06 julho 2007

Ensino público

"No mínimo desrespeitoso o “aviso” que vem sendo dado pelos professores aos alunos da rede pública estadual. Mal retornam às salas de aula, depois de uma greve de 56 dias – em que sentiram na pele a impossibilidade de migrarem para a rede privada, como alguns poucos colegas puderam fazer –, adolescentes com idades entre 15 e 18 anos, em média, já são ameaçados com uma nova paralisação, caso as negociações com o governo não atendam às expectativas da categoria.Nas salas de aula, o “aviso” equivale à confirmação de que, nas escolas públicas, pais e alunos não decidem nada. A baixa condição social só lhes permite estar à mercê da decisão de terceiros, o que não acontece na rede particular de ensino, em que pais têm condições reais de pressão. Um constrangimento que educadores poderiam lhes poupar e que o governo poderia evitar, se, além da valorização do professor, pensasse em estimular de forma efetiva a participação de pais no processo educativo. Se pretende mesmo as mudanças anunciadas neste segmento".

Coluna Tempo Presente (A Tarde)

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