Artigo que diverte, mas não é diversionista
O resultado desejado*
Terminada as eleições, a Bahia foi a grande surpresa. Terá mesmo sido? E quem foi o verdadeiro perdedor, já que indiscutivelmente Wagner foi o vencedor? Especulações nada à parte, havia uma luta intestina na Bahia entre o carlismo e o soutismo, que já havia extrapolado os bastidores.
No ano passado, ACM chegou a ameaçar disputar a legenda com Paulo Souto pelo governo do Estado. ACM, velha raposa política, sabia que um novo mandato de Paulo Souto inviabilizaria definitivamente o seu projeto hegemônico de liderança e seu projeto pessoal de eleger no futuro seu neto governador.
Daí em diante, cabem as especulações: Qual seria o verdadeiro interesse de ACM em reeleger Paulo Souto? Por que ACM contaminou a campanha com a sua briga pessoal com Lula, quando, a exemplo da campanha passada as intenções de voto para Lula indicavam uma dobradinha com Paulo Souto?
Os ataques pessoais ao presidente Lula, detentor da preferência de cerca de 70% do eleitorado baiano, levou o presidente candidato a fazer o apelo aos baianos para votarem maciçamente em Wagner. O que significou mais um voto de repúdio a ACM, e mesmo um voto contra Paulo Souto. Na realidade, o único prejuízo sofrido pelo plano hegemônico de ACM foi a não-eleição do senador Rodolpho Tourinho.
De resto, ACM elegeu a sua bancada de correligionários e aposta poder, com base na sua "imortalidade", liderar daqui a quatro anos o "retorno triunfal do carlismo" com ACM Neto, com base no desejado fracasso da administração de Wagner. Seria a repetição de 86 com Waldir Pires. Quem julga ser apenas especulações maldosas da minha parte, é só esperar e aguardar as análises dos especialistas. Do Agora
*Gérson Menezes é publicitário
Nenhum comentário:
Postar um comentário