31 agosto 2007

Josias, Miralva e Geraldo no Congresso do PT

A ala da articulação do PT sul-baiano enviou três representantes para o 3º Congresso Nacional do partido, que começou hoje em São Paulo. Miralva Moitinho, Josias Gomes e Geraldo Simões foram escolhidos em evento estadual, realizado há quase 30 dias em Salvador.

Geraldo e Josias ensaiam uma reaproximação depois de mais de três anos de brigas.

Prefeitura comemora relatório da CEI da Saúde

A Câmara de Vereadores de Itabuna fez uma grande lambança no relatório da CEI da Saúde.

Se alguém tem (ou tinha) alguma dúvida, basta consultar o release da assessoria de comunicação da prefeitura de Itabuna, que comemora o resultado da comissão especial de inquérito. "O relatório não cita nomes do atual governo e é vago".

Sem maiores comentários, clique aqui e confira a análise da prefeitura sobre o relatório da CEI.

Este blog respeita os membros da comissão, mas afirma que nunca viu um relatório tão frouxo.

Da próxima vez, chama Sherlock Holmes...

O dia da cassação!

Essa é boa!

O blog Sarrafo na Madrugada saiu-se com essa:

- Valderico tá doidão. Tomou "remedinho" da fábrica clandestina de Jabes Ribeiro.

As imagens e as catucadas!



Confira as imagens do dia de hoje em Ilhéus, no blog Catucadas.

Marco Wense no PT

O cronista político Marco Wense não está gostando da aproximação entre os carlistas e o PDT baiano.

Ele já tomou uma decisão. Se a prosa (ruim) avançar, Wense disse que se desliga do partido e filia-se ao PT.

Proposta indecente

O prefeito Fernando Gomes se reuniu com o ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador, e fez um proposta indecente ao 'dono' do PMDB na Bahia. Ele disse que dará todo o apoio ao partido caso o médico Renato Costa seja o candidato a prefeito de Itabuna, em 2008.

A proposta arrancou risos amarelos de Geddel, que defende a candidatura de Capitão Fábio, ex-aliado de Fernando Gomes.

Os donos da “idéia” foram Ricardo e João Xavier, que acompanharam o prefeito na audiência em Brasília.

João não esconde de ninguém que prefere Renato Costa. Para ele, Capitão Fábio é apenas “adesista”. Só ele?

Valderico larga o 'filé' e Newton assume

Newton Lima acaba de assumir a prefeitura de Ilhéus.

O prefeito cassado, Valderico Reis, não ofereceu muita resistência e acabou abandonando as dependências do Palácio Paranaguá, pela porta dos fundos.

Neste momento, Newton está agradecendo a luta do povo e o esforço da Câmara para tirar Valderico do poder, após um governo desastroso e corrupto.

Os últimos a sair foram os ex-secretários municipais integrantes da "quadrilha", como vem sendo chamado o governo de Valderico.

Valderico sai pelos fundos

Como já fez em outras ocasiões, o prefeito cassado Valderico Reis deixou há pouco o Palácio Paranaguá pela porta dos fundos.

Um grupo do Pelotão de Operações Especiais da PM foi mobilizado para garantir a integridade física de Valderico e de membros do seu grupo.

Coronel recebe ordem para expulsar Valderico

Se resistir, sairá preso e algemado

O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Juvenal Teixeira, recebeu ordem do comando geral em Salvador para retirar o ex-prefeito Valderico Reis do Palácio Paranaguá.

Neste momento, Teixeira está no gabinete de prefeito, negociando a retirada de Valderico, que resiste a sair.

O comandante deixou claro que a ordem é para ser cumprida e tenta diálogo para que o ex-prefeito não seja ainda mais humilhado, saindo preso e algemado pela polícia.

Uma tropa de choque está do lado de fora para garantir a segurança da população e pode adentrar o palácio a qualquer momento, caso haja resistência do prefeito e seu grupo.

Newton está disposto a enfrentar Valderico

"O prefeito empossado Newton Lima está preocupado.

Quer evitar qualquer possibilidade de violência ou conflito entre partidários e população, diante da decisão do prefeito afastado Valderico Reis de não deixar o Palácio Paranaguá, sede do governo.

Mas Newton admite que paciência tem limite. Disse a este blog, hoje pela manhã, que o prazo definitivo para o seu antecessor deixar o palácio é a próxima segunda-feira. Se assim não fizer, vai ter que usar da sua autoridade de prefeito empossado pela Câmara para ocupar a sede do governo.

Anunciou ainda que, até a próxima quarta, envia para a Câmara um projeto de Reforma Administrativa que, dentre outras medidas, reduzirá de 19 para 13 o número de secretarias e reduzirá em 40 por cento o número de cargos comissionados. O prefeito Newton Lima achou absurdo o fato de que, dentre os cargos de confiança, estão representados na folha de pagamento, trabalhadores de 15 municípios regionais. Muitos nem aparecem para trabalhar.

Na quarta-fdeira, Newton Lima também pretende anunciar o secretariado. Disse que alguns dos que formaram a sua equipe de transição, durante o outro afastamento de Valderico, não continuarão nas funções.

Haverá mudança e surpresas."

Blog Tempero da Bahia

PM vai tirar Valderico

O comando-geral da PM já deu a ordem. Se o prefeito cassado Valderico Reis insistir em não largar o osso, a polícia vai arrancá-lo de sua boca com os dentes e tudo.

Promessa de novas emoções em Ilhéus.

Muito mais que macacos

As mudanças promovidas pela Secretaria de Segurança Pública, com a transferência de delegados e coordenadores de polícia em cidades como Itabuna e Teixeira de Freitas, deixaram atônito o vereador e radialista Roberto de Souza.

Em seu programa Resenha da Cidade, ele ironizava as medidas da SSP, dizendo que não estava entendendo nada e o jeito seria se mudar para o "Planeta dos Macacos".

Roberto falou o nome do bicho e quase acerta o verdadeiro motivo de algumas transferências.

"Querem me tirar no grito"...

Cassado, Valderico Reis continua resistindo a entregar o cargo de prefeito ao seu ex-vice, Newton Lima. Ele afirma que a decisão da Câmara foi irregular.

Numa entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Santa Cruz, disse que querem tirá-lo do cargo à força.

- Querem me tirar no grito.

O presidente da Câmara, Alisson Mendonça, lembrou que o decreto de cassação foi publicado ontem em jornais de circulação e Valderico deve ter lido e não pode alegar desconhecimento da decisão.

Integrande de "quadrilha" está na condicional

Membro do governo Valderico Reis e visto surrando populares em frente ao Palácio Paranaguá, ontem à noite, Fábio Barreto (de camisa laranja) está em liberdade condicional.

Uma autoridade policial nos informou que ele poderá ser preso a qualquer momento por arruaça e agressão física e, assim, desrespeitar as regras do benefício judicial. A polícia está no seu encalço.

Por essas e outras, os vereadores parecem saber o que estão dizendo quando se referem ao governo de Valderico como uma "quadrilha".

30 agosto 2007

Cenas de barbárie em Ilhéus

Nem o mais ferrenho opositor de Valderico poderia prever o que está ocorrendo em Ilhéus. Se na noite de quarta-feira, vereadores classificaram o governo ilheense como uma quadrilha, na tarde de quinta o staff do prefeito assumiu o adjetivo com tudo o que tinha direito.

O prefeito mais uma vez empossado, Newton Lima, dirigiu-se para o Palácio Paranaguá, uma imagem que se tornou repetitiva. Mas Valderico amotinou-se no prédio e foi protegido por capangas e até ocupantes de cargos no primeiro escalão.

A disputa política virou combate físico, com cenas de faroeste, inclusive com "cowboys" empunhando revólveres. No seu blog, o fotógrafo José Nazal demonstra tristeza profunda com o que está a ocorrer e faz um desabafo: "uma vergonha para a cidade, ver um sujeiro encurralado no prédio mais importante, escoltado por bandidos. Os ilheenses devem tomar vergonha na cara e ir para as ruas".

Os confrontos tiveram o envolvimento do secretário de Serviços Urbanos, Robson Hamil. O fotógrafo testemunhou o momento em que Hamil surrou um rapaz, com a ajuda de quatro elementos, entre eles Luciano Melgaço e Fábio Barreto.

Nazal relata no blog que Robson batia no rapaz, enquanto os outros imobilizavam a vítima. "Se não fosse a intervenção da polícia o rapaz poderia estar gravemente ferido ou até morto por pancada", afirma.

Se ainda faltava alguma coisa para se chegar a essa conclusão, agora não resta mais nada: o governo Valderico Reis é, sob todos os aspectos, um caso de polícia.

ABAIXO, CENAS DO CAMPO DE GUERRA:

O prefeito cassado foge



Alexandra Gonçalves (dando tchauzinho)
e a ex-"primeira dama" deixam o Palácio


De costas: Robson Hamil (à frente),
Luciano Melgaço (com sacola na mão) e
Fábio Barreto (camisa laranja), quando partiam
para agredir brutalmente um manifestante

Valderico sai debaixo de pau e pedra!

Valderico Reis saiu debaixo de pau e pedra do Palácio Paranaguá. O carro que conduzia o cassado prefeito ilheense arrastou em alta velocidade no meio da multidão, aumentando ainda mais a fúria da multidão que se aglomerou na praça J.J. Seabra.

Valderico deixa Palácio

Cassado, Valderico Reis acaba de deixar o Palácio Paranaguá. Um turbilhão de puxa-sacos, armados de pau, pedra e revólver desceu as escadarias, protegendo o prefeito cassado.

Foi pouco o efetivo de 100 policiais militares para conter a "quadrilha", que foi para cima do povão que protestou contra Valderico.

Por enquanto, Newton vai aguardar para subir as escadarias do palácio, o que deve ficar para amanhã.

Exemplo

A União Brasileira de mulheres (UBM), núcleo de Itabuna, comemora hoje (31), seis anos de fundação, lutando contra a opressão feminina. A festa acontece a partir das 18 horas, no Recanto dos Comerciários, na Rua Aurora, em frente à feira no Bairro da Conceição.

Cofres limpos, limpíssimos!

As contas bancárias municipais registraram grande movimentação, entre ontem e hoje, em Ilhéus.

Gasparzinho e companhia correram às agências para retirar tudo o que podiam, afinal, dia 30 é quando cai uma das parcelas mais gordas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por exemplo, dentre outros repasses constitucionais.

Crise em Ilhéus repercute nacionalmente

A crise política em Ilhéus começa a ganhar as páginas dos principais sites de notícia do país. A "resistência" do prefeito Valderico Reis em largar o osso é o principal destaque do site de Cláudio Humberto. Confira as fotos e o texto do colunista, abaixo.

Prefeito 'amotinado' será retirado na marra

O ex-prefeito cassado de Ilhéus Valderico Reis continua "amotinado" na prefeitura. A Polícia Militar está em frente ao Palácio Paranaguá (foto abaixo), sede do governo municipal, e aguarda para tirar Valderico Reis na marra. Enquanto isso, a guarda municipal (foto acima) impede a entrada de qualquer pessoa na prefeitura. (Fotos: Cristiano Cruz)Site Cláudio Humberto/Brasília

Valderico pode ser preso

Cassado, Valderico Reis se nega a transmitir o cargo ao prefeito empossado, Newton Lima. A paciência do comando da PM está chegando ao limite. Não será novidade se Valderico sair preso e algemado do Palácio Paranaguá.

Polícia tenta esvaziar Palácio Paranaguá

Policiais militares tentam esvaziar o Palácio Paranaguá, em Ilhéus. O prefeito afastado, Valderico Reis, e os seus cúmplices se negam a deixar o prédio e o risco de um confronto é muito grande, repetindo cenas registradas em maio passado.

O comando da PM subiu as escadarias do palácio para negociar com uma saída pacífica, mas Valderico resiste e poderá ser retirado à força, a qualquer momento. Milhares de pessoas se amontoam à frente do Palácio e gritam o "Fora, Valderico" e vaiam todos os membros de governo que aparecem na sacada do prédio.

O clima está quente. E promete ficar ainda pior.

A chapa esquenta em Ilhéus

A praça J.J. Seabra promete se transformar em campo de guerra.

Partidários do prefeito cassado, Valderico Reis, confrontam com a oposição, em frente à Câmara.

Eles não querem largar o osso para o novo prefeito, Newton Lima.

Cerca de 100 policiais militares estão na praça para evitar o pior.

Disk Pizza!

A Câmara de Itabuna abriu a sessão de leitura e votação do relatório da CEI da Saúde. Este blog foi informado de que o legislativo apenas 'condenará' o comportamento do prefeito Fernando Gomes e seus assessores. A CEI foi aberta para apurar desvios de R$ 14 milhões, na gestão do ex-secretário José Henrique Carvalho.

Zé Henrique saiu e um maquiador foi chamado às pressas para dar ar de regularidade às contas.

Daqui não saio!

A sessão de posse de Newton Lima está para começar e o prefeito cassado, Valderico Reis, mandou um aviso: "daqui não saio, daqui ninguém me tira".

Um novo impasse político, semelhante ao de maio deste ano, se avizinha.

Newton toma posse daqui a pouco

O presidente da Câmara de Vereadores, Alisson Mendonça, definiu para as 14h a posse de Newton Lima, em substituição ao prefeito cassado, Valderico Reis.

Esta é a terceira vez em menos de quatro meses que o vice assume a prefeitura, todas elas por comprovado desmando e irregularidades de Valderico.

Fique por dentro da cassação de Valderico



Abaixo, confira todos os bastidores da cassação do prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, no final da noite de ontem, por 12x1.

O presidente da Câmara, Alisson Mendonça, disse agora pela manhã que vai acelerar os trabalhos para que o Newton Lima tome posse como prefeito ainda nesta quinta ou, no máximo, amanhã.

Abaixo, confira o vídeo da sessão que cassou o prefeito. O vídeo é resultado de uma parceria exclusiva do Pimenta com o Blog do Gusmão.

Apesar da goleada histórica, Valderico ainda pode retornar ao cargo ao recorrer à justiça.

Adervan diz que é contra concessão da Emasa

O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PSDB, José Adervan, foi o primeiro - e o único até o momento - a responder a proposta do blog de posicionamento dos prefeituráveis em relação à proposta de concessão da Emasa à iniciativa privada.

- Se técnica e economicamente ficar comprovada a inviabilidade da empresa em resolver os graves problemas atuais de abastecimento, que de já se apresentam mais graves ainda para o futuro próximo, defendo a extinção da Emasa e a devolução dos serviços e do patrimônio da mesma ao Governo do Estado da Bahia - diz Adervan.

Abaixo, resposta da assessoria do pré-candidato:

"Adervan tem se manifestado contrário a privatização da Emasa, pelo fato de se tratar de um “Serviço Público Essencial”. Acredita que tem faltado à Emasa, desde a sua criação, uma administração técnica e gerencial, desassociada administrativamente da política, que levou a empresa as dificuldades financeiras e a desorganização.

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Acredita que sejam essas as causas principais da sua inviabilidade econômica. Como prova de que os serviços se bem gerenciados geram lucros, é o interesse dos grandes grupos empresariais em investirem nos serviços de abastecimento de água das grandes e médias cidades.

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No entanto ressalta que, se técnica e economicamente ficar comprovada a inviabilidade daquela empresa em resolver os graves problemas atuais de abastecimento, que de já se apresentam mais graves ainda para o futuro próximo, defende a extinção da Emasa e a devolução dos serviços e do patrimônio da mesma ao Governo do Estado da Bahia, de quem recebeu mediante “Contrato de Concessão” o direito de exploração dos serviços. Salvaguardando, no entanto, o direito da população mais pobre de receber e gozar desse benefício social.

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Acredita ainda que, mesmo com a assinatura do “Convênio com o Governo Federal” através do Ministério das Cidades, garantindo recursos da ordem de 63 milhões, destinados à ampliação do sistema de captação de água para Itabuna, destinados à construção de barragem no Rio Salgado, em terras do município de Itapé, obra que havia sido proposta no governo do então prefeito Geraldo Simões, cuja idéia foi encampada pelo atual prefeito Fernando Gomes, não seria esta a solução ideal e definitiva para solucionar os problemas de abastecimento de água de Itabuna.

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Adervan propõe que sejam feitos estudos de viabilidade, voltados para a construção de barragem no Rio de Contas, que apresenta um maior volume de água em todos os períodos do ano e a construção de uma adutora elevatória que trouxesse a água captada até Itabuna, o que acredita ser uma solução definitiva, garantindo a água para o consumo dos lares itabunenses e para a ampliação do nosso parque industrial."

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Publix Marketing & Propaganda

Assessoria de Comunicação do Diretório Municipal do PSDB

Pizza em Itabuna?

A CEI da Saúde em Itabuna caminha para uma pizza. O relatório da comissão aberta para investigar rombo de R$ 14 milhões será lido em plenário hoje à tarde.

A tendência é de que a comissão apenas recomende novas posturas no controle de gastos da secretaria. O relator César Brandão e o presidente da comissão, Luís Sena, alegaram dificuldades estruturais e na investigação para que as investigações tivessem melhor resultado.

Desculpas à parte, o certo é de que o cheiro de orégano e de queijo toma conta da cidade. Fernando Gomes, Zé Henriquei, Jesuíno Oliveira e outros tantos... agradecem!

Senhores, sigam o exemplo dos vereadores ilheenses!

A Cassação (O FILME)


Este vídeo também se encontra no parceiro Blog do Gusmão.

O prefeito fujão e o povo na praça


Durante toda a tarde e início de noite da quarta-feira, o povo não arredou pé da praça J.J. Seabra. Um dia antes da sessão, integrantes de movimentos sociais fizeram vigília pela cassação de Valderico Reis, na praça, em frente à Câmara.

Prevendo que o prefeito nao compareceria, a eleitora acima não perdeu o senso de humor. No cartaz, Valderico vira ator (de quinta categoria, é bem verdade!) e estrela o filme da noite, O Fujão!

Voto aberto ajudou na cassação

Antes de dizer "sim" à cassação de Valderico, a Professora Carmelita exibe panfleto da campanha pelo voto aberto.

O resultado: 12x1 pela cassação.

Carmelita é um dos bons e raros exemplos de mandato de vereador.

12x1: Câmara cassa Valderico

A Câmara de Vereadores de Ilhéus acaba de cassar o prefeito Valderico Reis, por 12x1.

Apenas o líder do governo, Rodolfo Macêdo, votou contra o relatório que recomendava a cassação do prefeito por cometer atos de irregularidade administrativa, atrasar repasse de duodécimo à Câmara e sonegar informações.

A posse de Newton Lima como prefeito é aguardada para esta sexta-feira ou, no máximo, a próxima segunda. Tanto no plenário como em frente à Câmara, os ilheenses comemoram a cassação do prefeito.

Antes da votação que retira Valderico do cargo, os vereadores se referiam ao governo como "quadrilha".

Votaram pela cassação
1. Alcides Kruschewsky
2. Aldemir Almeida
3. Alisson Mendonça
4. Antônio Edson (Caranha)
5. Carmelita Oliveira
6. Edson Silva
7. Jailson Nascimento
8. Joabs Ribeiro
9. Marcos Flávio
10. Marcus Paiva
11. Reynaldo Oliveira
12.Zerinaldo Sena

Voto favorável a Valderico
1. Rodolfo Macêdo

29 agosto 2007

Apelo...

Neste momento, o presidente da Câmara, Alisson Mendonça, concede 15 minutos para que algum advogado possa fazer a defesa do prefeito Valderico Reis.

Dos presentes, ninguém aceitou a "encomenda"...

Contemos os 15 minutos históricos!

- Um advogado, Eduardo dos Santos Júnior, acabou se apresentando como "dativo" para fazer a defesa do prefeito, que nem apareceu, nem mandou ninguém para fazer o impossível: argumentar e salvá-lo da cassação.

Alterado às 23h50min.

Sem defesa

O prefeito Valderico Reis não compareceu à sessão da Câmara, para apresentar a sua própria defesa. Pior, nem o seu advogado.

Restou recorrer a um "advogado dativo", mas o presente, da OAB, também se negou a fazê-la.

Pior que os piores bandidos... ninguém quer defendê-lo.

Placar eletrônico

O resultado da CPP demora a sair, em meio a discursos chatos e prolixos de alguns vereadores.

Para atenuar a monotonia, o resultado parcial do jogo entre Flamengo x Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, é anunciado em tempo real pelo presidente da Câmara, o botafoguense Alisson Mendonça.

Partidário de Valderico é detido na Câmara

Ocupante de cargo comissionado na Secretaria de Esporte e agitador profissional, um cidadão conhecido pelo apelido de Sputnik (talvez por ser satélite de qualquer prefeito de plantão) fez confusão e acabou saindo a reboque do plenário da Câmara por soldados do Pelotão de Operações Especiais da PM.


No meio do arerê, uma senhora gritava, enfurecida:

- Esse "Ispiquinique é ladrão. Róba aqui e róba em Ibirapitanga!

Ninguém agüentou.

Secretária de Finanças ficou milionária

Palavras do vereador Aldemir Almeida (foto), durante a sessão desta noite, na Câmara de Ilhéus:


A ex-secretária de Finanças da Prefeitura, Alexandra Gonçalves, "auferiu um patrimônio fabuloso" no governo.

Segundo o vereador, Alexandra, antes do governo, era apenas uma "vendedora da Avon" e, hoje, acumula apartamentos de luxo, carros e casas de praia.

"Há no governo uma quadrilha que enriqueceu com a aquiescência de Valderico Reis", atacou Aldemir.


"Dois ladrões"

Além de Alexandra Gonçalves, o vereador também acusou de enriquecimento no governo, o advogado Luciano Gomes, que por um período ocupou a Secretaria de Finanças, e seu irmão, Lúcio Gomes, controlador do município.


De acordo com Aldemir, trata-se de "dois ladrões" que comandavam a comissão de licitações da Prefeitura. O adjetivo foi reforçado pelo presidente da Câmara, Alisson Mendonça, que classificou todas as licitações realizadas pelo atual governo como irregulares.

Povo acompanha pelo telão

A sessão da Comissão Parlamentar Processante avançará noite adentro. O plenário está lotado e a praça, idem. Quem não conseguiu lugar na apertada Câmara de Vereadores, assiste a tudo por um telão.


Nem em final de Copa do Mundo, com Brasil e Argentina em campo, se viu o ilheense tão ansioso para conferir um placar.

FOTO: CATUCADAS

Ajuda aê...

Zerinaldo não deu conta de ler todo o relatório da CPP. Acaba de pedir socorro ao presidente da Câmara, Alisson Mendonça.

O presidente apelou aos vereadores Marcus Flávio e Joabs Ribeiro que seguissem com a leitura.

Rodolfo Macedo tenta impedir sessão

O líder do governo Valderico na Câmara, Rodolfo Macedo, recebeu o apelo de uma eleitora, assim que chegou ao plenário.


Fernanda Oliveira, moradora de Olivença, pediu que o vereador demonstrasse compromisso com a população, votando pela cassação de Valderico.

Logo depois, o vereador fez defesas candentes do prefeito e tentou de todas as formas impedir a realização da sessão. Apoiou-se no regimento interno da Casa para pedir vistas do relatório e protelar a votação.

Morreu na praia... O presidente da CPP, Marcus Flávio, informou a Rodolfo que a CPP não segue as diretrizes do Regimento Interno, mas do decreto-lei 201/67.

Valderico deverá ser cassado


Ao que tudo indica, o prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, será cassado na sessão que acontece hoje na Câmara de Vereadores. Neste momento, Zerinaldo Sena lê as 25 páginas do relatório da Comissão Parlamentar Processante.


Do lado de fora, centenas de pessoas se aglomeram na Praça J.J. Seabra, à espera do desfecho. Observadores afirmam que o placar vai ser de 12 x 1 contra Valderico.

Qual é, Duda!

Com todo respeito ao jornalista Eduardo Anunciação, é de rir pra não chorar o argumento de que o movimento pela saída de Valderico Reis se trata de uma orquestração das elites, uma espécie de "Cansei" com cheiro de cravo-e-canela.

Todos sabem que instituições "burguesas", como a CDL e a Associação Comercial, somente entraram nessa briga aos 45 minutos do segundo tempo.

E muito antes disso, pesquisas apontavam que quase 90% dos ilheenses desejavam Valderico bem longe da Prefeitura.

Leitor quer cassação. E os vereadores?

71,49% dos leitores que participaram da enquete do Pimenta na Muqueca acreditam que haverá cassação do prefeito Valderico Reis, na sessão de logo mais, em Ilhéus. O resultado é parcial e também indica que 19,46% acreditam que a comissão processante terminará em pizza. Outros 9,05% dizem que o poder de convencimento do 'homem da mala' vai prevalecer. Abaixo, o resultado parcial:

Você acredita que Valderico Reis será cassado?

Não, vai dar em pizza novamente!
19,46% (43 votos)
Sim, pois Ilhéus não aguenta mais!
71,49% (158 votos)
Eu acredito no poder de convencimento do homem da mala!
9,05% (20 votos)
Total: 221 votos

Variações sobre um mesmo tema

Retorno de uma viagem de trabalho a Ipiaú. O pneu estoura num dos inúmeros buracos do trecho entre Ubaitaba e Itajuipe da rodovia BR 101.

Enquanto a troca é feita, é tentador observar uma roça de cacau às margens da pista. Não existem cercas e os cacaueiros estão ali, expostos. Avanço uns poucos metros no interior da propriedade.

O quadro é de abandono. O mato se mistura aos pés de cacau. Uma observação mais atenta e nota-se que os frutos estão podres, os galhos infectados pela vassoura-de-bruxa. A produção, se é que vai haver alguma, não compensa as despesas com a manutenção do cultivo.

A cena se repete em maior ou menos intensidade às margens das rodovias, das estradas vicinais, dos caminhos onde mal passam animais: fazendas e mais fazendas abandonadas, cenários fantasmagóricos onde uns poucos trabalhadores permanecem por absoluta falta de opção.

Sedes de fazenda, outrora vistosas, expõem a deterioração atual. Casas que antes abrigavam centenas, milhares de trabalhadores, mais parecem casebres.

Óbvio que existem os produtores que ainda resistem, mantém as fazendas em funcionamento, investem em novas tecnologias, apostam na recuperação do cacau.

Mas, a profusão de fazendas-fantasmas chama a atenção, evidencia uma realidade que não pode ser ignorada. Grita por ações governamentais que transponham a barreira da promessa e do discurso vazio e se traduzam em ações efetivas.

O calor é insuportável em Camacan, que já se orgulhou de ser cidade campeã mundial na produção de cacau.

Na avenida principal, centenas de pessoas, mulheres em sua maioria, enfrentam uma fila que parece interminável. Destino final: a casa lotérica que também é agência avançada da Caixa Econômica Federal. Objetivo: receber o Bolsa Família, programa de transferência de renda que tem contribuído para reduzir a pobreza e alçou Lula à condição de mito popular.

Em Camacan, não é diferente. Citar Lula para aquelas pessoas da fila é como evocar o nome de um santo. Não se pode dizer o mesmo ao falar em cacau. Há um misto de desdém e desencanto, que não se restringe apenas aos humildes beneficiários do programa e se estende a todas as camadas sociais.

Camacan é uma cidade que, em vez de crescer, encolheu. Em 20 anos, perdeu quase 10 mil habitantes. Nessa toada, acaba virando uma cidade-fantasma, como aquelas dos filmes de faroeste norte-americano.

Não é mais o dinheiro do cacau quem movimenta o comércio.

Nesta segunda-feira especialmente quente, donos de mercados, de lojas, de farmácias e até feirantes (apesar do dia inapropriado) exultam. É o dinheiro do Bolsa Família quem lhes dá alento, faz girar a economia e preservar empregos que inexistem nas roças.

A cena foi observada em Camacan, mas poderia ter sido em Pau Brasil, Jussari, Arataca, Itajuipe, Buerarema, Floresta Azul, Itaju do Colônia, Una, etc., etc.,etc...

Já não se voltam as atenções para a Bolsa de Londres, a Bolsa de Nova York, onde se acompanhava a cotação do cacau em libras esterlinas, em dólares.

Agora, é o Bolsa Família, com seus preciosos reais, imprescindíveis reais, benditos reais.

A fazenda abandonada às margens da BR 101 e a fila do Bolsa Família em Camacan são variações de um mesmo tema.

Uma relação de causa e efeito.

Daniel Thame

Quem vai trair?

A menos de oito horas para a sessão na Câmara de Ilhéus, resta a pergunta:

Quem vai trair o povo e seduzir-se pelos encanto$ do governo municipal?

Até ontem o placar era favorável à cassação do prefeito Valderico Reis, acusado de desvio de recursos públicos.

Quem vai trair?

Quando o virtual ameaça o real

Celina Santos

No infinito labirinto da Internet, abundância de informação, possibilidade de lançar e receber mensagens dos mais variados conteúdos. Liberdade é a palavra de ordem quando se navega na rede mundial de computadores. Já não estamos mais no tempo em que produzir comunicação era um privilégio de poucos. Hoje, qualquer pessoa pode postar imagens, sons e textos na web. Há quem diga, inclusive, que a antiga máxima “penso, logo existo” agora é traduzida pelo “posto, logo existo”.

Porém, o nível de liberdade proporcionado pela Internet é alvo de preocupação em todo o mundo. Em alguns países é terminantemente proibido acessar a rede e em outros é necessário autorização do governo para navegar na web. Aqui no Brasil, onde não havia empecilhos à navegação, instituições já começam a estabelecer limites através de filtros que bloqueiam o acesso a determinados sites. Assim, universidades, algumas lan houses e até residências vêm buscando providências para conter o mergulho no mundo virtual.

Pais e professores demonstram sentir-se ameaçados, porque na internet há uma ampla oferta de sites que defendem a pedofilia, o racismo, o nazismo, entre tantas outras manifestações pouco aprazíveis. Estes endereços eletrônicos são usados como espaços para articulação de crimes e como meios de seduzir pessoas para caminhos tortuosos. Há famílias que, além dos filtros, já recorrem até a detetives para descobrir por onde os filhos andam navegando.

Um dado curioso até poderia servir como justificativa para tal preocupação. Segundo uma ONG internacional de combate à pedofilia, o Brasil está em quarto lugar em número de páginas consideradas “janelas abertas para crimes, vícios e preconceitos”.

Por todos esses motivos, a net vem sendo estigmatizada como algo ruim. É comum ouvir pessoas dizerem: “A internet é um perigo! Ali se encontra tudo de bom e de ruim!” Ora, mas na vida também não é assim? Será mesmo que a restrição à liberdade de navegar é o melhor caminho para evitar que os internautas se percam nos “maus caminhos” da web?

Fazendo uma comparação com o mundo real. Prendendo os filhos em casa, impedindo-os de sair com os amigos, tolhendo a liberdade, os pais conseguem evitar que eles tenham atitudes que gerem más conseqüências à sua vida? Parece que proibir, tolher, cercear não é a melhor receita para se garantir um caminho saudável, seja no labirinto da internet, seja na estrada da vida.

A preocupação do real com as possíveis ameaças do mundo virtual é para ser pensada sim. Entretanto, talvez não seja o caso dos pais vigiarem 24 horas por dia o acesso dos filhos à internet. Há a necessidade de se trabalhar incessantemente na formação de valores nos filhos. Seja na internet ou na vida, eles encontrarão sempre caminhos bons e caminhos maus a seguir. Não há como evitar isso.

O que faz a diferença é a capacidade de fazer escolhas condizentes com a consciência de cada um. Consciência essa que é fruto também do aprendizado adquirido ao longo da convivência familiar.

Com bom senso e maturidade, não há virtual que ameace o real. Temos – e devemos sempre ter - a liberdade às nossas mãos. Porém, a falta de discernimento é que pode funcionar como um cabresto a impedir que aproveitemos as facetas positivas presentes na internet e também no mundo real.

Celina Santos é formada em Comunicação Social e pós-graduanda em Jornalismo e Mídia pela Facsul

Edmon no TCE

No meio da disputa por uma vaga de conselheiro do TCE, o secretário de Integração Regional Edmon Lucas surge como possível nome de consenso.

Ainda pelo lado do governo, há o petista Zilton Rocha. Correndo por fora, está o deputado Paulo Câmara.

28 agosto 2007

Primeira-dama fuzila governo do marido Wagner

Para Fátima Mendonça (foto), faltam prioridades...

A primeira-dama baiana, Fátima Mendonça, soltou o verbo e não economizou palavras ao analisar a oposição e o governo do seu marido Jaques Wagner, durante entrevista à revista Metrópole.

Mudanças
- Eu digo a Jaques que não pode ficar igual ao presidente, demorando de fazer as mudanças necessárias”.

Oposição na Assembléia Legislativa
“Não tem oposição nisso. É uma revoada, todo mundo querendo vir pro o lado de cá. É uma falta de vergonha danada”.

Falta de rumo no governo
“Não, não sabe (qual é a prioridade). Agora, isso ele (Wagner) sente bastante. Vocês deviam conversar mais com ele, marcar pra gente conversar. João Santana (consultor de Comunicação do presidente Lula) tem conversado com ele, porque ele próprio está sentindo isso, e isso angustia o cara, rapaz!"

Clique aqui para ler a entrevista

Cosme Araújo, o homem-bomba!

O prefeito Valderico Reis tenta desarmar uma bomba: o seu arteiro-mor, Cosme Araújo, está calado, sumido do cenário político nos últimos dias.

Valderico teme que Cosme abra a boca ou jogue m.... no ventilador.

As gravações em seu poder poderiam transformar-se nos maiores hits da parada da política ilheense.

Cacau

Há pouco mais de 10 anos, quando chegou ao Porto de Ilhéus a primeira carga de cacau importado da Indonésia, uma espécie de ´Exército de Brancaleone´, formado por produtores, empresários e líderes de entidades de classe, se postou em frente ao navio Emenkraft, tentando impedir o desembarque das amêndoas.

A importação dos primeiros grãos de cacau para uma região que se gabava de ser, até pouco tempo atrás, a maior produtora do planeta, foi um golpe não apenas econômico, mas atingiu fundo a auto-estima.

Era mais do que um sinal, mas a maior das evidências do estrago provocado pela vassoura-de-bruxa, doença em que curto período devastou os cacaueiros e mergulhou o Sul da Bahia na pior de suas crises, gerando uma legião de produtores endividados e uma multidão de trabalhadores rurais desempregados.

Invertia-se ali um ciclo, virava-se uma página, embora muitos continuassem acreditando que a queda da safra era uma coisa passageira, que os “anos dourados” voltariam, trazendo consigo todas as riquezas de um fruto que já foi de ouro. Literalmente.

O trem da história, pelo menos no caso (ou no ocaso) do cacau, não andou em círculos. Seguiu em frente e apesar de todas as tentativas de controlar a vassoura-de-bruxa, dos investimentos em pesquisas que resultaram em clones resistentes, a produção jamais atingiu os níveis anteriores à VB e a importação, que deveria ser passageira e circunstancial, tornou-se rotineira, para abastecer as indústrias processadoras, sob pena de, ao desemprego no campo, somar-se o desemprego nos núcleos urbanos.

De qualquer maneira, a importação de cacau servia apenas para complementar a produção baiana, que no início desta década chegou a dar alguns saltos, realimentar esperanças, embalar sonhos (ou seriam delírios?).

Pois bem: o ano de 2007 está prestes a produzir um cataclisma de simbologia amarga. Se as previsões dos produtores e industriais estiverem corretas -e tudo indica que estão- o Sul da Bahia deverá produzir cerca de 100 mil toneladas de cacau. E importar, pelo menos, 110 mil toneladas.

Os números não mentem. Pela primeira vez na história, a importação vai superar a produção total de cacau da Bahia.

Não é difícil imaginar o impacto da queda na produção na economia regional, especialmente nas pequenas e médias cidades, já que Itabuna e Ilhéus se tornaram pólos comerciais, prestadores de serviços, de saúde e de ensino superior. Ainda assim, não ficarão imunes, pois têm como público-alvo moradores dos municípios totalmente dependentes do cacau.

Não é o apocalipse, nem o final dos tempos.

Também não é o caso, como manda a velha e nem sempre boa tradição grapiúna, de sair promovendo uma caça às bruxas. Destas, já basta a da vassoura.

É o caso, sim, de criar condições para o aumento da produção em patamares realistas, investir em diversificação e explorar potencialidades historicamente desperdiçadas como o turismo, a agroindústria, os biocombustíveis.

Isso passa por mobilização, mudança de mentalidade, políticas públicas eficazes, investimentos. E trabalho, muito trabalho.

Não é, evidentemente, um caminho fácil.

Mas, é melhor do que ficar sentado à beira do caminho, esperando por milagres ou poções mágicas.

Porque, nisso, as bruxas são bem melhores.

Ou, piores.

Daniel Thame

Bateu o desespero em Jesuíno

O secretário de saúde, Jesuíno Oliveira, está nervoso e não esconde isso de ninguém!

E o nervosismo não é à toa. Ele não sabe explicar para onde foi a bagatela de R$ 17,8 milhões que sumiram dos serviços de alta e média complexidade da rede de saúde em Itabuna. O rombo foi descoberto por uma auditoria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Hoje, Jesuíno acredita que tenha pulado uma fogueira ao se recusar a comparecer à Câmara de Vereadores para explicar o desastre financeiro e o caos na saúde de Itabuna.

Se os vereadores tiverem coragem e interesse, criam agora mesmo uma CEI para apurar esse escândalo que é o sumiço do dinheiro enviado pelo governo federal para atendimento hospitalar e laboratorial de alta e média complexidade em Itabuna.

À Câmara, lembramos que quem cala consente. Não é a primeira vez que Jesuíno se esquiva de dar explicações sobre este desfalque na saúde. Tanto se esquiva porque não encontra motivos plausíveis e engenharia que explique sumiço de tanto dinheiro.

Até quando os vereadores vão ficar calados sobre isso?

Cuidado com o açaí!

"Com o início da safra do açaí, o Pará sofre um novo surto do mal de Chagas. Isso porque o consumo do fruto está diretamente relacionado à transmissão da doença. De acordo com a Secretaria de Saúde do Pará, uma pessoa morreu e 36 contraíram a doença desde o início do ano. Em agosto, foram registradas três ocorrências, inclusive em Belém. O inseto transmissor da doença, o barbeiro, tem sido triturado junto com o fruto na hora de extrair a polpa.

O Ministério Público quer que empresários e comerciantes melhorem a qualidade do açaí e as condições de higiene durante a manipulação do fruto. Os batedores de açaí terão que mergulhar o fruto em água quente antes de extrair a polpa. Parte das indústrias do Estado se comprometeu a pasteurizar o açaí para eliminar bactérias e evitar doenças como o mal de Chagas".

Extraído do Jornal A TARDE.
Se for assinante, clique AQUI
para ler o texto completo.

A vingança de Marcel

O ex-chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula, José Dirceu, exige R$ 400 mil do jornal A Região na Justiça, a título de reparação por alegados danos morais.

Ontem, o STF classificou Dirceu, juntamente com Delúbio Soares e o deputado José Genoíno, como "chefes de organização criminosa".

"Não sou pizzaiolo", diz Sena

A CEI da Saúde em Itabuna vai acabar em pizza? O povo tem quase certeza disso, mas o presidente da comissão, vereador Luís Sena (PCdoB), afirma que não é “pizzaiolo” e trabalhará por uma punição rigorosa aos culpados pelos desmandos na saúde de Itabuna.

A CEI foi aberta para apurar desvios de R$ 14 milhões, entre janeiro de 2005 e abril do ano passado. O relatório deverá ser apresentado nesta quarta-feira, na Câmara, e ser posto à votação entre esta e a próxima semana. O relator da CEI é o vereador César Brandão (sem partido).

A CEI vai acabar em pizza, presidente?

Se depender do presidente (da comissão), Luís Sena, e da bancada, resultará em rigorosa punição a quem cometeu os delitos.

E quem cometeu delitos?

O relatório ainda não foi concluído (César Brandão é o relator)... Então, são aqueles já conhecidos, mas não dá para antecipar resultado.

O que foi apurado nesse período?

A imprensa antecipava irregularidades, desvios, atos como malversação de recursos públicos, superfaturamento... O relatório, como disse, ainda não está concluído. Seu resultado será divulgado numa sessão da Câmara (o que deve ocorrer na próxima quarta, dia 29).

E como é que se dá esse processo? O plenário pode apresentar algumas modificações ao relatório, depois de pronto?

Ao legislativo, cabe o papel de investigação e apontar resultados das investigações. E o plenário é quem julga, determina procedimentos, indica instalação de comissão processante, se for o caso, e também para onde deve ser encaminhado o resultado da comissão.


A entrevista de Edson

Marco Wense

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, o prefeiturável Edson Dantas, do PSB da deputada Lídice da Mata, foi o entrevistado do último fim de semana do jornal Diário do Sul.

Concedeu uma boa entrevista, sem rodeios e subterfúgios. Não tergiversou em nenhum momento. Disse o que queria dizer de maneira direta. Não buscou a conveniência e a tapeação das respostas evasivas.

Sobre o programa de governo, além da preocupação com a saúde e a segurança, o edil tocou em dois assuntos de suma importância: o plano de desenvolvimento urbano e a estrutura necessária para que Itabuna se transforme em um atraente pólo de turismo de negócios.

Mesmo se considerando herdeiro de Geraldo Simões, teve a coragem de revelar que “algumas vezes por mês” toma café da manhã com o prefeito Fernando Gomes, conversa muito e recebe vários conselhos.

“Fernando é uma pessoa que conhece muito de política. É uma pessoa com quem tenho aprendido”. Mas faz a seguinte ressalva: “Ele tem me sinalizado, mas evidentemente que não são todos os conselhos dele que absorvo”.

A curiosidade desta coluna, acredito que de todos os leitores, incluindo aí os dirigentes dos partidos políticos, é em relação aos conselhos do prefeito que Edson não absorve. Quais seriam estes conselhos?

Sobre a pré-candidatura do secretário de Agricultura do governo Wagner, o vereador acha que “Geraldo Simões deveria pensar melhor a candidatura a prefeito de Itabuna” E mais: “Se ele desistir, não deve apoiar o Capitão Fábio. Os herdeiros naturais dessa herança política seríamos eu e Sena”.

Ratifica a dobradinha e o acordo com o também prefeiturável Luís Sena (PC do B). Ou seja, o melhor colocado nas pesquisas de intenção de votos é o cabeça de chapa. O outro, se quiser, se torna candidato a vice-prefeito.

Diz que essa aliança do PSB com o PC do B está sendo costurada em Brasília, fazendo uma implícita alusão ao “bloquinho” formado pelo PSB, PC do B, PDT, PMN, PHS e o PPS.

Acontece que o “bloquinho”, como é carinhosamente chamado, criado para fazer frente aos espaços cada vez mais generosos do PT e do PMDB no governo federal, não vai para lugar nenhum.

Se essa junção de forças fosse um pequeno navio, já estaria dando os primeiros sinais de afundamento em decorrência de vários furos no casco. As vaidades, as conveniências políticas e os interesses pessoais vão enterrar o “bloquinho”.

Aqui em Itabuna, para citar um só exemplo, o controle do PHS está com o PT presidido por Eduardo Barcellos, político de inteira e irrestrita confiança do candidatíssimo Geraldo Simões.

Em Salvador, o PDT do deputado federal Severiano Alves, parlamentar que tem se destacado na luta por uma educação de melhor qualidade, caminha a passos largos para apoiar Antônio Imbassahy, pré-candidato do PSDB ao Palácio Thomé de Souza.

Com a morte do senador ACM, as portas das negociações entre as agremiações partidárias se abriram de maneira escancarada, principalmente as do DEM, ex-PFL. Os democratas – e olhe que tem exceções – só não querem conversa com o PT.

Voltando à boa entrevista do ilustre presidente da Casa Legislativa, nem mesmo uma perguntinha chata, insinuando que o socialista queria mesmo é ser candidato a vice-prefeito de Geraldo Simões, conseguiu abalá-lo.

Mostrando que está preparado para o traiçoeiro mundo da política, o edil respondeu com inteligência: “A gente não pode se chatear com isso. O homem público tem que estar imune às críticas e até absorvê-las no sentido de corrigir os rumos”.

Um outro ponto polêmico, que pode até causar algumas reações dentro do PSB, foi a resposta de Edson quando perguntado sobre uma possível filiação do prefeito Fernando Gomes no Partido Socialista Brasileiro : “A gente não teve a oportunidade de conversar sobre isso. No momento oportuno conversaremos”.

A coluna parabeniza o vereador-presidente-prefeiturável Edson Dantas. Que outros pré-candidatos, quando entrevistados, sejam autênticos e corajosos nas suas respostas.

Marco Wense é cronista político e escreve para o jornal Diário do Sul.

27 agosto 2007

Gambacho!

O contador da Fundação Marimbeta, Sr. Celso, apelidou um dos vereadores da base de governo de Gambacho.

Dá para explicar essa, contador?

Enquanto isso, no Bahia Recall...

Acuada, Maria... Rezou


Era visível a tensão da presidente da Fundação Marimbeta durante a sessão na Câmara de Vereadores. O medo de ser pressionada pelos membros da casa foi tanto, que Maria José Gama, a Maria Rezadeira, levou uns 100 funcionários da sua instituição para azucrinar os vereadores (principalmente Adilson José) e congestionar a audiência.

Não foi suficiente.Em muitos momentos, acuada, Maria Rezadeira uniu as mãos para fazer o que diz saber mais: rezar.

Não se sabe se Deus ouviu, mas tudo indica que não. Para todos os efeitos, a sessão foi um inferno.

70,9% acreditam em cassação de Valderico

A enquete do Pimenta na Muqueca aponta que 70,93% dos leitores acreditam que o prefeito Valderico Reis será cassado pela Câmara de Vereadores, na sessão da próxima quarta-feira, às 16h.

A sessão votará o relatório da Comissão Processante que apurou irregularidades cometidas pelo prefeito e assessores. O voto dos vereadores será aberto e nominal, o que aumenta as chances de cassação.

Enquanto a grande maioria aposta na aprovação do relatório, outros 19,19% acreditam que tudo isso terminará em pizza. 9,88% temem o "poder de convencimento do homem da mala"... Para mudar este resultado, vote.

Por enquanto, o resultado parcial da enquete é o seguinte:

Não, vai dar em pizza novamente!
19,19% (33 votos)

Sim, pois Ilhéus não aguenta mais!
70,93% (122 votos)

Eu acredito no poder de convencimento do homem da mala!
9,88% (17 votos)

Total: 172 votos



Quer mudar este resultado? Então, vote abaixo!


Você acredita que Valderico Reis será cassado?

Não, vai dar em pizza novamente!

Sim, pois Ilhéus não aguenta mais!

Eu acredito no poder de convencimento do homem da mala!










Briga de Adilson e Rezadeira termina na polícia

A pancadaria geral que ameaçou ocorrer no plenário da Câmara, hoje, ficou reservada para o bairro São Pedro. Ao chegar na sua base eleitoral, o vereador Adilson José foi surpreendido por três prepostos de Maria Rezadeira, da Fundação Marimbeta.

Os "hômi" partiram pra cima do vereador com porrete e pedradas. Depois de sofrer hematomas e ainda levar uma "porretada", Adilson correu para o complexo policial e prestou queixa.

Mas quando chegou à delegacia, Adilson deu de cara com a mãe de um dos seus agressores. Ela prestava queixa contra o vereador por suposta direção perigosa. O carro do edil teria tirado um 'raspão' na mulher.

Na briga, um detalhe chama atenção: tanto Maria Rezadeira quanto Adilson José e os seguranças-brigões da presidente da Marimbeta integram a base do governo de Fernando Gomes.

Sessão da tarde!

Fechou o tempo na Câmara de Vereadores. A turma da presidente da Fundação Marimbeta, Maria Rezadeira provocou o vereador Adilson José e foi preciso a intervenção de outra turma, a do deixa-disso, para não terminar em coisa pior.

Benzedeira ("Macumbeira", segundo Adilson) foi à Câmara para explicar-se sobre os fortes indícios de corrupção no órgão criado para cuidar de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social,a Fundação Marimbeta. Mas levou um grupo barra-pesada para a Câmara, a fim de trocar um "dedinho de prosa" com Adílson José.

Mais detalhes em instantes.

Raymundo Mazzei: situação em Ilhéus é profundamente lamentável

O jornalista Raymundo Mazzei é especialista em turismo e adquiriu larga experiência em anos de atuação na Bahiatursa. Esse currículo o habilitou, em fins de 2004, a ser convidado pelo então prefeito eleito Valderico Reis para comandar a Setur. Como tantos outros, Mazzei acreditou na proposta do empresário bem-sucedido, que enveredara pelo caminho da política. Um ano e meio depois, completamente desencantado com o governo e suas trapalhadas, exonerou-se do cargo e partiu para a África. Hoje, atua na agência de notícias do governo angolano e dá aulas no Centro de Formação de Jornalistas de Luanda. Do outro lado do mundo, ele acompanha pela internet a derrocada veloz do prefeito Valderico Reis e lamenta o estado a que Ilhéus chegou. Na opinião do ex-titular da Setur, os vereadores ilheenses devem ouvir a voz do povo, sob pena de terem de prestar contas à cidade e a Deus. Foi também pela internet que o jornalista nos concedeu essa entrevista, em que fala de trabalho, cultura, política e saudade.

PIMENTA - O que tem feito na África, amigo? Soubemos que você está desativando minas terrestres(risos).
MAZZEI -
Se, por um lado, estou trabalhando intensamente em benefício da minha família, por outro, considero meu trabalho na África, mais precisamente em Angola, uma verdadeira missão de vida. Meu trabalho principal é a modernização da agência de notícias do governo nacional, a Angola Press (Angop) - que possui um site e nós o estamos transformando num portal, prestador de serviços e amplamente informativo. Já treinamos 160 jornalistas da Angop e ainda vamos concluir esse trabalho.

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PIMENTA -
Você também tem desenvolvido um trabalho acadêmico?

MAZZEI -
Fui chamado a dar aulas no Centro de Formação de Jornalistas, onde tenho duas turmas de 50 alunos, nas disciplinas “Pragmática e Análise do Discurso” e “Comunicação Aplicada ao Marketing”, uma em cada semestre. E, ainda, presto assessoria de imprensa à estatal de telefonia móvel Movicel. Nas horas vagas – que são poucas – aproveito para ler, me comunicar com o Brasil e, mais raramente, visito algumas belas praias, vou ao cinema, a shows e compartilho refeições com amigos, brasileiros e africanos.

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PIMENTA - Como é trabalhar em um país cheio de seqüelas de uma longa guerra civil?
MAZZEI -
O país, destroçado por uma guerra de mais de 30 anos que acabou em 2002, está em franca recuperação, pois tem riquezas e determinação política para se reabilitar, garantindo a prestação de serviços básicos à população. A sociedade, também, ficou esgarçada no processo dos conflitos, com famílias diluídas, parentes desaparecidos e uma vasta carência de empregos. Tenho dado minha contribuição no processo de reconstrução, e dou meu testemunho de que ele está em andamento vigoroso.

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PIMENTA - Qual o seu sentimento por estar participando desse trabalho?

MAZZEI -
É muito estimulante e enriquecedor participar desse momento em Angola. Coordeno uma equipe de mais três especialistas baianos – um webdesigner e dois “feras” em tecnologias da informação. Tenho ensinado, mas também tenho aprendido bastante. Você sabe que sou espírita e isso agrega muito ao meu ânimo missionário.

PIMENTA - Qual foi sua maior dificuldade para se adaptar em Angola?

MAZZEI -
Creio que a maior dificuldade foi me acostumar com o “timing” dos angolanos. Se nós, baianos, somos chamados de preguiçosos pelos bunda-moles sulistas, aqui nós somos considerados verdadeiros foguetes no trabalho. Os prestadores de serviços não sabem o que é cumprir prazos e as reuniões sempre iniciam com atraso. Nós, chamados expatriados, lutamos pela pontualidade. Porém, existem outras dificuldades: praticamente tudo é importado e não tem abastecimento contínuo; o custo de vida é muito alto e dolarizado; existem poucos centros espíritas e os serviços públicos como abastecimento de água e luz ainda não se encontram estabilizados. Mas as pessoas são muito amáveis, compenetradas, trabalhadoras, apesar de sofridas. Há uma cultura musical e rítmica muito desenvolvida, escritores de grande qualidade e uma consciência política maior que a do brasileiro.


PIMENTA - Você já está na África há quanto tempo?

MAZZEI -
Estou aqui há um ano e três meses.


PIMENTA -
Em algum momento, pensou em largar tudo e voltar ao Brasil?

MAZZEI -
Tenho ido ao Brasil de três em três meses, seguindo o estabelecido em meu contrato, e isso me ajuda a matar um pouco a saudade dos familiares, dos amigos e da terrinha. Mas são apenas 14 dias, que dedico em parte a resolver pendências de documentação, questões bancárias e exames médicos, pouco sobrando mesmo para o lazer junto à família – meus dois netinhos estão crescendo... Às vezes me dá uma saudade imensa. Minha mulher só passou aqui três meses – agora que deve voltar comigo, em outubro. Mas sinto que a missão ainda não acabou. Para voltar ao Brasil só com uma proposta muito tentadora.

PIMENTA - Agora, um assunto que importa muito para o Pimenta. Qual o melhor lugar para "comer água" em Luanda? E a cerveja, é de qualidade?

MAZZEI -
Ainda que não seja um consumidor, convivo com grandes consumidores e posso opinar. Pra começar, o maior número de fábricas daqui é de cervejas. Todas boas, dizem os entendidos. Tem a Cuca, a Eka, a Nocal e mais de uma dúzia de estrangeiras, de toda parte – Portugal e Alemanha em destaque. O pessoal aqui gosta muito de uma “cerva”, mas bebe também muito vinho. Acho que o melhor lugar para beber uma cerveja bem gelada é na praia; a mais próxima fica na Ilha de Luanda, onde estão grandes bares, restaurantes e boates à beira-mar.

PIMENTA - Tem muita saudade do Brasil?

MAZZEI -
Claro que tenho, de montão. Mas a TV por assinatura tem dois canais brasileiros, temos a Internet com os sites, emails, messenger e skype que ajudam a atenuar a distância. Nas rádios tocam muita música brasileira. Afinal, o Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Angola e somos tratados aqui como amigos fraternos. Mas sinto saudade de muitas pessoas e coisas específicas.

PIMENTA -
E de Ilhéus?
MAZZEI -
Claro que tenho muita saudade de Ilhéus. Em um ano e meio que passei na “princesinha” fiz amigos verdadeiros, adorei a geografia, pude trabalhar pelo município, dentro das possibilidades do momento. Lembro que me sentia em casa, pois fui bem acolhido pelos formadores de opinião e pelo povo, em geral.


"Os vereadores devem acompanhar a voz do povo,
sob pena de terem que abandonar
a carreira política em Ilhéus".


PIMENTA - Sabemos que você acompanha pela internet a crise política em Ilhéus. O que você pensa a respeito?
MAZZEI -
Profundamente lamentável que a situação tenha chegado ao ponto em que chegou. Por um lado, a precariedade da administração municipal como decorrência da débil vontade política; por outro, a malversação dos escassos recursos disponíveis. Só poderia resultar em profundo desgaste de Valderico e seu governo, no qual tantos ilheenses depositaram confiança. Confesso que não creio numa recuperação da atual administração nesse final de mandato e quem perde com isso é a população de Ilhéus.

PIMENTA - Você foi o primeiro secretário de Turismo do governo Valderico e não é segredo que enfrentou dificuldades homéricas para fazer o seu trabalho.Sinceramente, em algum momento você acreditou que o prefeito desejasse fazer o melhor pela cidade?

MAZZEI -
No início cheguei a acreditar nas melhores intenções do prefeito. Mas logo percebi que Valderico não daria a menor atenção ao Turismo, como atividade econômica importante, geradora de muitos empregos e renda. Com um ano de Setur, fiquei convencido de que Turismo, para o atual prefeito, era locação de ônibus de suas empresas. Ele não fazia a menor idéia da sua complexidade, nem do alto retorno possível.


PIMENTA - Como foi trabalhar dessa forma?

MAZZEI -
Ao invés de destinar recursos de manutenção e para investimentos nesse setor, a família do prefeito esperava que a Setur conseguisse dinheiro para a Prefeitura, até para decoração de Natal. Apesar de ter me dedicado muito ao trabalho – junto com minha equipe – senti um desgaste muito grande com problemas administrativos que deviam ter solução automática, a exemplo do não-pagamento de aluguel da sede da Setur e outros tantos. Fiquei extremamente chateado, por exemplo, com a não-contratação e, depois, com o não-pagamento dos dias trabalhados pelo fotógrafo Mário de Queiroz. E lamentei, também, o fato de não ter controle sobre o orçamento da Setur e ser forçado a pedir patrocínio externo até para fazer receptivo aos cruzeiros marítimos. Foram várias pequenas e grandes questões que me desencantaram com a atual administração.

PIMENTA - O que você achou da demissão de Hermano Fahning da Setur?

MAZZEI -
Uma injustiça inominável. Ele esteve na sede da Prefeitura para tratar de problemas urgentes para a festa da padroeira, e tinha que falar com qualquer que fosse o prefeito em exercício. Agiu como técnico responsável e foi punido erroneamente, por indisfarçável maldade. Hermano é um profissional de alta competência e seriedade a toda prova. Certamente será aproveitado em funções mais gratificantes que a ocupada na Setur.


PIMENTA -
Temos uma enquete no Pimenta sobre a possível cassação de Valderico. O que você acha que vai acontecer nesta quarta-feira, na Câmara de Vereadores?
MAZZEI - A voz do povo é a voz de Deus. Os vereadores devem acompanhar a voz do povo, sob pena de terem que abandonar a carreira política em Ilhéus. E - o que pode ser até pior - de terem que prestar contas a Deus.

Entrevista com Mazzei

Postaremos logo mais uma excelente entrevista com o jornalista Raymundo Mazzei, ex-secretário de Turismo de Ilhéus, hoje morando na África. Ele fala sobre o seu trabalho em Angola e a respeito da crise política em Ilhéus, não poupando críticas ao prefeito Valderico Reis.

Fique ligado!

Escolas sem aulas

Enquanto na Secretaria de Educação de Ilhéus alguns recebem para não trabalhar, um grande número de salas de aula da rede municipal se encontram vazias.

Os professores não decretaram greve, mas muitos simplesmente se recusam a comparecer ao serviço, até que a Prefeitura autorize a recarga dos cartões que dão acesso ao transporte coletivo.

Outro temor da categoria é de que o prefeito Valderico Reis não cumpra o acordo assinado por Newton Lima, que concedeu reajuste salarial de 5%.

Mamata ilheense

Quem passar de manhã pela Avenida Canavieiras, poderá ver, em frente ao Centro de Referência Professor Leopoldo Campos Monteiro, um senhor alto, cabelos castanhos claros, uns 45 anos, sempre sentado em sua cadeira e lendo sua revista...

O cidadão se chama Hamilton Feitosa e está na folha da Secretaria de Educação de Ilhéus. Salário: R$ 1.800,00.

Sua função? Ler revistas e olhar o movimento de veículos na Canavieiras.

Privilegiado

O que realmente fez o jogo do bicho retirar todas as suas bancas em Itabuna, na última sexta-feira?

Informações, digamos, privilegiadas?

26 agosto 2007

Eu assumo...!

(Zelão em “A Revelação – Parte I”)

Pera lá! Não vão logo tirando conclusões precipitadas e sair por ai espalhando que o Zelão finalmente assumiu seu “lado feminino”, ou de que finalmente aderiu com muito apetite a uma “boquinha” no governo de Val Di Rico ou de Fernando Cuma. E, antes que as especulações aumentem, quero confessar de público que sou “Adervanzista”... desde pequenininho - “Sou e não nego” (parafraseando o slogan do Capitão Azevedo).

Dentre os muitos motivos, faço parte dos 60% (sessenta por cento) da população itabunense, que ta de “saco cheio” com a mesmice, Fernando Cuma Gomes Oliveira X Geraldo Minha Pedinha de Oliveira Simões – unidos pelo “Oliveira” e iguais no resto (farinha do mesmo saco).

Desde a eleição passada que EU e mais uma “porrada de gente” procurávamos alguém, não só um “nome” para mudar o estado de coisas que se estabeleceu no governo municipal de Itabuna nos últimos 20 anos, mais parecendo uma capitania política hereditária ou de titulares dos antigos cartórios.

Pois é! Na eleição passada, a única opção que me parecia no início válida era o nome do Doutô Renato Di Costa. Ai o hômi, ao invés de apresentar propostas válidas de desenvolvimento e seriedade, optou em fazer política com o fígado e saiu distribuindo “biles” pra cima de “Minha Pedinha...”. Intão EU pensei: - Se é pra votar no ruim... Vou votar no “mal menor”.

Agora Adervan, ao contrário de muitos que só fazem criticar nas escondidas e puxar o saco na presença, arregaçou as mangas da camisa e veio pra luta. E veio com o conhecimento dos problemas e anseios do “povão de Itabuna”, amealhado nos últimos 26 anos em que dirige o Jornal Agora, que ao longo desse tempo tem sido a principal trincheira em defesa do povo.

Conheço “Sêo Adervan” de longe, nunca fomos apresentados (sou apenas amigo de Fernanda, uma das filhas dele), mas conheço a sua historia e a sua luta e confio nele. Sei que é um obstinado em tudo o que faz. Não herdou, e o pouco que amealhou foi fruto do trabalho.

Aprendi a gostar desse “sergipiense” (mistura de sergipano onde nasceu e itabunense de coração). Sei que os “Cupichas de Minha Pedinha” já estão espalhando que Adervan, a exemplo de “outros”, é “laranja de Fernando” - o mesmo e velho slogan que eles usam para denegrir a imagem de todos os que não “rezam, se ajoelham e esperam as migalhas” que Geraldo distribui, sempre em vésperas de eleições – com o dinheiro de quem?... Adivinhe?

To com Sêo Adervan e não abro mão, porque os “outros nomes” que estão surgindo aí de longe me “cheiram mal”. Sou PSDB, mesmo sem ser filiado, porque acredito nos homens que fazem parte do partido pelo Brasil afora. Votei em Fernando Henrique, em José Serra e Geraldo Alkimim, justamente por não acreditar nas falsas promessas do PT e pela sabida incapacidade deles em governar.

Ta feita a minha declaração de opção política e administrativa por Itabuna. E ocês podem anotar: - Depois da eleição com Adervan já eleito prefeito de Itabuna, não venham dizer que sou “new adervanzista”. Leram ai sêo Marco Wense e sêo Eduardo Gaguinho?

Zelão, provocativo que só!

Enquete do Pimenta: Valderico fica ou não?

Quarta-feira, às 16h, a Câmara de Vereadores votará o relatório da Comissão Processante que apura irregularidades da administração Valderico Reis. O Pimenta quer saber a sua opinião e, para isso, disponibiliza a seguinte enquete:


Você acredita que Valderico Reis será cassado?

Não, vai dar em pizza novamente!

Sim, pois Ilhéus não aguenta mais!

Eu acredito no poder de convencimento do homem da mala!










"Privatização" da Emasa

Este blog abrirá espaço a todos os pré-candidatos a prefeito de Itabuna (e não são poucos!) para que se posicionem sobre a concessão da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).

Queremos saber a opinião de cada um deles.

As assessorias dos candidatos (ou os próprios) podem enviar suas respostas para o nosso e-mail (leiaopimenta@gmail.com).

As questões são as seguintes:

O sr. é contra ou a favor da concessão da Emasa à iniciativa privada?

Quais as saídas para resolver o problema do abastecimento de água e do saneamento básico?

Esta é uma boa oportunidade para posicionar-se sobre o assunto, que é bastante delicado e exige firmeza de qualquer um que pretenda governar o município.

O leitor do Pimenta agradece.

Flagrante das agressões contra Valério, em Ilhéus

Rubens Foto flagrou o exato momento das agressões contra o sindicalista Valério Bonfim, que tentava examinar que tipo de documento estava sendo destruído nos fundos do Carandiru (centro administrativo municipal) em Ilhéus.

Capangas (não é difícil imaginar a mando de quem!) cercaram o sindicalista e lhe desferiram golpes por todo o corpo.

Valério está coordenando uma vigília na Câmara de Vereadores, na próxima terça, véspera da votação do relatório da Comissão Processante, instalada para apurar irregularidades do governo de Valderico Reis. A vigília é um protesto e forma de pressionar os vereadores a votar pelo relatório. E, com muita razão, cassar Valderico.

Abaixo, os hematomas no rosto de Valério e imagens das agressões.

Ilhéus não merece isso!





Confira mais fotos dessa barbárie no blog Catucadas.

Aguado

O preço do leite produzido na região subiu 40%, sob a justificativa da crise de abastecimento que atinge diversos países. Fenônomeno que a economia explica facilmente.

Só não explica a safadeza das usinas de beneficiamento, que estão abusando da água no leite. Já tem consumidor reclamando que não sabe se o que está bebendo saiu da teta ou da torneira.

Cuma e PMDB : mais próximos do que se imagina

Em uma análise que transborda lógica, o articulista Marco Wense defende a tese de que o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, tende a apoiar a candidatura do Capitão Fábio em 2008. Isto, diante da combinação com outros fatores.

Para Wense, caso o nome do DEM não decole, Fernando deverá depositar suas fichas no candidato do PMDB. Seria, ademais, uma forma de retribuir o apoio recebido pelo prefeito em 2004, quando o PMDB, à época com a candidatura de Ricardo Xavier como vice de Renato Costa (então no PSB) liberou seus militantes para votar em Fernando.

Outra análise bastante procedente do articulista: Fernando pode não entrar no PMDB agora, pois a vez é do Capitão Fábio, mas a porta estará aberta para ele após as eleições. De acordo com Wense, dificilmente Geddel Vieira Lima - titular de pretensões políticas ambiciosas - desperdiçará o apoio de um homem que foi prefeito de Itabuna por quatro vezes.

Enfim, o artigo é leitura obrigatória e recomendamos aos interessados que se dirijam à banca mais próxima para comprar o Diário do Sul. Nem adianta acessar na internet, pois não está atualizado.

Pimenta n'A Região

MATÉRIA DO JORNAL A REGIÃO:

"Blogs produzidos na região invadem a web
e geram notíciais principalmente para os leitores de Itabuna e Ilhéus. Os blogs são a nova mania entre estudantes, empresários e jornalistas da região cacaueira, que durante muito tempo teve o jornal A Região online como único veículo disponibilizando conteúdo diário.
Se concentrando nos eventos políticos e sociais de Itabuna e Ilhéus, o "Pimenta na Muqueca" é destaque regional, junto com o "Tempero da Bahia", mais restrito a Ilhéus.
Os textos não possuem assinatura e não se sabe quem são seus criadores, mas eles vêm conseguindo espaço por dar mais notícias corretas que incorretas, muitas vezes antes dos outros veículos".

Clique AQUI e leia a matéria completa.

Satanás expulso da feira

O vereador Milton (Satanás) Cerqueira diz que, além de operar com os bichinhos das apostas, é também pequeno agricultor. E foi nesta condição que ele tentou ocupar o seu espaço na Feira do Produtor, atualmente instalada no bairro da Conceição.

Milton não foi bem recebido pelos feirantes e, depois de alguma discussão, acabou sendo convidado a retirar-se do local. Comenta-se que o secretário de Agricultura Marcelino Oliveira foi procurado, mas não quis se envolver.

No dia seguinte, no programa Resenha da Cidade, o vereador descia o pau no secretário.

25 agosto 2007

E aí, Valderico será cassado ou não?

Quarta-feira, às 16h, a Câmara de Vereadores votará o relatório da Comissão Processante que apura irregularidades da administração Valderico Reis. O Pimenta quer saber a sua opinião e, para isso, disponibiliza a seguinte enquete:


Você acredita que Valderico Reis será cassado?

Não, vai dar em pizza novamente!

Sim, pois Ilhéus não aguenta mais!

Eu acredito no poder de convencimento do homem da mala!