22 setembro 2006

Franklin Martins tá na rede

Quem gosta de informação exclusiva e apurada, uma dica deste blog é o site do jornalista Franklin Martins. Músicas que fizeram a cabeça do eleitor em pleitos passados, notícias do dia-a-dia dos candidatos, comentários e análises precisas podem ser conferidos no site www.franklinmartins.com.br (é só clicar na figura acima). Abaixo, um pouco de cultura e do que você pode encontrar por lá:

"Bahiano e Cadete foram as duas principais estrelas dos primeiros tempos da Casa Edison, a primeira gravadora de discos do Brasil. Geralmente cantavam separados, mas às vezes formavam uma dupla, como neste desafio. A música tem cerca de cem anos, mas a prática que ela satiriza existe até hoje: a troca do voto por favores.

O chefe político (o “coroné”) pede o voto ao eleitor e promete, em troca, dar emprego, terno e cavalo ao cidadão. Mas o sujeito, escolado, sabe que não se pode confiar em promessa de político nas vésperas da eleição. Quer garantias: “Hoje você me dá tudo/ Amanhã me mete o pé”. E termina sem prometer votar no candidato do “coroné”.
Em tempo: no jargão político, “cabalar votos” é o mesmo que tentar conquistá-los. “Ladino” é sinônimo de “esperto”. Nos tempos da escravidão, dizia-se que o negro que falava português era “ladino”; o que não falava era “boçal”.

“Desejo, prezado amigo,
Com grande satisfação
De ter o vosso votinho
Na próxima eleição

Não posso, meu coroné,
O (voto) de graça eu não dou
É breve lição do meu pai
Conselho do meu avô

Eu prometo meu amigo
De lhe dar colocação
Se vancê votar comigo
Ao menos nesta eleição

Tem algo (?) essa paciência,
Meu ladino coroné,
Meu voto eu dou de espontâneo
A quem quer que me faça o pé

Eu vos dou terno de roupa
Dou cavalo, dou terneiro
Em troca do vosso voto
Dou até mesmo dinheiro

Já tenho calo na sola
Meu ladino coroné,
Hoje você me dá tudo
Amanhã me mete o pé

Eu vos quero muito bem
Meu caro eleitor amigo
Não seja tão emperrado
Venha cá votar comigo

Vai armar pra quem quiser,
Coroné, sua arapuca
Eu cá sou macaco velho
Não meto a mão na cumbuca”

Ex-Ronaldinho, Cicarelli transa na praia e vai parar em outdoor

Aí, tá duro? Espia só o outdoor que um motel de Salvador jogou nas ruas para atrair o cliente... Com o perdão da palavra, um "puta" anúncio de oportunidade do motel Le Point advertindo os casais para a falta de privacidade. Que o diga a Daniela Cicarelli, pega em vídeo caliente transando em praia espanhola com o namoradinho. No Le Point, sai a R$ 19 duas horas de "amasso". Tá melhor do que no Carinhoso, né? Mas não tem a ex- de Ronaldinho no acompanhamento.

21 setembro 2006

As vaquinhas agradecem

-Pegaram o churrasqueiro do presidente Lula. E nós fisgamos esta montagem na rede. Impagável!

Tucanos (e a mídia) fazem churrasco de "patinhos"

"Petistas caíram feito patinhos em armação de Serra, diz Ciro Gomes
O ex-ministro também acusou "a política provinciana de São Paulo" de mais uma vez tumultuar o País
Carmen Pompeu
FORTALEZA - O ex-ministro da Integração Nacional e atual candidato a deputado federal pelo PSB, Ciro Gomes, classificou de "armação tucana", na qual "petistas caíram feito patinhos", o escândalo da compra de dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB). "Trata-se de uma grande armação ao estilo José Serra e os petistas caíram feito patinhos em uma armadilha montada pelos tucanos", disse Ciro Gomes. Ele também acusou "a política provinciana de São Paulo" de mais uma vez tumultuar o País.

Para Ciro Gomes, os petistas acusados de negociar a compra do dossiê são "aprendizes de mafiosos". Ele se mostrou preocupado com a possibilidade de o escândalo vir a abalar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ponderou afirmando que a população brasileira saberá discernir quem estaria interessado nessas denúncias. "Não é o Lula, que está em primeiro nas pesquisas, mas sim quem está embaixo", provocou o ex-ministro de Lula.

Ciro concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira na sede de seu comitê de campanha em Fortaleza. Ele se defendeu de acusações feitas contra ele pelo candidato ao governo do Ceará, Zé Maria Melo (PL). De acordo com candidato, Ciro, quando ministro, teria privilegiado Sobral, a 233 quilômetros de Fortaleza, no repasse de verbas. A cidade na época era administrada pelo irmão de Ciro, Cid Gomes, que disputa o governo cearense pelo PSB com o apoio de Lula. Segundo Ciro, Zé Maria fez falsas acusações com "manipulação grosseira de documentos"."

Estadão (21/09)

Prédio da ACI há 6 meses sem água

Condôminos inadimplentes são apontados como os responsáveis pela situação de descalabro em que se encontra o edifício União Comercial, que abriga a quase centenária Associação Comercial de Itabuna.

O prédio de dez andares e cerca de 50 salas está, simplesmente, há seis meses sem abastecimento de água. E de acordo com o síndico, a razão é que alguns dos ocupantes se rejeitam a pagar a taxa de condomínio.

O problema é tão grave, que os consultórios médicos e odontológicos se retiraram do prédio. Afinal de contas, não dava para atender os pacientes sem água. Profissionais de outras áreas continuam, apesar do desconforto. Diariamente são registrados casos de pessoas que descem às pressas, pelo elevador ou de escada mesmo, suando frio, à procura do banheiro de um vizinho compreensivo.

Francamente, a velha ACI merece casa menos insalubre.

Lula vai a 51 e Alckmin a 27%, diz Vox Populi

Abaixo, resultado da pesquisa Carta Capital-TV Bandeirantes/Vox Populi

O dossiê e o voto

Nova pesquisa CartaCapital/Vox Populi indica que o escândalo do dossiê Serra não afetou uma possível vitória do presidente Lula ainda no primeiro turno.
Por Redação CartaCapital

Lula apanha, apanha – e cresce. A nova pesquisa Vox Populi/Carta Capital, em parceria com a TV Bandeirantes, já pôde avaliar o efeito da crise do dossiê Alckmin-Serra (aquele que relaciona os candidatos do PSDB ao escândalo dos sanguessugas) na reeleição do presidente da República. A conclusão é: o efeito é nenhum. E a eleição deve mesmo ser decidida em favor de Lula já no primeiro turno.

Lula oscilou de 50% para 51%. Geraldo Alckmin cresceu de 25% para 27%. Nos dois casos, as mudanças estão dentro da margem de erro, que é de 2,2%. Dois mil eleitores foram ouvidos, em todo o Brasil, do sábado, 16, à terça-feira, 19, período em que a imprensa já bombardeava o PT pela desastrada tentativa de divulgar o dossiê.

Houve pequenas mudanças na intenção de votos dos outros candidatos. Heloísa Helena, do PSOL, caiu de 9% para 6%. Christovam Buarque, do PDT, tinha 2% duas semanas atrás e agora tem 1%. Os demais não aparecem.

Desde maio, vem crise, vai crise, a candidatura Lula navega num mar de estabilidade. O presidente tem 46% de intenção de voto na pesquisa espontânea (Alckmin fica com 23%). O Instituto Vox Populi sugere que Lula vence, a menos que venha por aí um tsunami (e a crise do dossiê das ambulâncias, aos olhos do eleitorado, não parece ser um). O estardalhaço da mídia e as demissões próximas do presidente não comoveram o eleitorado, a pouco mais de uma semana do voto.

Em sua análise, o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, aponta as razões da resistência eleitoral de Lula. E desmonta cinco teses que, segundo ele, são ditados pela má fé, pela desinformação e pelo preconceito. A de que o eleitor de Lula é “burro”; ou “cínico”; ou “manipulado”; ou “nordestino”; ou “miserável”. Leia mais na edição impressa de Carta Capital.

Filho do prefeito usa e abusa da máquina

A Justiça é cega, mas bem que o Ministério Público poderia enxergar a forma deslavada como o filho do prefeito de Itabuna utiliza a estrutura do poder público municipal em benefício de sua candidatura. É um verdadeiro acinte.

Como não pode explorar as ações do governo em seu benefício, até mesmo porque não existem ações, Markson Monteiro exerce pressão forte para que os funcionários, principalmente os ocupantes de cargos comissionados ou vinculados à prefeitura mediante contrato, lhe garantam os votos.

Mas não é só isso. Os comissionados e contratados a título precário estão sendo requisitados para atuar como fiscais do partido de Markson, no dia 1º de outubro. Uma cooptação imoral e ilegal, pois os salários de fiscais e cabos eleitorais do filho do prefeito são pagos pelo cidadão itabunense.

Sem oxigênio e daqui a pouco sem água

Depois de asfixiar a Santa Casa de Itabuna, a Prefeitura agora ameaça cortar a água dos hospitais Calixto Midlej e Manoel Novaes. Isto por conta de uma alegada dívida de R$ 2 milhões com a Emasa.

Curioso é que, ao mesmo tempo em que atrasa os repasses do SUS, o governo quer executar o débito com a Emasa. Prova de uma absoluta falta de tato político para lidar com o problema.

O preço da briga deverá ser pago com vidas humanas. Será que alguém se importa?

Dia da Cachaça


Não me convidem para nenhum compromisso no próximo dia 27. Já agendei participação especial no evento que vai discutir a importância da cachaça, organizado pela empresa Microlins.

Alô patrôa, vou chegar mais tarde no dia de Cosme!

Nova repórter na área

A competente Neandra Pina está se revelando como repórter policial do Jornal A Região. Tem emplacado furos fantásticos e deixado a concorrência na poeira.

Neandra é a mesma que edita, há cerca de dez anos, o Jornal de Bar.

Genealogia

Wesley Andrade dos Santos, que aparece no noticiário como suposto mandante do assassinato de Zenildo Lacerda, é filho do falecido médico itabunense José Edithes dos Santos. O Doutor Zito, como era conhecido, chegou a ser candidato a prefeito de Itabuna em 1988.

Há muito o crime na cidade de Itabuna ultrapassou as fronteiras da periferia.

Rede

Uma intricada teia de relações entre bandidos e poderosos se revela no caso da quadrilha de falsos corretores de veículos, que vinha atuando à vontade em Itabuna até começar a se auto-destruir e ter alguns membros grampeados pela equipe do delegado Nélis Araújo.

Fala-se que o grupo tem a cobertura de gente forte da política, motivo pelo qual já haveria mal-assombrados operando para a transferência do delegado. É só esperar para ver se a batalha será vencida pela Força da Reação ou pela reação à força.

20 setembro 2006

Fernando tá "falando" bonito

O prefeito itabunense fez fama pelos "erros do seu português ruim". Fernando Gomes até ganhou um apelido, dentre muitos que a oposição e o eleitor enganado lhe colocou. Cuma foi um deles. Os outros, embora 'justos', são impublicáveis. Eis que a sua assessoria solta nota em que o prefeito se mostra homem de palavreado bonito. Condenou o "fechamento intempestivo e deselegante do pronto-socorro do Calixto Midlej”. Ficamos aqui a imaginar o prefeito pronunciando as palavras intempestivo e deselegante. Diz ele: "Neste país só não falta mesmo dinheiro para os ladrões dos cofres públicos". Nunca falou com tanta propriedade.

Fernando Gomes deixa hospitais à míngua


É muito mais que um bate-boca ou briga política o entrevero da Santa Casa de Misericórdia com a Prefeitura de Itabuna. Como tantas outras entidades filantrópicas que atuam na área de saúde, a SCMI sempre enfrentou dificuldades. Nunca, porém, da forma como acontece neste governo.

E enquanto o secretário de Saúde da Prefeitura, o contador Jesuíno Oliveira, provavelmente atendendo às ordens do chefe, diz que o problema da Santa Casa é má-gestão, o provedor Érick Etinger fala em português claro qual o motivo da asfixia dos hospitais que atendem pelo SUS em Itabuna.

Etinger deu entrevistas ontem e hoje, primeiro na TV Santa Cruz e depois no Jornal das Sete, da rádio Morena FM. Lamentou a postura do secretário de Saúde e apresentou um quadro que, observando-se o que determina a Constituição, deveria provocar uma intervenção em Itabuna.

O dado mais estarrecedor é que a Prefeitura tem atrasado, sistematicamente, os repasses para pagar os serviços custeados pelo SUS. E se o dinheiro já é minguado, quando chega a conta-gotas é como querer irrigar o semi-árido a base de espirro. Mas é isso que está acontecendo com os hospitais de Itabuna.

De acordo com o provedor da Santa Casa, a instituição recebeu esta semana, da Prefeitura, o pagamento pelos serviços prestados em julho, com dois meses de atraso. O estranho nessa história é que os procedimentos realizados em um mês devem ser pagos pelo menos até o quinto dia útil do mês seguinte. E o dinheiro do Governo Federal cai religiosamente nos cofres da Prefeitura, só não se sabe que caminhos atravessa a partir daí para demorar tanto até chegar ao seu devido destino.

Enquanto isso, pronto-socorros fecham. O primeiro foi o do Hospital Calixto Midlej, e o Manoel Novaes anuncia que o seu oxigênio só dura até 11 de outubro. É a saúde de Itabuna com sua morte anunciada.

Acusado de matar Leal, Marcone abre lanchonete

Um dos principais acusados de matar o jornalista Manoel Leal, Marcone Sarmento virou microempresário. Abriu uma lanchonete em frente ao presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. Quem nos conta é uma fonte fidedigna com experiência jornalística e andanças pela terra de Gabriela. Ex-ajudante de ordens do prefeito Fernando Gomes e amigo íntimo de Maria Alice Pereira, Marcone escolheu nome incomum para o ramo de lanchonete e mercearia: Tocha de Fogo.

Os maiores clientes do novo negócio do amigo de Maria Alice são familiares de detentos do Ariston Cardoso. Dito evangélico, beneficiou-se de decisão discutível da Justiça, que garantiu-lhe liberdade condicional. Marcone estava preso (condenado) por assassinato (mas não o do jornalista Manoel Leal, executado em 1998).

Sobre a morte de Leal, leia post abaixo

Anatomia de um crime (assassinato de Leal)

"A noite de 14 de agosto de 1998 prometia ser especial para o jornalista Manoel Leal. Aguardava-o em Ilhéus um jantar com o amigo de décadas, o escritor e jornalista Hélio Pólvora.
O cardápio, além da boa comida e do vinho que Leal apreciava com moderação, incluía os preparativos de um passeio de barco entre o Banco da Vitória e a foz do rio Cachoeira, revivendo a trajetória de um nobre alemão do século XIX.
Movido a paixões momentâneas que adotava como a vocação definitiva, Manoel Leal estava encantado com o passeio que ocorreria no domingo seguinte. Até reservara um barco no qual reuniria amigos itabunenses.
Nas edições anteriores, o jornal A Região estampava com destaque a programação do passeio, sua importância histórica, o potencial turístico do rio Cachoeira e, óbvio, o apoio do prefeito Jabes Ribeiro ao projeto.
Mas as edições anteriores de A Região não traziam apenas amenidades turísticas. Pelo contrário, novembro e dezembro haviam sido meses em que o jornal vinha elevando o tom em suas denuncias contra o então prefeito Fernando Gomes.
Em novembro, lançou uma bomba de nêutron que pulverizou a carreira do delegado Gilson Prata, à época uma das mais cintilantes estrelas da polícia baiana, nome cotadíssimo para assumir a Secretaria de Segurança Pública da Bahia.
Prata, a pedido de Fernando Gomes, vinha promovendo uma autêntica caça às bruxas contra pessoas então ligadas ao ex-prefeito Geraldo Simões. A investigação de uma suposta fraude no recolhimento do IPTU incluiu invasão de domícilio, depoimentos sob coação e prisões notadamente arbitrárias.
Mesmo tendo à sua disposição a estrutura do Complexo Policial de Itabuna, Gilson Prata preferiu instalar seu QG no gabinete do ex-vice-prefeito José Orleans, na sede da prefeitura.
Em novembro, após uma consulta feita pelos vereadores Emanuel Acilino e Everaldo Anunciação ao Tribunal de Contas dos Municípios, A Região estampou em manchete que o delegado Gilson Prata havia recebido dinheiro da Prefeitura de Itabuna, a título de pagamento de diárias. Além de Prata, também recebeu dinheiro o policial Mozart da Costa Brasil.
A notícia, confirmada por documentos, não apenas dinamitou a carreira de Prata como implodiu as investigações sobre o IPTU, deixando evidente tratar-se de perseguição política.
Uma entrevista titubeante do delegado (mais uma vez na prefeitura) ao lado de um constrangido e ao mesmo tempo irado Fernando Gomes para explicar o inexplicável, coroou a denúncia que alguns apontaram como bombástica e outros como temerária.
"Vocês são loucos. Brigar com um delegado poderoso desses!" foi uma das frases que se ouviu. E brigar com um delegado poderoso depois de passar um ano brigando com Fernando Gomes e a sua poderosa escudeira Maria Alice.
"Juntou a vontade de fazer com a coragem de fazer", foi uma das frases que se sussurrou. O Espírito de Natal perdeu de goleada para o espírito sarcástico de Manuel Leal.
Na edição especial de fim de ano, contrariando a lógica das matérias água com açucar, A Região trouxe nas páginas centrais uma série de charges mostrando a generosidade de um hipotético Papai Noel que, em 12 meses, transformou um Fernando Gomes endividado num homem dono de imóveis, carros, fazendas, centenas de cabeças de gado de raça.
O tal Espírito de Natal também perdeu de goleada para aqueles que acharam que o único jeito de calar Manuel Leal era calar no sentido literal. Na virada daquele ano difícil para as finanças do jornal, Leal ainda foi capaz de produzir um de seus muitos gracejos. Diante de um empresário que não queria publicidade sobre a bem fornida cesta de Natal de seus funcionários, apesar da insistência de Leal em publicar a entrega das cestas no jornal, o jornalista fez blague:
"E eu que nem posso dar um franguinho mirrado para os meus meninos".
Mentirota. O peru daquele ano, bem como o inevitável panetone, foi religiosamente entregue de casa em casa pelo próprio Manuel Leal. Seriam os últimos perus e panetones daquele que seria o último Natal de Manoel Leal.
"Passa essa bola, filho da puta..."
"Caralho, eu jogo meu jogo. Vá se foder..."
"Vá se foder você. Pega uma bola e joga sozinho..."
Apesar da semi-escuridão daquela noite abafada de verão, meninos jogavam bola e trocavam as costumeiras gentilezas entre si num campinho de terra batida. Nesse mesmo momento, uma funcionária responsável pela emissão de carteiras de identidade no Complexo Policial subia as escadarias ao lado do muro da Escola Roberto Santos. A cena se completa: Manoel Leal desceu de seu carro, uma Paraty, para abrir o portão de sua casa, localizada entre o Complexo Policial e o Batalhão da Policia Militar.
Um ato rotineiro, sem qualquer preocupação com a segurança, , como se Manoel Leal não fosse um homem visado, ameaçado. De repente, um tiro, dois tiros, três tiros, quatro tiros, cinco tiros interrompem o jogo de futebol e fazem com que a funcionária recue escadaria abaixo. Ainda deu tempo de ver nitidamente o assassino dar o primeiro tiro. O único dado pela frente. Os demais foram pelas costas.
Tá lá um corpo estendido no chão.
Naquela noite não haveria jantar em Ilhéus.
Diz a lenda que houve fartura de uísque numa residência de gente importante.
No domingo seguinte, um barco vazio, aquele que deveria levar Manuel Leal e seus amigos, percorreu o trajeto entre o Banco da Vitória e a Baia do Pontal.
Simbolicamente, Manuel Leal fazia a sua última viagem.
Parecia o fim, mas era apenas o começo de uma história que ainda não terminou e que fez do jornalista, com seus incontáveis defeitos e inúmeras virtudes, uma bandeira da luta contra a impunidade."

18 setembro 2006

Nem Freud

Essa nem Freud (Godoy) explica...

A comida continua ruim na Casa de Dete

Todos sabem uma das coisas mais difíceis de encarar na cadeia é a comida. E uma fuga registrada no último sábado, na Casa de Detenção de Itabuna, comprova isso. De acordo com uma fonte policial, três bandidos escaparam porque "eram muito magros". Ou seja, estavam empurrando a tigela da gorogoba.

Vejam a nota do jornal A REGIÃO:

Presos fogem da correcional de Itabuna

Nesta sábado, por volta das 14 horas, três indivíduos fugiram da correcional de Itabuna durante o banho de sol e estão sendo caçados pela polícia.

Clebson Cardoso da Silva, Rosinaldo Soares da Silva, o "Nenzinho" e René Andrade Dias, este preso em Itapé e custodiado em Itabuna, fugiram porque eram muito magros.

Segundo um policial, "é provável que tenham fugido através da grade da área do banho de sol, que possibilita que pessoas muito magras consigam passar, mas é preciso habilidade e coragem".

Na cela dos fugitivos existiam nove presos, todos com peso e envergadura superior ao deles, o que corrobora a teoria do policial. É possível que tenham usado sabonete para facilitar a passagem.



Essa do sabonete é também de uma criatividade impressionante. Há quem prefira vaselina...

Quanto vale o cargo?

Na prefeitura de uma grande cidade do sul da Bahia, vaca leiteira de gordas tetas, o candidato a deputado, filho do prefeito, usa e abusa da máquina.

A última do rapaz: pediu, educadamente, que todos os ocupantes de cargos comissionados doem parte dos salários para a sua campanha. O valor da "doação", que muitos preferem chamar de confisco, é proporcional ao nível do cargo.

Varia de R$ 50,00 para a ratataia, até R$ 1.000 para a turma do primeiro escalão.

17 setembro 2006

A raspadinha da Juliana Paes


Quer ver a foto da Juliana Paes sem calcinha... E SEM TARJA????? É só clicar no link http://judao.com.br/?http://judao.com.br/8/texticulo.php?action=ler&id=4863.