26 outubro 2006

Sim, o dinheiro era de caixa-dois

"Uma investigação paralela ordenada por Lula sobre a compra do dossiê contra José Serra (PSDB) identifica Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT e ex-coordenador da campanha à reeleição, como responsável pela operação desastrosa, inclusive pela arrecadação dos recursos utilizados – R$ 1,7 milhão, e reconhece que o dinheiro era de caixa-dois.

Na avaliação de Lula, informa o Blog da Revista Época, Berzoini sabia que seus assessores Oswaldo Bargas e Jorge Lorenzetti negociavam o dossiê com a família Vedoin desde o início de agosto. Quando Luiz Antônio Vedoin estabeleceu os R$ 2 milhões como preço do material que comprometeria Serra, Bargas e Lorenzetti consultaram Berzoini. O ex-presidente do PT teria autorizado o recolhimento do dinheiro.

Lula foi informado das prisões de Gedimar Passos e Valdebran Padilha pela Polícia Federal às 13h da sexta-feira, 15 de setembro. Teria dito:

- P... De novo, não! -, lembrando o escândalo do delubioduto.

Na avaliação de dois ministros ouvidos pela revista, a candidatura de Lula não sofrerá revés por conta do escândalo, porque o dinheiro irregular não necessariamente foi entregue à campanha de Lula."

Leia mais no site da Revista Época.

DNA

Com a derrota do carlismo na Bahia e a cada vez mais provável reeleição do presidente Lula, já se sabe onde o prefeito Fernando Gomes irá trabalhar caso venha a ser condenado a perder o mandato, em decorrência de um dos inúmeros processos a que responde: DUBLÊ DO PERSONAGEM JAJÁ DO ZORRA TOTAL!

Comenta-se que, domingo, após a contagem dos votos para presidente em Itabuna, o grito que se ouvirá, vindo da mansão Quinta das Oliveiras, será: “TÔ DOOOIDO! TÔ DOOOOIDO! TÔ DOOOOIDO!”

Clique na foto para vê-la em tamanho ampliado.

Até Val Cabral aderiu

O poder é realmente afrodisíaco, já disse um velho e hoje broxado político baiano. Afrodisíaco e atraente, completaria este blogueiro, que observa de longe o mosqueiro em torno de Lula, que caminha para mais quatro anos no Palácio do Planalto.

No sul da Bahia, prefeitos dos mais diversos partidos - alguns carlistas, mas sempre adesistas - colam em Lula e Wagner. Muita gente já atirou na lata do lixo aquele retrato do cabeça branca que estava pendurado na parede. São outros tempos.

Um exemplo das mudanças está em Itabuna, onde o prefeito Fernando Gomes se esforça para coordenar uma esfarrapada estratégia para que, pelo menos em seus domínios, Alckmin tenha mais votos que Lula. Tendo à frente a ex-toda-poderosa Maria Alice Pereira, as articulações não encontram apoio nem sob os bigodes do alcaide.

Membros do primeiro escalão e fernandistas de primeira ou de última hora não se entusiasmam com a campanha de Alckmin. Nesse último time, destaque para Ricardo Xavier (PMDB), que comanda a Secretaria de Esportes e tem promovido reuniões em prol de Lula.

Outro é Val Cabral, coordenador do Centro de Referência no Controle das DST / Aids, aquele que já foi geraldista, depois brigou por não ter obtido o quinhão desejado na partilha da "viúva" e caiu nos braços de Fernando Gomes, a quem antes chamava de bandido e assassino.

Quem não se lembra de Val, nas caminhadas de Geraldo Simões, durante a campanha eleitoral de 2000, carregando um retrato gigante do jornalista Manoel Leal? Uma clara referência ao crime de que foi vítima o dono de A Região, que tinha entre os suspeitos o candidato adversário de Geraldo.

Agora, Val tem sido visto andando nas ruas de Itabuna com adesivo de Lula no peito. É a mais nova fase do camaleão. Sabe Deus qual será a próxima.

Em tempo: Val Cabral e Ricardo Xavier tem mais em comum. Ambos estão na Prefeitura por indicação de Renato Costa, que lançou uma candidatura inviável em 2004, ajudando a eleger Fernando Gomes. Tido como ético, Renato não quis entrar na administração municipal (com medo de sujar a imagem), mas garantiu os seus pupilos no governo.

César Maia e a "eleição municipal" de 2006

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INFORMAÇÃO e OPINIÃO -IOCM- !
ex-Blog do Cesar Maia 26/10/2006
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ELEIÇÃO PARA PREFEITO DO BRASIL!

1. Uma eleição é sempre muito mais uma questão de oferta do que de demanda, especialmente no Brasil onde os partidos são basicamente inorgânicos. A demanda -ou seja o eleitor- muda muito pouco e assim mesmo a longo prazo. O que muda são as ofertas dos partidos. Por exemplo: um mesmo partido se lançar um candidato com um perfil, atrai um tipo de eleitor; se lançar com outro, o eleitor é outro. Quem mudou? A oferta é claro.

2. No início dos anos 30, na U. Columbia, o grupo de Paul Lazarsfeld (Gallup era seu pesquisador), a tempo que desenvolvia o campo de conhecimento sobre opinião pública política, iniciava uma série de pesquisas. Algumas delas tem hoje 70 anos. Uma hipótese que queriam demonstrar, é que quanto mais crescessem os níveis de renda e de instrução, mais racional e qualificado seria o voto. A renda e o nível de instrução cresceram sistematicamente, mas a taxa de racionalidade não mudou. O eleitor continua usando atalhos informacionais para sua decisão de voto.

3. Quando o personagem que representam os candidatos se assemelha, maior a necessidade de se aprimorar a comunicação para diferenciar -um em relação ao outro. Isso é muito comum nos EUA onde o personagem Kennedy passou a ser um padrão de oferta eleitoral, para presidente, para governador e especialmente para o senado. Um passeio no plenário do senado sugere quase-clones espalhados pelas cadeiras.

4. No caso da eleição presidencial de 2006 no Brasil, de partida, os personagens de cada candidato -Lula e Geraldo- eram diferentes. Esse seria um bom ponto de partida para se elaborar um sistema de comunicação eleitoral que apostasse nas diferenças. Mas diferenciar-se não quer dizer ler um texto no teleprompter e se dizer diferente. Do outro lado existe uma demanda que vai muito além do que muitos políticos pensam, ao escolher o produto, quando entram no supermercado político. Não basta ouvirem que um produto é diferente do outro.

5. Paradoxalmente, o programa de Serra em SP -cuja equipe era a mesma de Geraldo- procurou se diferenciar -por cima- dos demais. Uma das aberturas mais comuns de seu programa era uma espécie de vôo sobre S. Paulo, mostrando sua pujança, sua importância, o estado mais importante do Brasil, mais importante que todos os países da AL e quase um país. Para governar um estado como esse só alguém muito preparado, com muita experiência... Qualquer outro perfil seria um risco. Ou seja: Serra!

6. O programa de Lula jogou tudo na taxa de identificação do eleitor com Lula, cortando o eleitorado regional e socialmente. Toda aquela coreografia de grandes feitos do governo Lula, seu colarinho e nó de gravata estavam ali para compor um cenário e se preparar para o que imaginavam viria do programa do Geraldo. O que de fato o programa comunicava -primeiro e segundo turnos- era Lula como um candidato de proximidade (amigo do povo), fato que se podia comprovar com os projetos que demonstram essa proximidade (bolsa família, o dente do pobre, farmácia popular...).

7. Lula, independente do que dizia, COMUNICAVA: -Sou candidato a PREFEITO DO BRASIL!

8. O que faz a série dos programas de Geraldo? A mesma coisa. Bem, pensavam seus assessores: se Lula é um candidato de proximidade e está tão bem nas pesquisas, nosso Geraldo tem que ser também. E então toca no distinto publico a origem modesta de Geraldo, (ah... que saudades da dona Nhánhá, de seus quitutes... eta menino do interior, bom e trabalhador, que como estudante dava aula...). E não contente em voltar a isso a campanha -1 e 2- toda, ainda resolveu concorrer com Lula como candidato de propostas de proximidade: Dose Certa contra a farmácia popular, renda mínima contra o bolsa família, mutirão da saúde contra o dentista, etc...Etc... Com isso topou o jogo: ser PREFEITO DO BRASIL!

9. Resultado: para Prefeito do Brasil o eleitor prefere Lula que tem muito mais jeito para isso.

10. Ainda há tempo de Geraldo mudar o programa e os comerciais e mostrar que o Brasil é muito grande e importante para ser prefeiturizado e que precisa de um presidente do tamanho do Brasil? Há, mesmo que num grau de probabilidade bem menor que o de Lula.

11. Este Ex-Blog com mais de 30 anos de estudos de pesquisas pode afirmar que no Brasil, 3 dias antes das eleições majoritárias, 35% dos eleitores ainda estão dispostos a mudar de voto se surgir alguma razão de fundo. São os eleitores não engajados. Quanto maior a vantagem de um candidato, menor a probabilidade que estes 35% se descolem dele. Portanto mais contundente terá que ser o argumento. Poucas mensagens fortes e que elevem a importância do voto podem produzir uma leve inversão de tendência. Daí para frente dependerá da aceleração do multiplicador do boca a boca entre eleitores. Mas para isso tem que haver aquela leve inversão para que se conte com um acelerador.

12. Com 20 pontos atrás -que são 15 pela abstenção e pesquisa em meio de semana- trata-se de uma inversão de 7% para se ter um empate. Afinal no segundo turno, um voto a mais para um é um voto a menos para o outro: vale dois. Acompanhemos estes 4 dias.

Pinheiro tira onda com o jacaré

Deu no Painel da Folha de São Paulo, de hoje

Tiroteio
"O jacaré de Alckmin insistiu tanto em bater o rabo que se esqueceu de morder". Do deputado WALTER PINHEIRO (PT-BA), ironizando o candidato tucano, que costuma comparar gráficos de pesquisas à boca de um jacaré; segundo diferentes institutos, ela está se "abrindo" a favor de Lula

25 outubro 2006

Sabe o que quer dizer VEJA?

Segundo o colunista Zé Simão, da Folha de São Paulo, Veja significa:
--------Vote
--------Em
--------Jeraldo
--------Alckmin

Fim de Feira no Governo do Estado

Funcionários do SAC estão sem receber o salário de setembro, Cesta do Povo tem rombo de R$ 80 milhões, obras nas rodovias estaduais foram paralisadas pelo governador Paulo Souto... O fim de feira está claro, claríssimo - e ainda estamos em outubro!

Bolsa-Família é para preguiçosos e quem não gosta de trabalhar, diz Fernando Gomes

Duvidamos que Fernando Gomes, homem de bons modos e fino trato, tivesse coragem de ousar tanto e dizer aos moradores do Maria Pinheiro o mesmo que falou à jornalista Maria Antonieta, conforme publicado no jornal Agora, de quarta-feira. Leia:

"BICHO PREGUIÇA
O prefeito Fernando Gomes diz que o programa assistencialista do Governo Federal não está praticando uma efetiva inclusão social através da geração de emprego e renda. E tampouco promove o crescimento econômico. Para ele, quem dá emprego oferece dignidade e resgata a auto-estima das pessoas. Esse negócio de bolsa família é um atrativo para preguiçosos e para quem não gosta de trabalhar.
"


Não se sabe como o prefeito estava quando fez essa declaração à jornalista, mas lembramos que Itabuna possui 17.069 beneficiários do Bolsa-Família. Seriam todos preguiçosos, prefeito?

Duvida? Clique no título para ler a nota na íntegra.

Assim fica melhor???


Tem gente criticando o modelito Clara Nunes. Então, segue Fernando em versão mais moderna e arrojada. GOSTARAM AGORA, BANDO DE SACANAS?????

Fernando de saia



Imagine uma cena insólita... Agora multiplique por vinte e eleve à décima potência. Pois é mais ou menos o que poderá acontecer se o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, cumprir uma promessa que tem feito.

Fernando garante para quem quiser ouvir que, se Lula vencer a eleição em Itabuna, ele vai vestir saia. Fala isso com aquele estilo coronel dele, fazendo alguns assessores rirem... Disfarçadamente, que ninguém é besta.

Uma turma de gozadores já se prepara para comprar uma saia tipo "Clara Nunes", de baiana, para dar um toque especial ao cumprimento da promessa. O medo é que o prefeito, depois dessa, mude definitivamente o estilo e troque o jaquetão de couro por uma cinta-liga sexy.

GERALDO: O QUE FAZER NOS ÚLTIMOS DIAS, DEBATES E PROGRAMAS?

"1. Uma diferença de 21 pontos - de fato uns 16 se descontados os efeitos da abstenção e pesquisa de meio de semana- é difícil, mas não impossível de ser ultrapassada.

2. Para isso é necessário corrigir uns erros do programa e passar a focalizar a classe média. Geraldo apontou para os setores populares -dose certa, renda mínima, vou continuar o bolsa-família, mutirão da saúde... Resultado: não tirou nada do Lula, ao contrário, e ainda abriu o flanco na classe média. Os dados abaixo, da pesquisa Data-Folha de ontem, exemplificam.

3. O empate de Lula no Paraná, assanhou o Requião, que depois de ficar neutro voltou ao colo de Lula. Serra foi ao Paraná para tentar compensar.

4. O foco dos últimos dias de Geraldo deve ser: apontar para os pontos fortes, ou seja, S.Paulo, Sul, Classe Média. Repetir o programa de segurança é um exemplo. Entrar com intensidade num discurso mais conservador -lei, ordem e família- é outro.

5. Tratar a questão da ética ao nível de compreensão de todos com metáforas práticas do dia a dia para que dossiês e mensaleiros não pareçam questões internas aos políticos. Dizer que o dinheiro é da população que paga impostos e que nestes desvios quem é roubado é a população que paga impostos.

6. No primeiro turno, dos votos totais, Geraldo teve 37% e Lula 44%. Agora Geraldo tem 39% e Lula 58%. Lula ganhou 14 e Geraldo 2. Grande parte do ganho de Lula foi na classe média -5 a 10 SM.

7. Os debates foram repetitivos, de temas, caras e bocas. Mais grave que os temas são as caras e bocas. Há que variar na TVG. Surgir com variações de imagem.

8. Este Ex-Blog lembra que as tendências pequenas, no final da eleição se aceleram. O fundamental é criar essas tendências mesmo que seja Lula vindo até sexta pela manhã para 55% ou 56% e Geraldo indo para 41%. 30% dos eleitores efetivamente decidem na noite de sexta, no sábado e no domingo pela manhã. Quando dizem que estão decididos, estão... mas naquele dia.

9. E atenção: nada da classe média ir para Guarujá, Angra, Serra, Mar... neste fim de semana pensando que a eleição está resolvida. Pode não estar. E se Geraldo perder por uma diferença muito menor a culpa poderá ser desses.


E LEMBRE-SE:

Soma de Lula e Geraldo na espontânea DataFolha: 89%. Soma na Induzida 95%.
Abstenção + brancos + nulos no dia da eleição: 23% ou mais. Votos que não ocorrerão: 18%."

TEXTO PUBLICADO NO EX-BLOG DE CÉSAR MAIA

Confira o Datafolha por região e classe sócio-econômica

Lula ganhou três pontos percentuais no Nordeste, passando de 71% para 74% das intenções de voto, e ampliando ainda mais sua vantagem na região. No Sudeste, o petista oscilou de 52% para 54%, enquanto Alckmin se manteve com 41%. No Sul, o tucano permaneceu com 50%, e o petista oscilou de 43% para 44%. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o candidato à reeleição pelo PT repete os 56% obtidos na pesquisa anterior, enquanto o peessedebista oscilou de 40% para 39%.

Entre os que têm escolaridade média, Lula passou de 53% para 56% das intenções de voto; Alckmin oscilou de 41% para 40% nesse estrato. O tucano continua liderando entre os que têm escolaridade superior (54% a 40%), e Lula segue com larga vantagem entre os que têm escolaridade fundamental (64% a 31%).

A pesquisa também não mostra maiores variações no que diz respeito aos segmentos por renda familiar mensal. Lula oscilou de 62% para 64% entre os que têm renda familiar até dois salários mínimos, outro segmento no qual vem liderando com folga. No outro extremo, o dos que ganham acima de dez salários mínimos, Alckmin oscilou de 56% para 57%, enquanto o petista se manteve com 38%.

Lula ganhou quatro pontos percentuais nos municípios que têm entre 35 mil e 100 mil eleitores (passou de 55% para 59% das intenções de voto) , idêntico percentual entre os eleitores com idade entre 45 a 59 anos (de 56% para 60%), e três pontos entre os eleitores com idade entre 16 e 24 anos (de 55% para 58%)

Os candidatos à Presidência têm percentuais semelhantes de eleitores convictos de sua posição em quantidade. Entre os que têm, hoje, intenção de votar em Lula, 93% se dizem totalmente decididos, e 7% afirmam que seu voto ainda pode mudar. Entre os que pretendem votar em Geraldo Alckmin 92% declaram total convicção quanto ao seu voto, ante 8% que admitem mudar de idéia até domingo.

Entre os que têm intenção de votar em Lula, mas admitem mudar, 60% afirmam que dariam seu voto ao adversário do petista e 33% votariam em branco ou anulariam o voto. Entre os que pretendem votar em Alckmin, mas não estão totalmente decididos, 63% declaram que existe chance de que votem em Lula e 28% afirmam que, em caso de mudança, vão votar nulo ou em branco.

Quando solicitados a dizer que número vão digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto no domingo, respondem corretamente 89% dos eleitores que têm intenção de votar em Lula e 86% que declaram votar em Alckmin

24 outubro 2006

Tucano Reinaldo Azevedo, avisa: ACABOU

"O Datafolha, o passado e o futuro

Acabou. Eu já estou pensando no que eles chamam “tapetão”. Continuarei a brigar por aquilo que eles apelidaram de “terceiro turno” — que nada mais é do que o triunfo da legalidade. Sim, o voto em Alckmin, agora, é uma manifestação de resistência. Já escrevi alguns textos sobre Quixote e tenho simpatia pela personagem. Mas, em política, o quixotismo colabora com o inimigo.

É claro que não dá mais. Segundo o Datafolha, cujo levantamento foi feito ontem e hoje, Lula oscilou de 57% para 58%, e Alckmin, de 38% para 37%. Nos votos válidos, Lula cresce um ponto, e Alckmin cai um. A diferença, que era de 20 pontos no Datafolha, agora está em 22. É o número que o Vox Pupuli apontava na semana passada. No caso do Ibope, já são 24. Digamos que a diferença seja a metade: 10 ou 11 pontos. Ainda assim, não dá mais.

Acabei de ver o horário eleitoral de Lula. Não há qualquer receio de mentir. Lula exaltou o presídio de Catanduvas, o único que construiu, ainda com vagas ociosas. Diz que está recebendo presos do Brasil inteiro, menos de São Paulo. O Estado não tem carência de vagas de segurança máxima. Mas e daí? Em seguida, veio o horário de Alckmin. Infelizmente, é uma campanha para prefeito. Estava errada desde o começo. Agora, está errática. Mas essa crítica já é irrelevante. Já foi.

É hora de começar a pensar em por que chegamos aqui. No dia 14 de dezembro de 2005, José Serra tinha 36% das intenções de voto no primeiro turno; Lula, 29%. Consultem o Datafolha. Quando a simulação era feita com Alckmin, o petista alcançava 43%, e o então governador, 17%. Quando estes números foram divulgados, sugiro a vocês que façam uma pesquisa para saber qual era a reação de tucanos como Aécio Neves, Tasso Jereissati e o próprio Alckmin. Em outubro do ano passado, eu ainda era articulita do Globo e observei que o PSDB deveria ser o único partido do mundo que desqualificava pesquisas em que estava na frente. Mas vou deixar esse debate para mais tarde. Estou apenas chamando a atenção dos leitores para o fato de que a história, embora não seja um jogo absolutamente lógico, cobra o preço de todos os erros.

Uma das teses que vigoraram entre setores do tucanato nestes dez meses é que o eleitor faz a sua escolha só na última hora. É mentira. Outra é que não se devia confundir "escolha" com "recall". Besteira! Quem renuncia a um candidato que tem o dobro dos votos para escolher aquele que tem a metade paga um preço. Ademais, digamos que Serra tivesse imposto a sua candidatura em 2002, tivesse batido chapa. Teria tido o apoio dos então governadores de São Paulo e Minas? Não! Lula não ganhou a eleição de 2006. O PSDB é que perdeu.

Vamos ver o que o partido fará com isso. Os que repudiam o lulismo terão de exigir a fatura de quem optou pelo erro. Contra todas as evidências."

ALGO MAIS?????

Uma amiga deste blogueiro passou maus-bocados outro dia, quando chegou em casa, voltando do ginecologista. É que o marido dela, um sujeito meio encanado, cismou depois de ver a propaganda de um plano de saúde, em um outdoor, que trazia a seguinte frase: "Há algo mais na relação médico e paciente".

Pois o homem quis saber o que era esse "algo mais" e a pobre mulher ficou fula da vida, além de ter dito umas poucas e boas ao chato do marido.

O blog avisa que um desses outdoors pode ser visto ali na rótula da Ponte do São Caetano. E aos maridos desconfiados, recomendamos calma e mais confiança na honestidade de suas mulheres. Desonesta é a tal propaganda, que não diz nada e ainda provoca confusão.

Datafolha: o jacaré tá guloso - e vai se empanturrar de chuchu!

Quando as intenções de voto de um candidato avançam e a do adversário cai, se diz que o jacaré está abrindo a boca.

Pois é. Abre a boca ainda mais e vai se empanturrar de chuchu!

P.S: E o Alckmin, hein? Ele disse que o jacaré estava fechando a boquinha...

Em Itabuna, dois secretários sobem no muro

Gente com trânsito no Centro Administrativo Firmino Alves, sede do governo de Itabuna, garante que pelo menos dois secretários municipais estão com a guilhotina prestes a cortar-lhes o pescoço. Se muito, chegam inteiros ao Dia de Finados, mas não passam muito daí.

Os nomes que devem figurar em breve no Jornal Oficial do Município, na relação de exonerados, são os dos secretários Gustavo Lisboa (Educação) e Rogério Peixoto (Desenvolvimento Urbano). Outra colaboradora da governo, Acácia Pinho (Administração) está ameaçada, mas ainda pode se salvar.

Os membros do primeiro escalão são apenas a ponta do iceberg. O prefeito Fernando Gomes prepara um pacotão de demissões, que deve levar pelo menos 1.000 cargos de confiança para o beleléu. Parte das dispensas não vai comprometer em nada o desempenho da gestão, já que se trata de servidores contratados apenas para atuar em funções eminentemente "políticas".

Para dar um exemplo, existem aberrações como bairros com quatro supervisores. O da vila de Mutuns, conhecido como Genaro, movimenta-se nos bastidores para não perder seus R$ 1.600,00 de salário. E haja choro em porta de gabinete...

Datafolha: aprovação ao governo é a maior já obtida por um presidente!


"A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, segue como favorito à reeleição, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem, dia 23, e hoje, dia 24 de outubro. Se a eleição fosse hoje, 58% dos eleitores brasileiros votariam em Lula, taxa 21 pontos maior do que a dos que dariam seu voto ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (37%).

Em relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 16 e 17, o petista oscilou um ponto para cima (tinha 57% das intenções de voto) e Alckmin um ponto para baixo (tinha 38%), dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A taxa dos que pretendem anular o voto ou votar em branco oscilou de 3% para 2% e a dos que se declaram indecisos se manteve em 3%.

Considerados apenas os votos válidos, isto é, excluídos os votos nulos, brancos, e os eleitores indecisos, Lula oscilou de 60% para 61%, enquanto Geraldo Alckmin passou de 40% para 39%. Dessa forma, a vantagem do candidato à reeleição em relação a seu adversário, no que diz respeito aos votos válidos, oscilou de 20 para 22 pontos percentuais.

A taxa dos que dizem espontaneamente, isto é, antes que lhe seja entregue um cartão com os nomes dos candidatos, que vão votar em Lula para presidente, oscilou de 53% para 55%. Alckmin se manteve com 34% de intenção de voto espontânea.

O Datafolha ouviu 7218 eleitores em 347 municípios do país. A pesquisa foi concluída um dia após debate promovido pela TV Record entre os dois candidatos à Presidência, o terceiro neste segundo turno.

Lula chega às vésperas da eleição na condição de favorito e alcançando a maior taxa de aprovação a um presidente desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo Federal, em 1990. O percentual dos que consideram o desempenho do petista ótimo ou bom oscilou de 51% na semana passada para 53% hoje. A taxa dos que consideram o governo Lula regular oscilou de 33% para 31% e a dos que classificam o desempenho do presidente como ruim ou péssimo se manteve em 15%.

A nota média atribuída ao presidente, em uma escala de zero a dez, é 6,8."

Do site do Datafolha. Para ler a íntegra, clique no título desta nota.

Bye, Chuchu!!!: Lula fica nos 61% dos votos válidos

"Pesquisa nacional do Instituto Datafolha que o Jornal Nacional divulgará daqui a pouco:

Lula - 61% dos votos válidos;
Alckmin - 39%


Do total de vodos (incluindo brancos, nulos e indecisos):
Lula - 58% (tinha 57% na pesquisa anterior);
Alckmin - 37% (tinha 38%)"

Devidamente corrigido.

As pesquisas nesta eleição

Marcos Coimbra*

Reação de Geraldo Alckmin é natural, mas não é didática. E deveria ser.

No Roda Viva, o Governador Alckmin fez o que é natural para um candidato que está atrás nas pesquisas, mas que devia deixar de ser considerado assim. Ou seja, já é hora de todos procurarmos fazer o que está ao alcance de cada um para contribuir para a educação do eleitorado, ao invés de insistir em deixá-lo mal informado.

A discussão sobre “erros” nas pesquisas é equivocada em si. Pesquisa é, talvez, a única fonte de informação que, em um processo eleitoral, deixa explícito que não pode ser considerada “verdade absoluta”. Nenhuma é isso, mas só ela revela em quanto não o é. Só faz leitura “aritmética” de uma pesquisa quem quer fazer algum uso de suas contas.

O que seria um “erro” de pesquisa? Uma diferença entre o resultado de pesquisas de intenção de voto e o voto efetivamente depositado (digitado) na urna? A simples separação no tempo entre a intenção e o comportamento, ainda que de apenas um ou dois dias, não pode ser suficiente para explicar essa diferença? Não pode ser diferente, para o respondente, aquilo em que ele ou ela pensavam na véspera e o que decidiram fazer no dia da votação?

Se a pesquisa é de intenção de voto, quem seria capaz de dizer qual era a intenção no momento da pesquisa, a não ser a própria pesquisa, pois o que a urna determina não é mais a intenção e sim o ato? Nas eleições presidenciais deste ano, que “erro”, afinal, houve? No nosso caso, a última pesquisa divulgada, no dia 30 de setembro, realizada entre os dias 28 e 29, mostrava Lula com 46%, Alckmin com 33%, os outros candidatos com 9% , 5% de brancos e nulos e 7% de indecisos.

Na apuração, tivemos Lula com 45% (quase exatamente o estimado pela pesquisa), Alckmin com 38% (cinco pontos a mais que o estimado), os outros com 9% (exatamente igual) e 8% de brancos e nulos (igual na margem). Qual é o “erro”? Dizer que Lula ganharia no 1º turno a pesquisa não dizia mais, fora da margem, apenas que isso poderia ocorrer e que não aconteceu, aliás, por 1,8%. O que uma leitura menos interessada aponta é para a possibilidade de que tenha ocorrido, nas 24 horas finais, uma tomada de posição de indecisos, suficiente para levar o Governador para o 2º turno, e não um “erro”.

Pesquisas sérias não prometem ser “certas”, simplesmente porque ninguém sabe o que é isso, em um processo eleitoral. Quem é que sabe, com “certeza”, qual é a intenção de voto, em um dado momento? O máximo que uma pesquisa pode (e deve) prometer é ser bem feita, com rigor metodológico e operacional. E podem ficar tranqüilos os cidadãos que, no Brasil, isso existe e é a regra, com suas possíveis exceções. Nas eleições, pesquisas são instrumento de informação, mas podem ser, também, instrumento de marketing. São funções diferentes, mas, infelizmente, muitas vezes embaralhadas, para confundir e não para esclarecer o eleitor.

Em sua campanha, aliás, o Governador usa, quase diariamente, um resultado de pesquisa como arma de convencimento, quando mostra, com dados do Datafolha, sua avaliação pela população de São Paulo, quando no cargo. O uso é correto, mas, se isso é verdade, porque não seria o resultado da pergunta sobre intenção de voto? Só serve para confundir as pessoas a conversa sobre “tracking”.

Esta é a terceira eleição presidencial em que esse tipo de acompanhamento é feito no Brasil. Em si, nada mais é que uma pesquisa contínua, em que uma parte da amostra é substituída por outra, renovada diariamente, com medias móveis sendo sempre recalculadas. Pode ser realizada através de entrevistas pessoais e domiciliares (metodologia que adotamos na Vox Populi) ou telefônicas, com amostras de vários tamanhos. Serve para acompanhar tendências, mostrando impactos de fatores conjunturais na evolução da campanha. Nem sempre, porém, é a melhor maneira de estimar em quanto estão as intenções de voto em cada momento.

Talvez o Governador saiba isso e, então, seria melhor para os eleitores que os esclarecesse.

Extraído do site Jornal de Debates. Para acessá-lo, basta clicar no título desta nota.

Deu na Folha de São Paulo

Coluna Painel, FSP (24/10/06)

"Reis da cocada. Um petista explica o prestígio dos governadores eleitos Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) com Lula: "Pense em dois cabras que nunca deram trabalho a ele. São esses aí".

Eu, não. Geddel afirma que não está trabalhando para colocar o ex-deputado federal Benito Gama (PTB) ou qualquer outro nome no secretariado de Jaques Wagner."

- Se você for assinante, é só clicar no título desta nota para ter acesso à Folha de São Paulo e a íntegra da coluna Painel.