13 março 2008

A guerra dos Magalhães

O advogado de Tereza Helena Mata Pires, André Lisboa, assina nota em resposta aos ACMs Neto e Júnior. O texto saiu publicado hoje, na primeira página do jornal A TARDE.

Segundo Lisboa, não houve arbitrariedade no cumprimento do mandado judicial no apartamento da viúva do senador Antônio Carlos Magalhães. Ele afirma que o oficial de justiça esteve no apartamento, no bairro da Graça, em duas ocasiões, na segunda-feira, dia 10.

Em uma das vezes, permaneceu na porta do prédio entre 10h30min e 12h30min, e em outra esteve por lá às 15 horas. Na primeira tentativa, o serventuário teria sido informado de que Dona Arlete não se encontrava em casa; depois, os porteiros disseram que o apartamento estava fechado e que não havia ninguém morando nele.

Ainda segundo a nota, o oficial de justiça surpreendeu-se quando viu o senador ACM Júnior sair do prédio em seu carro. Somente aí o oficial teria decidido requisitar força policial para, no dia seguinte, entrar no apartamento de Dona Arlete Magalhães.

O objetivo do mandado foi catalogar e fotografar obras de arte e peças sacras do valiosíssimo acervo do falecido. Tereza e seu marido, César Mata Pires, denunciaram o sumiço de alguns objetos do apartamento de ACM em Brasília, inclusive quadros de Portinari e Di Cavalcanti.

Por trás de toda essa briga, está a disputa pelo controle das empresas da família. Tereza diz que seu marido, que é sócio-majoritário da construtora OAS, está sendo repelido do grupo. Já ACM Júnior afirma que César Mata Pires operou para afastá-lo, assim como aos herdeiros do deputado Luís Eduardo Magalhães, morto há dez anos.

O assunto, como reconhece o próprio advogado em sua nota, deveria estar circunscrito ao plano familiar, mas ganhou o noticiário político e ameaça descambar para as páginas policiais.

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse negocio de obras de arte e imagens sacras, eu hein !