jaques Wagner. O tinhoso aprontou das suas. Wagner ganhou no primeiro turno em cima da máquina carlista. Hoje, se apresenta como uma das principais estrelas (são poucas, é bem verdade) da campanha à reeleição de Lula.

Por esses mistérios das urnas, erra quem aposta que o presidente já está reeleito. Pesquisa é pesquisa; urna é urna...

Que "platitude", né?

PT privatizou governo, diz Alckmin

Um dos karmas da campanha do presidenciável tucano é, sem dúvida, a história das privatizações. Precisando crescer para levar a eleição, Geraldo Alckmin perdeu votos à esquerda com a ressurreição das "privatizações". Numa estratégia eleitoral inteligente (para o PT, claro!), o comando da campanha de Lula joga ao dizer que o PSDB só sabe vender ("querem vender até o Aerolula"). A esperteza petista serviu para capturar votos que, no primeiro turno, foram dados a Heloquiza Helena e Cristovam Buarque.

Atirado às cordas do ringue, Alckmin não sabe o que fazer, mas soltou uma que combina com o momento atual: "o governo foi privatizado para o PT". A afirmação, claro, se refere ao aparelhamento do estado com a entrega dos principais cargos em comissão aos companheiros do presidente.

Privatizações em SP renderam R$ 77,5 bilhões

A edição deste domingo do jornal O Globo traz matéria revelando que o governo de São Paulo conseguiu amealhar quase R$ 80 bilhões. Sabe como? Privatizando. A exemplo do governo do ex-presidente Fernando Henrique, os tucanos de Sampa usaram os recursos bilionários da privataria para pagar dívidas - que, mesmo assim, cresceram 33% no período.

Não há outra receita para inibir o avanço da dívida pública?

Se você for assinante Globo, clique no título desta nota e será encaminhado diretamente para a matéria.

Votos para Alckmin: ACM Neto se queixa da falta de 2º turno para o governo da BA

Numa excelente matéria com o mapa de votação do primeiro turno na eleição presidencial, o jornal A Tarde revela um carlismo "acuado" e reconhecendo a nova realidade política no estado. Em entrevista à publicação da capital, ACM Neto disse que será muito difícil reverter o quadro eleitoral para presidente na Bahia porque não haverá, aqui, segundo turno para governador (o petista Jaques Wagner ganhou logo no primeiro turno).

"Grampinho" - apelido dado pela oposição ao deputado - reclama ainda de pouco dinheiro para as ações de confrontação com o adversário (poderoso) e captação de votos. O presidente Lula venceu em 400 dos 417 municípios, no dia primeiro de outubro. Mas segundo turno é outra história. Do outro lado, as dificuldades dizem respeito a transporte e o temor de que, ao obter 66% dos votos no primeiro turno, Lula tenha atingido o seu teto - crescendo muito pouco nesta reta final.

Clicando no título desta nota, você será direcionado para a página de A Tarde.

César Maia ensina "como medir" tendências nas pesquisas

INFORMAÇÃO e OPINIÃO -IOCM- !
ex-Blog do Cesar Maia 15/10/2006


FALTAM QUINZE DIAS! COMO MEDIR TENDÊNCIAS!

1. As eleições no Brasil, sejam as presidenciais sejam as realizadas nos grandes centros -estados ou cidades-, mostram que após quatro programas de TV, uma pesquisa de qualidade no final de semana -sábado e domingo- já permite identificar os sinais de avanço de uma candidatura. A série regionalizada de pesquisas anteriores, comparada com esta última depois de 4 programas de TV, identifica onde a curva apontou no sentido de crescimento.

2. Se nada ocorreu. a probabilidade de ocorrer é muito, muito pequena. As sub-regiões onde se observam sinais de crescimento devem receber toda a prioridade na comunicação de forma a acelerar esta tendência identificada. E não se trata apenas dos programas de TV e Rádio, mas de prioridade de agendas, entrevistas às rádios locais, comunicação direta( folders direcionados...).

3. No caso de segundo turno, isso ocorre de forma mais acelerada, pois são programas de 10 minutos, e comerciais correspondentes. O ideal é que eles tivessem começado na terça-feira para a pesquisa do fim de semana, pudesse nos dar melhores informações, pois a pesquisa em meio de semana produz as distorções que esse Ex-Blog já comentou.

4. De qualquer forma as pesquisas DataFolha e Ibope que serão publicadas na semana que entra, servirão para esta análise. Os ajustes,( meio de semana e abstenção), podem ser feitos simultaneamente e não afetam as conclusões sobre curva de tendência.

5. Em resumo isso quer dizer que as pesquisas DataFolha e Ibope, mostrando uma diferença pró-Lula em no máximo 9 pontos,(DF), e 10 pontos,(IB), já darão a Geraldo uma boa notícia. Ao contrário, a boa noticia será para Lula.


ELEIÇÃO DIA 29 / 10 / 06 ! POR FAVOR, SOME, NÃO DIMINUA !
29 + 10 + 6 = 45 !
29 - 10 - 6 = 13 !

Requiém do jornalismo


Por Luís Nassif
Do Blog www.luisnassif.blig.ig.com.br

Raimundo Pereira sempre teve compromissos políticos. Mas manteve intacto o compromisso com o jornalismo, que desenvolveu desde os tempos brilhantes da revista “Realidade”.

Sua matéria na “Carta Capital” sobre a cobertura da imprensa das fotos do dinheiro que seria pago pelo “dossiê Vendoin” é uma aula de jornalismo sobre o antijornalismo que parece ter tomado definitivamente conta da mídia.

Nos últimos anos houve vários exemplos de matérias encomendadas, várias evidências de mistura de jogadas empresariais e reportagens, e várias coberturas em que se misturavam cumplicidade com a polícia e autodefesa de jornalistas – como no caso do Bar Bodega, em que muitos jornalistas conviveram por um mês com um delegado que, depois se soube, torturou meninos injustamente acusados do crime, e nenhuma das testemunhas jamais veio a público denunciar o complô.

Mas em nenhum desses casos houve uma abrangência tão grande de veículos e uma falta de limites tão acentuada – independentemente da gravidade dos episódios cobertos – quanto a cobertura da foto dos maços de notas que seriam utilizados para a compra do “dossiê Vendoin”.

A reportagem de Raimundo não é partidária, não é militante, não é raivosa, não trata a falta de escrúpulos com falta de escrúpulos – como tem sido a marca desses tempos de escuridão, nessas batalhas absurdas de capas atacando Lula e atacando a oposição. É fria e lógica como uma cirurgia de especialista.

Menciona gravações do delegado que vazou os maços de nota, a cumplicidade com jornalistas, jornais acobertando mentiras, como a versão de que as fotos haviam sido furtadas – versão divulgada a pedido do proprio delegado, conforme gravações preservadas por repórteres indignados e impotentes.

Para ler o artigo completo, é só clicar no título desta nota!

Não se deixe confundir!

"Os votos válidos são os votos nominais aos candidatos e os votos nas legendas nas eleições proporcionais. Os votos nulos e em branco são descartados." TRE-MG.

14 outubro 2006

Novidades no Pimenta

Em breve, o leitor do Pimenta na Muqueca vai ser brindado com uma novidade.

É só aguardar!

Clima tá pesado na rádio Difusora!

O futuro incerto da rádio Difusora levou o radialista Walter Machado (anti-petistas de carteirinha) a entrevistar o governador-eleito Jaques Wagner. Ninguém entendeu a súbita "democracia" da emissora do prefeito Fernando Gomes. Até porque o único petista que encontra porteira aberta na rádia de Cuma é o deputado federal Josias Gomes, bem próximo do prefeito, mas distante do governador eleito.

Em tempo: o clima na emissora é dos piores. Fernando novamente colocou a Difusora à venda. No dia seguinte ao primeiro turno da eleição - e das derrotas do filho e do governador Paulo Souto, ele invadiu o estúdio da rádio e distribuiu "elogios" a quase todos os profissionais, alguns deles com mais de 20 anos de dedicação à empresa.

"Calote do carnaval" vai render

Ganhou as manchetes dos jornais o calote do prefeito Fernando Gomes em grandes bandas da música baiana que tocaram no carnaval antecipado de Itabuna, no início de fevereiro. A semana política começará quente por aqui!

Um produtor musical antecipou a este blog que uma operação abafa - "desmente que eu te pago" - já foi arquitetada. Acionaram gente até nos "Montes Claros" para dar um jeitinho.

Estamos de olho!

AeroAlckmin é um luxo - será que ele venderia mesmo o AeroLula?

Do site de fofocas políticas do jornalista Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br), segue notinha interessante:

Do primeiro ao último ano de seu governo, em São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin utilizou o jatinho BAE 800 XP, prefixo PT LHB, equipado até com navegação por satélite. Pouco lembra o luxuoso Airbus de R$ 156 milhões de Lula, mas tem itens de conforto como banheiro com metais banhados a ouro, cozinha com forno de microondas, poltronas em couro natural cinza claro, tipo “first class”, e sofá-cama. É o mais caro da categoria, no Brasil.

Leiloado

O processo de venda do jatinho do governo paulista foi iniciado por Geraldo Alckmin, mas o leilão só ocorreu em junho, já no governo Cláudio Lembo.

Lula elogia Paulo Souto - e mira no verdadeiro inimigo!

Os elogios do presidente Lula ao governador Paulo Souto na última quarta-feira - ao destacar a transição civilizada no governo estadual entre o pefelista e o governador eleito, Jaques Wagner - busca atingir um alvo - ou seria um "hamster"?

Quem conhece a política baiana sabe que o presidente e candidato à reeleição, ao elogiar Souto, mira - e com gosto - no verdadeiro "inimigo" político, o senador ACM. O babalorixá se refere ao presidente usando palavras amenas como "verdadeiro satanás" e "ladrão". O atual governador baiano dispõe de grande capital político, apesar da derrota.

Ibope: 61% acreditam na vitória de Lula

Num cenário em que é cada vez menor o índice de eleitores indecisos, o presidente Lula deverá ser reeleito no dia 29 de outubro, segundo 61% dos eleitores ouvidos na última pesquisa Ibope/Rede Globo, divulgada na quinta.

Até quem vota em Alckmin não acredita na vitória do tucano. Só pra relembrar: 57% dizem votar no Lula e 43% no Alckmin, quando contabilizados apenas os votos válidos. Mas não se esqueça que o Ibope tem, além da Globo, outro cliente de peso... o Geraldo Alckmin!

Zé Simão, o gozador!

De Zé Simão, na Folha de São Paulo, hoje

“E o Lula subiu de novo! Tô falando que o chuchute do Geraldo foi muito forte! PUM, jogou o sapo barbudo pra cima! E o Cláudio Lembo é o que melhor explica a pesquisa: ‘O Lula é como o Corinthians, o povo gosta mesmo com jogador argentino’. Rarará! Outra explicação: o Geraldo diz que vai vender o Aerolula. Já perdeu dois votos: o do piloto e o do co-piloto!”

Sul da Bahia com todo gás já em 2006

Com reservas de gás natural avaliadas em 30 bilhões de metros cúbicos, o Campo de Manati, no sul da Bahia, deve passar a fornecer, ainda este ano, cerca de dois milhões de metros cúbicos por dia. A produção prevista até março de 2007 é de até sete milhões de metros cúbicos diários do combustível fóssil, o dobro da atual.

O anúncio foi feito pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli em visita a Salvador, na tarde de sexta-feira (13), que adiantou investimentos de até R$ 4 bilhões no estado, até 2011, aí incluídos cerca de R$ 1 bi destinados ao projeto do Gasene, gasoduto que, passando pela Bahia, interligará o Nordeste e demais regiões do sul do País.

O executivo baiano disse que estes investimentos ajudam a reduzir a momentânea dependência do gás boliviano, e não culpa a Petrobras pelos problemas com a Bolívia: "Os riscos da exploração multinacional de óleo existem sempre". Manati, na costa de Cairu, a 10km de Morro de São Paulo, exigirá investimentos totais de pelo menos mais R$ 1 bilhão, cálculos da Petrobras.

Em busca da arma letal*

É grande o assédio sobre o presidente do TCU, Guilherme Palmeira. As equipes de Lula e Alckmin estão atrás de bombas atômicas contra o adversário. Os tucanos querem a auditoria secreta nos cartões de crédito da Presidência. Em especial, as contas de Emilia Évora, que cuida dos gastos de dona Marisa.

Já a turma de Lula tenta acesso a uma investigação sobre acordo judicial de R$ 2,7 bilhões entre a Caixa Econômica e o seu fundo de pensão, o Funcef, fechado no governo FHC. Pelo acordo, o advogado Augusto Alckmin, primo do candidato tucano, ganhou R$ 37 milhões em honorários.

*Brasil Confidencial, Revista Istoé

Fome ou indigestão

Maurício Maron*

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, passou a temer os próximos dois anos do seu mandato. Acha que, com a administração estadual petista, fortalecida com a histórica votação do seu principal opositor, Geraldo Simões, para a Câmara Federal, Itabuna vai viver a pão e água.

Mas como diz – sem meias palavras e permeado de verdade - o velho ditado popular, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Eleito prefeito de Itabuna, anos atrás, Geraldo Simões foi levado por um interlocutor ao Palácio de Ondina. A missão era reivindicar obras para a sua cidade. Esperou horas, um dia inteiro, na ante-sala do Palácio e não foi recebido por um ex-governador pefelista que, à época, alegou compromissos mais importantes.

Na Bahia, a histórica eleição do ex-ministro Jaques Wagner é, de certa forma, a esperança de um novo tempo na política tupiniquim. Sem arrogância ou autoritarismo. É sonho? Por enquanto é. Ainda acredito em sonhos. Mas a realidade preocupa. O futuro governador precisa ter muito cuidado para não servir de linha divisória entre os que acham que vão passar fome e os que começam a se lambuzar antes da primeira refeição, vomitando arrogância e despreparo para a vida pública.

Tem gente arrogantemente visitando a Direc, a Dires e tantos outros órgãos, querendo números, informações internas, sem autorização oficial do governador Wagner ou de pessoas de sua inteira confiança. Tem gente promovendo contagem regressiva na porta de instituições como o SAC, já se apresentando como substituto natural dos que, de lá de dentro, se sentem cercados e intimidados. Fazem isso no momento em que o governador eleito defende “o sepultamento de um modelo político superado, marcado pela truculência e pela falta de respeito”.

O governador Jaques Wagner vai precisar ser duro, rigoroso nessa fase de transição e de definições políticas. Saber escolher o caminho que pretende tomar e ser um firme comandante das transformações que defende. Ainda há muito tempo para que o seu governo seja montado de uma forma sonhada por todos os baianos, onde não haja fome para os que discordam, nem indigestão para os seus pseudo-ocupantes. É dele que a população vai cobrar. Mas como diria o filósofo Somerset Maugham, "um excesso de vez em quando é ótimo. Impede a moderação de se tornar um hábito".

Jornalista*

E por falar em Gasparetto...

... Tem nova pesquisa Datafolha na terça


O Instituto Datafolha vai a campo segunda e terça-feira para saber as intenções de voto no segundo turno das eleições presidenciais. Ouvirá 7.400 eleitores em 342 municípios em todas as regiões do país. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e TV Globo. E no dia 20, Ibope/Rede Globo.

Gasparetto e as pesquisas

O sociólogo Agenor Gasparetto (aquele que acertou ao dizer que a eleição a governador da Bahia seria decidida no primeiro turno, mas com a vitória de Wagner) faz, aqui, análises sobre a pesquisa Datafolha e a situação complicada de Alckmin nesta reta final.

"Datafolha e oscilação das
estatísticas eleitorais

Em pesquisa do instituto Datafolha divulgada hoje, primeira após o debate na Band, Lula sobe para 51% (aumentou um ponto em relação à anterior) e Alckmin cai para 40% (caiu três pontos). Alckmin, como não poderia ser diferente para um candidato em uma disputa eleitoral, comentou: “não houve queda e sim oscilação”. A má notícia é que a oscilação lhe foi desfavorável nas duas direções, ampliando diferença em mais quatro pontos. Uma nova oscilação, com tendência igual, já não será apenas mera oscilação."

"O passado não ajuda
A sombra dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, atiçada por comentários de Yoshiaki Nakano, corresponsável pelo plano econômico de Alckmin, consomem energia do candidato tucano, exigindo-lhe freqüentes desmentidos de que não privatizará. Talvez não seja suficiente. Será preciso também repensar a agenda liberal."

Extraído do blog www.agenorgasparetto.zip.net

Tapando o sol com a peneira

"Ataque
O geraldismo anda rindo à-toa com o desempenho da secretaria municipal de Saúde, que, apesar dos esforços do governo, ainda não ganhou o rumo pretendido pelo prefeito Fernando Gomes. Mas isto, segundo os geraldistas, ainda é pouco. A estratégia agora é forçar também em cima da secretaria de Educação.
O alvo principal passa a ser o secretário Gustavo Lisboa, titular da mais bem avaliada secretaria do Governo Municipal, segundo pesquisas realizadas. Os seguidores do ex-prefeito GS poderão tirar o cavalinho da chuva: a articulação deles esbarra na confiança absoluta que o prefeito Fernando Gomes tem depositado no secretário."

Nota da coluna Política e Políticos do Jornal Agora, edição deste sábado.

13 outubro 2006

Artigo que diverte, mas não é diversionista

O resultado desejado*

Terminada as eleições, a Bahia foi a grande surpresa. Terá mesmo sido? E quem foi o verdadeiro perdedor, já que indiscutivelmente Wagner foi o vencedor? Especulações nada à parte, havia uma luta intestina na Bahia entre o carlismo e o soutismo, que já havia extrapolado os bastidores.

No ano passado, ACM chegou a ameaçar disputar a legenda com Paulo Souto pelo governo do Estado. ACM, velha raposa política, sabia que um novo mandato de Paulo Souto inviabilizaria definitivamente o seu projeto hegemônico de liderança e seu projeto pessoal de eleger no futuro seu neto governador.

Daí em diante, cabem as especulações: Qual seria o verdadeiro interesse de ACM em reeleger Paulo Souto? Por que ACM contaminou a campanha com a sua briga pessoal com Lula, quando, a exemplo da campanha passada as intenções de voto para Lula indicavam uma dobradinha com Paulo Souto?

Os ataques pessoais ao presidente Lula, detentor da preferência de cerca de 70% do eleitorado baiano, levou o presidente candidato a fazer o apelo aos baianos para votarem maciçamente em Wagner. O que significou mais um voto de repúdio a ACM, e mesmo um voto contra Paulo Souto. Na realidade, o único prejuízo sofrido pelo plano hegemônico de ACM foi a não-eleição do senador Rodolpho Tourinho.

De resto, ACM elegeu a sua bancada de correligionários e aposta poder, com base na sua "imortalidade", liderar daqui a quatro anos o "retorno triunfal do carlismo" com ACM Neto, com base no desejado fracasso da administração de Wagner. Seria a repetição de 86 com Waldir Pires. Quem julga ser apenas especulações maldosas da minha parte, é só esperar e aguardar as análises dos especialistas. Do Agora

*Gérson Menezes é publicitário

O que eles fazem com o nosso Brasil

A Veja não dá sorte pra ninguém

Já se descobriu o motivo da queda do candidato tucano nas pesquisas: a revista Veja!

Um amigo deste blog lembra, em tom sarcástico, a eleição de 2002. Lula estava na frente e via sua liderança nas pesquisas ameaçada por uma mulher - Roseana Sarney. Foi o bastante para que a publicação conservadora colocasse a pefelista na capa e a considerasse um "Fenômeno".

Alguns dias, semanas depois, a candidatura Roseana caiu em desgraça. A Polícia Federal apareceu na história apreendendo R$ 1,7 milhão no escritório da empresa de Roseana e do marido, a Lunus. Roseana, a mulher das 17 cirurgias, não suportou as pressões.

A candidatura pefelista foi ao chão.

Nesta semana que chega ao fim a Veja colocou no site a chamada para a revista impressa: "O fenômeno Alckmin". Não precisa dizer que a candidatura tucana caiu em intenções de voto e a diferença entre ele e o adversário alcança, hoje, 14 pontos no Ibope.

Então, se você aparecer como "Fenômeno" na capa da Veja... tenha medo.

Itabuna: carnaval superfaturado e calote nas grandes bandas

O carnaval mais caro da história de Itabuna - custou pelo menos R$ 1,5 milhão, segundo a prefeitura - também foi marcado pelo calote do prefeito Fernando Gomes em grandes bandas. Nove meses depois da festa do antecipado, os artistas ainda não receberam o cachê pelas apresentações.

Alguns produtores de Salvador ameaçam boicote coletivo de grandes estrelas da música baiana. Não tocam no carnaval de 2007 se o prefeito não pagar logo o que deve. Até Vixe Mainha ficou sem o "café com pão".

Um passarinho nos antecipa: final de semana será de revelações sobre o caso.

Carta Capital: Rede Globo participou de trama para levar eleição ao segundo turno

Abaixo, a íntegra da reportagem


OS FATOS OCULTOS
A mídia, em especial a Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para levar a disputa ao 2º turno

Por Raimundo Rodrigues Pereira

1.Pode-se começar a contar a história do famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande público.


Preocupação.
“Tem de sair no Jornal Nacional”, exigiu o delegado Bruno ao entregar as fotos do dinheiro
É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.

Com o tempo vão chegando jornalistas de outras empresas: da CBN, da Folha, da TV Bandeirantes. E a presença das equipes de Serra e Alckmin provoca comentários. Que a Rede Globo fosse a primeira a chegar, tudo bem: ela tem uma enorme estrutura com esse objetivo. Mas como o pessoal do marketing político chegou antes? Cada uma das duas equipes tem meia dúzia de pessoas. A de Serra é chefiada por um homem e a de Alckmin, por uma mulher. As duas pertencem à GW, produtora de marketing político. Seus donos foram jornalistas: o G é de Luiz Gonzales, ex-TV Globo, e o W vem de Woile Guimarães, secretário de redação da famosa revista Realidade, do fim dos anos 1960. Entre os jornalistas, logo se sabe que foi Gonzales quem ligou para a Globo, avisando do que se passava na PF.

E quem avisou Gonzales? Foi alguém da Polícia Federal? Foi alguém do Ministério Público, de Cuiabá, de onde veio o pedido para a ação da PF? Uma fonte no Ministério da Justiça disse a CartaCapital que as equipes da GW chegaram à PF antes dos presos, que foram detidos no Hotel Ibis Congonhas por volta da 6 da manhã do dia 15 e demoraram a chegar à sede da polícia. Gente da equipe da GW diz que a empresa soube da história através de Cláudio Humberto, o ex-secretário de imprensa do ex-presidente Collor, que tem uma coluna de fofocas e escândalos na internet e que teria sido o primeiro a anunciar a prisão dos petistas.

Pode ser que sim, o que apenas leva à pergunta mais para a frente: quem avisou Cláudio Humberto? Mesmo sem ter a resposta, continuemos a pesquisar nessa mesma direção: a de procurar saber a quem interessava a divulgação da história do dossiê e como essa divulgação foi feita. Para isso, voltemos à região do prédio da PF duas semanas depois.

*Confira a íntegra da reportagem na edição impressa

Jingle de Lula "pega fácil" e "gruda que nem chiclete"

O programa eleitoral do presidente Lula, candidato à reeleição, fechou à noite com um novo jingle. É daqueles que pegam fácil e grudam que nem chiclete. O estilo e a letra fácil vão direto na mente do eleitor: "a voz de Deus é a voz do povo, olha o Lula aí de novo". Tem o estilo do forrozeiro nordestino Santana e a 'mãozinha' conhecida do publicitário Duda Mendonça.

Abaixo, a letra do jingle:

Eu quero Lula-lá!

A voz de Deus é a voz do povo
Olha o Lula aí de novo
Lula é um grande presidente
E vai continuar com a gente
Não troco o certo pelo duvidoso
Eu qero o Lula de novo
Eu quero Lula-lá!
Deixa o homem trabalhar!
Tá tudo andando direitinho
Deixa o homem trabalhar!
Ele trata o povo com carinho
Eu quero Lula-la!
E a gente não tem porque mudar
Eu quero Lula-lá!

Para baixar o jingle, acesse www.lula13.org.br

12 outubro 2006

Ibope: Lula tem 57% e Alckmin, 43%

Pesquisa Ibope divulgada há pouco pelo Jornal Nacional mostra um alargamento da vantagem do presidente Lula em relação a Geraldo Alckmin. O petista tem agora 57% e o tucano aparece com 43% dos votos válidos.

Computados os votos brancos, nulos e indecisos, a diferença entre os dois candidatos é de 12 pontos percentuais. Lula tem 52% e Alckmin, 40%. Brancos e nulos são 4% e outros 4% ainda não sabem em quem votar. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores em 188 municípios.

Quanto a avaliação de governo, 45% consideram a administração de Lula ótima ou boa, 33% acham regular e 20% ruim ou péssima.

Carta Capital insinua que a Globo "conspirou" para ter 2º turno na eleição presidencial

A revista Carta Capital vem com uma verdadeira bomba na edição deste final de semana. Promete revelar bastidores do "complô que levou a eleição (presidencial) para o segundo turno."

O site da revista semanal de informações de maior credibilidade do Brasil adianta o que considera um aperitivo para a edição explosiva: "Ao fundo da conspiração (do Dossiê da Planam), ouve-se nitidamente o plim-plim da Rede Globo".

Sai Vox Populi: Lula tem 55% e Alckmin, 45%

A primeira pesquisa pós-debate Vox Populi/Carta Capital, com o apoio da Bandeirantes, mostra que não é subindo a temperatura de suas críticas que o candidato Geraldo Alckmin, da aliança PSDB-PFL, irá derrubar o resistente favoritismo de Lula.

O atual presidente, candidato à reeleição, já sai da pesquisa Vox Populi/CartaCapital com 50% de intenções espontâneas de voto – contra 40% de Alckmin. No voto estimulado, Lula tem uma larga frente de 10 pontos: 55% de votos válidos para ele, 45% para Alckmin. A pesquisa nacional, com 2.000 entrevistados e 2,2% de margem de erro, foi fechada no dia 9. Portanto, depois do debate da Bandeirantes.

O eleitor, em grande maioria (66%), acha bom que haja o segundo turno. A pesquisa mostra que, em relação ao debate, a opinião de quem vota não é a mesma dos articulistas da imprensa. Lula ganha de Alckmin também nesse quesito. Entre os telespectadores, 32% consideram que sua atuação foi positiva (negativa: 9%). Os que preferem o desempenho do tucano são 30% (negativa: 11%).

Agência Brasil revela radiografia do voto no primeiro turno da eleição presidencial

- Distância entre Lula e Alckmin foi menor nos
municípios com mais de 1 milhão de eleitores


Juliana Cézar Nunes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os nove municípios do país com maior número de eleitores, mais de 1 milhão de votantes, foram os que registraram as menores diferenças entre os índices de votação nos candidatos a Presidência da República que foram para segundo turno, Geraldo Alckmin (PSDB/PFL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PRB/PCdoB).

Nesses nove municípios, Lula recebeu 43,3 % dos votos válidos (7,5 milhões), e Alckmin, 41,02% (7,1 milhões), uma diferença de apenas dois pontos percentuais.

Por sua vez, nas 2,6 mil cidades que possuem entre 5 mil e 20 mil eleitores, Lula obteve uma votação 12 pontos percentuais à frente de Alckmin. Nessas localidades, que juntas representam a metade dos municípios brasileiros (ao todo são 5.562), o candidato petista alcançou 53,7% dos votos válidos (10,5 milhões), e o candidato tucano, 41,01% dos votos válidos (8,07 milhões).

A tendência de diminuir a diferença conforme aumenta o tamanho do eleitorado segue nas faixas entre 20 mil e 50 mil eleitores (51,62% a 42,02 %) e de 50 mil a 200 mil (47,15% a 43,6%). Nos municípios entre 200 mil e 1 milhão de eleitores, a diferença volta a aumentar (47,07% a 39,53%).

Na faixa até 5 mil eleitores, que abrange 1.877 municípios, Lula obteve 49,41% entre 4,5 milhões de votos válidos, e Alckmin, 45,47%.

Em números absolutos, a diferença entre Lula e Alckmin é mais larga na faixa entre 5 mil e 20 mil eleitores (10,6 millhões, contra 8,1 milhões de votos) e mais estreita nas faixas acima de 1 milhão (400 mil votos) e abaixo de 5 mil votos (2,25 milhões a 2,07 milhões).

Os índices foram obtidos pela Radiobrás a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Atlas da Exclusão Social, levantamento coordenado pelos economistas Márcio Pochmann e Ricardo Amorim.

A reportagem completa você confere no link www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/10/11/materia.2006-10-11.3408593894/view

Alckmin mostra nervosismo em entrevista a TV australiana

Entrevista concedida há cerca de 5 meses pelo candidato Geraldo Alckmin a uma emissora de TV Australiana, que agora está disponível para ser visualizada no site Youtube, revela o que mais tira do sério o ex-governador de São Paulo.

Questionado sobre a atuação de grupos de extermínio em represália aos ataques do PCC, o ex-governador se irrita e abandona a entrevista.

Para assisti-la, acesse www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg

Estamos fritos com os nossos candidatos a presidente: Lula diz que não sabia de nada; já Alckmin é "mudo".

Assim como Lula

Do painel da Folha de S. Paulo

"Antes da reunião de líderes no Congresso, anteontem, Chico Alencar (PSOL-RJ) se queixava a Jutahy Junior (PSDB) por causa do adesivo "Sou Heloísa e voto Geraldo", divulgado no site do presidenciável tucano:

-Isso não está correto. É apropriação indébita! Não podem usar o nome do PSOL em vão.

-Concordo que não foi um bom procedimento. Mas eu não sabia...- tentou se justificar Jutahy.

O petista Henrique Fontana aproveitou a deixa:

-Como um líder pode ignorar o que vai para o site do partido? Então, caro Jutahy, você concorda que é possível estar na sala e não saber o que estão fazendo na cozinha?"

Wagner vem a Itabuna e Ilhéus nesta sexta

O governador eleito Jaques Wagner vem fazer campanha pela reeleição do presidente Lula amanhã em Itabuna e Ilhéus. Às 13h ele desembarca no aeroporto Jorge Amado (Ilhéus) e segue em carreta pelo Pontal e área central do município.

Segundo a agenda liberada por sua assessoria, às 15h o governador eleito se reúne com prefeitos, vereadores e lideranças políticas sul-baianas no auditório da FTC, em Itabuna.

Wagner ainda atenderá a imprensa na faculdade. Às 16h, uma grande carreata encerrará a agenda de compromissos de campanha do governador eleito (saída da Vila Olímpica/bairro São Caetano).

FHC gastou mais em viagens do que Lula

"TIRA-TEIMA
Alckmin foi até "bonzinho" ao revelar no debate os gastos do governo Lula com viagens. Disse que os gastos giravam em torno de R$ 700 milhões em 2006. Na verdade, foram de R$ 889 milhões. Lula, por seu lado, perdeu a oportunidade de, como gosta, justificar dados "negativos" de seu governo comparando-os com números do governo anterior: o governo FHC gastou R$ 5,5 bi em viagens de 98 a 2002; Lula, de 2003 até agora, gastou R$ 4,5 bi. Os dados são do site Contas Abertas."

Nota de Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de São Paulo, de hoje.

Deu no Painel da Folha (grande coisa...!!!)

"NE em SP. Sob o comando de Marta Suplicy, a campanha de Lula fará um grande ato na capital paulista, no dia 21, reunindo lideranças aliadas do Nordeste, como os governadores eleitos Jaques Wagner (PT-BA) e Cid Gomes (PSB-CE), e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT)."

Procurador-geral pede liminar contra exigência de diploma para jornalista

Da Folha de São Paulo

"O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) que conceda liminar restabelecendo a dispensa da apresentação do diploma de curso superior de jornalismo para obtenção do registro profissional de jornalista.

"A atividade jornalística, em sua essência, não exige do profissional capacidade técnica específica, mas sim formação intelectual que o torne apto a veicular a informação de forma segura e crítica", disse o procurador-geral.

Desde 2001 tramita ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a exigência do diploma para o exercício da profissão. A Vara Federal de São Paulo (16ª Vara) determinou a dispensa do diploma, mas essa sentença depois foi cassada pelo TRF da 3ª Região."

Guilhotina em ação

Maria Alice anda rindo de orelha-a-orelha. Ela diz a amigos que praticamente ganhou a parada com o secretário de Educação, Gustavo Lisboa, e da lista pretendida de "dispensas" faltam apenas duas das grandes figuras, todas elas do sexo feminino e bastante próximas ao prefeito Fernando Gomes. Uma é a secretária de Administração, Acácia Pinho. A outra, a assessora de Comunicação Social, Vera Rabelo.

A fonte assegura que estes são apenas alguns dos nomes considerados de "honra" na operação guilhotina de Maria Alice - que até se uniu ao filho do prefeito para "fortalecer" a necessidade de "dispensas" dos que não são "puro-sangue". Se o prefeito tiver juízo, aborta a operação no nascedouro. Caso contrário, a oposição agradecerá!

Francisco Carlos deve assumir Secretaria de Educação

-Na foto, Francisco observa Gustavo Lisboa discursar

Atual gerente da Diretoria Regional de Educação (Direc 7), o professor e ex-diretor do Colégio Estadual de Itabuna, Francisco Carlos, é o mais cotado para assumir a vaga do secretário Gustavo Lisboa, na Educação.

Gustavo está demissionário e irritado com o prefeito Fernando Gomes. Seguindo recomendações de Maria Alice Pereira, a assessora sem-pasta, e do filho Marcos Gomes, o prefeito usou a caneta para demitir três dos mais importantes assessores do atual secretário de Educação.

Gustavo tomou a demissão dos assessores como afronta ao seu trabalho - dos poucos que têm reconhecimento da oposição - e deve entregar o boné nos próximos dias. Já Francisco Carlos pode assumir a vaga pelo papel desempenhado na campanha do deputado federal Félix Mendonça e por causa da fidelidade canina a Fernando Gomes.

A montagem da discórdia


Aí acima vai a montagem da "Playboy" que tanto irritou a senadora Heloísa Helena, ontem, e ganhou a página dos jornais. No dia anterior, a "Heloísa Furacão" animou a tarde no Senado Federal e a pimentinha até gostou: "até que fiquei bonita". Depois, voltou atrás e caiu em depressão pós-eleição. Veja, abaixo:


PS - Clique nas imagens para ampliá-las.

Onde foi que eu errei?

BUMERANGUE
Estrategista de marketing do PFL, o sociólogo Antonio Lavareda diz que Geraldo Alckmin "ganhou" o debate de Lula, mas adotou uma estratégia que pode trazer risco à candidatura: "Alckmin empolgou mais sua "torcida" e teve o grande ganho de imprimir sua agenda ética no segundo turno; a postura mais ofensiva dele em relação ao Lula, no entanto, provavelmente elevou sua rejeição entre os eleitores do presidente, onde ele precisa buscar alguns votos para ganhar a eleição."

Nota publicada na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Sessão Caras: Luma de Oliveira está só, novamente!

Essa notícia vai alegrar amigos que passaram da fase dos arroubos juvenis - e dos prazeres solitários, mas não renegam o passado. Lula de Oliveira está, novamente, só. Separou-se do delegado Fernando Moraes. A imagem acima é coisa do passado.

11 outubro 2006

Criatividade duvidosa...

As confissões de Alckmin

"É bom lembrar, no caso nacional, que o segundo mandato costuma ser ainda pior do que o primeiro. Aquela coisa meio cansada, meio já fim de governo."

O presidenciável tucano queria bater em Lula e acabou atingindo o colega de partido e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Não, não é só Lula que comete suas gafes. Ninguém, senhores, está livre delas.

Mas quem tira a razão dele?

Eles dizem: "Por que vou votar no Alckmin"

"Estou com Geraldo porque o compromisso dele com a ética e com o desenvolvimento é muito importante. Ele será o presidente de todos os brasileiros. Vamos trabalhar para isso e tenho certeza que o povo do Rio de Janeiro, que viu o quanto Lula discriminou o Estado vai agora votar em Geraldo." Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro.

" Por sua trajetória, história na vida pública e suas propostas para o Brasil, Geraldo Alckmin deveria ter sido o vencedor do primeiro turno. Não tendo vencido, vencerá o segundo turno." Senador Antônio Carlos Magalhães.

" O Geraldo tem experiência, governou São Paulo. Tem competência provada. É um homem decente, é um homem que tem crença, acredita no Brasil. Um homem moderno, um homem atual. O Brasil cansou da corrupção. Geraldo tem coragem. É o melhor candidato." Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Por Ziraldo: Por que vou votar no Lula


Segundo o Mauro Santayana, que não nasceu em Minas – como o Itamar, que nasceu no mar –, mas é uma instituição mineira, a gente tem que ter muito cuidado com paulista.

É claro que estou tratando a coisa como uma brincadeira, somos todos brasileiros (meus seis netos nasceram em São Paulo, a esposa do meu filho e os maridos de minhas filhas são paulistas e estou muito feliz com essa arrumação).

Como em nossa História, porém, nós, mineiros, andamos de pinimba revolucionária com a paulistada, as lendas correm soltas. Os cariocas diziam que mineiros compravam bondes.

Compravam, sim, confirmam alguns mineiros mais espertos; mas pra vender pra paulistas. Conta-se também que mineiros nunca se importavam de ver seus times sempre perdendo para os times paulistas.

E explicavam: ""Futebol nós perde; o que nós num perde é revolução."" Segundo o Mauro, que explica como a frase que vou citar surgiu – história da qual me esqueci –, a rapaziada de Minas mais próxima da fronteira com São Paulo avisa pro resto da mineirada: ""Paulista, nem à prazo nem à vista!""

Taí o FHC que não deixa a mineirada mentir, não é mesmo, Itamar? Bem, depois de ler esta introdução e ver lá em cima o título do artigo, os mineiros que me leêm neste instante e para quem um pingo é letra já perceberam onde quero chegar.

Pra simplificar, antes de entrar em considerações é só lembrar ao meu povo – mineiro, como vocês sabem, chama o povo lá de casa de povo – que nós, o Brasil inteiro, ficamos, a esta altura, entregues a duas possibilidades paulistas: ou entra o Álck"min (cujo sobrenome é um desrespeito a Minas, terra dos alquimíns de Bocaiúva) ou entra o Lula que, no fundo, é um metalúrgico paulista que venceu na vida.

Nunca podemos nos esquecer de que, quando FHC assumiu, o projeto deles era o de ficar 20 anos no poder. Dentro do plano, tiveram a cachimônia (adoro esta palavra!) de inventar o acontecimento mais antiético da história da República brasileira: a reeleição.

Ela foi um sujo golpe às instituições, uma medida que nem os militares da ditadura tiveram a coragem de perpetrar, realizada em causa própria – com o principal beneficiário no poder – e conseguida da maneira mais desonesta de que se tem notícia: comprando, por preço nunca sabido, o voto dos deputados que, sem que a imprensa brasileira se escandalizasse ao nível do que se escandaliza hoje, começavam a desmoralizar mais ainda o nosso tão desmoralizado Congresso. Tudo começou com essa gente. E eles querem voltar ao poder.

""Non pasarán!"" – os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa.

As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder). Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva.

Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão – vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo – e o Alckmin é da Daslu.

Delenda Daslu! Não é possível que nós, mineiros – depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique – vamos agora eleger o Alckmin.

""Um erro, nós admitimos, dois, não."" – como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda.

Tenho certeza de que o Aécio está no palanque apoiando o Alckmin por uma questão de lealdade ao seu partido – onde ele me parece um estranho no ninho, mas já que está lá... – e não por convicção.

Ele sabe que Lula tem que ganhar disparado em Minas neste segundo turno para evitar que Alckmin assuma a presidência e mele o projeto nacional de ter o Aécio como presidente do Brasil no próximo pleito.

Então, é isto: o Aécio está falando que é pra gente de Minas votar no Alckmin. Mas, todo mineiro sabe que isto é como aquela velha anedota da rodoviária: ""Ocê tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu achar que ocê vai pra Manhumirim, mas, ocê vai é pra Manhuaçu, mesmo"".

Ou seja, ele tá dizendo pra nós votá no Geraldo, mas é pra nós votá no Lula, mesmo. Para aplacar a consciência dos possíveis eleitores do Lula que não votarão nele com muita alegria, prestem atenção: independente das razões que dei até agora pra nós, mineiros, votarmos no Lula, tenho outras razões mais consistentes.

Todo mundo fala do escândalo da corrupção no governo Lula. É realmente assustador, nunca vimos pessoal mais incompetente, mais desastrado, mais canhestro e – vamos lá –mais desonesto.

Quer dizer, mais desonestos já vimos, sim. É só lembrar que a maioria dos escândalos que são atribuídos a estes melancólicos sindicalistas da tropa do Lula, esses peleguinhos de quinta ordem, sempre foram frequentes em administrações anteriores, só não tiveram tanta visibilidade como têm agora.

Muitos dos escândalos que se creditam à administração Lula começaram no governo anterior, como o escândalo dos sanguessugas – cujo teor de gravidade pode ser medido pelo valor atribuído ao dossiê que o denuncia – e a fabulosa aventura do Marcos Valério.

Agora tudo se denuncia, tudo se apura, ainda que tudo vá ficar por isso mesmo, mas vejam um detalhe: a turminha do Lula, meus amigos, é descartável! Eles são ladrõezinhos de m. dos quais o país pode se livrar com um peteleco.

Vai ser fácil ficar livre deles.

O que nós nunca conseguiremos é livrarmo-nos da oligarquia brasileira, dos bornhauses da vida, dos jereissatis, dos ACMs, dos ricos paulistas que já tiveram a coragem de confessar: ""Somos todos corruptos!""

É essa gente que herdou as capitanias hereditárias e que está montada no povo desde que os portugueses chegaram aqui. É essa gente que construiu a parte indecente da história do nosso país. É essa gente que fala em ética, mas acha que aceitar voto de qualquer um é correto.

É essa gente farisaica que pensa que é melhor do que o povo do Lula. Mas, não é. Temos que dar mais uma chance a este segmento da sociedade que chegou ao poder com o Lula.

Eles estão sendo minados o tempo todo, mas, pelo menos, são outra gente. Não quero de volta os hipócritas da paulicéia desvairada. Prefiro o messianismo sertanejo do Lula.

Ziraldo é cartunista

Secretário de Educação vai pedir o boné

Contrariado com a demissão de três de seus assessores (tidos como entre os melhores quadros de consultores do governo), o secretário de educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, não escondeu de amigos próximos que pedirá o boné até o final de semana e entregará o cargo ao prefeito Fernando Gomes. A carta de demissão estaria pronta.

A possibilidade de saída de Gustavo apavora os "com-juízo" do governo de "Cuma", para os quais o secretário faz uma gestão criteriosa, sem perseguições políticas - item este que desagradou gente do tipo Maria Alice Pereira e Marcos Gomes.

Privatizações na era FHC renderam R$ 200,8 bi

Jornal Estadão
Sérgio Gobetti

Motivo de polêmica no debate de domingo entre os presidenciáveis, o processo de privatização promovido entre 1995 e 2002, no governo FHC, rendeu US$ 93,4 bilhões - R$ 200,8 bilhões em valores atuais - aos cofres públicos, principalmente federais. Ao todo, mais de 84 estatais foram vendidas e serviços públicos, concedidos à exploração privada.

Na lista de empresas privatizadas, há desde terminal de garagem com 3.740 vagas, no Rio, vendido em 1998 por US$ 67 milhões, até uma das maiores produtoras e exportadoras de ferro do mundo, a Companhia Vale do Rio Doce. A mineradora foi leiloada por US$ 3,3 bilhões em 1997, quando passava por dificuldades, e hoje é um dos principais cases de sucesso no mundo dos negócios.

Assinante do Estadão lê a matéria completa no site (www.estadao.com.br)

Sugestão de Pauta

Para quem critica a saúde pública em Itabuna, é bom saber que durante a campanha eleitoral houve uma inovação importante nesse setor. Uma casa no bairro Jaçanã foi equipada e transformada em clínica médica. Antes de 1º de outubro, fez-se de tudo no local: de exame de próstata à cirurgia plástica.

Somente do município de Itabela, foram atendidos cerca de 300 pacientes. Mas o "médico" responsável só recebeu uns 20 votos de felicidade dos ingratos e já mudou de ramo. Agora é operador de guilhotina.

Aos jornais que desejarem publicar a informação com mais detalhes, recomenda-se uma visita ao bairro Jaçanã. Uma rápida conversa com moradores dará boas pistas.

Lula amplia vantagem para 12 pontos, diz Datafolha

Quem ganhou o debate?

Por que Lula cresceu?

Leia, abaixo.

Datafolha: debate terminou empatado!

Para 43% dos que assistiram ao debate da TV Bandeirantes, no último domingo, Alckmin venceu; para 41%, Lula foi melhor. Tucano não se saiu tão bem entre os mais escolarizados e de maior renda em relação a suas intenções de voto nessas fatias do eleitorado.

A pesquisa completa está na Folha de São Paulo www.folha.com.br (só para assinantes)

Perdas em várias frentes (para Alckmin)

O levantamento do DataFolha captou uma diminuição das intenções de voto em Alckmin em vários segmentos importantes do eleitorado e nas regiões Sul (onde o tucano ainda vence por larga margem) e no Nordeste (onde Lula já liderava). O tucano também sofreu um significativo "desembarque" dos eleitores da terceira colocada, Heloísa Helena (PSOL), que pretendiam votar nele.

Entre a pesquisa realizada na sexta passada e a de ontem, Alckmin perdeu nove pontos percentuais entre os ex-eleitores de Heloísa Helena (tem 39%), enquanto Lula ganhou quatro (foi a 36%). O restante se dividiu entre brancos/nulos e indecisos.

Na região Sul, a única onde o tucano está à frente de Lula, Alckmin perdeu três pontos e Lula ganhou cinco. No Nordeste, o petista ganhou mais quatro pontos, enquanto Alckmin perdeu também quatro.

O tucano também perdeu oito pontos entre os eleitores com idade entre 25 e 34 anos (cerca de 24% do eleitorado), enquanto Lula ganhou cinco.
O ex-governador de São Paulo acumulou ainda perdas entre os eleitores mais escolarizados e de maior renda, justamente os segmentos onde a audiência e o acesso às repercussões do debate foram maiores, segundo o levantamento.

Os eleitores que ganham mais de 2 salários mínimos no Brasil representam 52% do total do eleitorado. Segundo a pesquisa, Lula ganhou e Alckmin perdeu pontos em todas as faixas de renda familiar mensal acima dos dois mínimos.
Entre os eleitores que recebem entre 5 e 10 salários mínimos, por exemplo, Lula cresceu de 41% para 45% (mais quatro pontos), enquanto Alckmin caiu de 51% para 48 (menos três pontos).

Já entre os com ensino médio (cerca de 39% do eleitorado), Lula ganhou quatro pontos e Alckmin perdeu cinco. Entre os com ensino superior, o petista oscilou positivamente dois. O tucano perdeu três.

A pesquisa revelou também que 89% dos eleitores de Lula souberam dizer corretamente o número que devem digitar no dia 29. Entre os eleitores de Alckmin, 79% responderam corretamente qual é o número do candidato do PSDB a ser digitado na urna.

Da Folha de São Paulo

Datafolha: Lula vai a 51%; Alckmin cai para 40%

Lula amplia vantagem sobre Alckmin, diz Datafolha

A primeira pesquisa Datafolha após o debate na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), realizado no último domingo, aponta que a vantagem do candidato petista subiu para 11 pontos em relação ao seu adversário tucano. A intenção de voto em Lula oscilou de 50% para 51%. Já Alckmin caiu três pontos, de 43% para 40%, em relação a pesquisa anterior publicada no último dia 6.

Considerando apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, o candidato do PT à reeleição tem 56% contra 44% do ex-governador de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para mais ou para menos. O Datafolha entrevistou 2.868 eleitores em 194 municípios de 25 Estados. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 21.972/2006.

Ai, Jesus: Marcos Gomes prepara a vingança...

Os corredores da prefeitura não falam outra coisa: Marcos Gomes voltou e, ao lado de "painho", instalou o comitê da vingança. Quer demitir "apenas" 1.500 servidores-traidores. Acreditava sair da disputa eleito deputado estadual, "mas fui traído". Ele mira em funcionários comissionados e contratados.

Os corredores do centro administrativo também esperam a prometida a briga de facão e foice dele com Maria Alice. Marcos Gomes não aceita o fato da "ex-Dama de Ferro" ter votado na "outra".

A outra é Luciana Reis, candidata a deputada estadual derrotada, filha do prefeito Valderico Reis. "Merilaice" não votou em Marcos Gomes e ainda tirou votos dele, como o do ex-presidiário Marcone Sarmento. Este último, fiel escudeiro da ex-Dama de Ferro, também fez campanha para o deputado federal Félix Mendonça.

Olha a cabeleira!

- Calma, essa é apenas a adorável Taís Araújo sem cabelos! Linda, não?

Itabuna fica fora do Baianão 2007

Atolado em dívidas e sem dinheiro para montar um time competitivo, o Itabuna ameaça não participar do Campeonato Baiano 2007. A maior dificuldade é não ter patrocínio nem apoio da prefeitura local.

Para piorar a situação, o Itabuna perdeu parte dos recursos repassados durante o Baianão deste pelo projeto Sua Nota É Um Show por ordem da Justiça, para pagar dívidas trabalhistas com ex-funcionários.

A decisão sobre a participação do Itabuna no Campeonato Baiano do próximo ano foi anunciada ontem depois de um encontro entre membros do Conselho Deliberativo do clube.

Além das dívidas, o Azulino nem estádio tem para treinar. O detalhe vexatório é que Ricardo Xavier, o presidente do clube, é (pelo menos no título) o secretário de Esportes da Prefeitura de Itabuna...

Do A Região

É "Chuchu" ou rua!

Uma fonte da prefeitura nos contou que a "viúva do Banco Raso tá sangrando". Somente entre a semana passada e o início desta foram confeccionadas mais de 500 "plotters" para veículos (tudo financiado com o dinheiro do... ah, você sabe, né?).

Quem trabalha na prefeitura e possui carro está sendo obrigado a plotá-lo com o material do presidenciável tucano Geraldo Alckmin. Caso contrário, é rua mesmo. A luta é por um "Brasil descente" e a recomendação vale para todos que mantêm relação com o municípi, inclusive prestadores de serviço.

CPI do Cacau aprova exame de sanidade mental em Franco Timóteo, o homem-vassoura!

Deputados pagam para ver e submetem Timóteo a exame de sanidade mental.

A sessão da CPI do Cacau da terça-feira aprovou requerimento que submete a exame de sanidade mental o técnico em administração Luiz Franco Timóteo, autor da denúncia da suposta sabotagem biológica na lavoura cacaueira baiana, publicada pela revista Veja, no dia 21 de junho. A denúncia colocou sobre o foco da mídia os petistas Geraldo Simões, eleito deputado federal no dia primeiro, Everaldo Anunciação, Elieser Correa, Jonas Nascimento e Wellington Duarte. Os cinco foram acusados por Timóteo de elaborar e executar o plano de infestação da vassoura-de-bruxa no sul da Bahia.

O pedido de exame de sanidade mental em Timóteo foi apresentado pelo deputado estadual Walmir Assunção. Não houve dificuldade para aprová-lo. Os deputados se assustaram com a seqüência de "estórias" narradas pelo denunciante na última sessão da CPI, em setembro. Na oportunidade, ele disse, dentro outras coisas, que Geraldo Simões liderou a sabotagem e participou de ações de guerrilha e assaltos a banco. O dinheiro "coletado" nos assaltos se destinaria a campanhas políticas da esquerda - principalmente a do presidente Lula, em 1989.

Até o ex-bispo da Diocese de Itabuna, Dom Paulo Lopes, se viu envolvido na série de "denúncias" de Timóteo. A igreja católica teria financiado ações "criminosas" dos petistas no sul da Bahia. Intrigados com as "estórias" Timóteo, a CPI não teve outra saída a não ser aprovar o exame de sanidade mental.

Além de aprovar o exame de sanidade para o autor da denúncia, a CPI ainda requereu à Polícia Federal as conclusões do inquérito que inocentou os petistas da acusação de sabotagem biológica.

Os membros da comissão também aprovaram a reconvocação do jornalista Policarpo Júnior, autor das reportagens da Veja, o ex-diretor da Ceplac Joaquim Cardoso e o cientista Gonçalo Pereira, coordenador do Laboratório de Genômica e Expressão da Unicamp. Gonçalo contesta a versão apresentada por Franco Timóteo sobre a forma como a vassoura foi disseminada na região.

10 outubro 2006

Equipe de Wagner suspeita de sumiço de dados

Por Bob Fernandes
Portal Terra

Alerta na equipe do novo governador da Bahia, Jacques Wagner. São inúmeras, e preocupantes, as informações sobre as operações "Apagão" e "Base Legal".

Entenda-se, primeiro, a "Apagão".

Não se trata de um problema energético, mas sim do apagar de pegadas. Há duas alas majoritárias no governo da Bahia. A dos "carlistas", ligada ao senador Antônio Carlos Magalhães - governador por três vezes, duas de forma indireta -, e a dos "soutistas", do governador Paulo Souto - eleito duas vezes. Setores do governo estão sob influência de um ou de outro.

Em porções da Secretaria da Fazenda, da Bahiatursa, responsável pelo turismo, da Ebal, empresa de alimentos, da Embasa, empresa de águas e saneamento, e da Conder, que cuida de questões urbanísticas, é acelerado o ritmo do desfazer-se de rastros, segundo informações que chegam à equipe de Jacques Wagner. E estas são apenas algumas das empresas públicas sob suspeita.

Operação "Em busca da Base Legal". Em resumo, trata-se do que fazer diante do fato consumado. E inesperadíssimo. Como a vitória do governo era dada como certa, foram inúmeros os acertos feitos apenas no fio do bigode, na linha "faça que depois a gente acerta". Isso, em especial, na área da empreitagem. O que se busca desesperadamente agora, até menos do que o recebimento futuro, é... "a base legal".

Ressalte-se que nem toda a máquina do Estado tem se portado dessa forma.

Eduardo Santos, amigo pessoal de longa data do governador Souto, é Secretário do Trabalho, Assistência Social e Esportes. Conhecido o resultado, e a derrota de Paulo Souto nas urnas, Eduardo Santos reuniu a cúpula da Secretaria e, em poucas palavras, ordenou:

- Tenham serenidade e respeitem o resultado das eleições. Evitem novos gastos, pendências e atos que comprometam o orçamento do próximo ano. Tenham total transparência e não escondam nada da equipe de transição do governador eleito.

A matéria completa está no endereço
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1182343-EI6578,00.html

R$ 130 milhões: Alckmin gastou um "Aerolula" em viagens, diz o Globo

O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, gastou R$ 130 milhões com passagens aéreas e aluguel de veículos e aeronaves entre 2001 e 2005, quando governou o Estado de São Paulo. O valor, confirmado pelo Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do estado (Sigeo), seria mais do que suficiente para comprar um Airbus igual ao que ficou conhecido como "Aerolula".

Ou seja: em apenas quatro anos, Alckmin gastou com deslocamentos mais do que o valor de uma aeronave cujo tempo de vida é estimado em 30 anos.
Mesmo assim, o ex-governador classificou a compra do avião como "dinheiro jogado fora", em declaração feita durante debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, na TV Bandeirantes.

O eleitor precisa saber quem é que está manipulando informações e "jogando dinheiro fora". Segundo o Sigeo, as despesas com locação de veículos e aeronaves cresceram 623,17% entre 2001 e 2005 em São Paulo, passando de R$ 5,39 milhões para R$ 39,04 milhões. Com passagens, houve aumento de 118,5% nos gastos, passando de R$ 4,9 milhões para R$ 10,71 milhões no mesmo período.

Embora Alckmin tenha dito que seu governo vendeu as aeronaves do Estado, as vendas não constam da relação de bens alienados na Assembléia Legislativa. Além disso, a proposta de Lei Orçamentária de 2007 prevê um valor de R$ 3,08 milhões para a manutenção de três aeronaves e uma quarta aparece na relação.

A compra do Airbus

A compra do Airbus Corporate Jetliner, batizado pela imprensa de "Aerolula", é resultado da aprovação de uma diretriz presidencial sobre o plano de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB), datada de 13 de julho de 2000 portanto, definida durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

O contrato de aquisição da aeronave, assinado em 9 de fevereiro de 2004, contempla, além da aeronave, peças de reposição, equipamentos de apoio no solo, publicações técnicas, treinamento operacional e de manutenção e a assistência técnica, perfazendo o total de US$ 56,7 milhões, ou R$ 122 milhões ao câmbio de hoje. O Airbus pertence à FAB e não à Presidência da República.

Em entrevista ao jornal O Globo, o brigadeiro da FAB Francisco Joseli Parente Camelo, coordenador das viagens internacionais da Presidência da República, disse que, entre fevereiro de 1999 a abril de 2001, o governo gastou US$ 5 milhões em aluguel de aviões para algumas das viagens internacionais do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Com a média do número de viagens de Fernando Henrique e do presidente Lula, o que foi gasto com o novo avião vai estar pago em dez anos. Seu tempo útil de vida é de 30 anos. Foi um negócio excelente. O avião não é do Lula, é do Estado brasileiro", afirmou o brigadeiro ao jornal.

Uma interpretação da virada eleitoral na Bahia*

A força dos indecisos

Agenor Gasparetto*

Cada eleição é única, singular. Não há um padrão para eleições, como não há um padrão para a história de uma comunidade ou para a biografia de um indivíduo. Tudo é singular, único. A explicação que vale para o Rio Grande do Sul não vale para Minas e essa também não vale para a Bahia ou para o Ceará. Em cada caso, é preciso buscar os elementos e circunstâncias que, no contexto específico, tem maior poder explicativo.

Nesta eleição de 2006, a Bahia parece que surpreendeu a muitos. Contudo, será que surpreendeu ao eleitor baiano? Aqui, tentar-se-á apresentar uma hipótese que pretende tornar um pouco mais claro o que sucedeu nesta eleição para o governo da Bahia.

A explicação tem como âncora principal um fato relevante e, ao mesmo tempo, estranho nesta eleição: o alto percentual de indecisos e/ou indiferentes, mesmo a pouco mais de uma semana da eleição, com exceção da eleição para Presidente. Para os demais cargos em disputa, a chave explicativa do que aconteceu parece estar no alto contingente de indecisos. E eles decidiram. A propósito, ver tabelas em anexo. Em Itabuna e Ilhéus, por exemplo, a pouco mais de uma semana da eleição, o percentual situava-se próximo dos 20%. O esperado, naquele período da campanha eleitoral, é que o patamar estivesse em um dígito, como a eleição presidencial apresentava.

Diante disso, a questão inquietante incidia na interpretação desse fato. Esse alto percentual tornava imprevisível qualquer prognóstico. Prenunciava potencial surpresa.

Se o contingente de indecisos estava alto próximo da eleição o era muito mais semanas antes. Até o final de agosto, porém, mesmo com esse dado, não havia nenhum sinal de mudança do quadro eleitoral. Paulo Souto parecia imbatível. O que dava mais consistência a essa intuição é como o eleitor avaliava a sua administração. Em meu entendimento, esse é um marco estrutural em uma disputa eleitoral. Nesse quesito, o governo Paulo Souto estava com avaliação tendendo ao positivo.

Esse fato parecia cimentar um quadro de estabilidade eleitoral, posicionando-o bem na disputa. Não que não tivessem sido observados, para prefeito municipal, por exemplo, casos de prefeitos com administração bem avaliada e mesmo assim derrotados. Ter uma boa avaliação é uma condição necessária, mas não suficiente para se reeleger. No entanto, na Bahia, não parecia ser esse o quadro até o final de agosto.

Agenor Gasparetto é sociólogo e dirige a Sócio-Estatística, empresa de pesquisa de opinião pública.

PS: Resolvemos dividir o artigo em três postagem para facilitar a sua leitura.

A força dos indecisos II

Contudo, nos primeiros dias de setembro, ocorreu o primeiro sinal de que a situação começava a ganhar instabilidade, que o projeto da reeleição começava a dar sinais de que poderia ruir, como acabou ruindo efetivamente na reta de chegada, quando os indecisos migraram, em parte expressiva, para o candidato oposicionista. Como revelou eleição anterior para prefeito, o eleitor que vota governo se manifesta claramente. Quem não vota governista, seguramente por razões de estratégia pessoal, particularmente em eleições municipais, em que a sombra do poder parece pairar sobre a cabeça dos munícipes.

O primeiro sinal de instabilidade eleitoral, que se traduziu na primeira captação da aderência Wagner/Lula, sinalizando a onda que mudou a história desta eleição, deu-se em um município do Extremo-Sul da Bahia. A menos de 15 dias da eleição, esse fenômeno foi observado em um segundo município, já na região polarizada por Ilhéus e Itabuna. Esse segundo caso sinalizava de que poderiam existir outros mais. Nesses dois municípios pesquisados, o quadro inverteu-se totalmente. Wagner com aproximadamente 42% e Paulo Souto, com pouco menos de 30%.

Mesmo nesses dois municípios, com o quadro já invertido, continuava alto o percentual de indecisos, exceto para presidente. Nos demais municípios em que foi possível fazer aferição, a situação mantinha-se com Paulo Souto liderando, com aproximadamente 42% contra 31% de Wagner e isto se manteve até aproximadamente pouco mais de uma semana da eleição. Em praticamente todos eles, mantinha-se como uma nuvem carregada, no horizonte, o percentual relativamente alto de indecisos. E esse era o dado que conspirava silenciosamente contra Paulo Souto, atual governador. Esse dado era o enigma, portador da resposta das urnas.

O percentual de indecisos estranhamente alto, dada a proximidade da eleição, suscitava inquietações, gerava insegurança na análise. Como decifrá-lo? O aprendizado da eleição anterior para prefeito foi de que quando isso acontece, é mau presságio para o detentor do poder. Desde o primeiro sinal de virada, portanto, a questão consistia em saber se se estava diante de casos isolados ou, na iminência de uma virada. Deu a virada, com a onda Lula/Wagner.

Naquela conjuntura, dois fatos recomendavam cautela na interpretação dos sinais de instabilização do quadro eleitoral, pelo menos no meu caso particular: não dispor de pesquisas mais amplas, estaduais. As evidências poderiam ser casos isolados. As pesquisas realizadas situavam-se próximas de Itabuna e Ilhéus. O segundo fator deveu-se a que, até então, a avaliação do governo Paulo Souto tendia ao positivo. Isto sugeria que o desfecho poderia ser diferente ao que sucedeu aos prefeitos que, às vésperas da eleição, se depararam com o enigma representado por um alto percentual de indecisos ou indiferentes.

Na eleição para prefeito, na reta de chegada, os eleitores não se distribuíram proporcionalmente à cota que cada postulante possuía, mas migraram em massa para a candidatura que melhor encarnava ama alternativa ao prefeito. No presente caso, Paulo Souto conseguiria reter ou retardar ao máximo uma onda iminente que poderia não apenas levar ao Segundo Turno, mas decidir contra ele já no Primeiro, uma vez que só havia duas candidaturas viáveis na disputa?

A força dos indecisos III

Nesse contexto específico, a imagem de vencedor, com ampla vantagem, revelada por pesquisas, pela mídia e pela propaganda eleitoral, mostrando-a exaustivamente poderia contribuir para sustentar uma situação que estava sendo corroída rápida e silenciosamente. Os resultados, porém, mostraram que a onda foi avassaladora. Wagner conseguiu aderir à sua candidatura à imagem de Lula e venceu já no Primeiro Turno.

No entanto, havia uma outra possibilidade teórica. O desfecho não foi uma necessidade lógica do efeito Lula e a referida aderência a ele de Wagner. O desfecho resultou de um conjunto de circunstâncias. Essa outra perspectiva de desfecho reforça a intuição do papel estratégico representado pela administração, que é, seguramente, o pano de fundo da discussão do problema da reeleição de governantes.

Em municípios em que os prefeitos, governistas, apresentavam um bom desempenho, a situação não foi afetada pela onda Lula. Wagner e João Durval, vitoriosos na Bahia e em grande parte dos seus 417 municípios, não conseguiram se impor nesses municípios, como Itajuípe e Firmino Alves, por exemplo. Contudo, onde a avaliação da administração local tendia ao negativo, a onda Lula/Wagner foi arrasadora. Infere-se que somente municípios com administrações locais com avaliação tendendo fortemente ao positivo não foram surpreendidos pela mudança dos ventos eleitorais. A mudança precisou de terreno fértil e não há melhor terreno do que eleitores que percebem que seus prefeitos amam mais a si mesmos e aos seus do que ao bem comum e ao conjunto da comunidade de que são parte.

Em municípios em que há uma boa sintonia entre governantes e população, os candidatos a deputado, mesmo estranhos à terra, colheram generosamente e colheu também com fartura o candidato a senador apoiado por esses prefeitos. As tabelas abaixo ilustram esse fato. Portanto, olhando bem de perto os dados, a decisão passa sempre pelo filtro local. E ainda não consegui encontrar melhor interpretação para a perda do poder do que aquela que Aléxis de Tocqueville deu, no distante ano de 1848, analisando os meandros do poder e seu exercício na sua França revolucionária da primeira metade do Século XIX e final do anterior.

*Sociólogo

09 outubro 2006

Gasparetto estréia blog sobre política e pesquisa

Muito já se falou das qualidades do sociólogo Agenor Gasparetto, dirigente do instituto de pesquisa de opinião de maior credibilidade da Bahia (Sócio-Estatística). O nobre leitor deste blog tem, a partir de agora, uma nova opção para fazer releitura das pesquisas de opinião. Diariamente, ele posta comentários sobre pesquisas e comportamento do eleitor.

O endereço do blog é http://agenorgasparetto.zip.net/

É só navegar pelo blog e boa leitura!

Matéria Folha Online

Cientistas políticos dizem que candidatos empataram no debate

JAMES CIMINO
da Folha Online


A despeito dos humores dos correligionários deste ou daquele partido, cientistas políticos da USP (Universidade de São Paulo) e da UnB (Universidade de Brasília) afirmam que nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Geraldo Alckmin (PSDB) venceram o debate de ontem ocorrido na Band.

"Pode ter havido uma vitória no sentido de ele [Alckmin] ter surpreendido, não só ao Lula, como a todos, com seus ataques, mas nada que tenha deixado Lula para trás", afirma o professor Lúcio Rennó, da UnB. "Alckmin foi conciso, agressivo e tocou nos pontos principais [do governo Lula]. Além disso, não se intimidou perante Lula e o deixou na defensiva grande parte do tempo."

Rennó considera Lula um político com "grande experiência em debates" e assinala como "histórico" o fato de o presidente ter comparecido ao confronto. Também aprova a postura do petista no primeiro turno da eleição.

"Lula fez certo em não ter ido aos debates [do primeiro turno]. Inclusive ao da Globo, porque ele iria se confrontar com ex-companheiros de partido e seria prejudicado com isso", ponderou o professor.

Apesar dos elogios ao petista, Rennó destaca que o candidato tucano conseguiu conquistar alguns eleitores durante a transmissão. "Eu não vejo Lula perdendo, mas vejo Alckmin ganhando alguns votos de Cristovam Buarque", complementou.

Já Maria do Socorro Sousa Braga, doutora pela USP e professora de partidos e sistemas partidários na Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), considera que não houve debate, mas "combate".

"De fato não houve um debate de idéias, para que, pelo menos, os indecisos pudessem analisar as propostas de ambos e tirassem suas dúvidas. Ontem foram criadas outras dúvidas, e as principais questões não foram respondidas, como a questão econômica. Afinal, 'o que fazer com a estabilidade econômica?'", diz a professora, que também se surpreendeu com a "postura agressiva de Alckmin".

Para os dois professores, Alckmin não conseguiu atingir a parcela do eleitorado de renda mais baixa que vota em Lula. "Ele tentou se consolidar naquela classe média que, segundo pesquisa do Datafolha, ganha até R$ 700 e que tende a votar no Lula, porque o discurso dele não entra nas classes populares", diz Maria do Socorro, que também afirma que "o eleitorado de Lula já está conquistado".

Mito

Os dois cientistas políticos concordaram em outro ponto. Para ambos, Alckmin não conseguiu desfazer o mito do torneiro mecânico que ascendeu socialmente e alcançou o cargo mais alto do país.

"Acho que Alckmin até tentou criticar o mito em torno de Lula falando em corrupção, mas considero impossível de desconstruir esse mito por causa dos ganhos e resultados que têm influência decisiva na vida das pessoas", analisou Lúcio Rennó, em referência às políticas sociais do governo do PT.

Os professores acreditam que, para substituir um mito, apenas outro daria conta da demanda, e que Alckmin não tem essa postura. "Ele teria de se vender como alguém tão ou mais preocupado com políticas sociais", diz Rennó, "mas Lula tem algo além, como sua história de vida", complementou Maria do Socorro.

Ele é bi...

O espanhol Fernando Alonso precisa somar um pontinho na corrida de Fórmula Um em Interlagos, para se tornar bi.... bicampeão!