30 março 2008

O que, além do Q.I.?

Gerson Menezes
publixcriativo@hotmail.com

Tenho acompanhado com interesse a participação feminina na política, vendo-a por uma ótica mais abrangente, que é a própria inserção da mulher no mundo competitivo dos homens.

Por não me considerar um machista, ao menos radical, confesso que nunca entendi como as mulheres aceitavam e até se sentiam lisonjeadas com a expressão utilizada quase sempre em relação às mulheres dos grandes homens políticos: “por trás de um grande homem, existe sempre uma grande mulher”.

Isso, como se fosse primeiramente uma prerrogativa masculina, a existência do “grande homem”, para que pudesse existir, subalternamente, uma grande mulher. Perguntava-me, então, se também seria aceitável concluir que, por trás de um homem mesquinho, haveria sempre a participação de uma “megera”?

Sempre convivi bem com as mulheres da minha vida, talvez por ter aprendido desde cedo a respeitá-las como iguais, possuidoras de virtudes e defeitos iguais aos meus.

Nasci e cresci em um lar, onde a presença feminina era maioria, onde todas tinham o seu papel e o desempenhavam com força e coragem. Meu pai era visto como o líder, mas não havia submissão por parte delas.

Voltando ao assunto inicialmente proposto, questiono o que leva dona Juçara Feitosa a postular o direito democrático de vir a ser prefeita de Itabuna, além do Q.I., que no caso específico significa o “Quem Impõe”, se até no seio do seu partido, o PT, nem a sua propalada militância, nem a sua competência administrativa e política são reconhecidas, além do fato de ser a esposa do político Geraldo Simões?

Qual tem sido verdadeiramente o papel de dona Juçara Feitosa, na vida política do marido Geraldo Simões? O de ter se limitado e aceitado ficar sempre “atrás”? O de estar sempre ao lado? Ou, inconfessavelmente, ter estado sempre à frente?

Qual tem sido o verdadeiro desempenho de dona Juçara, na aceitação dos erros cometidos por Geraldo? Teria ela se omitido em contestá-los ou pacificamente os teria aceitado e até estimulado como acertos?

Qual será o grau de discernimento político de que é hoje possuidora para julgar-se apta e capaz de resolver os graves problemas da nossa cidade e do nosso povo, muitos dos quais são oriundos das duas administrações Geraldo Simões?

Aceitará, submissa, o papel de ser “teleguiada”, via telefone ou internet, pelo marido de lá de Salvador, fazendo aqui as suas vontades e repetindo e consagrando os seus erros?

Respeito a mulher e cidadã Juçara Feitosa, pelo que conheço dela como mãe e companheira. Mas desconheço, e ao que parece até os seus companheiros mais próximos parecem desconhecer e até duvidar, da capacidade política e administrativa que a leva a postular dirigir os destinos da nossa cidade.

Não conheço nada além do Q.I. – “Quem a impõe!”.

Gerson Menezes é publicitário

8 comentários:

Anônimo disse...

O Gerson hoje está de parabéns pela matéria inteligente,coesa, respeitosa e pouco tendenciosa. Não que as suas matérias sejam ruíns. è que as vezes são tão tendenciosas que os leitores rejeitam. Mas esta foi boa, vale até comentários.
Acredito que talvez Geraldo não queira perder o controle político em Itabuna e no partido, por isso prefere a garantia de ter Juçara como candidata. Mas acredito também que ele como o marido dela é quem bem conhece sua capacidade administrativa e se o mesmo percebesse que a mesma não tem capacidade suficiente pra guentar o tranco, não apostaria nela.Até porque, ainda que ela tenha a ajuda direta dele , no mínimo ela precisa ser possuidora de algumas qualidades para assumir a cadeira e com certeza ele tem alguns. Porque no período em que administrou a Secretaria de Desenvolvimento Social ela fez bem o seu papel como principiante e superou as expectativas.Claro que pra ser prefeita ela terá que se superar muito mais. O que falta a Juçara é melhorar mais nas relações interpessoais, aprender a ser mais sociável, carismática e sensível e isso é possível conquistar,porque mesmo se ela ganhar, se não conquistar qualidades como estas, mesmo tendo ao lado o seu marido o seu governo será um desastre. Porque pessoas inteligentes não toleram trabalhar com pessoas grosserias, arrogantes, que não tem jogo de cintura e etc
Mas acredito na capacidade de Juçara e todas as mulheres devem da um voto de confiança a ela.

Anônimo disse...

Gerson, para o Anonimo:

Agradeço pelos comentários, e aproveito para dizer, que se alguns dos meus comentários revelam as minhas tendências, não os considero "tendenciosos", desde quando não tento esconder as minhas verdadeiras tendências. escrevo, dentro do que me é possível escrever, com a clareza possível os meus pensamentos.
Agradeço também por saber, que mesmo discordando, você lê o que aqui escrevo, quando eu pensava que sómente duas pessoas liam; minha mulher e o amigo Giorlando Lima.
Agora sei que minha responsabilidade aumentou. Além da minha esposa e do amigo, tenho mais um leitor.
Um grande abraço,

Gerson Menezes

Anônimo disse...

É engraçado! Uma página pública deve ser "olhada" por um público altamente interessado e bastante numeroso, pelo que é sabido desse blog. Se comentários não chegam, sabe-se lá os motivos.
Assim, Sr Gerson, o Sr acaba de ganhar um outro leitor. Desta vez,talvez, porque a preocupação com os destinos de Itabuna, façam-nos reAGIR. A lei da física comprova que a toda ação demanda uma reação.
A provável candidatura da sra. Juçara tem preocupado a população tb preocupada com o futuro do povo itabunanse.
Estamos cansados do oportunismo, de "cadeiras cedidas" pela comunidade eleitoral, sem o devido retorno responsável pelos que as assumem. E itabuna está definhando, afogada na sujeira que enfeia as suas ruas tão contraditoriamente lindas, pela escuridão que turva a beleza noturna das suas vias, pela inoperância irresponsável dos seus governantes, pela violência que se espalha casa-a-casa, bairro-a-bairro, pela falta de perspectivas dos jovens quee sonham em trabalhar, ganhar o seu sustento, pelos adultos obrigados a postar o seu olhar turvo de desesperança às portas de suas casas.
A indicação ou candidatura dos prefeituráveis e mesmo dos legisladores precisa ser PENSADA PELOS PRÓPRIOS, em termos de se ter ou não competância para administrar um município crescentemente complexo e carente de boas políticas públicas.
Aqui está, portanto, uma sugestão para a Sra Juçara, O Azevedo e demais prováveis candidatos: A cidade necessita de administradores competentes, comprometidos com a sociedade itabunense, precisa de administradores experientes, capazes de entender a dinâmica de uma administração pública. De sorrisos e carismas estamos fartos. Precisa-se de quem seja capaz!

Anônimo disse...

Zelão, pro anonimo disse (segundo):


Concordo com você companheiro. E sei, que por termos pontos convergentes de opiniões, é que conclamo-o para um reflexão do nome de Adervan.
Se tudo o que abominamos e não queremos é o "continuismo" na falta de projetos e do "carreirísmo político", que levaram Itabuna ao caos em que se encontra. Se, concordamos ao menos em tese, que dona Juçara, é o continuísmo imposto por Geraldo. Que o capitão Fábio e o capitão Azevedo, são crias, cumplíces e dependentes de Fernando Gomes, e que pela dependência e subserviência até então demonstradas na vida pública, manterão, caso fosse eleitos, os compromissos assumidos por Fernando, representados aqui pela sua fiel escudeira, Maria Alice.
Se queremos respeitar a vontade do povo que na sua maioria está dizendo "não a mesmice", só mesmo Adervan pode representar essa esperança de mudança, pelos seus compromissos de vida e pelo preparo que demonstra possuir, para buscar a solução dos graves problemas que afligem ao nosso povo.
Peço a você e extensivamente, a todos os cidadãos itabunenses que reflitam, pois essa é uma oportunida ímpar que não podemos perder, de poder resgatar a dignidade da nossa cidade e da nassa gente.

Indira disse...

ALÉM DO "Q.I"

Tenho acompanhado a trajetória de muitos políticos e “politiqueiros” ao longo da história de Itabuna. Alguns deles, homens honrados e de famílias distintas. Outros, oportunistas, paridos pela ânsia do enriquecimento ilícito e pouco se importando com os inúmeros problemas de uma cidade com o porte de Itabuna.
Neste ano eleitoral estaremos diante de uma nova escolha e novos nomes postulam ser diplomados como “PREFEITO” dessa terra.
Comentando esta coluna tenho a dizer o seguinte:
Pelas suas afirmações, você diz que foi criado em uma família, onde as mulheres eram
a maioria, portanto, deveria ter percebido desde criança que - AS MULHERES SÃO, TANTO QUANTO OS HOMENS, INTELIGENTES E CAPAZES.
No caso específico de D. Juçara Feitosa, a quem o senhor diz que respeita como pessoa e cidadã, mas ao mesmo tempo a denomina de "megera e mera esposa de Geraldo Simões" trata-se de uma pessoa preparada, capaz, inteligente, competente, digna, honrada, companheira e comprometida com o social de Itabuna. Quem tentar afirmar o contrário ignoram as grandes realizações que ela conquistou durante sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Social . Ou então, está acostumado aos falsos amigos, aos sorrisos enganadores e políticos politiqueiros de porta de bar.
O simples fato dela ser esposa de um grande líder dessa região não a desqualifica como mulher e postulante a um cargo político em Itabuna, muito menos, concorda em ser “teleguiada via telefone ou internet” pelo marido, como o senhor afirma. Portanto, sugiro ao “publicitário” que reveja os teus conceitos machistas e passe a se interessar pelos momentos atuais que estamos vivendo, onde a MULHER vem se destacando e ocupando espaços importantes em todos os níveis, inclusive mundiais.
Assinado: UMA MULHER DE “Q.I”

E agora? Se o problema eram as observações feitas em relação ao Q.I do publicitário, vocês vão publicar o comentário ou vão continuar me chamando de “Geraldista”???

Ou será que não temos o direito de protestar contra conceitos MACHISTAS???

Anônimo disse...

Gerson, Para a "Mulher de Q.I."


Q.I, todos temos. Uns o desenvolve mais que outros.Voc~e parece que não leu, ou se leu distorceu o que eu disse.
Não disse, nem insinuei que dona Juçara Feitosa, fosse uma "megera". Não disse também; que ela seja; de todo incapaz. Não expressei sentimentos machistas, nem cheguei próximo ao feminismo exarcebado.
Apenas manifestei minhas dúvidas quanta a real capacidade (não intelectual) de dona Juçara. Apenas política e administrativa.
Não me atrevo a recomendar a alguém que se "diz possuidora de elevado Q.I", que entre o ler e o saber interpretar o que está lendo, existe uma grande diferença, que vai além do tal Q.I. Tem muito mais a ver com o discernimento e a capacidade de não se deixar envolver pelas emoções ou interesses, que são momentaneos.

Indira disse...

Meu caro publicitário.

Não estamos aqui para avaliar o QUOCIENTE DE INTELIGÊNCIA (Q.I) muito menos debater sobre uestões MACHISTAS ou FEMINISTAS, pois estes dois temas são tão intrigantes e polêmicos que ficaríamos aqui nos delongando por muitas horas.
A questão em si é sobre o ponto de vista político de cada um e, como você passou a maior parte do seu tempo questionando (talvez por não querer se expor,manifestando sua opinião) a capacidade administrativa de uma mulher, no caso específico, D. Juçara Feitosa, eu me vi no direito de fazer um comentário sobre o assunto.
E como diz o ditado popular: QUEM FALA (ou escreve)O QUE QUER, CORRE O RISCO DE OUVIR(ou ler) O QUE NÃO DESEJA.
Não foi minha intenção levantar bandeira FEMINISTA, muito menos me deixo levar pelas emoções ou interesses momentâneos. Apenas constato fatos e tento corrigir alguns conceitos errôneos que vêem se arrastando por muitos séculos.
Poderia ficar aqui, citando nomes de inúmeras mulheres que hoje, se destacam e representam o Brasil em diversas setores mundiais, como as embaixadoras Celina Maria Assumpção do Valle Pereira – Kátia Godinho Gilaberte – Thereza Maria Machado Quintella – Vitória Alice Cleaver ou mesmo a maranhense Ana Tereza Rio Branco Silva que comanda os 208 vagões de minério e o trem de passagereiros da Companhia VALE, bem como a gaúcha Elisiane Brites, única mulher entre os 120 operadores do coração da hidrelétrica de Itaipu, mas me detenho àquelas que, em sua maioria, carregam para si, como presidente de diversas ONGS por esse Brasil afora, a responsabilidade social dos governos, amparando inúmeras crianças, órfãos, menores infratores, idosos, tuberculosos, cancerosos, viciados em drogas e tantos outros problemas sociais que afligem nossas famílias. Sem falar no trabalho das milhares de professoras e diretoras que dividem com os pais as responsabilidades da educação de nossos filhos.
Portanto, meu caro e nobre publicitário, retribuindo aos teus inúmeros e constantes questionamentos eu lhe pergunto:
NÃO SERIA AGORA O MOMENTO PROPÍCIO E CERTO PARA SE JOGAR POR TERRA TANTOS PRECONCEITOS, MÁGOAS E DIFERENÇAS PESSOAIS
E, JUNTO COM AS MULHERES, TENTAR AMENIZAR O SOFRIMENTO E OS PROBLEMAS DESSA TERRA TÃO MARCADA PELO ABANDONO??? Só mesmo com os olhos e o coração de uma mulher, mãe e companheira será possível curar tantas feridas, não é não???
Um grande abraço.

Anônimo disse...

Zelão, para Indira:

permita-me colocar a colher nesse angú.
E para começar, cito um trecho de um discurso de um senador romano: - "À mulher de César não basta ser honesta. Tem que provar que é honesta".
Ser ou não ser mulher, não é o cerne da questão. Nem a mulher nem o homem são menos ou mais capazes, simplesmente pelo fator sexo. Sobre o fato em questão, a candidatura de dona Juçara Feitosa, e as dúvidas sucitadas, se tornam relevantes diante do graves problemas que o futuro prefeito de Itabuna terá que enfrentar e, sem desculpas resolver.
Quanta a alegada competência de dona Juçara Feitosa, à frente da secretaria de desenvolvimento social do município, logo de início, sobre ela existe a suspeição de "nepotismo" - a esposa do prefeito à frente de uma secretaria, cujo orçamento era aberto e inquestionado - mesmo assim, discutível com relação aos resultados obtidos ao longo de quatro anos. Até a mais visível das ações; o projeto "Viva Maria", foi uma cópia mal feita de um projeto existente na prefeitura de Ribeirão Preto-SP, que aqui foi implantado sem maiores discusões e estudos da nossa realidade, no exíguo prazo de 45 dias, para atender a exigência da senhora secretária.
Na discusão democrática do que é melhor para Itabuna e o seu povo, não pode; não deve e nem é salutar, prevalecer o Q.I. (Quem Impõe) ao pretendente ao cargo.