14 junho 2007

Ministra ensina Lula a chegar ao "Ponto G"

Gerson Menezes
publixcriativo@hotmail.com

Assim como em conversa de botequim uma conversa puxa outra, na política, tudo o que é dito hoje pode servir para entabular um novo diálogo, ou mesmo, para ser usado contra o adversário no amanhã. Volto a abordar o assunto porque, confesso, a expressão usada pela ministra Marta Suplicy, que gerou incredulidade aos invejosos, me levou à “excitação” pelas lembranças de um tempo em que eu ainda conseguia “relaxar e gozar”.

Quem não se lembra quando na visita do presidente George Bush ao Brasil, o presidente Lula enfatizou no seu discurso que era preciso encontrar um “Ponto G” nas negociações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos? Ignorantes que somos nós latino-americanos nas questões relativas ao sexo - fazemos, mas não sabemos cientificamente porque fazemos – ficamos sem entender bem que diabo era esse tal “Ponto G”, que o presidente queria tanto encontrar.

Pois aí está a devida explicação, dada por alguém especialista da área, nada menos que a sexóloga ministra Marta Suplicy. Talvez querendo aproveitar a presença das câmaras e microfones da imprensa, a ministra mandou o recado ao presidente e a todos nós outros analfabetos.

Segundo alguns cientistas que estudam o comportamento humano, mais especificamente o comportamento sexual, existe no interior da vagina feminina um determinado ponto que devidamente estimulado no momento da relação sexual leva a mulher a atingir o orgasmo pleno. Este é chamado de “Ponto G”. Orientam também os cientistas que para atingir este estágio é necessário que a relação sexual se dê de forma prazerosa para os amantes, proporcionando completo “relaxamento”, culminando com um “gozo”.

Na nota que distribuiu à imprensa com o seu pedido de desculpas pelo que classificou, ela mesma, de uma infeliz expressão, a ministra não teve a coragem de assumir que a sua verdadeira intenção era de ensinar ao presidente e aos outros ignorantes brasileiros o verdadeiro significado do “Ponto G”. No entanto, a imprensa preconceituosa, a serviço da elite, não quis ver ou preferiu ignorar as verdadeiras intenções da ministra, e foi logo “metendo o pau”.

Aliás, coisa que só acontece aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, quando o presidente Bill Clinton foi flagrado em “affair” com a sua Mônica, a imprensa soube bem distinguir que um “ingênuo boquete” não era uma relação sexual, e perdoou o presidente. Imaginem se aqui o nosso presidente fosse flagrado por um grampo telefônico recebendo instruções da ministra sobre como chegar ao “Ponto G”? Na melhor das hipóteses, daria uma CPI Mista do Congresso.

O povo brasileiro, se é que pretende chegar um dia à condição de nação do primeiro mundo, precisa se educar e aprender a lidar com questões mais complexas. Precisa entender, que nem todas as F..., devem ser vistas como uma cópula (na verdadeira acepção da palavra). Umas são verdadeiros estupros sexuais. Outras, apenas um ato político e democrático praticado com o povo.

4 comentários:

EMALMADA disse...

Introduzi vosso blog nos meus links.
Mais portugueses irão acessar e ler vosso blog.
Um abraço de Portugal para vós e a blogosfera.

Anônimo disse...

O ponto G da Marta Suplicio fica perto do peito (Plasticas) e pressiona as cordas vocais daí que ela facilita o palavreado quando está no CIO.Alem da aberração de sair merda pela boca

Anônimo disse...

Zelão Pede ao Anônimo:

Menos companheiro. Menos! Afinal, a D. Marta ex-Suplicy, mesmo que as aparências não enganem, é uma "mulher dama" e agora "tá ministra", e como tal, o cargo merece res-peito.

Anônimo disse...

Ai, ai, ai D. Emalmada. Esse negócio de "introduzir" não pega lá muito bem. Imagino, que os irmãos portugues, acostumados que foram, em "introduzir" no Brasil e nos brasileiros, não estejam querendo repetir os seus "desejos". Fique a gentil senhora sendo "sabeidora", que nós brasileiros já estamos "satisfeitos", com as "introduções" a que somos submetidos pelos nossos governantes.