Gerson Menezes
publixcriativo@hotmail.com
De um dos meus três únicos leitores, recebi de bom grado a crítica sobre os meus escritos aqui neste blog. Nos termos generosos em que a crítica foi feita, ele fala que eu devo tratar com mais seriedade os temas abordados, ao invés do “tom jocoso” que dou aos mesmos. Recebidas de bom grado as críticas, tento me justificar:
Primeiro, porque confesso não dominar as técnicas do pensamento e da formatação jornalística. Confesso mais: se não fosse a boa vontade e competência dos companheiros, que nem sei quem são, que editam este espaço, a coisa poderia ser bem pior. Em segundo lugar, peço desculpas por aquilo que julgo até ser uma deformação da minha personalidade, em não conseguir levar muito a sério as coisas que acontecem nesse mundo, principalmente no Brasil.
Próximo de me tornar um sessentão (se sessenta estiver grafado errado, troquem por dois de trinta), já não consigo mesmo ver seriedade nas ações e até nas intenções da maioria dos homens. Prefiro, portanto, encarar o tempo que me resta de lucro de vida, como o que acontece no picadeiro de um circo na hora da apresentação dos palhaços – Uma grande piada.
Mesmo não sendo um espiritualista convicto, às vezes me pego crendo na existência de um mundo paralelo a este, no qual as coisas são verdadeiramente perfeitas. E aqui neste mundo que estamos habitando neste exato momento, tudo não passa de uma “escola de formação”, onde é concebível a convivência com as deformações dos seres humanos, naquilo que os espíritas chamam de evolução dos espíritos.
Chego até a pensar que este mundo em que vivemos representa a face do humor do Criador, que após os sete dias de trabalho para criar a sua obra perfeita, feliz com o que acabará de criar, se deu ao luxo, de, em um lapso cósmico de tempo, abrir um largo sorriso e fazer surgir uma cópia de mundo imperfeita.
Já fui um crente na capacidade humana de amar, respeitar o próximo, ser sincero até consigo mesmo e com os que os cercam e de ser leal e honesto nos seus pequenos e grandes gestos. O tempo me fez rever conceitos e até fez nascer em mim preconceitos. Cheguei à dura conclusão, de que nada ou muito pouco conseguiria mudar na ordem, dita natural das coisas terrenas.
Optei então, por viver em paz comigo mesmo, em ver e sentir a maioria das coisas, como uma grande e risível piada. É assim, também sob esta óptica que tento escrever os meus pensamentos acerca das coisas e dos fatos do nosso cotidiano.
Talvez, após estas explicações, venha a perder definitiva e irrecuperavelmente um amigo e um dos poucos leitores que se dá ao incômodo de observar o que aqui escrevo. Peço, de antemão, desculpas, se já não consigo mudar os meus pensamentos.
Gerson Menezes é publicitário
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Aos comentaristas, recomendamos:
- escrever nos limites das boas maneiras, sem 'pesar' a mão;
- ater-se ao assunto da nota;
- Não ofender a honra alheia. Isso os políticos já o fazem muito bem.