Maria da Trindade Pereira Lima
No dia 15 de março, como faço todos os dias, li a coluna do amigo Eduardo Anunciação e gostei muito. Ele está de parabéns!
Eu nunca gostei de badalações, colunas sociais, jantares e festas. Prefiro viver com discrição, trabalhar anonimamente, cuidar de minha família, viver honestamente e cumprir com as minhas obrigações de funcionária, mãe, dona de casa, esposa e cidadã.
Mas, o que me impressiona é a quantidade de pessoas vaidosas, oportunistas, que se acham poderosas, influentes nesta cidade. Pessoas que gostam de fazer continência com o chapéu dos outros.
"Gente poderosa"
São “lideranças políticas e empresariais”, “gente poderosa” que se acha dona da cidade. Essa gente forma grupinhos e promove eventos que só dão notoriedade a eles mesmos. Ai, eles fazem reuniões e reuniões, almoços e mais almoços, para um elogiar e aplaudir os outros. Eles elaboram documentos, escrevem cartas públicas, promovem passeatas para solucionar os problemas da cidade, só que continuamos vivendo em crise, talvez uma crise moral. Que ridículo!...
Esses senhores não têm voto, não têm representatividade, mas acham que são os donos de Itabuna, uma cidade que falta tudo, inclusive vergonha na cara das pessoas. São também uns oportunistas que apoiam os políticos do momento. Ontem, as lideranças eram ACM, Fernando Gomes, Paulo Souto, Félix Mendonça, Josias Gomes... Hoje é Geraldo Simões, Adeum Sauer, Edmon Lucas, Jaques Wagner, Lula...
Para mostrar que têm prestígio político, eles promovem jantares. Anunciam uma festa na Ceplac e comunicam apenas ao Diretor Geral e ao Superintendente, mas não tiveram a decência de convidar os ceplaqueanos e suas entidades: a AFC, a STAC, a SEAC, o SINTSEF, a Associação dos Aposentados, o Conselho de Entidades da Ceplac e a Coopec, a nossa cooperativa de crédito.
"Uma grande falta de respeito"
Foi uma grande falta de respeito, afinal a homenagem será no Restaurante da Ceplac, nosso local de trabalho, a extensão do nosso lar. Foi um desrespeito porque a Ceplac completou 50 anos e quem fez a Ceplac foram os seus servidores, colegas de Geraldo, de Adeum e de Edmon, que apoiaram eles nos momentos de vitória e de derrota.
Momentos de alegria e de tristeza que outros ex-ceplaqueanos, que não foram convidados para o jantar, também viveram: Nelsinho Simões (Gabinete de Wagner), Moacir Lima (Biofábrica), Jonas Nascimento (assessor de Adeum) e Salvador Trevizan (Chefe de Gabinete de Adeum), assim como também não serão homenageados outros itabunenses que se destacam no Estado, a exemplo de Juvenal Maynart (Sudic), Dr. Rui Corrêa (Bahiatursa), Saulo Pontos (Dnit) e Naomar Alcântara (Reitor da Ufba)
Momentos difíceis como o que, nós ceplaqueanos e as famílias dos colegas Geraldo Simões, Wellington Duarte, Elieser Barros, Everaldo Anunciação e Jonas Nascimento passamos, quando, há exatos nove meses, eles foram transformados nos demônios que trouxeram a vassoura-de-bruxa. Onde estavam esses senhores, quando nossos colegas foram acusados? O que eles fizeram quando Fernando Gomes mobilizou os prefeitos para atacar os nossos cinco colegas? Qual foi a reação deles diante da irresponsabilidade da prefeita de Camacan, ameaçando as pessoas e espalhando o terror pelos Escritórios Locais da Ceplac? Por que não lançaram, na época, uma campanha em defesa da Ceplac e dos seus servidores?
"Naquele momemto, quem estava ao lado dos "bioterrotistas"
Naquele momento, quem estava ao lado dos “bioterrotistas” era Daniel Thame, Eduardo Anunciação, Miralva Moitinho, Valdenor Ferreira, Gilvan Rodrigues, Picolé, Orlando Filho, Moacir Smith Lima, Wenceslau Júnior, Roberto de Souza. Foram críticas e mais críticas da Imprensa e dos “poderosos de Itabuna”. Geraldo Simões só teve espaço no Diário do Sul e no Diário de Ilhéus, na rádio de Jorge Caetano, em Itajuípe, e programa Resenha da Cidade.
Hoje, “poderosos de Itabuna” promovem um jantar precipitado. Mas, a homenagem deveria ser prestada por pessoas simples que empunharam a bandeira do PT e foram às ruas, sem medo de ser feliz. Se uma dessas pessoas simples e trabalhadora, reunisse a militância no seu terraço, na periferia da cidade, e oferecesse gratuitamente uma feijoada aos presentes, a atitude seria mais autêntica e teria muito mais legitimidade.
"Mas no ano que vem tem eleição"
Mas no ano que vem tem eleição. E esses “poderosos de Itabuna” vão pegar o nosso chapéu para cumprimentar nos palanques Wagner e Geraldo; apoiar Lula, dizendo que o PT não é mais um bicho-papão, mas um partido da moda. Fora de moda é Fernando Gomes, ACM e coitada da prefeita de Camacan.
Maria da Trindade Pereira Lima, Agente Administrativo da Ceplac há 29 anos, é Professora e Acadêmica de Administração de Empresas, militante do Partido dos Trabalhadores de Itabuna, desde 1984, e uma das fundadoras e membro da Ong ACARI-Comunicação e Cidadania.