26 outubro 2006

Onda Lula puxa Olívio no RS

"Pesquisa do Instituto Methodus para o governo do Rio Grande do Sul divulgada agora de manhã: Yeda Crusius (PSDB): 49,2%; Olívio Dutra (PT): 43,1%; não sabem e indecisos: 4%; nulos e brancos: 3,8%. É bom levar a sério a pesquisa: o Methodus não é um institutozinho de porta de churrascaria, não. Foi o único que captou a fulminante atropelada de Yeda no primeiro turno.

Quem me chamou a atenção para a qualidade do trabalho do Methodus foi o filósofo Denis Lerer Rosenfeld, num Canal Livre Eleições, na Band, logo depois do primeiro turno. Quando eu disse que nenhum instituto havia previsto a vitória da tucana, ele corrigiu-me educadamente, lembrando que o Methodus, três dias antes das eleições, já dera Yeda em primeiro. Ou seja, acertou onde os outros erraram.

Se o Methodus estiver certo de novo, pelo menos no Rio Grande do Sul, a reta final vai ser emocionante."

Extraído do site do jornalista político Franklin Martins. Para acessá-lo, clique no título desta nota, lá em cima...

Mais do mesmo

As últimas pesquisas Datafolha, Vox Populi e CNT/Sensus para presidente

Levantamento CNT-Sensus mostra a maior diferença entre os candidatos já registrada em pesquisas do segundo turno: 24 pontos. De acordo com a pesquisa, Lula tem 57,5% das intenções de voto e Alckmin, 33,5%. Votos brancos ou nulos somam 3,3%, e 5,9% afirmaram que estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa Vox Populi, divulgada na revista "Carta Capital" desta quinta-feira (26), Lula manteve diferença de 20 pontos nos votos totais e 22 nos votos válidos. O petista registrou 57% das intenções de voto contra 37% do tucano, mesmos percentuais obtidos em 19 de outubro. Votos brancos e nulos somaram 3% e indecisos totalizaram 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Levantamento do instituto Datafolha, divulgado na terça-feira (24), havia mostrado o petista com 58% das intenções de voto - 21 pontos da mais do que o tucano, que registrou 37%. Considerando apenas os votos válidos, Lula apareceu com 61% e Alckmin, 39%, uma diferença de 22 pontos. Até então, o Datafolha havia registrado a maior distância entre os candidatos.

Lula-lá...

Pesquisa Ibope/Rede Globo, divulgada agora há pouco no Jornal Nacional.

Votos (incluindo brancos, nulos e indecisos)
Lula - 58%
Alckmin - 35%

Votos válidos
Lula - 62%
Alckmin -
38%

Lula-lá amplia vantagem para 25 pontos

A pesquisa Ibope que será divulgada daqui a pouco no Jornal Nacional trará Lula com 25 pontos à frente de Geraldo Alckmin.

É o que antecipou o Jornal da Noite, da rede Bandeirantes de TV, ontem.

Lula nega suspeita sobre Berzoini

O ministro da Articulação Política, Tarso Genro, ligou as 19h30 para a revista ÉPOCA negando oficicialmente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse tirado conclusões sobre as responsabilidades e origem do dinheiro que pagou o dossiê contra o PSDB. "O presidente nega que tenha, em algum momento, externado opiniões deste gênero.

Ele quer que a Polícia Federal apure as responsabilidades, o Ministério Público acompanhe as investigações e que a Justiça julgue e condene quem de direito. Não cabe ao presidente, ou a qualquer de seus ministros, tirar conclusões sobre um inquérito em andamento", afirmou o ministro. Segundo ele, "se ministros disseram à ÉPOCA o que está no blog eles não merecem a confiança do presidente".

O ministro ficou especialmente preocupado com a informação publicada neste blog de que o dinheiro que pagou o dossiê contra o PSDB teria vindo do caixa-dois da campanha. "O presidente Lula nunca concordaria com um crime", disse o ministro. Se comprovado o crime de caixa-dois, a candidatura Lula pode ser até impugnada pela justiça eleitoral.

ÉPOCA ligou para uma de suas fontes da reportagem. Ela confirmou o que foi publicado.

Sim, o dinheiro era de caixa-dois

"Uma investigação paralela ordenada por Lula sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB) identifica Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT e ex-coordenador da campanha à reeleição, como responsável pela operação desastrosa, inclusive pela arrecadação dos recursos utilizados – R$ 1,7 milhão, e reconhece que o dinheiro era de caixa-dois.

Na avaliação de Lula, informa o Blog da Revista Época, Berzoini sabia que seus assessores Oswaldo Bargas e Jorge Lorenzetti negociavam o dossiê com a família Vedoin desde o início de agosto. Quando Luiz Antônio Vedoin estabeleceu os R$ 2 milhões como preço do material que comprometeria Serra, Bargas e Lorenzetti consultaram Berzoini. O ex-presidente do PT teria autorizado o recolhimento do dinheiro.

Lula foi informado das prisões de Gedimar Passos e Valdebran Padilha pela Polícia Federal às 13h da sexta-feira, 15 de setembro. Teria dito:

- P... De novo, não! -, lembrando o escândalo do delubioduto.

Na avaliação de dois ministros ouvidos pela revista, a candidatura de Lula não sofrerá revés por conta do escândalo, porque o dinheiro irregular não necessariamente foi entregue à campanha de Lula."

Leia mais no site da Revista Época.

DNA

Com a derrota do carlismo na Bahia e a cada vez mais provável reeleição do presidente Lula, já se sabe onde o prefeito Fernando Gomes irá trabalhar caso venha a ser condenado a perder o mandato, em decorrência de um dos inúmeros processos a que responde: DUBLÊ DO PERSONAGEM JAJÁ DO ZORRA TOTAL!

Comenta-se que, domingo, após a contagem dos votos para presidente em Itabuna, o grito que se ouvirá, vindo da mansão Quinta das Oliveiras, será: “TÔ DOOOIDO! TÔ DOOOOIDO! TÔ DOOOOIDO!”

Clique na foto para vê-la em tamanho ampliado.

Até Val Cabral aderiu

O poder é realmente afrodisíaco, já disse um velho e hoje broxado político baiano. Afrodisíaco e atraente, completaria este blogueiro, que observa de longe o mosqueiro em torno de Lula, que caminha para mais quatro anos no Palácio do Planalto.

No sul da Bahia, prefeitos dos mais diversos partidos - alguns carlistas, mas sempre adesistas - colam em Lula e Wagner. Muita gente já atirou na lata do lixo aquele retrato do cabeça branca que estava pendurado na parede. São outros tempos.

Um exemplo das mudanças está em Itabuna, onde o prefeito Fernando Gomes se esforça para coordenar uma esfarrapada estratégia para que, pelo menos em seus domínios, Alckmin tenha mais votos que Lula. Tendo à frente a ex-toda-poderosa Maria Alice Pereira, as articulações não encontram apoio nem sob os bigodes do alcaide.

Membros do primeiro escalão e fernandistas de primeira ou de última hora não se entusiasmam com a campanha de Alckmin. Nesse último time, destaque para Ricardo Xavier (PMDB), que comanda a Secretaria de Esportes e tem promovido reuniões em prol de Lula.

Outro é Val Cabral, coordenador do Centro de Referência no Controle das DST / Aids, aquele que já foi geraldista, depois brigou por não ter obtido o quinhão desejado na partilha da "viúva" e caiu nos braços de Fernando Gomes, a quem antes chamava de bandido e assassino.

Quem não se lembra de Val, nas caminhadas de Geraldo Simões, durante a campanha eleitoral de 2000, carregando um retrato gigante do jornalista Manoel Leal? Uma clara referência ao crime de que foi vítima o dono de A Região, que tinha entre os suspeitos o candidato adversário de Geraldo.

Agora, Val tem sido visto andando nas ruas de Itabuna com adesivo de Lula no peito. É a mais nova fase do camaleão. Sabe Deus qual será a próxima.

Em tempo: Val Cabral e Ricardo Xavier tem mais em comum. Ambos estão na Prefeitura por indicação de Renato Costa, que lançou uma candidatura inviável em 2004, ajudando a eleger Fernando Gomes. Tido como ético, Renato não quis entrar na administração municipal (com medo de sujar a imagem), mas garantiu os seus pupilos no governo.

César Maia e a "eleição municipal" de 2006

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INFORMAÇÃO e OPINIÃO -IOCM- !
ex-Blog do Cesar Maia 26/10/2006
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ELEIÇÃO PARA PREFEITO DO BRASIL!

1. Uma eleição é sempre muito mais uma questão de oferta do que de demanda, especialmente no Brasil onde os partidos são basicamente inorgânicos. A demanda -ou seja o eleitor- muda muito pouco e assim mesmo a longo prazo. O que muda são as ofertas dos partidos. Por exemplo: um mesmo partido se lançar um candidato com um perfil, atrai um tipo de eleitor; se lançar com outro, o eleitor é outro. Quem mudou? A oferta é claro.

2. No início dos anos 30, na U. Columbia, o grupo de Paul Lazarsfeld (Gallup era seu pesquisador), a tempo que desenvolvia o campo de conhecimento sobre opinião pública política, iniciava uma série de pesquisas. Algumas delas tem hoje 70 anos. Uma hipótese que queriam demonstrar, é que quanto mais crescessem os níveis de renda e de instrução, mais racional e qualificado seria o voto. A renda e o nível de instrução cresceram sistematicamente, mas a taxa de racionalidade não mudou. O eleitor continua usando atalhos informacionais para sua decisão de voto.

3. Quando o personagem que representam os candidatos se assemelha, maior a necessidade de se aprimorar a comunicação para diferenciar -um em relação ao outro. Isso é muito comum nos EUA onde o personagem Kennedy passou a ser um padrão de oferta eleitoral, para presidente, para governador e especialmente para o senado. Um passeio no plenário do senado sugere quase-clones espalhados pelas cadeiras.

4. No caso da eleição presidencial de 2006 no Brasil, de partida, os personagens de cada candidato -Lula e Geraldo- eram diferentes. Esse seria um bom ponto de partida para se elaborar um sistema de comunicação eleitoral que apostasse nas diferenças. Mas diferenciar-se não quer dizer ler um texto no teleprompter e se dizer diferente. Do outro lado existe uma demanda que vai muito além do que muitos políticos pensam, ao escolher o produto, quando entram no supermercado político. Não basta ouvirem que um produto é diferente do outro.

5. Paradoxalmente, o programa de Serra em SP -cuja equipe era a mesma de Geraldo- procurou se diferenciar -por cima- dos demais. Uma das aberturas mais comuns de seu programa era uma espécie de vôo sobre S. Paulo, mostrando sua pujança, sua importância, o estado mais importante do Brasil, mais importante que todos os países da AL e quase um país. Para governar um estado como esse só alguém muito preparado, com muita experiência... Qualquer outro perfil seria um risco. Ou seja: Serra!

6. O programa de Lula jogou tudo na taxa de identificação do eleitor com Lula, cortando o eleitorado regional e socialmente. Toda aquela coreografia de grandes feitos do governo Lula, seu colarinho e nó de gravata estavam ali para compor um cenário e se preparar para o que imaginavam viria do programa do Geraldo. O que de fato o programa comunicava -primeiro e segundo turnos- era Lula como um candidato de proximidade (amigo do povo), fato que se podia comprovar com os projetos que demonstram essa proximidade (bolsa família, o dente do pobre, farmácia popular...).

7. Lula, independente do que dizia, COMUNICAVA: -Sou candidato a PREFEITO DO BRASIL!

8. O que faz a série dos programas de Geraldo? A mesma coisa. Bem, pensavam seus assessores: se Lula é um candidato de proximidade e está tão bem nas pesquisas, nosso Geraldo tem que ser também. E então toca no distinto publico a origem modesta de Geraldo, (ah... que saudades da dona Nhánhá, de seus quitutes... eta menino do interior, bom e trabalhador, que como estudante dava aula...). E não contente em voltar a isso a campanha -1 e 2- toda, ainda resolveu concorrer com Lula como candidato de propostas de proximidade: Dose Certa contra a farmácia popular, renda mínima contra o bolsa família, mutirão da saúde contra o dentista, etc...Etc... Com isso topou o jogo: ser PREFEITO DO BRASIL!

9. Resultado: para Prefeito do Brasil o eleitor prefere Lula que tem muito mais jeito para isso.

10. Ainda há tempo de Geraldo mudar o programa e os comerciais e mostrar que o Brasil é muito grande e importante para ser prefeiturizado e que precisa de um presidente do tamanho do Brasil? Há, mesmo que num grau de probabilidade bem menor que o de Lula.

11. Este Ex-Blog com mais de 30 anos de estudos de pesquisas pode afirmar que no Brasil, 3 dias antes das eleições majoritárias, 35% dos eleitores ainda estão dispostos a mudar de voto se surgir alguma razão de fundo. São os eleitores não engajados. Quanto maior a vantagem de um candidato, menor a probabilidade que estes 35% se descolem dele. Portanto mais contundente terá que ser o argumento. Poucas mensagens fortes e que elevem a importância do voto podem produzir uma leve inversão de tendência. Daí para frente dependerá da aceleração do multiplicador do boca a boca entre eleitores. Mas para isso tem que haver aquela leve inversão para que se conte com um acelerador.

12. Com 20 pontos atrás -que são 15 pela abstenção e pesquisa em meio de semana- trata-se de uma inversão de 7% para se ter um empate. Afinal no segundo turno, um voto a mais para um é um voto a menos para o outro: vale dois. Acompanhemos estes 4 dias.

Pinheiro tira onda com o jacaré

Deu no Painel da Folha de São Paulo, de hoje

Tiroteio
"O jacaré de Alckmin insistiu tanto em bater o rabo que se esqueceu de morder". Do deputado WALTER PINHEIRO (PT-BA), ironizando o candidato tucano, que costuma comparar gráficos de pesquisas à boca de um jacaré; segundo diferentes institutos, ela está se "abrindo" a favor de Lula

25 outubro 2006

Sabe o que quer dizer VEJA?

Segundo o colunista Zé Simão, da Folha de São Paulo, Veja significa:
--------Vote
--------Em
--------Jeraldo
--------Alckmin

Fim de Feira no Governo do Estado

Funcionários do SAC estão sem receber o salário de setembro, Cesta do Povo tem rombo de R$ 80 milhões, obras nas rodovias estaduais foram paralisadas pelo governador Paulo Souto... O fim de feira está claro, claríssimo - e ainda estamos em outubro!

Bolsa-Família é para preguiçosos e quem não gosta de trabalhar, diz Fernando Gomes

Duvidamos que Fernando Gomes, homem de bons modos e fino trato, tivesse coragem de ousar tanto e dizer aos moradores do Maria Pinheiro o mesmo que falou à jornalista Maria Antonieta, conforme publicado no jornal Agora, de quarta-feira. Leia:

"BICHO PREGUIÇA
O prefeito Fernando Gomes diz que o programa assistencialista do Governo Federal não está praticando uma efetiva inclusão social através da geração de emprego e renda. E tampouco promove o crescimento econômico. Para ele, quem dá emprego oferece dignidade e resgata a auto-estima das pessoas. Esse negócio de bolsa família é um atrativo para preguiçosos e para quem não gosta de trabalhar.
"


Não se sabe como o prefeito estava quando fez essa declaração à jornalista, mas lembramos que Itabuna possui 17.069 beneficiários do Bolsa-Família. Seriam todos preguiçosos, prefeito?

Duvida? Clique no título para ler a nota na íntegra.

Assim fica melhor???


Tem gente criticando o modelito Clara Nunes. Então, segue Fernando em versão mais moderna e arrojada. GOSTARAM AGORA, BANDO DE SACANAS?????

Fernando de saia



Imagine uma cena insólita... Agora multiplique por vinte e eleve à décima potência. Pois é mais ou menos o que poderá acontecer se o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, cumprir uma promessa que tem feito.

Fernando garante para quem quiser ouvir que, se Lula vencer a eleição em Itabuna, ele vai vestir saia. Fala isso com aquele estilo coronel dele, fazendo alguns assessores rirem... Disfarçadamente, que ninguém é besta.

Uma turma de gozadores já se prepara para comprar uma saia tipo "Clara Nunes", de baiana, para dar um toque especial ao cumprimento da promessa. O medo é que o prefeito, depois dessa, mude definitivamente o estilo e troque o jaquetão de couro por uma cinta-liga sexy.

GERALDO: O QUE FAZER NOS ÚLTIMOS DIAS, DEBATES E PROGRAMAS?

"1. Uma diferença de 21 pontos - de fato uns 16 se descontados os efeitos da abstenção e pesquisa de meio de semana- é difícil, mas não impossível de ser ultrapassada.

2. Para isso é necessário corrigir uns erros do programa e passar a focalizar a classe média. Geraldo apontou para os setores populares -dose certa, renda mínima, vou continuar o bolsa-família, mutirão da saúde... Resultado: não tirou nada do Lula, ao contrário, e ainda abriu o flanco na classe média. Os dados abaixo, da pesquisa Data-Folha de ontem, exemplificam.

3. O empate de Lula no Paraná, assanhou o Requião, que depois de ficar neutro voltou ao colo de Lula. Serra foi ao Paraná para tentar compensar.

4. O foco dos últimos dias de Geraldo deve ser: apontar para os pontos fortes, ou seja, S.Paulo, Sul, Classe Média. Repetir o programa de segurança é um exemplo. Entrar com intensidade num discurso mais conservador -lei, ordem e família- é outro.

5. Tratar a questão da ética ao nível de compreensão de todos com metáforas práticas do dia a dia para que dossiês e mensaleiros não pareçam questões internas aos políticos. Dizer que o dinheiro é da população que paga impostos e que nestes desvios quem é roubado é a população que paga impostos.

6. No primeiro turno, dos votos totais, Geraldo teve 37% e Lula 44%. Agora Geraldo tem 39% e Lula 58%. Lula ganhou 14 e Geraldo 2. Grande parte do ganho de Lula foi na classe média -5 a 10 SM.

7. Os debates foram repetitivos, de temas, caras e bocas. Mais grave que os temas são as caras e bocas. Há que variar na TVG. Surgir com variações de imagem.

8. Este Ex-Blog lembra que as tendências pequenas, no final da eleição se aceleram. O fundamental é criar essas tendências mesmo que seja Lula vindo até sexta pela manhã para 55% ou 56% e Geraldo indo para 41%. 30% dos eleitores efetivamente decidem na noite de sexta, no sábado e no domingo pela manhã. Quando dizem que estão decididos, estão... mas naquele dia.

9. E atenção: nada da classe média ir para Guarujá, Angra, Serra, Mar... neste fim de semana pensando que a eleição está resolvida. Pode não estar. E se Geraldo perder por uma diferença muito menor a culpa poderá ser desses.


E LEMBRE-SE:

Soma de Lula e Geraldo na espontânea DataFolha: 89%. Soma na Induzida 95%.
Abstenção + brancos + nulos no dia da eleição: 23% ou mais. Votos que não ocorrerão: 18%."

TEXTO PUBLICADO NO EX-BLOG DE CÉSAR MAIA

Confira o Datafolha por região e classe sócio-econômica

Lula ganhou três pontos percentuais no Nordeste, passando de 71% para 74% das intenções de voto, e ampliando ainda mais sua vantagem na região. No Sudeste, o petista oscilou de 52% para 54%, enquanto Alckmin se manteve com 41%. No Sul, o tucano permaneceu com 50%, e o petista oscilou de 43% para 44%. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o candidato à reeleição pelo PT repete os 56% obtidos na pesquisa anterior, enquanto o peessedebista oscilou de 40% para 39%.

Entre os que têm escolaridade média, Lula passou de 53% para 56% das intenções de voto; Alckmin oscilou de 41% para 40% nesse estrato. O tucano continua liderando entre os que têm escolaridade superior (54% a 40%), e Lula segue com larga vantagem entre os que têm escolaridade fundamental (64% a 31%).

A pesquisa também não mostra maiores variações no que diz respeito aos segmentos por renda familiar mensal. Lula oscilou de 62% para 64% entre os que têm renda familiar até dois salários mínimos, outro segmento no qual vem liderando com folga. No outro extremo, o dos que ganham acima de dez salários mínimos, Alckmin oscilou de 56% para 57%, enquanto o petista se manteve com 38%.

Lula ganhou quatro pontos percentuais nos municípios que têm entre 35 mil e 100 mil eleitores (passou de 55% para 59% das intenções de voto) , idêntico percentual entre os eleitores com idade entre 45 a 59 anos (de 56% para 60%), e três pontos entre os eleitores com idade entre 16 e 24 anos (de 55% para 58%)

Os candidatos à Presidência têm percentuais semelhantes de eleitores convictos de sua posição em quantidade. Entre os que têm, hoje, intenção de votar em Lula, 93% se dizem totalmente decididos, e 7% afirmam que seu voto ainda pode mudar. Entre os que pretendem votar em Geraldo Alckmin 92% declaram total convicção quanto ao seu voto, ante 8% que admitem mudar de idéia até domingo.

Entre os que têm intenção de votar em Lula, mas admitem mudar, 60% afirmam que dariam seu voto ao adversário do petista e 33% votariam em branco ou anulariam o voto. Entre os que pretendem votar em Alckmin, mas não estão totalmente decididos, 63% declaram que existe chance de que votem em Lula e 28% afirmam que, em caso de mudança, vão votar nulo ou em branco.

Quando solicitados a dizer que número vão digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto no domingo, respondem corretamente 89% dos eleitores que têm intenção de votar em Lula e 86% que declaram votar em Alckmin

24 outubro 2006

Tucano Reinaldo Azevedo, avisa: ACABOU

"O Datafolha, o passado e o futuro

Acabou. Eu já estou pensando no que eles chamam “tapetão”. Continuarei a brigar por aquilo que eles apelidaram de “terceiro turno” — que nada mais é do que o triunfo da legalidade. Sim, o voto em Alckmin, agora, é uma manifestação de resistência. Já escrevi alguns textos sobre Quixote e tenho simpatia pela personagem. Mas, em política, o quixotismo colabora com o inimigo.

É claro que não dá mais. Segundo o Datafolha, cujo levantamento foi feito ontem e hoje, Lula oscilou de 57% para 58%, e Alckmin, de 38% para 37%. Nos votos válidos, Lula cresce um ponto, e Alckmin cai um. A diferença, que era de 20 pontos no Datafolha, agora está em 22. É o número que o Vox Pupuli apontava na semana passada. No caso do Ibope, já são 24. Digamos que a diferença seja a metade: 10 ou 11 pontos. Ainda assim, não dá mais.

Acabei de ver o horário eleitoral de Lula. Não há qualquer receio de mentir. Lula exaltou o presídio de Catanduvas, o único que construiu, ainda com vagas ociosas. Diz que está recebendo presos do Brasil inteiro, menos de São Paulo. O Estado não tem carência de vagas de segurança máxima. Mas e daí? Em seguida, veio o horário de Alckmin. Infelizmente, é uma campanha para prefeito. Estava errada desde o começo. Agora, está errática. Mas essa crítica já é irrelevante. Já foi.

É hora de começar a pensar em por que chegamos aqui. No dia 14 de dezembro de 2005, José Serra tinha 36% das intenções de voto no primeiro turno; Lula, 29%. Consultem o Datafolha. Quando a simulação era feita com Alckmin, o petista alcançava 43%, e o então governador, 17%. Quando estes números foram divulgados, sugiro a vocês que façam uma pesquisa para saber qual era a reação de tucanos como Aécio Neves, Tasso Jereissati e o próprio Alckmin. Em outubro do ano passado, eu ainda era articulita do Globo e observei que o PSDB deveria ser o único partido do mundo que desqualificava pesquisas em que estava na frente. Mas vou deixar esse debate para mais tarde. Estou apenas chamando a atenção dos leitores para o fato de que a história, embora não seja um jogo absolutamente lógico, cobra o preço de todos os erros.

Uma das teses que vigoraram entre setores do tucanato nestes dez meses é que o eleitor faz a sua escolha só na última hora. É mentira. Outra é que não se devia confundir "escolha" com "recall". Besteira! Quem renuncia a um candidato que tem o dobro dos votos para escolher aquele que tem a metade paga um preço. Ademais, digamos que Serra tivesse imposto a sua candidatura em 2002, tivesse batido chapa. Teria tido o apoio dos então governadores de São Paulo e Minas? Não! Lula não ganhou a eleição de 2006. O PSDB é que perdeu.

Vamos ver o que o partido fará com isso. Os que repudiam o lulismo terão de exigir a fatura de quem optou pelo erro. Contra todas as evidências."

ALGO MAIS?????

Uma amiga deste blogueiro passou maus-bocados outro dia, quando chegou em casa, voltando do ginecologista. É que o marido dela, um sujeito meio encanado, cismou depois de ver a propaganda de um plano de saúde, em um outdoor, que trazia a seguinte frase: "Há algo mais na relação médico e paciente".

Pois o homem quis saber o que era esse "algo mais" e a pobre mulher ficou fula da vida, além de ter dito umas poucas e boas ao chato do marido.

O blog avisa que um desses outdoors pode ser visto ali na rótula da Ponte do São Caetano. E aos maridos desconfiados, recomendamos calma e mais confiança na honestidade de suas mulheres. Desonesta é a tal propaganda, que não diz nada e ainda provoca confusão.

Datafolha: o jacaré tá guloso - e vai se empanturrar de chuchu!

Quando as intenções de voto de um candidato avançam e a do adversário cai, se diz que o jacaré está abrindo a boca.

Pois é. Abre a boca ainda mais e vai se empanturrar de chuchu!

P.S: E o Alckmin, hein? Ele disse que o jacaré estava fechando a boquinha...

Em Itabuna, dois secretários sobem no muro

Gente com trânsito no Centro Administrativo Firmino Alves, sede do governo de Itabuna, garante que pelo menos dois secretários municipais estão com a guilhotina prestes a cortar-lhes o pescoço. Se muito, chegam inteiros ao Dia de Finados, mas não passam muito daí.

Os nomes que devem figurar em breve no Jornal Oficial do Município, na relação de exonerados, são os dos secretários Gustavo Lisboa (Educação) e Rogério Peixoto (Desenvolvimento Urbano). Outra colaboradora da governo, Acácia Pinho (Administração) está ameaçada, mas ainda pode se salvar.

Os membros do primeiro escalão são apenas a ponta do iceberg. O prefeito Fernando Gomes prepara um pacotão de demissões, que deve levar pelo menos 1.000 cargos de confiança para o beleléu. Parte das dispensas não vai comprometer em nada o desempenho da gestão, já que se trata de servidores contratados apenas para atuar em funções eminentemente "políticas".

Para dar um exemplo, existem aberrações como bairros com quatro supervisores. O da vila de Mutuns, conhecido como Genaro, movimenta-se nos bastidores para não perder seus R$ 1.600,00 de salário. E haja choro em porta de gabinete...

Datafolha: aprovação ao governo é a maior já obtida por um presidente!


"A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, segue como favorito à reeleição, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem, dia 23, e hoje, dia 24 de outubro. Se a eleição fosse hoje, 58% dos eleitores brasileiros votariam em Lula, taxa 21 pontos maior do que a dos que dariam seu voto ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (37%).

Em relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 16 e 17, o petista oscilou um ponto para cima (tinha 57% das intenções de voto) e Alckmin um ponto para baixo (tinha 38%), dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A taxa dos que pretendem anular o voto ou votar em branco oscilou de 3% para 2% e a dos que se declaram indecisos se manteve em 3%.

Considerados apenas os votos válidos, isto é, excluídos os votos nulos, brancos, e os eleitores indecisos, Lula oscilou de 60% para 61%, enquanto Geraldo Alckmin passou de 40% para 39%. Dessa forma, a vantagem do candidato à reeleição em relação a seu adversário, no que diz respeito aos votos válidos, oscilou de 20 para 22 pontos percentuais.

A taxa dos que dizem espontaneamente, isto é, antes que lhe seja entregue um cartão com os nomes dos candidatos, que vão votar em Lula para presidente, oscilou de 53% para 55%. Alckmin se manteve com 34% de intenção de voto espontânea.

O Datafolha ouviu 7218 eleitores em 347 municípios do país. A pesquisa foi concluída um dia após debate promovido pela TV Record entre os dois candidatos à Presidência, o terceiro neste segundo turno.

Lula chega às vésperas da eleição na condição de favorito e alcançando a maior taxa de aprovação a um presidente desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo Federal, em 1990. O percentual dos que consideram o desempenho do petista ótimo ou bom oscilou de 51% na semana passada para 53% hoje. A taxa dos que consideram o governo Lula regular oscilou de 33% para 31% e a dos que classificam o desempenho do presidente como ruim ou péssimo se manteve em 15%.

A nota média atribuída ao presidente, em uma escala de zero a dez, é 6,8."

Do site do Datafolha. Para ler a íntegra, clique no título desta nota.

Bye, Chuchu!!!: Lula fica nos 61% dos votos válidos

"Pesquisa nacional do Instituto Datafolha que o Jornal Nacional divulgará daqui a pouco:

Lula - 61% dos votos válidos;
Alckmin - 39%


Do total de vodos (incluindo brancos, nulos e indecisos):
Lula - 58% (tinha 57% na pesquisa anterior);
Alckmin - 37% (tinha 38%)"

Devidamente corrigido.

As pesquisas nesta eleição

Marcos Coimbra*

Reação de Geraldo Alckmin é natural, mas não é didática. E deveria ser.

No Roda Viva, o Governador Alckmin fez o que é natural para um candidato que está atrás nas pesquisas, mas que devia deixar de ser considerado assim. Ou seja, já é hora de todos procurarmos fazer o que está ao alcance de cada um para contribuir para a educação do eleitorado, ao invés de insistir em deixá-lo mal informado.

A discussão sobre “erros” nas pesquisas é equivocada em si. Pesquisa é, talvez, a única fonte de informação que, em um processo eleitoral, deixa explícito que não pode ser considerada “verdade absoluta”. Nenhuma é isso, mas só ela revela em quanto não o é. Só faz leitura “aritmética” de uma pesquisa quem quer fazer algum uso de suas contas.

O que seria um “erro” de pesquisa? Uma diferença entre o resultado de pesquisas de intenção de voto e o voto efetivamente depositado (digitado) na urna? A simples separação no tempo entre a intenção e o comportamento, ainda que de apenas um ou dois dias, não pode ser suficiente para explicar essa diferença? Não pode ser diferente, para o respondente, aquilo em que ele ou ela pensavam na véspera e o que decidiram fazer no dia da votação?

Se a pesquisa é de intenção de voto, quem seria capaz de dizer qual era a intenção no momento da pesquisa, a não ser a própria pesquisa, pois o que a urna determina não é mais a intenção e sim o ato? Nas eleições presidenciais deste ano, que “erro”, afinal, houve? No nosso caso, a última pesquisa divulgada, no dia 30 de setembro, realizada entre os dias 28 e 29, mostrava Lula com 46%, Alckmin com 33%, os outros candidatos com 9% , 5% de brancos e nulos e 7% de indecisos.

Na apuração, tivemos Lula com 45% (quase exatamente o estimado pela pesquisa), Alckmin com 38% (cinco pontos a mais que o estimado), os outros com 9% (exatamente igual) e 8% de brancos e nulos (igual na margem). Qual é o “erro”? Dizer que Lula ganharia no 1º turno a pesquisa não dizia mais, fora da margem, apenas que isso poderia ocorrer e que não aconteceu, aliás, por 1,8%. O que uma leitura menos interessada aponta é para a possibilidade de que tenha ocorrido, nas 24 horas finais, uma tomada de posição de indecisos, suficiente para levar o Governador para o 2º turno, e não um “erro”.

Pesquisas sérias não prometem ser “certas”, simplesmente porque ninguém sabe o que é isso, em um processo eleitoral. Quem é que sabe, com “certeza”, qual é a intenção de voto, em um dado momento? O máximo que uma pesquisa pode (e deve) prometer é ser bem feita, com rigor metodológico e operacional. E podem ficar tranqüilos os cidadãos que, no Brasil, isso existe e é a regra, com suas possíveis exceções. Nas eleições, pesquisas são instrumento de informação, mas podem ser, também, instrumento de marketing. São funções diferentes, mas, infelizmente, muitas vezes embaralhadas, para confundir e não para esclarecer o eleitor.

Em sua campanha, aliás, o Governador usa, quase diariamente, um resultado de pesquisa como arma de convencimento, quando mostra, com dados do Datafolha, sua avaliação pela população de São Paulo, quando no cargo. O uso é correto, mas, se isso é verdade, porque não seria o resultado da pergunta sobre intenção de voto? Só serve para confundir as pessoas a conversa sobre “tracking”.

Esta é a terceira eleição presidencial em que esse tipo de acompanhamento é feito no Brasil. Em si, nada mais é que uma pesquisa contínua, em que uma parte da amostra é substituída por outra, renovada diariamente, com medias móveis sendo sempre recalculadas. Pode ser realizada através de entrevistas pessoais e domiciliares (metodologia que adotamos na Vox Populi) ou telefônicas, com amostras de vários tamanhos. Serve para acompanhar tendências, mostrando impactos de fatores conjunturais na evolução da campanha. Nem sempre, porém, é a melhor maneira de estimar em quanto estão as intenções de voto em cada momento.

Talvez o Governador saiba isso e, então, seria melhor para os eleitores que os esclarecesse.

Extraído do site Jornal de Debates. Para acessá-lo, basta clicar no título desta nota.

Deu na Folha de São Paulo

Coluna Painel, FSP (24/10/06)

"Reis da cocada. Um petista explica o prestígio dos governadores eleitos Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) com Lula: "Pense em dois cabras que nunca deram trabalho a ele. São esses aí".

Eu, não. Geddel afirma que não está trabalhando para colocar o ex-deputado federal Benito Gama (PTB) ou qualquer outro nome no secretariado de Jaques Wagner."

- Se você for assinante, é só clicar no título desta nota para ter acesso à Folha de São Paulo e a íntegra da coluna Painel.

Mediador fraquinho...

Sejamos sinceros, pelo menos num ponto: o Celso Freitas é bom apresentador de telejornal, mas como mediador de debate está muito longe daquilo que se espera. Deixou os candidatos correrem soltos e extrapolar o tempo quase todas as vezes. Numa delas, o presidente Lula até se sensibilizou com Alckmin e deu-lhe mais tempo para a pergunta...

Renda, emprego, crescimento... e as considerações finais

Alckmin encerrou a sua participação no debate chamando a atenção para o compromisso ético e disse que sua prioridade será a geração de emprego e renda, o crescimento econômico. Na seqüência do xarope que estão sendo os debates, Lula reafirmou as suas conquistas obtidas em quase quatro anos de governo e disse esperar contar com os brasileiros para mais um mandato.

Você assistiu ao debate na Record? Deixe o seu comentário (basta clicar em COMENTS, aqui abaixo!).

Tchau, Chuchu!!!

Pô, cadê Heloísa Helena, hem? Esse Alckmin tá muito ruim! Assim, fica fácil para "Nestepaiz" dar um banho no debate. Com números e ironia (demasiada), o presidente, aos poucos, vai empurrando o tucano para baixo nas pesquisas (e a boca do jacaré abrirá cada vez mais!).

Tá faltando força, altivez ao Geraldo Alckmin. E que besteira, vacilão dele falar de Nordeste. Aqui o Lula é "rei" porque o consumo aumenta a taxas superiores a 9%, a pobreza diminui de forma ainda mais rápida do que no restante do país e a agricultura dá um salto com o reforço de crédito - especialmente para a agricultura familiar.

Sejamos francos: o debate é ruim em termos "programáticos", mas é bom à medida que mostra um homem que conhece muito de gestão... de São Paulo. Para derrubar Lula, ele teria que, primeiro, conhecer o Brasil. Ou ter uma assessoria melhor!

Tá dando saudades daquele Alckmin da Bandeirantes. O que houve com esse homem?

23 outubro 2006

3º bloco: jornalistas fazem perguntas e debate até melhora...

Vamos aqui fazer uma pequena concessão e dizer que o debate melhorou um pouquinho em relação ao segundo bloco...

A jornalista Adriana Araújo, apresentadora do Jornal da Record (como ela é bonitinha!) pegou os candidatos com as calças curtas ao fazê-los apontar qualidades um do outro. Lula enrolou, disse que Alckmin era democrático, civilizado, mas mudou com nesta eleição. Alckmin devolveu afirmando que não poderia perder a chance de se indignar com a corrupção.

Bob Fernandes perguntou, então, sobre democratização da mídia. O presidente Lula respondeu de forma esperada. Não falou em controle da mídia, mas de formas que possam coibir os excessos das emissoras de TV e de rádio, por exemplo. Para ele, a TV digital será um avanço neste sentido. Alckmin não entendeu o tema e disse que a defende a liberdade de imprensa, porém, não falou de propostas. Adriana então perguntou a Alckmin qual o seu maior defeito. Ele disse que poderia ter todos, mas não roubava!.

A jornalista da Record, Cristiane Lemos, perguntou, então, sobre economia aos dois candidatos. Lula teve que responder sobre o que fez para a classe média (ou faria). Alckmin, respostas sobre que tipo de imposto ele cortaria. Cortaria a CPMF? Ele não respondeu.

Debate ficou morno no 2º bloco

O segundo bloco parecia repetição dos outros dois debates (Band e SBT). Os candidatos falando dos mesmos assuntos e respondendo da mesma forma. Alckmin encaixou uma pergunta sobre saúde. Desta vez, Lula saiu pela tangente e falou dos investimentos em emergências hospitalares (300 milhões de reais) e em saúde preventiva (Médico da Família e contratação de agentes). Para alfinetar Alckmin, citou o caso do Rio de Janeiro e ainda esclareceu: "se o estado de São Paulo tem atendimento melhor agora é porque aumentamos os repasses de 1 real para 3 reais (por pessoa)".

o fato é que o debate tá morno, caminhando para ficar chato, chato.

- Ah, aquela fonte de informação de Alckmin (que Lula diz estar desinformado) é ele mesmo, o homem dos factóides, o prefeito carioca César Maia.

Falta visão a Alckmin (1º bloco)

O primeiro bloco do debate mostrou visão curta de Alckmin para as questões nacionais. Quando Lula perguntou das propostas tucanas para a indústria naval, ele preferiu responder que esse setor enfrentava crise desde os anos 70. Mas agora, na gestão de Lula, constrói com 80% de tecnologia nacional - e foi recuperada.

Na questão dos deficientes, tentou fazer pegadinha com o presidente. Malandro, Lula usou exemplos do dia-a-dia. No mais, somente consegue algum destaque quando vai para cima do presidente e fala de corrupção. É pouco para quem precisa reverter resultados das pesquisas.

Começa debate na TV Record

Lula já falou. Agora, é Alckmin:

- Governo parado na economia e acelerado nos escândalos.

Um rádio cinqüentão e sem Germano da Silva

Luiz Conceição*

Não fosse a citação do multimídia Ramiro Aquino em sua coluna de jornal, a cultural falta de memória nos deixaria sem festejar o cinqüentenário da radiodifusão de Itabuna. Nascida em 20 de outubro de 1950, com a inauguração da extinta Rádio Clube de Itabuna que foi sucedida na freqüência 870 Khz pela atual Rádio Nacional de Itabuna, a nossa radiodifusão teve momentos memoráveis lembrados no livro DE TABOCAS A ITABUNA - 100 ANOS DE IMPRENSA do mesmo radialista e jornalista, dentre outros atributos midiáticos.

A obra preenche um vazio deixado de um lado pela inexistência de um local que nos preserve aquilo que fizemos enquanto sociedade, desde que este pedaço de chão passou à categoria de cidade. Aliás, o primeiro centenário se avizinha e é quase nenhum os esforços para preparar a comemoração da data que encheria de orgulho outros povos que não fóssemos nós, fadados ao alheamento, ao esquecimento, à fraqueza da memória e à ação do tempo que tudo apaga. Mas o livro é realmente o que nos resta da história do nosso rádio e dos talentos inigualáveis que o fizeram no decorrer de cinco décadas.

A tristeza que dá é que exatamente um dia após o 20 de outubro sejamos todos avisados do falecimento do radialista e advogado Germano Lopes da Silva, um dos lendários profissionais que, apesar dos humanos defeitos, deixa um legado de dedicação e vitória pelo programa Calouros do Germano. Também vitória porque, apesar da avançada idade, cursou Direito na Uesc, onde se especializou em Processo Civil e serviço prestou a alguns de seus ouvintes de rádio e a pessoas de quem só conheceu o sofrimento quer pelo erro social, quer pela heróica ação de advogado.

O que seria um regozijo pelo cinqüentenário de nossa radiodifusão grapiúna, que ainda exporta talentos para outras emissoras do Estado e do País, é uma homenagem a Dr. Germano, como passou a gostar de ser chamado, depois de bacharelado em Direito e advogado no fórum. Para nós que acompanhamos às vezes de perto, às vezes longe, sua trajetória fica a saudade do operador do Direito e de Maninho, o radialista. Que seu exemplo de desbravador do rádio fraterno nos tempos difíceis seja imitado pelos que no rádio atual dão seqüência à radiofonia cinqüentenária. Com mais respeito aos cidadãos e ouvintes e mais solidariedade.

(*) Repórter e bacharel em Direito.

Calote no carnaval

Este blog contará, em breve, toda a história do calote nas atrações do carnaval antecipado. Inclusive, revelará tudo sobre os R$ 40 mil da banda As Meninas - e da festa animadíssima na fazenda do candidato a deputado estadual derrotado Marcos Gomes.

Aqui, o rabo preso é com a notícia!

Nove meses depois, bandas recebem por apresentações no carnaval de Itabuna

A fama de Itabuna lá fora não é nada boa. A prefeitura contribui para isso. Veja o caso das bandas que tocaram no carnaval antecipado. A festa aconteceu no final de janeiro, mas uma das atrações, O Rodo, somente conseguiu receber o cachê pela apresentação na festa agora em outubro, nove meses depois. Uma gestação!

Já outra atração, a Vixe Mainha, viu a cor do dinheiro apenas em julho. Incrível!!! Este blog estranha que o secretário Marcelino Pereira (foto) tenha apresentado, em vez de comprovante de pagamento, apenas autorização de débito. Muito estranho! Nem apresentou nota fiscal das dívidas. Muito estranho, doutor.

Lula terá mais um minuto de direito de resposta

Site do TSE

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em votação unânime, concedeu um minuto de direito de resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pela coligação A Força do Povo. A decisão foi proferida durante a sessão extraordinária dessa segunda-feira (23), na Representação (RP) 1298. Dessa forma, o candidato da coligação Por um Brasil Decente, Geraldo Alckmin, perde um minuto de seu programa para a veiculação da resposta do candidato adversário.

Na ação, a coligação A Força do Povo reclamava que a coligação Por um Brasil Decente veiculou propaganda ofensiva ao presidente Lula, na forma de inserção na TV, no último dia 19 de outubro. O trecho impugnado pela ação diz que “Lula manda nos ministros”, “manda na Polícia Federal” e no PT. Em seguida, questiona “por que ele não manda revelar de onde veio o dinheiro”. O relator da matéria, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, concedeu o direito de resposta por considerar que houve ofensa ao presidente-candidato Lula.

Clique no título e seja direcionado para o site do TSE.

Wagner está por cima da carne seca!

"O governador eleito da Bahia Jaques Wagner ainda não sabe a que horas tomará posse no dia primeiro de janeiro.

Lula prometeu que irá à posse dele. O horário da posse de Wagner, pois, depende do horário da posse de Lula.

Ele será o único governador a merecer tão subida honra."

Do site de Ricardo Noblat.

Veloso declara à Folha que fará pé-de-meia no Congresso, "dentro da legalidade"

Raymundo Veloso está entre os três
eleitos que dizem "não ter nada"


DA AGÊNCIA FOLHA


"O vereador de Ilhéus (BA) Raymundo Veloso (PPS), 78, eleito neste ano para a Câmara, afirma que nunca teve dinheiro. "Eu sou de uma família de pessoas humildes. Meu pai era mestre de obras, e minha mãe, doméstica. Comecei a trabalhar como contínuo."

Mesmo depois de se formar em direito, diz que trabalhou praticamente de graça para as pessoas carentes. Ele afirma, no entanto, que vai tentar ganhar dinheiro como deputado federal. "Tenho que fazer um pé de meia durante esses quatro anos, dentro da legalidade. Porque eu não sei quando eu vou morrer."


Para conferir a íntegra da matéria, clique no título desta nota.

Destaques do Pimenta na Muqueca

- Capitão Fábio pode ingressar no PMDB
e ser líder do Governo na Assembléia

- Hiper Messias" vai a praça - ou leilão - por R$ 8,2 milhões

- Morena muda para recuperar audiência

- Gasparetto analisa corrida presidencial

- O coveiro do carlismo, segundo a Istoé

- Não tem que parecer, tem que ser honesto

- Dançarina do Faustão diz, no ar, quem ganha a eleição!!!!

Gaspareto analisa a campanha presidencial


Balanço das duas primeiras semanas
de campanha do Segundo Turno


No Segundo Turno Lula amplia expressivamente a diferença, conquistando mais intenções de voto do que o somatório de votos obtidos por Heloísa Helena e Cristovam Buarque juntos e Alckmin podendo ter menos votos no Segundo Turno do que obteve no Primeiro. Fazendo um breve balanço das campanhas, Lula conseguiu colocar Alckmin na defensiva, apostando basicamente na comparação com os dois governos de Fernando Henrique Cardoso.

Como já se afirmou em notas anteriores, o passado conspira contra as pretensões de Alckmin. Nesse olhar para o passado, dois elementos se afirmam como âncoras da estratégia Lula: o primeiro, o programa Bolsa Família e o aumento real do poder de compra do Salário Mínimo, que empatizou as classes mais pobres. O segundo, a questão da privatização, que se constitui numa “batata quente” nas mãos de Alckmin, que enquanto nega para o futuro os reflexos do passado parecem colocar em dúvida o discurso concernente ao futuro.

Com essa temática, Lula empatizou com parcelas das classes médias e, no plano estadual, pode ter dado a Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul, um argumento com grande potencial, já que nesse Estado, a questão da privatização e suas implicações é uma cicatriz aberta, um braseiro vivo coberto por cinzas. Se Lula colocou seu oponente na defensiva nessas duas questões, Alckmin vem tentando colocar seu oponente na defensiva recorrendo à questão do dossiê, não tanto esse em si mesmo mas focalizando a origem do dinheiro da tentativa de sua compra.

Essa questão, salvo fato novo relevante, pode estar dando sinais de fadiga, podendo perder capacidade de impactar, não parecendo ter forças para desestabilizar o quadro eleitoral, como já foi referido no início do Segundo Turno e desse blog, tende fortemente à estabilidade. Nessa abordagem, no debate da Band, ao recorrer a uma postura agressiva, Alckmin pode ter passado uma imagem negativa, desconstruindo seu perfil de equilíbrio e de serenidade. Ressalte-se que o eleitor brasileiro não parece empatizar com posturas agressivas, passada pelo debate, nem posturas ressentidas ou rancorosas, como as de Heloísa Helena, por exemplo.

Tenha acesso a esse e outros comentários de Gasparetto clicando no título desta nota.

Não tem que parecer, tem que ser honesto

Agora há pouco na TV Cultura, o ex-governador Geraldo Alckmin sofreu dois ataques fulminantes e titubeou nas respostas. Na última delas, o reporter Lourival Sant´Ana, do Estadão, perguntou ao tucano se "não ajuda a crescer o número de casos de corrupção quando a sua filha (a de Alckmim, claro!)vai à Secretaria da Fazenda do Estado para exigir incentivos fiscais para a Daslu (empresa onde ela trabalhava)?"

Alckmin disse que a filha era simples vendedora. Lourival lembrou que ela era mais que isso, era gerente da Daslu. O tucano desconversou e o repórter foi na veia: "não tem que parecer, tem que ser honesto, governador". Alckmin ficou ainda mais calvo.

Para encerrar a série, a colunista do Correio Braziliense Denise Rothenburg perguntou ao ex-governador:

- Se acontecer um milagre e o senhor conseguir se eleger presidente da República, o sr. vai conversar com os partidos mensaleiros, já que o sr. só tem o apoio do PSDB e o PFL, que terão apenas 131 deputados?

Alckmin quis sair pela tangente, mas aí veio a Tereza Cruvinel e emendou: "vai negociar com os mensaleiros?"

A noite para o homem não está sendo lá essa criança.

A fralda cheira mal.

22 outubro 2006

Dançarina do Faustão diz, no ar, quem ganha a eleição!!!!

O dispensável programa do Fausto Silva (Domingão do Faustão) contribuiu para o acalorado debate sobre quem será o novo presidente do Brasil, em janeiro. Quer saber a opinião da dançarina sobre quem ganhará a eleição, no dia 29? Então clique no título desta nota. A resposta da moça embaraçou Faustão e causou arrepios na direção da Vênus Platinada.

Capitão Fábio pode ingressar no PMDB e ser líder de Governo na Assembléia

É dado como certo o ingresso do deputado estadual reeleito Capitão Fábio no PMDB. Com base eleitoral em Itabuna, ele poderá, inclusive, ser líder do futuro Governo na Assembléia Legislativa. Capitão Fábio se reelegeu pelo PRP. Em tese, a mudança significaria um duro golpe para os atuais peemedebistas itabunenses Ricardo Xavier e Renato Costa, apelidados nas ruas de Itabuna como os sem-voto. A oxigenação do PMDB local está sendo pilotada por Gedell e o futuro vice-governador Edmundo Pereira, também da mesma legenda. A aproximação de capitão Fábio com o novo governador Jaques Wagner estaria sendo feita pelo ex-prefeito de Itabuna e deputado federal eleito Geraldo Simões.

No Ibope, 50% acham governo Lula ótimo ou bom

Aumento de 45% para 50% o índice de eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom, segundo a última pesquisa Ibope/Rede Globo, divulgada na última sexta, dia 20. A comparação é feita com o levantamento do dia 12 de outubro. Na outra ponta, caiu de 20% para 15% os que consideram a gestão de Lula ruim ou péssima. Assim, o homem caminha a galope para ser o presidente mais votado das Américas - até hoje, só perde para o norte-americano Ronald Reagan, já morto. Abaixo, os índices de avaliação de governo nas últimas três pesquisas feitas pelo Ibope.

Ótima/boa 44% (27/set) 45% (12/out) 50% (20/out)
Regular 35% 33% 33%
Ruim/péssima 21% 20% 15%
Não sabe/não opinou 1 1 1

O coveiro do carlismo, segundo a Istoé


Tido como pacificador, Jaques Wagner vai ganhando ainda mais espaço no PT nacional e desempenha papel importante neste segundo turno da eleição presidencial. A revista Istoé desta semana traz uma entrevista com o petista que derrotou o senador Antônio Carlos Magalhães e o governador Paulo Souto.

Abaixo, parte da entrevista que você confere na íntegra clicando no título desta nota:

ISTOÉ – Como o sr. virou o coveiro do carlismo?
Jaques Wagner – Não trabalhei para ser coveiro de ninguém, mas para afirmar uma nova política para a Bahia. Tenho que admitir, porém, que minha eleição foi, em grande parte, uma rejeição ao modelo de Antônio Carlos Magalhães governar. Ele utiliza métodos ultrapassados, que não correspondem à alma do povo baiano, como os ataques mal-educados que ele fez ao presidente Lula. Ele foi deselegante, e muita gente me disse: “Eu vou votar no senhor para calar a boca dele.” O PFL era uma nuvem cinzenta sobre a Bahia e a expressão máxima desse grupo é ACM.

ISTOÉ – Isso significa que não foi o PT que venceu, mas que foi eleito graças
à rejeição a ACM?

Wagner – Creio que as duas coisas se somam. Atribuo parte da minha vitória ao cansaço e ao declínio do modelo do PFL. Nem o próprio grupo de ACM agüentava mais ACM. Ele era um peso para o próprio governador Paulo Souto. Pesou igualmente o fato de eu ter sido o primeiro candidato da oposição a aparecer para os baianos com um projeto consistente. Outro ponto é que ganhei muito apoio embalado pelos votos que os baianos deram ao presidente Lula, 67% no primeiro turno. Além disso, conseguimos fazer uma boa coligação com todas as forças anticarlistas. Tivemos a humildade de não lançar candidato a senador para apoiar informalmente o candidato de outra coligação, o ex-governador João Durval, que também venceu.

ISTOÉ – As pesquisas apontavam sua derrota. O sr. acredita em pesquisas?
Wagner – Acredito. Tanto que encomendei algumas. As minhas pesquisas para consumo interno davam algo muito próximo às dos institutos que divulgavam publicamente suas sondagens. As minhas erraram também. Das duas uma: ou a metodologia deles está errada, ou a mostra está errada, ou o povo baiano, como eu imagino que possa ter acontecido, por medo desse sistema que constrangia até agora as pessoas, não respondeu com medo daquilo ser uma bisbilhotice.

ISTOÉ – Esta, então, é a principal hipótese?
Wagner – Creio que sim, porque é impossível que os institutos errassem tão grosseiramente em 20% ou manipulasse tão grosseiramente.

ISTOÉ – Foi uma surpresa o segundo turno para o Lula?
Wagner – Eu nunca trabalhei com a idéia de primeiro turno, nem para mim nem para Lula. Eu sempre disse para as pessoas: para a gente vencer dois turnos, a gente tem que se preparar para qualquer hipótese. Infelizmente, o pessoal previu que Lula ganharia no primeiro turno e, apesar de ter ganho como o mais votado no primeiro turno, fica parecendo que não ganhou. Parece uma derrota, mas na minha opinião não é, porque ganhar no primeiro turno significa 50% mais 1. Se você tiver 49,9%, você teve uma bela votação e não ganhou. Aqui na Bahia ele tem 67%. Eu creio que os xingamentos do senador nos ajudaram muito a vencer essa eleição.

ISTOÉ – E os xingamentos do Alckmin contra o Lula?
Wagner – Vão fazer o mesmo efeito. É só você ver as pesquisas. A estratégia
deles mudou, mas o povo não gostou.

ISTOÉ – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é mais eficiente que o ex-ministro José Dirceu?
Wagner – Eu considero que sim. Ela se dedica exclusivamente às tarefas gerenciais do governo. Neste aspecto, ela se torna mais eficiente. O Zé Dirceu era um político na gestão e, portanto, é inevitável separar essas duas partes do mesmo ser.

ISTOÉ – Quem é mais eficiente, Palocci ou Mantega?
Wagner – Não é um problema de melhor ou pior. O Mantega tem um estilo menos contundente e acabou construindo em torno de si um leque de apoio maior. Mas é inegável o mérito do Palocci. Boa parte do que estamos colhendo hoje se deve a ele. Isso ninguém vai tirar dele. É um mérito que ele teve, de implementar um caminho que resultou nisso aí.

ISTOÉ – Mas crescemos pouco?
Wagner – Nos compararmos à Argentina é uma arrogância. O Alckmin ficou repetindo que a gente cresceu menos que a Argentina. Eu acho que estamos
vivendo um grande momento e acho que vale o crescimento continuado, independentemente do valor. Acho que a gente está consolidando uma cultura
de crescimento sem iniciação.

ISTOÉ – Quais garantias o eleitor terá de que não haverá novos dirigentes petistas envolvidos em corrupção e dossiês?
Wagner – Tenho a crença de que as pessoas aprendem as lições. A democracia não pode depender da bem-vinda honestidade de cada pessoa. Ela tem que ter instituições e estruturas que comprovem e que façam as pessoas temerem a lei. Estamos contribuindo com isso nesse governo. Uma Controladoria Geral da União independente, a Polícia Federal. Não posso garantir a integridade moral de quem quer que seja. Idoneidade independe de qualquer filiação partidária.

Morena muda para recuperar audiência

Depois de um bom tempo imóvel diante do avanço da concorrência, a rádio Morena FM resolveu ir à luta. A direção da emissora grapiúna anuncia uma pesquisa com ouvintes para montar nova programação que estreará em dezembro, mês de aniversário da rádio.

Clique no título desta nota e seja encaminhado diretamente para o questionário da emissora - que se destacou pela ousadia e tem uma equipe de jornalismo da maior credibilidade!

"Hiper Messias" vai a praça - ou leilão - por R$ 8,2 milhões

Será no dia 1º de novembro a "praça" do prédio onde funcionava o Hiper Messias, o Baby Beef e o terreno adjacente - ambos pertenciam ao falido Grupo Messias. O valor total dos imóveis é de R$ 8.291.361,00. Caso não seja arrematado neste dia, um leilão já está marcado para o dia 17 do próximo mês. Todos os imóveis localizam-se no bairro São Caetano.

Veja liberou a senha!

A revista Veja liberou a senha para que o clima eleitoral traga ao ringue eleitoral casos de enriquecimento ilícito de familiares do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, e da história dos 400 vestidos de Lu Alckmin, sua esposa. A revista tucana traz na capa desta semana o filho do presidente, o "Ronaldinho" de games eletrônicos.

E viva a sociedade do filho de Alckmin com um acupunturista do ex-governador... coisa de milhões, segundo a Folha de São Paulo.

Como governar quando toda imprensa é contra

Paulo Henrique Amorim

Ou se faz como Hugo Chávez ou como Roosevelt. São as duas formas conhecidas de enfrentar a oposição de toda a imprensa, num regime democrático. Prefiro a de Roosevelt.

Explico-me.

“Na eleição de 1932, seis de cada dez jornais fizeram oposição a ele e Roosevelt acreditava que era vítima de um ódio profundo de donos de empresas jornalísticas, que distorciam as notícias para prejudicá-lo. As redes de estações de rádio, ao contrário, deram total colaboração... e o Presidente usou o rádio para atingir o público diretamente e explicar seus programas”.
(Paul Starr, The Creation of the Media – Political Origins of Modern Communication, Basic Books, New York, 2004, página 360)

A diferença entre a situação do Presidente Franklin Roosevelt e a do Presidente Lula, caso se reeleja, é um pouco diferente:

1) Todos os jornais são contra Lula;
2) Todas as revistas são contra Lula, com exceção da Carta Capital;
3) Todas as rádios são contra Lula;
4) E uma rede de televisão – a Globo – líder de audiência, sempre desempenhou um papel ativo contra Lula e os candidatos trabalhistas (por exemplo, Leonel Brizola) e agora reagrupou suas forças e aliados (o delegado Bruno, por exemplo do delegado sobre o Jornal Nacional) para derrotar o presidente Lula.

Roosevelt fugiu dos jornais – que, então, tinham muito mais força do que hoje – e se aliou às rádios.

Em troca, Roosevelt, ainda segundo Starr, manteve a posição privatizante dos governos conservadores de antes e deixou o rádio (e mais tarde a televisão) como uma indústria inteiramente privada, ao contrário do que aconteceu na Inglaterra, com a hegemonia da BBC, estatal.

O que extrair dessa lição?
Roosevelt teve a chance de dar a volta por cima pela tecnologia. Foi para outra mídia – o rádio – e deixou os jornais conservadores para lá.

E foi um campeão de reeleições.

Em abril de 2002, TODAS as redes de televisão da Venezuela conseguiram, por algumas horas, dar um golpe de Estado. Teria sido o primeiro golpe de Estado da televisão, na telinha – um golpe criado e realizado pelo que as redes mostravam na tela: o caos, a desordem, o desgoverno, a ingovernabilidade, a corrupção desenfreada.

Sem falar, é claro, da oposição da imprensa escrita.

Quais são os meios de Chávez enfrentar isso?
Segundo a jornalista Alma Guillermoprieto, num artigo “Don´t Cry for me, Venezuela”, publicado em The New York Review of Books, Volume 52, Numero 15, de Outubro de 2005), Chavez fez duas coisas:

1) Criou um programa dominical “Alô Presidente”, em que, às vezes, fica no ar o dia inteiro.
2) Interrompe a programação das redes de televisão, entra em cadeia nacional, sem avisar, e critica os telejornais que acabaram de ir ao ar.

Uma vez, Chávez interrompeu por quatro horas toda a programação da noite, inclusive as “telenovelas”.(A reprodução em texto dessas quatro horas pode ser encontrada no endereço www.analitica.com/bibliotec/hchavez/cadena20010615.asp)

Deixo de considerar aqui as soluções já exploradas por outros presidentes trabalhistas (ou aliados de trabalhistas), no Brasil.

Vargas, por exemplo, com a ajuda do banqueiro Walther Moreira Salles, estimulou Samuel Wainer a fundar a Última Hora.

Juscelino ajudou Adolpho Bloch na Manchete.

Brizola ajudou a Manchete e usava extensivamente a Radio Mayrink Veiga, no Rio.

Todas essas me parecem soluções politicamente irreproduzíveis, hoje, no Brasil. O Sindicato dos Bancários, no início do Governo Lula, cogitou de lançar um jornal nacional, mas a idéia nem saiu do papel.

A solução Chávez também é inconcebível.

O Governo Lula não enfrentou nem enfrentará a Rede Globo.

A relação de Lula com a Globo é a mesma de Tony Blair com Murdoch (sem comentários...)

E a solução Roosevelt – dar um salto tecnológico?

É a mais plausível. Usar a internet.

O Governo Lula é quem mais precisa de inclusão digital. Os sites de informação do Governo ou de instituições ligadas ao Governo na internet são de uma inépcia petista.

De uma maneira geral, os governos, os partidos (com exceção do PC do B) e os políticos brasileiros (com exceção de César Maia e Zé Dirceu) não sabem usar a internet.

É o único espaço que sobra para o Governo Lula – se ele for reeleito.

PS: Sobre como usar a internet para fazer politica dentro da democracia representativa, recomenda-se ver o que fez e o que faz o atual presidente do Partido Democrata nos Estados Unidos, Howard Dean. http://conversa-afiada.ig.com.br/

É MASSA!!!!

Lula: "Fiz 37.892'; Alckmin: "Farei 14,63%'

ELIO GASPARI

"EREMILDO É UM idiota e adora debates eleitorais. Depois de assistir ao dueto Lula-Alckmin de quinta-feira, era outra pessoa. Instruído, foi à geladeira em busca de 8,3 cervejas a uma temperatura 7,5 inferior às da rodada anterior. Estimou que dentro de 125 minutos reteria apenas 1.345 ml, ou 46% da bebida ingerida. Graças a Lula e Alckmin, as cervejas do idiota nunca mais serão as mesmas.
Geraldo Alckmin é um dedicado mastigador de números. Pode cometer uma frase sem verbo, mas sempre que pode enfia uma estatística".

TRECHO DE ARTIGO PUBLICADO HOJE, NA FOLHA

Bancada de Enéas só aprovou uma lei


Em quatro anos, apenas um dos cinco eleitos em 2002 na esteira do ex-barbudo líder do Prona conseguiu ter projeto aceito

Grupo só aprovou o projeto que inseriu o almirante Barroso, comandante na Guerra do Paraguai, no "Livro dos Heróis da Pátria"

RANIER BRAGON
LETÍCIA SANDER

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


Destinatário do maior número de votos já recebidos na história por um candidato a deputado federal, Enéas Carneiro (Prona-SP) chegou à Câmara em fevereiro de 2003 pregando a "independência econômica do Brasil". Trazia, além da oratória veemente e apressada, cinco colegas de partido também alçados à condição de deputado graças ao 1,57 milhão de votos que obteve.
Três anos e oito meses depois, a atuação legislativa da "bancada do Enéas" apresenta como resultado muita fumaça, laivos de corrupção e produção quase zero -o grupo teve só um projeto que virou lei, o que inseriu o almirante Barroso, comandante militar da Guerra do Paraguai (1864-1870), no "Livro dos Heróis da Pátria".

TRECHO DE MATÉRIA DA FOLHA

Dois pesos

Aliados de Roseana Sarney observam: o PFL quer punir a candidata ao governo do Maranhão por apoiar Lula, mas nada fez contra ACM na época em que o senador se entendia às mil maravilhas com José Dirceu, pré-crise do mensalão.

NOTA DA COLUNA PAINEL (FSP)

A Heloísa de sempre


"Claro que sinto muita tristeza ao identificar a perpetuação parasita dos políticos corruptos que são base de bajulação de quaisquer governos e as vitórias eleitorais de conhecidos mensaleiros, sanguessugas e outros bandos mais.
Com todo respeito ao encantador mundo da matemática, os sujos ditos cujos só enxergam números, calculam em todas as áreas onde a imaginação possa alcançar, delimitam territórios e votos a serem comprados, contabilizam até a venda da mãe e não a entregam -não por amor à digna genitora, mas pela possibilidade concreta de voltar a vendê-la".


TRECHO DO ARTIGO DA SENADORA HELOÍSA HELENA, PUBLICADO HOJE NA FOLHA

Maranhão - Censura a blogs


No dia da votação do primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral tirou do ar o Blog de Décio Sá, repórter do jornal O Estado do Maranhão. Atendeu a queixa de Aderson Lago, então candidato ao governo pelo PSDB. Ele alegou que o blog emitia opinião negativa sobre sua candidatura.

O blog deveria ficar fora do ar até o fim da eleição. Mas como Aderson não foi para o segundo turno, Sá recorreu da decisão e o blog voltou ao ar. No meio desta semana, atendendo dessa vez a reclamação do candidato ao governo Jackson Lago, do PDT, o tribunal mandou novamente tirar o blog do ar.

Lago enfrenta Roseana Sarney, candidata do PFL ao governo.

Sobrou também para o blog de Marcos D`Éça, cassado até o fim da eleição por decisão do juíz José de Ribamar Cardoso Filho. O blof foi acusado de emitir opinião negativa contra Lago. Os dois blogs punidos estão hospedados no Portal Mirante, a empresa mãe do grupo de comunicação dos Sarneys.

TEXTO DO BLOG DO NOBLAT (para acessá-lo, é só clicar no título)

Reeleito senador pelo Amapá, o ex-presidente José Sarney travou ali cruenta batalha com blogs que o criticavam. Conseguiu tirar do ar vários deles.

Lula estuda substituir Mantega na Fazenda

Da Folha de S.Paulo, hoje:


"O dossiegate levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a considerar uma mudança maior em sua equipe ministerial do que pretendia caso tivesse vencido no primeiro turno. Voltando a falar como reeleito nas conversas reservadas, Lula analisa a hipótese de substituir Guido Mantega (Fazenda).

Segundo apurou a Folha, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, é o primeiro substituto da lista caso Lula decida mexer na área econômica. O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, também é cotado, mas pesa contra ele o fato de ter de deixar o mandato dois anos antes do fim."

MATÉRIA COMPLETA NA FOLHA, SÓ PARA ASSINANTES

21 outubro 2006

Ibope confirma ampliação da vantagem de Lula

Nelson Rodrigues dizia que “a dúvida é autora das insônias mais cruéis”. Inversamente, afirmava ele, “uma boa e sólida certeza vale como um barbitúrico irresistível”.

Dá-se justamente o oposto com Geraldo Alckmin. O que lhe tira o sono não é a dúvida, mas a certeza. A certeza de que o Planalto vai se tornando um sonho cada vez mais distante.

O pesadelo de Alckmin vem sendo esboçado nas pesquisas. Uma após a outra. Primeiro o Datafolha; depois o Vox Populi. Nesta sexta, o Ibope. Deu no Jornal Nacional.

No intervalo de uma semana, o índice de intenções de voto de Lula subiu de 52% para 57%. O de Alckmin, decaiu de 40% para 36%. Diferença de 21 pontos percentuais.

O quadro parece ainda mais adverso para o tucano quando são contabilizados apenas os votos válidos, excluindo-se os brancos, os nulos e os eleitores indecisos. É como faz o TSE na hora de promover a contagem oficial. Neste caso, Lula amealha 62% dos votos. Alckmin, 38. Diferença de 24 pontos.

Como se vê tudo o que Alckmin necessita no momento é o sonífero de uma dúvida, não a certeza cada vez mais sólida que arde sob seu colchão.

NOTA PUBLICADA NO BLOG DO JORNALISTA JOSIAS DE SOUZA

PT cresce no Nordeste e rivaliza poder com o PFL

O PT e seus aliados de esquerda sempre amargaram um medíocre desempenho eleitoral no Nordeste. Em 2002, mesmo com Lula vencendo a eleição para presidente da República, o fiasco na região só não foi total graças à vitória de Wellington Dias para o governo do Piauí. Desde a proclamação da República, o poder na região é exercido pelos chamados coronéis – pessoas com dinheiro e influência que sempre conduziram o processo político de acordo com suas conveniências. Essa antiga máquina de produzir votos, que nas últimas três décadas esteve a serviço de partidos como PFL e PMDB, está mudando de cara. Dos cinco governadores nordestinos eleitos no primeiro turno, três são petistas: Jaques Wagner, da Bahia, Wellington Dias, do Piauí, e Marcelo Déda, de Sergipe.

O governador eleito do Ceará, Cid Gomes, irmão do ex-ministro Ciro Gomes, é do PSB e tem um petista como vice. Em dois dos quatro estados onde haverá segundo turno, os candidatos apoiados pelo PT estão liderando as pesquisas: Eduardo Campos, em Pernambuco, e Wilma de Faria, no Rio Grande do Norte, ambos do PSB. Pela primeira vez na história, o PT e seus aliados tiveram mais votos no Nordeste do que os caciques tradicionais. Esses resultados poderiam ser comemorados como a correção de um vergonhoso defeito da democracia brasileira – o da compra de votos. Infelizmente, não é bem assim.

O cientista político Michel Zaidan, professor da Universidade Federal de Pernambuco, vê uma ligeira semelhança entre os métodos dos velhos coronéis e as táticas eleitorais dos petistas, mas, segundo ele, não se pode falar em simples substituição de papéis. "Há uma nova geração de políticos do Nordeste, que tem dado mostras de saber administrar bem, que vem substituindo a geração antiga. Essa geração tem uma mentalidade diferente, não é concentradora nem autoritária. Em colégios eleitorais grandes, principalmente nas capitais, esse perfil faz diferença", afirma.

Trecho de matéria da Veja. Para ler na íntegra, clique no título desta nota.

Fernando Gomes versus Geraldo Simões - 1

"Os anos 80 do século passado revelaram para o mundo da política itabunense e regional, Fernando Gomes. Forte empatia com as massas, é prefeito pela quarta vez de Itabuna, além de passagem como deputado federal. De secretário do ex-prefeito José Oduque Teixeira, administrador competente e zeloso com o recurso público, Fernando Gomes elegeu-se prefeito e desde então o poder vem se alternando, um mandato seu e o seguinte, de outros. Ubado Dantas o sucedeu, mas voltou no seguinte mandato. Em 1992, numa eleição virtualmente de Ubaldo Dantas, Geraldo Simões, na reta de chegada, ultrapassa os ex-prefeitos Ubaldo e José Oduque, esse apoiado por Fernando Gomes.

Geraldo Simões converteu-se no fato novo na política itabunense dos anos 90, elegendo-se pelo Partido dos Trabalhadores e se mantém desde então. Em 1996, Fernando Gomes volta à cena, derrotando o deputado estadual Renato Costa, apoiado por Geraldo Simões. Em 2000, Geraldo Simões, compondo com as forças de esquerda locais, derrota Fernando Gomes. E, na última eleição municipal, em 2004, nova vitória de Fernando Gomes sobre Geraldo Simões e sua tentativa de reeleição. Nesse resultado, ressalte-se, foi importante o fracionamento das forças de esquerda locais, fracionamento esse que persiste. Em pouquíssimas palavras, isso resume o panorama político em Itabuna desde meado dos anos 80 até hoje."

A análise é do sociólogo Agenor Gasparetto. Para acessá-la na íntegra, clique no título desta nota. Abaixo, o desdobramento do artigo em duas outras postagens.

Fernando Gomes versus Geraldo Simões - 2

"Face a essa polarização, vem sobrando pouquíssimo espaço para a emergência de uma terceira via, que a cada disputa volta a cena, mas não passa de uma pretensão sem aderência à realidade. Enquanto esses dois políticos se mantiverem nesse cenário, esse quadro se manterá, alternando-se os ocupantes do poder local. È como se um vivesse, de alguma forma, do outro. O desgaste do ocupante do poder, parece apagar da memória o governo do antecessor, capitalizando energias para uma volta triunfal e anulando perspectivas de uma renovação pelo menos de outros nomes da política local. Em 2008, próxima eleição municipal, esse é o desenho que ganha contornos cada vez mais nítidos no horizonte que se aproxima."

Fernando Gomes versus Geraldo Simões - 3

"A rivalidade entre os dois políticos é permanente e acirra a disputa também quando os protagonistas estão distantes, como é o caso agora da disputa entre Lula e Alckmin e quatro anos atrás, entre Lula e José Serra. Nesse segundo turno, dar-se-á nova queda de braços entre os dois. Geraldo Simões tentando ampliar a pequena diferença obtida por Lula no Primeiro Turno. (Para o Governo do Estado, em Itabuna, Paulo Souto ganhou por pequena vantagem de Jacques Wagner. Também esse resultado acaba sendo contabilizado como mérito. Contudo, para deputado, a vitória de Geraldo Simões foi avassaladora). Neste Segundo Turno, cada voto será disputado. Qualquer diferença em relação ao placar do Primeiro Turno será contabilizada por um lado ou por outro. O episódio seguinte, possivelmente, pode fazer alguma diferença."

20 outubro 2006

ACM já admite a derrota de Alckmin

Edson Borges,Ana Cristina Oliveira


O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) deu a entender, nesta quinta, que já considera impossível a vitória do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, ao apelar para que seus correligionários trabalhem para diminuir a vantagem do candidato do PT, Luiz Inácio Lula Silva. “Cada um de vocês aqui é uma liderança capaz de conseguir uma vitória nas próximas eleições (em 2008) e pelo menos diminuir a diferença agora”, disse o senador.

Antonio Carlos Magalhães começou a articular, nesta quinta, em Alagoinhas, a linha de ação do PFL e partidos coligados baianos para enfrentar Jaques Wagner no governo da Bahia e o segundo mandato de Lula na Presidência.

O senador deixou bem claro que Jaques Wagner e Luiz Inácio Lula da Silva serão retaliados na Assembléia Legislativa da Bahia e no Congresso Nacional, caso os municípios baianos governados por pefelistas e aliados sejam discriminados com repasses de recursos: “Vamos nos manter unidos, prefeitos, deputados e senadores, para não votar nada que interesse a eles (o PT)”.

Anestesia – O senador falou duas vezes, em dois trechos do discurso, da necessidade de união dos carlistas e correligionários, “para que possamos derrotá-los nas eleições de 2008 e 2010”.

Leia matéria completa na edição desta sexta no Jornal A TARDE

Zé Simão: Clodovil vai lançar o iBOFE

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País do Pleito Caído! A última da Clodovéia! O Clodovil tá lançando um novo instituto de pesquisa: o IBOFE! E o Kibe Loco diz que ele vai ligar o Rodoanel com o Minhocão!

ACM volta a chamar Wagner de "preguiça"

"A reunião que a cúpula do PFL fez, ontem, em Itabuna, para fortalecer a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), junto a lideranças regionais, foi chamada pelo senador Antonio Carlos Magalhães de encontro da resistência e da reação contra o governo da corrupção e da covardia. ACM disse que o povo está extasiado com a demagogia e não enxerga o valerioduto, os dólares na cueca e os sanguessugas. E insinuou que “vai aparecer o escândalo do cartão de crédito, para desmoralizar Lula e toda a sua família, que vivem às custas do País”. O senador disse que a democracia “nos faz suportar quatro anos do preguiça que venceu Paulo Souto, referindo-se ao governador eleito, Jaques Wagner (PT), mas nós vamos virar com Alckmin para cobrar dele (Wagner) todas as obras de de que a Bahia precisa e completar a vitória em 2010”."

Clique no título para ser direcionado à matéria de A Tarde.

Din-Din do Dossiê: perguntar pode, insinuar... não!

Segundo decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, até pode perguntar sobre a origem do dinheiro do Dossiê, mas está proibido de insinuar ou dizer que o presidente Lula sabe de onde veio o din-din (uma montanha, 1,7 milhão de reais).

Pior do que não poder insinuar, com aquele ar sarcástico, é que o candidato perderá dois minutos de seu programa na TV e no Rádio. Serão utilizados pelo programa de Lula. É o direito de resposta! Isso porque, no horário eleitoral, Alckmin insistiu, bateu na tecla de que, como presidente, Lula manda na Polícia Federal, nos ministros, é do PT - por isso, raciocinava, deveria saber de onde veio o cascalho para o tal dossiê.

O TSE entendeu que Alckmin, ao abordar questão que encontra-se sob investigação, ofende o adversário.

Clique no título da nota e confira a notícia na íntegra, no site do TSE.

Gasparetto avalia debate e diz que herança FHC faz a diferença - para azar de Alckmin

"Debate no SBT

Comparado com o primeiro, na Band, este debate no SBT foi bastante amistoso, bastante burocrático. Muitos números, milhões e percentuais. Ambos tentando pontuar o diferencial. O principal problema de Alckmin continua sendo o Governo FHC. Essa herança está pesando e fazendo diferença."

Clique no título, lá em cima, e seja direcionado para o site de Gasparetto, da Sócio-Estatística.

Bacharéis derrapam em exame da OAB no sul da Bahia

"Os bacharéis baianos continuam apresentando desempenho baixo no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Apenas 36,16% dos candidatos inscritos em todo o estado foram aprovados.

No sul da Bahia o índice de aprovação dos bacharéis foi ainda menor. Apenas 24,29% dos candidatos inscritos conseguiram passar nas provas da OAB. Do total de 177 bacharéis que fizeram o exame em Ilhéus, apenas 43 foram aprovados. Em todo o estado foram 1.154 candidatos inscritos, dos quais 417 aprovados."

Clique no título da nota e leia as últimas do jornal A Região.

FG comete os mesmos erros do PT

A estratégia de comunicação escolhida pelo prefeito Fernando Gomes para rebater as acusações de uso eleitoral do cadastro do Bolsa-Família, o tempo mostrará, não é a correta. Ao dizer que tudo não passa de demagogia dos adversários, repete os mesmos erros do PT paulista. E todos sabem como termina a história.

Como já dito aqui neste blog, bastará ao prefeito sair do seu gabinete e visitar famílias que recebem o benefício. Confirmará, rapidinho, as denúncias que ele próprio e seus secretários afirmam não passar de demagogia. O Ministério Público não terá nenhuma dificuldade para chegar aos acusados de "chantagem eleitoral". Todos são de endereço sabido. E os nomes, também.

19 outubro 2006

Agora vai!

"O governador Paulo Souto e as principais lideranças do PFL na Bahia anunciaram ontem, diante de um público de 500 pessoas, no Grapiúna Tênis Clube, em Itabuna, que a cidade será um dos pólos regionais do interior a sediar a campanha de Geraldo Alckmin, no segundo turno. O evento teve a participação dos senadores Antônio Carlos Magalhães, César Borges e Rodolpho Tourinho, além dos deputados federais ACM Neto, Paulo Magalhães, Fábio Souto, Félix Mendonça e ainda os deputados estaduais Ronaldo Carletto, Fábio Santana e Jalon, mais dez prefeitos da região, inclusive os de Itabuna, Fernando Gomes e de Ilhéus, Valderico Reis, vereadores e dirigentes partidários de diversos municípios."

Olha a foto acima. ACM, Paulo Souto, Félix Mendonça, ACM Neto e Fábio Souto, todos cabisbaixos, fitando ao longe... Não é a imagem de quem acredita na vitória de Alckmin. Tá difícil.

Para ler a matéria completa, no Jornal Agora, clique no título desta nota.

Saúde vai bem?

É dureza ver o presidente não admitir que a saúde, em sua essência, não vai bem no Brasil. Vários serviços novos foram implementados, mas sanguessugas, vampiros e prefeitos desonestos - como o daqui de Paraguaçu, impedem as melhoras que tanto se precisa. A insistir nessa tese, poderá ter que usar um conhecido óleo extraído da peroba.

O massacre das pesquisas

A estarem certas as pesquisas dos últimos dias, Lula pode correr para o abraço. No Ibope, o candidato impõe 22 pontos de diferença sobre o adversário Geraldo Alckmin. A pesquisa será divulgada nesta sexta, no Jornal Nacional, mas os números chegam primeiro a que tem poder. Ou a ele quer chegar (retornar!).

Você viu alguma enquete sobre o debate???

Aí, pessoal, alguém viu enquete sobre o desempenho dos candidatos no site Uol? Até agora, nadinha de nada! Ficaram assustados com o desempenho de "Nestepaiz"?

Cadê o caboclo "Helô"?

Inegável o desempenho superior do presidente Lula no debate do SBT. O caboclo "Helô" faltou à "sessão" na TV do Silvío e o que vimos foi um Geraldo Alckmin apagado, a imagem da derrota. Não é para menos. Antes de chegar ao estúdio do SBT para o debate de hoje, o candidato recebeu os resultados de mais uma pesquisa que confirma o crescimento a galope do presidente Lula: 61% a 39%. Uma diferença fantástica que, a julgar pelo debate de hoje, poderá ser ampliada e o presidente-candidato bater 65% nas urnas. Claro, falta combinar com os aloprados do PT.

Mas, voltando ao "começo", todos devem estar sentindo falta do "caboclo Helô" no debate. Alckmin somente conseguiu encaixar um bom "golpe" de esquerda (ops, de direita!) no Lula quando abordou a questão da segurança, ainda no primeiro bloco: "em São Paulo não tem líder do crime organizado solto. Mas, no Brasil, os de colarinho branco estão soltos". Entenderam aonde o tucano quis chegar, né?

No resto, levou um banho do candidato petista. E por falar em água, Lula ficou devendo resposta ao ítem irrigação. Alckmin acusou o petista de não ter liberado um centavo para projetos como os do Vale do São Francisco (Petrolina e Juazeiro), que é uma exemplo em agricultura irrigável e exporta cerca de 90% da sua produção.

Quanto à mediadora do debate, Ana Paula Padrão, deu um show de firmeza e segurou os "hômi" nas horas em que a coisa ameaçava descambar para a agressão aos ouvidos do telespectador.

Bolsa-Família: uma dica ao prefeito Fernando Gomes

Se o prefeito Fernando Gomes espera que o povo acredite na versão fantasiosa de que os voluntários apenas estariam esclarecendo pontos divergentes do Bolsa-Família, como tenta fazer crer em sua Nota Oficial, assinada pela primeira-dama Sandra Neilma, basta visitar as famílias "assediadas" pelos "voluntários".

Este blog conversou com uma das vítimas da chantagem praticada pelos "voluntários de campanha". A história contada pela humilde senhora e que recebe parcos R$ 15,00 revela muito mais "que um simples esclarecimento". Foram ameaças e alteração do tom de voz do "voluntário". Ao prefeito cabe, pois, sair do gabinete e ir conferir a história nos bairros, com os eleitores-beneficiários do Bolsa-Família.

Simples, não?

Prefeitura solta nota oficial sobre uso político do Bolsa-Família, mas nada esclarece

NOTA OFICIAL

A Secretaria de Assistência Social de Itabuna contesta, de forma veemente e considera sem consistência, as declarações do presidente do diretório municipal do PT, Eduardo Barcellos, com relação a uma possível denúncia de intimidação dos beneficiários do Programa Bolsa Família, buscando, assim, ocupar espaço político na comunidade, e ao mesmo tempo fazer demagogia num período eleitoral, na tentativa de beneficiar o candidato do seu partido à Presidência da República.

Ressaltamos ainda que o Bolsa Família é um desdobramento dos programas sociais iniciados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que com a sua visão de estadista implementou o Bolsa Escola, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o Vale-Gás e outros programas compensatórios.

A atual gestão da Secretaria de Assistência Social em Itabuna registra um grande avanço em relação ao Bolsa-Família, com crescimento do número de beneficiários, que saltou de 9.079 familias atendidas na administração petista para 17.073, totalizando um crescimento real de 88 %.

O que pode ter ocorrido é que, em função dos boatos do PT de que o candidato Geraldo Alckmin do PSDB – o mesmo foi feito pelos militantes petistas com relação à candidatura de Heloísa Helena, do PSOL, no primeiro turno – extinguiria o Programa Bolsa Família e privatizaria empresas como a Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, voluntários da sua campanha estariam atuando junto a toda a população, esclarecendo com relação a estas questões, exercendo o mesmo direito político e democrático dos militantes petistas, com a diferença de que eles é que são especialistas na disseminação de factóides e terrorismo político instaurado no País.

Os agentes da Secretaria de Assistência Social atuam na comunidade com crachás que os identificam pelo nome, número de matrícula e foto, exercendo atividades profissionais e de nível técnico, mas sem nenhum envolvimento partidário. Destacamos que ninguém está autorizado a cortar pessoas do programa e se porventura ameaças neste sentido estejam ocorrendo, solicitamos que as suas identificações sejam informadas para que adotemos as providências cabíveis, afinal nosso governo não compactua com estas práticas antidemocráticas e contrárias à cidadania.

Itabuna, 19 de outubro de 2006

Sandra Neilma Costa
Secretaria de Assistência Social

Vox Populi: Lula tem 61% e Alckmin, 39%

"Cada vez mais forte junto ao eleitorado pobre (70% a 22%, na pesquisa estimulada), Lula avança sobre os redutos de classe média alta (45% para ele, 47% para Geraldo Alckmin, ou seja, dentro da margem de erro) e melhora seu desempenho até mesmo no topo da pirâmide social (41% a 52%). Esta é a mudança mais significativa que a pesquisa Carta Capital/Band/Vox Populi sintoniza, a dez dias do segundo turno da eleição presidencial.

Em todo o Brasil, o resultado da pesquisa estimulada dá 20 pontos de vantagem para o candidato à reeleição: 57% para Lula, 37% para Alckmin. Ou 61% a 39% nos votos válidos. Outro indicador importante da pesquisa Carta Capital/Band/Vox Populi: mais de 90% dos eleitores dizem que não pretendem mudar o voto.

Datafolha: Eleitor avalia propaganda de Lula e Alckmin na TV

Abaixo, confira as avaliações do eleitor sobre os programas dos candidatos a presidente nesse segundo turno. O levantamento foi feito pelo Datafolha, na segunda e terça-feira, ouvindo 7.133 eleitores em 348 municípios. Foram avaliados sete ítens.

Mais comovente: Lula 53% x Alckmin 28%
Mais criativa: Lula 52% x Alckmin 38%
Propostas mais claras: Lula 52% x Alckmin 39%
Mais bem produzida: Lula 51% x Alckmin 39%
Mais verdadeira: Lula 50% x Alckmin 35%
Mais bem humorada: Lula 50% x Alckmin 27%
Quem faz mais crítica ao adversário: Lula 26% x Alckmin 64%.

Fernando Gomes age com esperteza

O prefeito Fernando Gomes agiu com a esperteza que lhe é característica. Em vez de se defender das denúncias de uso político do Bolsa-Família e de chantagens a beneficiários do programa (são 17.069 famílias em Itabuna), o prefeito colocou a mulher para "apanhar". Não foi cavalheiro. Colocou uma mulher para ser "saco de pancada" e explicar o inexplicável. O resultado foi a entrevista mais que confusa da secretária e primeira-dama Sandra Neilma - que acabou por reconhecer o uso político-eleitoral do cadastro do Bolsa-Família. Não dá para defender o indefensável.

Ademais, se o prefeito se furtou a falar com o povo sobre a lambança, quem deveria dar as explicações que o itabunense exige seria o secretário de Governo, Paulo Fontes Matos. Que falaria de uma denúncia que afeta diretamente o prefeito e o seu gabinete, já que os funcionários (supervisores de bairro) são lotados na secretaria de Governo.

Secretária admite uso "eleitoreiro" do Bolsa-Família



A secretária de Assistência Social de Itabuna, Sandra Neilma, acabou admitindo que a prefeitura está usando o cadastro do programa federal Bolsa-Família para forçar o voto dos beneficiários do programa no candidato a presidente do PSDB, Geraldo Alckmin. Sandra Neilma se mostrou confusa em boa parte da entrevista concedida ao programa Ponto 4, da Rádio Difusora. "Essas pessoas não são funcionárias da prefeitura, são voluntárias da campanha", disse.

Sandra Neilma, que também é primeira-dama, não conseguiu explicar porque os voluntários estavam usando dados que são de poder exclusivo da prefeitura e do Governo Federal. Os "voluntários" arranjados pelo prefeito Fernando Gomes estavam indo de porta-em-porta pedir votos para Geraldo Alckmin, mas quando o beneficiário do Bolsa-Família revelava que não iria votar no tucano, recebia ameaça de corte do benefício. As vítimas, claro, são todas de baixa renda e moram em regiões carentes do município, como Califórnia, Santa Inês, Nova Califórnia, Monte Cristo, Antique e São Roque.

O conteúdo da entrevista concedida ao Ponto 4 foi bem diferente de release emitido pela prefeitura ao final da tarde desta quinta-feira. Em vez de explicar-se em relação à denúncia, a secretária preferiu atacar o Partido dos Trabalhadores e o presidente do diretório local da sigla, Eduardo Barcellos. Para ter acesso ao release da prefeitura é só clicar no título desta nota.

"Bahia" já tem o time de Lula

Não estranhe, o time é mesmo o Bahia (Baêa, para os íntimos!), mas o Lula em questão é o novo treinador da equipe, Lula Pereira, ex-Flamengo e mais um monte de time "bichado".

Leia a matéria clicando no título da nota

ACM e a onda vermelha

Deu na seção contraponto, da Folha de São Paulo (19/10/06)

"Sem rodeios
Renan Calheiros (PMDB-AL) reuniu os líderes do Senado na terça para tentar um acordo a fim de desobstruir a pauta e votar medidas provisórias. De olho na resistência de Antonio Carlos Magalhães (BA), o presidente da Casa sugeriu uma visita de líderes ao gabinete do pefelista, que fica próximo à presidência. Seria, ainda, uma forma de afagar ACM, grande derrotado nas eleições da Bahia.
-Senador, o senhor está tão queimado! Andou pegando sol, foi para a praia? -disse Renan tão logo chegou com os colegas ao gabinete do pefelista.
ACM foi sincero:
-Nada disso. Eu estou vermelho é de raiva, mesmo!"

Para ler mais, clique no título desta nota.

Sede do Itabuna vai a leilão

"O presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, confirmou ontem que a sede do clube vai a leilão para pagar dívidas trabalhistas. "Os ex-presidentes foram os responsáveis pelas dívidas", diz Xavier.

Ele também admitiu que o Itabuna está sem dinheiro para montar um time competitivo para disputar o Campeonato Baiano do próximo ano e, por isso, não deve participar da competição. De acordo com Ricardo Xavier, uma campanha para o torcedor ajudar o clube foi lançada. Segundo ele, a confirmação do time no Baianão "depende do torcedor".

Xavier só esqueceu de cobrar o apoio da Prefeitura de Itabuna, que na gestão passada, até 2004, ajudava o azulino com verbas mensais. O detalhe vexatório é que Ricardo Xavier, o presidente do clube, é o secretário de Esportes da Prefeitura de Itabuna. Pelo menos no papel..."

Esta e outras notícias no site do jornal A Região (clique no título desta nota).

Fernando serve água salgada à população

"Moradores de bairros como Ferradas e Nova Ferradas reclamam da qualidade da água da Emasa. Eles se queixam que a água fornecida nos últimos dias é salobra e imprópria para o consumo humano.

Os moradores afirmam que a água de má qualidade tem contribuído para o aumento de doenças em crianças e idosos. E reclamam que em certos dias a água fica imprópria até para o banho.

Moradora de Ferradas, a dona-de-casa Vânia Ribeiro Santos conta que, por mais de uma vez, seus filhos sentiram-se mal depois de ingerir a água que vem sendo captada no Rio Cachoeira."

Clique no título da nota e leia esta e outras notícias do A Região

Gasparetto comenta a pesquisa Datafolha

Datafolha e oscilação das estatísticas eleitorais

Em nova pesquisa do instituto Datafolha divulgada hoje, segunda após o debate na Band, Lula sobe para 57% (aumentou seis pontos em relação à primeira) e Alckmin caiu para 38% (caiu dois pontos em relação a anterior). Já não se pode falar em oscilação. A diferença se ampliou de 12 para 17 pontos faltando 12 dias para a eleição.

Efeito Lula

Neste contexto de crescimento da candidatura, Lula pode favorecer e ser favorecido pelos candidatos a governador que está apoiando e sendo por eles apoiado, como Cabral no Rio de Janeiro e Requião, no Paraná, em que a disputa tende a ser muito acirrada. Nesse cenário, Lula pode fazer a diferença. Contudo, mesmo considernado que a velocidade pode, teoricamente, aumentar à medida em que a eleição se aproxima, seria preciso um super (e improvável) efeito para mudar outros cenários, como no Rio Grande do Sul e em Goiás, ainda que possa reacender a esperança de militantes."


É clicar no título desta nota e você será direcionado para o blog de Gaspareto (http://agenorgasparetto.zip.net)

Análises de Gasparetto, o monstro das pesquisas

Datafolha e pesquisas internas
Diante da nova pesquisa Datafolha, assessor de Alckmin afirmou que “pesquisas internas” informam outro quadro. “Pesquisas internas” e todas as variantes, das enquetes às pesquisas feitas nas portas das igrejas, dos hospitais, das escolas e outros lugares especiais, passando pelos blogs, pecam pela impossibilidade de generalização dos resultados. São feitas sob encomenda. São uma forma de propaganda com fachada de informação fidedigna. Compre quem quiser.

Reeleição de Lula e campanha de 2010
Alckmin afirmou na OAB de que a reeleição de Lula anteciparia a campanha eleitoral de 2010. Não creio que isso vá acontecer. A campanha de 2010 deverá iniciar após as eleições municipais de 2008, mais precisamente, após o carnaval de 2009. Aí começará efetivamente as tratativas da campanha à sucessão do próximo presidente. Essa declaração-pareocupação de Alckmin é quase uma confissão de derrota neste Segundo Turno.

Partido, Estado, Governo: sobre a aparelhagem
É importante separar partido, Estado e Governo. O PT nem sempre foi claro quanto a isto. Assim como é importante separar interesse público e privado. No caso da aparelhagem, é preciso dizer que ela sempre acontece. É da natureza de quem chega ao poder colocar nos postos, cargos de confiança, pessoas afinadas. A aparelhagem será feita pelo partido ou coligação vencedora de uma eleição, em qualquer nível. O que se pode discutir é a qualidade técnica e política dessa aparelhagem. O problema situa-se no fato de que nem sempre quem contribui para uma vitória é alguém competente para administrar. Afora isso, é discurso vazio.


Clique no título desta nota e acesse o blog de Agenor Gasparetto