"O já combalido serviço de saúde pública de Itabuna está em vias de sofrer um golpe mortal, desferido de dentro para fora, no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM): o clima entre os médicos que ali assistem é tal que até se cogita da possibilidade de uma greve. E não parece necessário explicar as conseqüências que a paralisação no atendimento traria para a população pobre de Itabuna (e da região em seu entorno) - para quem o HBLEM, muitas vezes, é a diferença entre a vida e a morte.
Não pretendemos enveredar pela emissão de juízos quanto à "justeza" da greve, que seria motivada pelo atraso no pagamento dos salários, além de inadequadas condições de trabalho. O que nos move é a gravidade da situação a que se chegaria, o que equivale a dizer que todos os esforços precisam ser feitos para mudar esse ambiente que leva a protestos, desarmando espíritos e esvaziando a tensão que está no ar - até porque, sendo estas as causas do protesto, ele se apresenta como justificável."
Editorial do Agora (clique aqui para ler mais)
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