06 fevereiro 2007

Violência em Itabuna

Não obstante a propalada eficiência da polícia, a violência em Itabuna não dá sinais de refluxo. Aliás, isto prova que a força não pode ser o único remédio para combater este mal. Ninguém deve se cansar de ser repetitivo em afirmar que somente políticas sociais sérias serão capazes de devolver a paz à sociedade.

Educação, saúde, oportunidade de emprego, expectativas. É disso que a juventude precisa para não escapar ao frágil controle social. O jovem precisa ser atraído, seduzido para o bem, o que hoje não ocorre, pois o que há é uma sensação de orfandade e uma profusão de maus exemplos a sugerir o erro como único caminho.

Enquanto isso, nossa sociedade perde tempo discutindo o embelezamento de fachadas ou a conveniência de se ter ou não carnaval, sob um prisma exlusivamente econômico. E as autoridades, que deveriam se preocupar com coisa mais séria, preferem perseguir entidades assistenciais, por exclusiva incongruência política.

E nem se pode culpar apenas os políticos, até porque a omissão nesse aspecto é geral e suprapartidária. A verdade é que estamos todos míopes diante da insensatez completa que nos rodeia e só levantamos a voz quando a barbárie se materializa em nossa cara.

13 mortes violentas, 10 homicídios em um fim de semana. É terrível para qualquer cidade.

É demais para Itabuna.

Um comentário:

Anônimo disse...

Pelo menos a maioria das mortes contabilizadas foi de marginais.
Mas mesmo assim o número é bastante alarmante e preocupante e as autoridades públicas do Estado da Bahia precisam tomar uma atitude urgente no sentido de combater toda essa criminalidade que assola o Estado como um todo.