26 setembro 2006

Alckmin desconfia da pesquisa Sensus. De novo!

"O candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, ironizou os resultados da pesquisa CNT/Sensus, logo após sua divulgação, nesta terça-feira, 26. A pesquisa aponta a vitória do presidente Lula no primeiro turno das eleições.

"Só falo de coisas sérias", disse Alckmin, quando questionado sobre a pesquisa. "A pesquisa é escandalosa", disse ele, que, indagado sobre por qual motivo não confia nos números do CNT/Sensus, afirmou que "anote os números e confira no domingo, aí você vai ter a resposta".

Alckmin voltou a atacar Lula e disse que "ele usa salto número 15 e nós usamos as sandálias da humildade". Ele disse também que não é possível que o presidente não soubesse das irregularidades cometidas por membros do PT ou seus assessores. "Fica com esta história de que foi traído. É que foi pego com a boca na botija".

Os números da pesquisa CNT/Sensus

Lula - 51,1%
Alckmin - 27,9%
H. Helena - 5,7%
C. Buarque - 1,4%

Espalhando "vassoura"

Uma fonte pefelista confirma a este blog algo captado por pesquisas para "consumo" interno: o ex-prefeito Geraldo Simões se fortaleceu politicamente com a tal história da disseminação da "vassoura-de-bruxa". O petista candidato a deputado federal encontra-se navegando em mar "quase" tranqüilo e, seja nas hostes petistas ou pefelistas, é dado como eleito.

Caso se confirme a eleição do petista acusado de disseminar a vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, o pau vai comer na ala pefelista. os 'hômi' lá de cima estão de olho em duas figuras que "salvaram" Geraldo Simões. São elas Débora Borges (prefeita de Camacam) e Fernando Gomes (prefeito de Itabuna). Os pefelistas avaliam que os dois pecaram ao transformar o Levante do Cacau em ato político-eleitoral. O resultado é que o petista, que tinha tudo para sair totalmente chamuscado, virou o jogo e pode se consagrar nas urnas, tornando-se deputado federal pela segunda vez.

Lula tem 51% e Alckmin, 32%, diz Sensus

O blog do Noblat antecipa os números da pesquisa Sensus que serão divulgados, oficialmente, às 11 horas desta terça. Na carona e com os devidos créditos, postamos a nota abaixo.

"Sensus dá 10 pontos de vantagem para Lula
Lula tem 10 pontos percentuais de vantagem sobre a soma dos índices de intenção de voto dos seus adversários, segundo pesquisa do Instituto Sensus que será divulgada hoje. Em relação à anterior, aplicada entre 22 e 25 de agosto, ele passou de 51,4% para 51%. Alckmin cresceu de 19,6% para 32% e um quebradinho. Helô ficou onde estava - na casa dos 8%.

Na pesquisa diária do Instituto Vox Populi feita para consumo interno da campanha de Lula, a diferença entre ele e a soma dos índices dos demais candidatos oscila entre 10 e 12 pontos percentuais. O Vox fazia 500 entrevistas a domicílio até estourar o escândalo do dossiê contra políticos do PSDB. Aumentou a amostra para 1.000.

Quer dizer: até aqui, o estrago do escândalo na imagem de Lula não o impede de vencer no primeiro turno. A última pesquisa do Datafolha deu 8 pontos de frente para Lula. A do IBOPE, três pontos.

Não encontrei um só analista de pesquisa ligado ao PSDB e ao PFL que acredite na diferença de apenas três pontos. Falei ontem com quatro deles, pelo menos."

Cursos da Uesc entre os de pior desempenho no Enade

Os cursos de história e física da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) estão entre aqueles de pior desempenho - na Bahia - no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2005. As provas deste ano estão marcadas para quando novembro chegar...

Acredite: Collor está de volta. E não está só.


Maurício Maron, de Maceió-AL

De punhos cerrados e repetindo a histórica frase “Não me deixem só”, elle está de volta. Sem Roseane, com cabelos pintados, casado outra vez e pai de gêmeas. O que efetivamente mudou foi a forma de se apresentar à população. Abriu mão das grandes produções televisivas que marcaram a sua candidatura à presidência da República. No nanico PRTB, Fernando Collor de Melo usa o seu (restrito) tempo do Guia Eleitoral com um jingle antigo, da época em que foi governador do estado e ganhou notoriedade política como “O Caçador de Marajás”. Para alguns analistas políticos de Alagoas, este “novo” estilo é a forma encontrada pelo candidato, reconhecidamente bom de marketing, para assumir o recomeço da sua carreira política.

Como “o tempo é senhor da razão”, dia primeiro ele pode se eleger senador pelo estado de Alagoas, ironicamente na vaga que será deixada por uma das suas maiores algozes: a senadora Heloísa Helena. Fernando Collor é um fenômeno eleitoral. Enquanto todos os seus adversários começaram a disputar a eleição há pelo menos seis meses, o “Senador do Povo” – slogan de campanha – ficou na moita e em silêncio. Esperou o desenrolar dos acordos políticos, deixou o Guia Eleitoral se iniciar em agosto e há apenas 15 dias, fez a sua primeira aparição na televisão. Daí, as ruas. Até então, o PRTB não tinha candidato e apresentava no Guia Eleitoral o número da sua legenda e Alagoas inteira tinha a convicção de que mais ninguém poderia interferir na eleição do ex-governador Ronaldo Lessa, que chegou a aparecer nas pesquisas com 63 por cento de intenção de voto.

Em duas semanas, Collor mudou o quadro eleitoral. Segundo o Instituto Gape, Collor já é o líder. Teria 44 por cento das intenções de voto, contra 28 do ex-governador Lessa que, além do adversário, luta contra um processo de inegibilidade, imposto por seus adversários. O fenômeno Collor aparece, segundo os analistas, por dois motivos: a popularidade junto ao eleitorado pobre de Alagoas e, sobretudo, pelo discurso que vem apregoando, em cima de um caminhão, desses modelos que transportam trabalhadores de cana-de-açucar. “Fui destituído do poder, por muitos desses que hoje estão aí, envolvidos em denúncias de corrupção. Saí da presidência, porque não paguei propina como estamos vendo todos os dias neste País”, diz o ex-presidente cassado. “Quero que vocês me dêem uma oportunidade de voltar. Chegar ao senado, olhar para estas pessoas e dizer, safados, vocês tentaram me tirar seus ladrões, mas eu estou de volta. Vou dar um pontapé na b.... deles em nome da minha honra”. Neste comício, só foi interrompido por gritos e palmas de eleitores apaixonados.

No palanque improvisado, dança, abre os braços, sorri incansavelmente, fecha as mãos, pega o microfone e canta com a massa que vive em um dos estados mais pobres do Brasil, a “minha (dele) gente”. No encontro com jornalistas, confirma o voto em Luís Inácio Lula da Silva, o metalúrgico que foi o seu maior “calo” enquanto esteve na presidência da República. O certo é que em toda Alagoas, Fernando Collor renasce das cinzas, alicerçado em um carisma inexplicável e no discurso cada vez mais convincente de que “caiu” do poder, anos atrás, vítima de muitos que ainda permanecem nele, em Brasília. Pode até dia 1º de outubro não ganhar nas urnas. Mas, decididamente, pelo que se pode ver nas ruas de Alagoas, Collor está de volta. E não está só.

TSE notifica Lula sobre investigação do dossiê antitucano

FOLHA ONLINE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) notificou nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, sobre investigação da suposta compra de um dossiê contra os candidatos tucanos, Geraldo Alckmin (à Presidência), e José Serra (ao governo de São Paulo) por integrantes do PT.

Lula terá cinco dias de prazo, a partir de hoje, para apresentar sua defesa ao Tribunal.

Segundo o TSE, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, integrante da campanha do presidente Gedimar Pereira Passos e o empreiteiro petista Valdebran Padilha --presos com R$ 1,7 milhão para suposta compra do dossiê-- e o ex-assessor da presidência da República Freud Godoy podem receber notificação até esta terça-feira.

Depois do prazo para defesa, estão previstos outros cinco dias para ouvir as testemunhas, até o máximo de seis por parte dos denunciados e dos denunciantes, e dois dias para alegações das partes envolvidas, inclusive o Ministério Público.

Após as alegações, o processo será encaminhado para um juiz-corregedor --que terá 48 dias para elaborar um relatório. Somente depois desse prazo, é que o processo poderá ser julgado em plenário pelo TSE.

O pedido de investigação contra o presidente foi encaminhado pela coligação PSDB/PFL. Se a representação for julgada válida, Lula pode ficar inelegível por três anos. A Justiça Eleitoral também pode determinar a cassação do registro da candidatura do presidente.

Caso o processo seja julgado procedente somente depois das eleições e Lula for reeleito, a Justiça Eleitoral pode pedir impugnação do mandato.

25 setembro 2006

Cotidiano


Na estrada Ilhéus - Itabuna, que se encontra em obras, virou coisa normal formarem-se filas quilométricas por conta da interdição temporária de trechos da pista. Situação que costuma deixar muita gente impaciente.

FHC e os demônios


Manchete do Uol: "FHC chama Lula de demônio e prega sua expulsão pelo voto". Bom, para expulsar o demônio é so recorrer ao "coroinha" Geraldo Alckmin.

Políticos sul-baianos desprezam a internet

Comício é coisa do passado. Sem os shows musicais, não consegue mais atrair público. As propagandas no rádio e na TV tornaram-se enfadonhas com as novas regras impostas pelo TSE. E o que os candidatos passaram a fazer? Cybercampanha! Bom, alguns candidatos. Se a internet virou aliada dos políticos em todo o mundo, inclusive no Brasil, no sul da Bahia os candidatos a desprezam - não acompanharam a evolução tecnológica.

Das mais de dezenas de concorrentes aos cargos de deputado federal e de deputado estadual, só três possuem site para promover a campanha: Geraldo Simões (www.geraldosimoes1330.com.br), João Rosas (www.joaorosas.com.br) e Marcos Gomes (www.marcosgomes11133.can.br). Os dois primeiros candidatos têm bons sites - funcionais e com ótimo visual. Mas o de Marcos Gomes não cumpre a função e apresenta visual agressivo, ruim. Seria essa a imagem do candidato? Cadê os marqueteiros?

A foto da discórdia

Funcionária de gabinete da prefeitura de Itabuna quase perde o emprego ao aparecer em coluna social ao lado da candidata a deputada estadual Luciana Reis. Informações que circularam nos corredores da prefeitura dão conta de que a cabeça da nobre senhora foi pedida pelo candidato a deputado estadual Marcos Gomes. O "nobre" candidato não gostou nadinha de ver a colaboradora do governo de "painho" nos braços da concorrência. A fotografia, clicada pela colunista social Maria Antonieta, circulou numa edição da semana passada do jornal Agora. As ameaças de cortar a cabeça da colaboradora de gabinete continuam. A propósito, a foto da discórdia é a postada acima. A senhorita ameaçada de perder a sinecura na viúva está à esquerda.

Logo à esquerda?!

Wagner perdeu votos

A julgar pelas opiniões de adversários do candidato a governador Jaques Wagner, o petista perdeu fôlego no intervalo entre a pesquisa divulgada há 15 dias e a de hoje. Por fôlego, entenda-se intenções de votos. Wagner, segundo um pefelista, estava em patamar mais alto, segundo medições para consumo interno dos pefelistas. Deu o azar de ter vinculado demais a sua imagem à de Lula e pertencer ao PT. Quando o caso do dossiê contra Serra apareceu na tela, o candidato a governador perdeu em intenções de votos junto com o presidente Lula.

Como a pesquisa divulgada hoje mostra o crescimento do petista, depreende-se que ele estaria em situação melhor se não fosse a trapalhada dos companheiros de partido em São Paulo.

João Durval levaria vaga para o Senado, com 29%

A pesquisa Ibope/Rede Bahia também ouviu o eleitor baiano sobre a disputa ao Senado. O ex-governador João Durval lidera com os 29% de duas semanas atrás, seguido por Antônio Imbassahy, 25%, e Rodolpho Tourinho, com 19%. Brancos e nulos são 5%. A disputa é apertada. Basta dizer que, a seis dias da eleição, o número de indecisos chega a 17%. É voto para mudar esse quadro pintado pelo Ibope.

Durval, apoiado pelo PT, teria força para garantir a liderança e conquistar mais votos indecisos? Imbassahy, contando apenas com a estrutura do PSDB, encontraria forças para o sprint final? E Rodolpho, teria gás para superar os dois fortes adversários e continuar mais tempo no Senado? É esperar para ver o abrir das urnas.

Wagner cresce cinco pontos, mas Souto venceria no 1º turno

A pesquisa Ibope divulgada agora à noite pela TV Bahia mostra o governador Paulo Souto a seis dias da reeleição. Isso porque, apesar de Wagner ter crescido mais cinco pontos, Souto está tranquilo e ruma para mais uma vitória. O petista tem, agora, 31%, e o pefelista caiu apenas dois pontos e está com 48%.

O terceiro é Átila Brandão, com 2%. Os demais candidatos somam 4%, juntos. O levantamento mostrou que brancos e nulos são 4% no momento e existem ainda 11% de indecisos. A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24. Ouviu 1.512 eleitores. A margem de erro é de 3% ("para mais ou para menos").

24 setembro 2006

O Kibeloco não perdoa ninguém, nem o "Coroinha"...

Quer rir de graça? Acesse www.kibeloco.com.br

Trapalhadas do PT rendem piadas na internet

Os agentes da "burrice" petista tanto fizeram que viraram motivo de piada "a portuguesa" na internet. Confira as estórias.


1. Em Brasília, após um incêndio no comitê de campanha do PT, os bombeiros, verificando os destroços, encontraram um morto: Joaquim Berzoini. Estava na sala da equipe de arapongagem da campanha. Carbonizado, de cabeça para baixo, trazia o dedo indicador apontando para um dos cantos do ambiente. Do seu lado, um extintor de incêndio com a seguinte instrução: “Em caso de fogo, vire para baixo e aponte para a chama”.

2. Sabe quantos petistas são necessários para comprar um dossiê? Sete. Por que tantos? Cinco para montar a operação. E dois para guardar o dinheiro num quarto de hotel até a chegada da polícia.

3. O companheiro Manuel Gedimar matava o tempo debruçado na janela do quarto. “Companheiro Joaquim Valdebran! Estou a avistaire uma turma com colete da Polícia Federal que se encaminha diretamente para o nosso hotel!” “Não me diga, companheiro Manuel Gedimar! São amigos ou inimigos?” “Olha, companheiro Joaquim Valdebran, acho que são amigos. Vêm todos juntos...”

4. Manuel Lorenzetti e Joaquim Barjas estacionam o carro na garagem de um hotel paulista. Em missão sigilosa, tentariam empurrar um dossiê eleitoral para o repórter de uma revista. Ao travar a porta do veículo, Manuel Lorenzetti se deu conta de que esquecera de tirar a chave da ignição. Com um pedaço de arame, através do vão de uma das janelas, e com o auxílio de Joaquim Bargas, inicia a delicada operação. Joaquim Bargas esmera-se nas orientações: “Mais à direita, companheiro... Agora, um pouquinho mais para a frente... Falta pouco... Isso!” Manuel Loenzetti consegue, finalmente, abrir o carro. Joaquim Bargas exulta: “Ainda bem, eu já não agüentava mais de caloire aqui dentro!”

5. Depois de encontrar-se com um repórter de outra revista, Hamilton Joaquim Lacerda dirigia-se ao comitê de campanha do PT de São Paulo. O pneu do carro furou na frente de um hospício. Ele desceu e tirou as porcas da roda. Mas elas escorregaram para dentro de um bueiro. Hamilton Joaquim desesperou-se. Tinha reunião marcada com o candidato de seu partido. Um dos internos, que assistia à cena do lado de dentro das grades do manicômio, resolve aconselhar Hamilton Joaquim: “Tire uma porca de cada uma das outras três rodas para segurar a que ficou solta, até chegar a um posto”. Hamilton Joaquim espantou-se: “Fenomenal! Muito boa idéia. Obrigado. Olhe, eu nem sei por que tu estas aí dentro”. E o interno: “Eu estou aqui porque sou doido, não porque sou burro!”

6. Expedito Joaquim Veloso chega em casa, num final de tarde, e dá de cara com um mico em seu jardim. Ele fica todo atrapalhado, sem saber o que fazer com o bicho. Pede ajuda a um vizinho, que aconselha: “Olha, Expedito Joaquim, o melhor que você tem a fazer é levá-lo ao Jardim Zoológico. No dia seguinte, o vizinho encontra Expedito Joaquim passeando com o mico. Conduzia-o rua abaixo por uma cordinha amarrada ao pescoço. Surpreende-se: “Ô, Expedito Joaquim, aonde você vai com o bicho? Você não o levou ao Jardim Zoológico ontem?” “Levei, sim. E ele adorou. Hoje já viajei com ele até Cuiabá e agora estou a levá-lo ao Playcenter e, depois, à sede do meu partido”.

7. Manuel Lula da Silva preparava-se para saltar de pára-quedas. Recebe instruções: “Estamos a uma boa altitude. Seu equipamento foi todo checado. O sr. saltará por aquela porta. Ao puxar a primeira cordinha, no primeiro turno da descida, o pára-quedas se abrirá. Se isso não acontecer, o que é pouco provável, puxe a segunda cordinha, no segundo turno da queda. Lá embaixo haverá um jipe à sua espera, para levá-lo de volta ao Planalto”. Confiante, Manuel Lula salta. Puxa a primeira cordinha. E nada. Puxa a segunda. Nada. Ele começa a ficar preocupado: “Ai, Jesus! Agora só falta o jipe não estaire lá embaixo!”

Por que tudo pode acabar no 1º turno?

São visíveis o desgaste moral e a queda nos índices de intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há dez dias o País entrou em ebulição com a descoberta da dinheirama petista para pagar um dossiê tabajara que, supostamente, reservava 'traques' para os tucanos José Serra e o presidenciável Geraldo Alckmin. O petista caiu nas pesquisas. Uma delas, a última do Ibope, revela a proximidade de intenções de votos entre a soma dos adversários e o presidente Lula.

A pesquisa serviu de combustão para muitos especialistas apostar na realização de um segundo turno. O levantamento, realizado entre os dias 20 e 22, ouviu 2.002 eleitores. Apontou Lula com 47% dos votos, contra 33% de Geraldo Alckmin e 8% de Heloísa Helena. Somando-se o percentual de todos os adversários de Lula, a diferença caiu de 15 para três pontos percentuais no intervalo de um mês. 47% de Lula e 44% dos adversários, juntos.

Por que tudo pode acabar ainda no primeiro turno?

Basta fazer um comparativo entre a pesquisa Ibope e a do Datafolha. Esta última foi bem mais abrangente, ouviu 4.319 eleitores, mais que o dobro do Ibope - que também faz pesquisas para a Rede Globo e a campanha do presidenciável tucano Geraldo Alckmin. Historicamente, o levantamento de maior credibilidade é o Datafolha - por não fazer pesquisas encomendadas por partidos políticos. Nela, Lula aparece com 49% dos votos e a soma dos adversários bate na casa dos 40%, chegando-se a uma diferença, ainda, de sete pontos entre o presidente e os demais. Praticamente, Lula não perde em relação à pesquisa anterior - apenas um ponto. Alckmin sobe dois, mas tirando votos de Heloísa Helena.

Apesar da maior abrangência da pesquisa Datafolha, os comentaristas políticos preferiram comentar a do Ibope, feita num intervalo de tempo maior (três dias). Mesmo a pesquisa do instituto dos "Montenegros" revelar uma tendência, não se pode esquecer que a mais atualizada e que pegaria os efeitos da crise do Dossiêgate com maior intensidade seria a do Datafolha (feita toda ela na última sexta-feira, enquanto a do Ibope se diluiu entre a quarta e sexta). Resta saber o que leva comentaristas políticos experientes a levar em conta apenas a pesquisa Ibope em suas análises. Conduzem a coisa por um viês totalmente errado. O mais ético seria fazer uma comparação entre ambas e traduzi-la para o leitor-ouvinte-telespectador-eleitor. O contrário é estelionato jornalístico.

Lulinha conhece o "inferno"

As revistas Época e Veja tratam de Lula em suas capas deste final de semana. A Época ironiza o Lula que "nada sabe, nada viu". Abaixo, reproduzimos parte da matéria principal da revista das Organizações Globo falando sobre o dossiê que pegou os petistas "Tabajaras":

"De todas as crises do governo - e elas foram muitas -, nenhuma chegou tão perto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a operação de fabricação e compra de um dossiê com denúncias contra o candidato favorito ao governo de São Paulo, José Serra, do PSDB. Dos sete petistas acusados de envolvimento direto ou indireto na operação, quatro são amigos há décadas do presidente. Ninguém contou para ele?

Dois dos acusados - o ex-assessor Freud Godoy e o diretor licenciado do Banco do Estado de Santa Catarina Jorge Lorenzetti - foram encarregados por Lula de cuidar das finanças dos filhos. Freud trabalhava no Palácio do Planalto como secretário particular de Lula e atuava nas campanhas do PT como segurança pessoal do presidente. Lorenzetti era o churrasqueiro predileto dos fins de semana do presidente na Granja do Torto. Ricardo Berzoini, presidente do PT, e Osvaldo Bargas, ex-secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, foram companheiros de Lula na formação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em comum, todos eles têm também a fidelidade histórica ao presidente.

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, na quinta-feira passada, Lula condenou o comportamento de seus assessores. E referiu-se a eles como "os meninos", usando o tom carinhoso de um pai que repreende os filhos. É inevitável perguntar como foi possível que nenhum dos "meninos" tenha contado a Lula sobre a travessura que o grupo estava aprontando. "Não posso achar que o presidente do meu país seja tão ingênuo. É grave ser tão ingênuo", disse Fernando Henrique Cardoso, ocupante anterior da cadeira de Lula.

Eis a primeira questão que o escândalo do dossiê deixou no ar: qual será a influência dos acontecimentos na eleição presidencial? Apesar da proximidade do presidente com o escândalo, boa parte do eleitorado de Lula continua confiando nele. De acordo com uma pesquisa do Ibope divulgada na quinta-feira passada, o presidente teve uma queda de apenas 1 ponto porcentual na preferência do eleitorado. Geraldo Alckmin, do PSDB, subiu 1 ponto. A opinião mais freqüente era que a eleição se resolveria no primeiro turno. "Não vai dar tempo de o escândalo abalar a campanha de Lula", diz o cientista político Amaury de Souza, sócio-diretor da MCM Consultores Associados. "Esta é uma história muito complexa, e as pessoas têm dificuldade para entender o crime que foi cometido." De acordo com a análise do sociólogo Francisco de Oliveira, o episódio tende a impressionar mais a parcela da classe média hoje propensa a votar em Lula que o conjunto de eleitores de baixa renda e escolaridade. "Para a maior parte dos eleitores de Lula, o presidente aparece como vítima dos acontecimentos", diz Oliveira.

O voto desses eleitores pode ser descrito como um voto de "retribuição". Ele é uma espécie de "pagamento", em troca do que a população mais pobre recebeu por meio das políticas sociais de Lula. Durante seu governo, o salário mínimo teve um aumento real de 25%, descontada a inflação. Seu poder de compra subiu ainda mais, cerca de 60%, pois caiu o preço de vários produtos da cesta básica. O alcance s do programa Bolsa-Família triplicou desde outubro de 2003, e hoje há 11,1 milhões de famílias cadastradas. O governo ainda criou programas como o ProUni, que oferece bolsa a estudantes pobres para cursar faculdades particulares. De acordo com um estudo realizado pelo economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas, entre 2003 e 2005 a miséria recuou 19%.



Mas isso não significa que a blindagem do voto lulista entre os pobres não possa sofrer abalos. Na semana passada, a avaliação positiva do governo caiu de 49% para 43%. Na sexta-feira, pela primeira vez a pesquisa de rastreamento feita pela campanha de Lula apontou uma redução na diferença entre os dois candidatos. Lula afirmou, em reunião com prefeitos, que um eventual segundo turno "não seria nenhum desastre". Certamente contribuiu para essa queda o fato de, ao longo da semana, terem aparecido mais e mais indícios da proximidade entre os "meninos" e Lula. Segundo relato de petistas, Bargas, casado com Mônica Zerbinato, secretária pessoal de Lula, comandava no comitê de reeleição o núcleo de inteligência do PT - ou "núcleo da burrice", segundo disse o presidente Lula em conversas informais. Bargas liderava um serviço de informações do PT, formado ainda por Lorenzetti, pelo ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Veloso e por Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha de Aloizio Mercadante para o governo de São Paulo. Todos são acusados de envolvimento na compra do dossiê."

Segundo turno à vista (2)

Abaixo, resumo da segunda pesquisa Datafolha após o Dossiêgate - a trapalhada monumental da cúpula de petistas envolvidos em coleta de supostas provas contra candidatos tucanos. O levantamento foi feito na sexta, 22, ouvindo 4.319 pessoas. Na postagem mais abaixo, trazemos também os números da pesquisa Ibope, feita entre os dias 20 e 22, com 2.002 eleitores.

"A segunda pesquisa realizada pelo Datafolha após o início da crise motivada pelo envolvimento de políticos do PT na compra de um dossiê contra peessedebistas mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, continua liderando, com 49% das intenções de voto, mas oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa realizada no início da semana, nos dias 18 e 19, quando tinha 50%. Já o candidato tucano, Geraldo Alckmin, oscilou dois pontos para cima, passando de 29% para 31%. Esta é a terceira oscilação positiva consecutiva de Alckmin. No último mês, o candidato ganhou seis pontos percentuais (tinha 25% no levantamento de 21 e 22 de agosto). A vantagem do presidente, hoje, em relação aos demais candidatos, é de oitos pontos percentuais, e ele está 18 pontos à frente de seu principal adversário. Na pesquisa anterior, Lula tinha uma vantagem de 10 pontos sobre a soma dos adversários e de 21 pontos em relação ao segundo colocado. Apesar de ver sua vantagem se reduzir, Lula mantém chances de ser reeleito no primeiro turno, contando hoje com o equivalente a 55% dos votos válidos (excluídos votos em branco, nulos e eleitores indecisos).

Heloísa Helena (PSOL) oscilou de 9% para 7% das intenções de voto e Cristovam Buarque (PDT) se manteve com 2%. Ana Maria Rangel (PRP) conta com 1% das preferências, taxa que não chegava a atingir na pesquisa do início da semana. José Maria Eymael (PSDC), Luciano Bivar (PSL) e Rui Costa Pimenta (PCO) foram citados, mas não atingiram 1% das menções.

O Datafolha ouviu, nesta sexta-feira, 22 de setembro, faltando nove dias para a eleição, 4319 eleitores, a partir dos 16 anos de idade, em 210 municípios do país. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A intenção de voto em Lula fica ligeiramente abaixo da média nacional entre os eleitores que tomaram conhecimento da crise e acima da média entre os que não estão informados sobre o caso. Entre os que tomaram conhecimento da prisão de petistas que tinham dinheiro que seria utilizado na compra de um dossiê contra os tucanos, 46% votariam em Lula hoje (três pontos abaixo da média). Entre os que não ficaram sabendo da prisão, a intenção de voto no petista é de 58%, nove pontos acima da média. Entre os que tomaram conhecimento do envolvimento de Freud Godoy, assessor especial da Presidência que foi exonerado na segunda-feira, na negociação para a compra do dossiê, 44% declaram intenção de votar pela reeleição de Lula (cinco pontos abaixo da média). Entre os que não estão informados a respeito essa taxa é de 57% (oito pontos acima da média).

Geraldo Alckmin ganhou cinco pontos percentuais entre os eleitores que têm o ensino médio (passou de 31% para 36%), segmento no qual Lula perdeu três pontos (de 48% para 45%). Entre os que têm renda familiar mensal entre dois e cinco salários mínimos, Alckmin ganhou cinco pontos (de 32% para 37%), enquanto o petista perdeu mais três (de 47% para 44%). Entre os que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos, Alckmin continua líder isolado, com 45% (tinha 42% na pesquisa anterior), deixando Lula em segundo lugar, com 29% (tinha 30%). A variação mais significativa, entre os eleitores com maior renda, se deu em relação a candidatos que não têm disputado a liderança. Heloísa Helena perdeu seis pontos, passando de 15% para 9%, e, pela primeira vez, ocorre empate entre ela e Cristovam Buarque, que passou de 5% para 9% das intenções de voto nesse estrato.

No Estado de São Paulo Alckmin subiu de 41% para 45% e Lula passou de 39% para 35% das intenções de voto.

Se fosse realizado um segundo turno entre Lula e Alckmin hoje, o petista venceria, com 54% dos votos. O tucano obteria 39%. Em relação à pesquisa do início da semana, a vantagem do petista oscilou de 17 para 15 pontos percentuais (ele vencia por 55% a 38%).
O percentual dos que dizem, espontaneamente, que vão votar em Lula para presidente, oscilou de 41% para 40%, e a dos que citam Geraldo Alckmin de maneira espontânea passou de 20% para 21%.

A taxa dos que afirmam que não votariam de jeito nenhum em Heloísa Helena, no primeiro turno da eleição para presidente, oscilou de 27% para 29%. Não votariam de forma alguma em Lula 30%, o que representa uma oscilação de dois pontos para cima. A taxa de rejeição a Geraldo Alckmin oscilou de 24% para 26%.

Rui Costa Pimenta e José Maria Eymael são rejeitados por 24% dos eleitores entrevistados, cada. Luciano Bivar obtém 23% e Ana Maria Rangel e Cristovam Buarque tem 22% de rejeição. Dizem que votariam em qualquer um dos candidatos a presidente 9% e não votariam em nenhum deles 3%.

O percentual dos que consideram o desempenho do presidente Lula no governo ótimo ou bom oscilou de 48% para 46%, e a dos que acham que ele vem tendo uma atuação regular se manteve em 34%. A taxa dos que acham que o petista vem fazendo um governo ruim ou péssimo se manteve em 18%. A reprovação ao presidente é de 24% entre os que tomaram conhecimento do envolvimento do ex-assessor Freud Godoy na negociação para a compra do dossiê e de 21% entre os que tomaram conhecimento da prisão dos petistas envolvidos no caso. A nota média atribuída ao presidente, em uma escala de zero a dez, é 6,4. Na pesquisa do início da semana ela era 6,5."

23 setembro 2006

Segundo turno à vista

FOLHA ONLINE

Diminui vantagem de Lula, mas petista ganha no 1º turno, diz Ibope


Pesquisa Ibope mostra que diminuiu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em relação aos adversários. Segundo o levantamento divulgado na edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo, que começou a chegar às bancas nesta tarde de sábado (23/9), Lula oscilou de 49% para 47% das intenções de voto, enquanto seu adversário Geraldo Alckmin (PSDB) subiu de 30% para 33%.

A soma de todos os candidatos é, agora, de 44%, três pontos percentuais a menos que a intenção de voto de Lula. Quando considerados apenas os votos válidos, Lula tem 52%, contra 48% dos adversários.

A candidata do PSOL, Heloísa Helena, oscilou negativamente um ponto em relação à pesquisa anterior. Heloísa tinha 9% e agora aparece com 8% das intenções de voto. O candidato Cristovam Buarque (PDT) manteve 2% dos votos. Ana Maria Rangel (PRP) pontuou com 1%.

Na simulação de um possível segundo turno, Lula ganharia com 50% dos votos contra 41% de Alckmin. Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 18 e 20, Lula tinha 52%, e Alckmin, 37%.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre os dias 20 e 22 de setembro em 141 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 18.767/2006. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

22 setembro 2006

Candidatura de Marcos Gomes naufraga...

... e prefeito joga a toalha Os gastos excessivos de campanha teriam alcançado o teto e o pai-prefeito, Fernando Gomes, decidiu, como se diz, jogar a toalha. Os comentários são de que as despesas passam da casa dos R$ 600 mil. O pai ficou indignado e mandou fechar a torneira. Para amenizar o conta-gotas no caixa da campanha, o filho-candidato botou a "faca" no pescoço dos funcionários comissionados e contratados, sendo que cada um deverá contribuir com quantias entre R$ 50 e R$ 1.000, para dar fôlego à candidatura do homem.

Maria Alice e Marcone não cabem em si de contentamento.