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06 abril 2007

Chacina de Itajuípe: cadê a "mulher assassina"?

Durante todo o desenrolar das investigações da chacina de Itajuípe, a polícia falava da participação de uma quarta pessoa na elaboração e execução do crime. Agora, a polícia concluiu o inquérito e a "uma mulher envolvida nos assassinatos" não apareceu. Cinco pessoas foram executadas e todas elas eram ligadas ao mandante, o técnico da Petrobras José Américo Reis Filho.

Como as investigações transcorreram de forma séria e ágil, pode-se depreender que a polícia apenas suspeitou, mas não encontrou elementos suficientes para indiciar a mulher que "também" teria participado da chacina.

As investigações apenas comprovaram o que este blog havia abordado: todo o crime esteve relacionado a um forte esquema de desfalques na base de dutos da Petrobras em Itabuna, uma queima-de-arquivo.

O mandante do crime, José Américo Reis Filho (na foto ao lado, com Ediane), recebia propina de empresas que possuíam negócios na base de dutos de Itabuna. A grana, segundo investigação da polícia, era depositada em contas de Ediane Duarte, amante cruelmente assassinada por ordem do próprio José Américo. Ediane iniciou uma chantagem que resultou em sua morte.

José Américo era o segundo homem da Petrobras em Itabuna. Apresentava-se como engenheiro, inclusive para a polícia, no momento da prisão. A farsa caiu por terra quando este blog revelou que ele não passava de um técnico. Saiu de cela especial para a comum.

A próxima fase será o aprofundamento das investigações. Os mortos na chacina de Itajuípe foram a amante de José Américo, Ediane Duarte, o filho José Américo Júnior, de apenas cinco anos, Geysa Silva dos Santos e Leidelaura Paz Santos, de 25 e 26 anos, e Pedro Henrique Santos Cruz, dois anos (fotos acima).

O resultado do inquérito da chacina de Itajuípe você confere na edição on-line do jornal A Região e clicando AQUI.

09 abril 2007

Demitida ex-secretária de José Américo na Petrobras

A chacina de Itajuípe fez outra 'vítima' na base de dutos da Petrobras em Itabuna. Depois da demissão de Aldenor Souza, motorista de José Américo Reis Filho, quem caiu dessa vez foi a secretária particular Alana.

Os dois eram bastante próximos do acusado de ser o mandante da chacina de Itajuípe, crime em que foram assassinados a amante de José Américo, Ediane Reis Duarte, o próprio filho e mais outras três pessoas, dentre elas uma criança.

As demissões ocorrem após auditoria feita por técnicos da Petrobras e nada têm a ver com a chacina, porém estariam relacionados a desfalques financeiros na base de dutos. Suspeita-se que os dois sabiam das negociatas do antigo chefe, que está preso no complexo policial de Itabuna.

Tanto Alana como Aldenor eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços à Transpetro, subsidiária da Petrobras.

06 abril 2007

O motorista que sabia

Investigações da Petrobras levaram uma empresa terceirizada a demitir o funcionário Abelardo Souza.

Abelardo vem a ser o motorista exclusivo do técnico José Américo Reis Filho, apontando pela polícia civil como o mandante da chacina de Itajuípe, no início de março.

Depois de investigações da polícia e de auditorias internas na base de Dutos em Itabuna, a Petrobras chegou à conclusão de que Abelardo sabia de tudo, principalmente dos desvios de dinheiro da empresa para as contas da ex-amante de José Américo, Ediane Duarte.

Abelardo era funcionário da terceirizada contratada pela Transpetro (subsidiária da Petrobras) há mais de dez anos e intimamente ligado ao mandante da chacina, de quem "cumpria de ordens".

10 março 2007

Rotina alterada

Acusado de ser o mandante da chacina de Itajuípe, José Américo Reis Filho, teve sua rotina alterada na empresa na quarta-feira passada.

Diferentemente do habitual, foi um dos primeiros a chegar à base de dutos da Petrobras, em Itabuna, e um dos últimos a sair, já preso.

Quando a polícia chegou, José Américo olhava fotos do filho morto na chacina, José Américo Duarte, de cinco anos.

Depressão
O supervisor de dutos (que não é engenheiro) passou a apresentar quadro depressivo há alguns meses e, constantemente, era visto chorando na presença de colega de trabalhos. "Estou muito emotivo".

Um dos momentos lembrados por funcionários da base de dutos da empresa foi quando José Américo, na última reunião do ano passado (chamada de DDS), disse que o "natal era um momento de estar com a família e de compartilhar".

26 abril 2007

Quebra de sigilo

"A Justiça de Itajuípe aceitou o pedido do Ministério Público Estadual e determinou a quebra dos sigilos telefônicos de José Américo Reis, de 53 anos, e de Anderson Gonçalves, de 24 anos.

A decisão foi tomada porque Américo nega que teve contato com Anderson horas antes da chacina. Já Anderson afirmou que o funcionário da Petrobras fez contato antes e após as mortes de três mulheres e duas crianças.

A chacina foi no dia 3 de março, no sítio Vontade de Deus, em Itajuípe, e teria sido encomendada por José Américo, que estaria sendo chantageado por uma das vítimas."

Leia mais em A Região.

17 março 2007

Terça "Nobre"

Depois de uma semana tensa na base de dutos da Petrobras em Itabuna, a próxima terça-feira promete ainda mais.

Técnicos da empresa vêm a Itabuna para fazer uma operação pente-fino nos contratos firmados entre a base local da empresa e uma terceirizada.

A estratégia é para não deixar nenhuma dúvida quanto a esquemas que tiveram a participação do técnico em dutos da Petrobras José Américo Reis Filho.

Américo é apontado como mandante da chacina de Itajuípe. O crime resultou na morte da amante, Ediane Duarte, o filho de Américo, de apenas cinco anos, e outras três pessoas (duas mulheres e uma criança de três anos).

As evidências apontam para um esquema de lavagem de dinheiro, chantagens e queima de arquivo.

07 abril 2007

"Ele é inocente"

Auditores da Petrobras estranharam a insistência do motorista Aldenor Souza em afirmar, em alto e bom som, que o seu antigo chefe, José Américo Reis Filho, era inocente no crime da chacina de Itajuípe.

- Ele é inocente, não tem nada a ver com isso - dizia, logo após José Américo ser preso.

Comenta-se que todos os passos do motorista-defensor foram legalmente vigiados. Após análises, os auditores decidiram, então, recomendar a demissão de Aldenor. O último dia de trabalho do motorista na base de dutos foi no dia 30 de março, uma sexta-feira. O carro que ele dirigia, uma picape Mitsubishi, foi recolhido em sua casa por um preposto da empresa.

A demissão, revelada com exclusividade por este blog, ocorreu de forma discreta.

A auditoria interna da Petrobras ainda não foi concluída. Uma operação pente-fino analisa todos os contratos firmados pela base de dutos com empresas terceirizadas. O próprio Abelardo prestava serviços à Petrobras como contratado de uma terceirizada.

10 abril 2007

À frente!

Como antecipou este blog, a terceirizada que presta serviços à Petrobras em Itabuna e que está na mira da polícia, do Ministério Público e da estatal é a Peixoto e Monteiro Manutenção de Dutos Ltda (P&M).

A empresa é acusada pela polícia de manter uma relação suspeitíssima com o técnico em manutenção José Américo Reis Filho e a sua amante assassinada na chacina de Itajuípe, Ediane Reis Duarte. A princípio, o caso é tratado como queima de arquivo pela polícia.

A confirmação do envolvimento da Peixoto e Monteiro está ao final do inquérito dirigido pelo delegado Nélis Araújo, encaminhado à Justiça e ao Ministério Público. De acordo com a polícia, a empresa teria feito depósitos na conta de Ediane, em valores que variavam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

Segundo reportagem do jornal A Tarde, hoje, a Petrobras vem tratando o caso como crime passional. Até agora, duas pessoas foram demitidas de terceirizadas contratadas para prestar serviços à base de dutos da Petrobras em Itabuna.

30 maio 2007

A dura vida do ex-motorista de Américo, da Petrobras

Motorista do técnico da Petrobras, José Américo Reis, Aldenor Souza perdeu o emprego na base de dutos da companhia petrolífera no final de março, semanas após a chacina de Itajuípe.

Aldenor Souza, mais conhecido como Nonô, alega que não tinha culpa no cartório e saiu como cúmplice do técnico que mandou matar a amante, o filho e outras três pessoas.

Passados dois meses da demissão da terceirizada da Petrobras, o motorista continua desempregado.

A cada porta que bate à procura de vaga, Nonô recebe um "não" como resposta.

Ele trabalhava como terceirizado da Petrobras há mais de 12 anos. Boa parte desse tempo, atuou como motorista de Zé Américo, o que agora lhe tem rendido dissabores profissionais e pessoais.

10 março 2007

Citricultura

A esposa de José Américo Reis Filho, acusado de ser o mandante da chacina de Itajuípe, passou todo o dia de sexta-feira na base de dutos da Petrobras, em Itabuna.

A movimentação de contas bancárias teria sido um dos assuntos mais explosivos da conversa da esposa com integrantes do núcleo de inteligência da empresa petrolífera.

09 março 2007

Cobertura diferenciada

O jornal Diário do Sul vem surpreendendo na cobertura da chacina de Itajuípe. A edição de hoje traz novas informações sobre o caso, como a participação de uma mulher no crime e a acusação de lavagem de dinheiro contra o engenheiro José Américo Reis Filho.

Lá, os repórteres não esperam o 'ok' da polícia para divulgar o que é notícia. Bebem da boa informação diretamente na fonte - e não a escondem do leitor. Ponto para o caçula dos jornais de circulação regular em Itabuna.

25 março 2007

Pente-fino

O setor de inteligência da Petrobras espera concluir nesta semana o 'pente-fino' em todos os contratos firmados pela empresa Peixoto Monteiro e a base de Dutos em Itabuna.

Os contratos, dizem, eram quase sempre intermediados pelo técnico José Américo Reis Filho, preso há cerca de 20 dias, acusado de ser o mandante da chacina de Itajuípe. Américo era tido como o segundo homem da empresa em Itabuna.

25 abril 2007

100 anos de prisão para autores de chacina

O promotor público Yuri Lopes anunciou que pedirá 100 anos de prisão para os envolvidos na chacina que resultou na morte de cinco pessoas em Itajuípe, tendo como mandante um alto funcionário da Petrobras, José Américo Reis Filho. Confira trecho da reportagem do jornal Diário do Sul:

"Segundo o promotor Yuri Lopes (foto), que denunciou o caso para a justiça, o primeiro motivo do crime seria o desvio de verbas da Petrobras direto para a conta da Ediane Duarte, através da empresa prestadora de serviços P&M, que teve o sigilo bancário quebrado. O assassinato, então, seria uma espécie de “queima de arquivo”.

Um outro motivo seria o final do relacionamento entre os amantes, que estaria tumultuado e ele (Américo) temia que Ediane procurasse direitos através da justiça para o seu filho e que colocasse a situação social do homem em risco.“Vamos pedir 20 anos por cada assassinato”, explica, salientando que de acordo com a lei brasileira os possíveis condenados não ficam mais do que 30 anos na prisão."

Clique aqui e leia a reportagem completa no site do Diário.

07 março 2007

Crime passional

Policiais civis consideram a hipótese de crime passional a mais provável para a chacina que chocou o município de Itajuípe. Os corpos das cinco vítimas foram encontrados ontem à noite, após populares estranharem o "paradeiro" no sítio localizado na cidade sul-baiana e onde foram encontradas as vítimas fatais.

A polícia acredita que o crime tenha acontecido no último final de semana. Copos de cerveja jogadas à mesa seriam sinais de uma discussão. Um investigador ouvido pelo blog também acredita que o "roubo" de objetos e eletrodomésticos pode ter sido apenas para despistar a polícia.

Os nomes das vítimas são Ediane Duarte Souza, de 43 anos, Geysa Silva dos Santos e Leidelaura Paz Santos, de 25 e 26 anos, respectivamente, além das crianças José Américo Jesus Duarte Souza, de cinco, e Pedro Henrique Santos Cruz, dois anos.

Clique aqui e confira reportagem exibida pela TV Santa Cruz.

15 março 2007

Novidade...

Ao ser preso, o acusado de mandar matar a amante e o filho na chacina de Itajuípe, o técnico em dutos da Petrobras, José Américo Filho, se declarou engenheiro.

Quem lê o Pimenta na Muqueca sabe, desde a semana passada, que ele é, na verdade, técnico, sem nível superior, ocupado da supervisão de dutos da base da empresa em Itabuna. E, agora, ocupa cela comum.

Confira aqui na nota Rotina alterada.

08 março 2007

Chacina em Itajuípe teria dois mandantes

O delegado regional Nélis Araújo informou ao jornal Diário do Sul, que a chacina praticada no último sábado (3), em Itajuípe, quando cinco vítimas foram executadas com requinte de crueldade, pode ter um segundo mandante.

O policial disse que após ouvir testemunhas e adquirir provas materiais, as investigações levam a uma mulher como parceira na articulação dos crimes, ao lado do engenheiro José Américo dos Reis Filho, 53 anos.

A outra novidade no caso foi um revolver calibre 38 apreendido, supostamente utilizado na chacina, alvejando Geisa Silva Santos, a “Gaga”, de 25 anos.

*Montagem jornal Agora

25 março 2007

É grave

Notas publicadas na Malha Fina, em A Região:

Tá arrumado
Os agentes da policia civil de Itajuípe ficaram chateados quando revelamos "acertos" feitos pelo mandante da chacina. Eles fazem questão de dizer que "isso foi coisa lá do arrumadinho".


O rato era outro

Um agente conta que, ao sentir o cheiro dos corpos apodrecidos durante a busca no sítio do terror, Bananias disse que podiam ir embora porque aquilo era "só cheiro de rato morto".