Violência em Itabuna
Não obstante a propalada eficiência da polícia, a violência em Itabuna não dá sinais de refluxo. Aliás, isto prova que a força não pode ser o único remédio para combater este mal. Ninguém deve se cansar de ser repetitivo em afirmar que somente políticas sociais sérias serão capazes de devolver a paz à sociedade.
Educação, saúde, oportunidade de emprego, expectativas. É disso que a juventude precisa para não escapar ao frágil controle social. O jovem precisa ser atraído, seduzido para o bem, o que hoje não ocorre, pois o que há é uma sensação de orfandade e uma profusão de maus exemplos a sugerir o erro como único caminho.
Enquanto isso, nossa sociedade perde tempo discutindo o embelezamento de fachadas ou a conveniência de se ter ou não carnaval, sob um prisma exlusivamente econômico. E as autoridades, que deveriam se preocupar com coisa mais séria, preferem perseguir entidades assistenciais, por exclusiva incongruência política.
E nem se pode culpar apenas os políticos, até porque a omissão nesse aspecto é geral e suprapartidária. A verdade é que estamos todos míopes diante da insensatez completa que nos rodeia e só levantamos a voz quando a barbárie se materializa em nossa cara.
13 mortes violentas, 10 homicídios em um fim de semana. É terrível para qualquer cidade.
É demais para Itabuna.
Um comentário:
Pelo menos a maioria das mortes contabilizadas foi de marginais.
Mas mesmo assim o número é bastante alarmante e preocupante e as autoridades públicas do Estado da Bahia precisam tomar uma atitude urgente no sentido de combater toda essa criminalidade que assola o Estado como um todo.
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