07 outubro 2007

Capitão, dissidentes do PT e sucessão

Marco Wense

É evidente que a saída de militantes históricos do Partido dos Trabalhadores, tendo como novo endereço o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, causa algumas fissuras na pré-candidatura de Geraldo Simões.

Conquistar ex-carlistas e ex-pefelistas se tornou rotina para o pragmático PMDB. Vários deputados, prefeitos, vereadores e lideranças políticas são hoje peemedebistas de carteirinha. O partido cresce sem se preocupar em separar o joio do trigo.

A desfiliação do ex-vereador Veridiano, no entanto, é emblemática. Não pode ser desdenhada e, muito menos, subestimada do ponto de vista político. É merecedora de uma reflexão.

Além de ser ceplaqueano, José Carlos Veridiano – popularmente conhecido como Badega – é um dos fundadores do PT, ex-presidente do diretório municipal por duas vezes, militante dos mais aguerridos e um bom companheiro.

Agora como neo-gedellista – que coisa, hein! – o ex-petista vai tentar retornar ao Poder Legislativo fazendo sua campanha ao lado do prefeiturável Capitão Fábio, que não cabe de alegria com a chegada do novo correligionário.

Rompendo com o ex-prefeito Geraldo Simões, Veridiano acredita que será o representante dos ceplaqueanos insatisfeitos com a atual diretoria do órgão. Pretende ser uma espécie de porta-voz deste segmento na Câmara de Vereadores.

Em relação ao Capitão Fábio, mas especificamente no que diz respeito a sua entrevista no programa Resenha da Cidade do repórter e vereador Roberto de Souza, duas declarações do deputado são, no mínimo, hilariantes.

A primeira, “Nunca fui carlista”, é uma pérola, como diria o conceituado jornalista Samuel Celestino. A segunda é também uma preciosidade: “Nunca fiz parte do grupo do prefeito Fernando Gomes”.

Mas quando questionado sobre um possível apoio de Fernando Gomes, o parlamentar não descarta uma aproximação com o DEM: “Estamos abertos para os democratas. Converso sempre com o prefeito”.

Será que Veridiano, pelo qual tenho grande respeito e carinho, vai acompanhar o Capitão nessa esperançosa e pretendida aproximação do PMDB com o DEM? Vai endossar uma possível aliança entre Fernando Gomes e o Capitão?

Mas o ponto crucial da esperada entrevista ficou por conta da contundente afirmação sobre a sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna: “Irei até o fim”. É bom lembrar que o parlamentar disse a mesma coisa em duas eleições e terminou desistindo.

Ninguém sabe se o Capitão é ou não candidato: ele não sabe, Renato Costa não sabe, Veridiano também não, e nem o comandante-mor Geddel Vieira Lima. E tem mais: o PMDB pode até apoiar o candidato do PT na sucessão do prefeito Fernando Gomes.


3 comentários:

Anônimo disse...

Zelão Pergunta: - O que será que será?

A saída de Badega, Luizinho, Jackson e os outros ex-petistas, ex-correlionários de Geraldo, para o PMDB, será mesmo uma "revoada do ninho," ou será um "pouso previsto?"
Nunca nesse país, na história do PT,vi ou tomei conhecimento de tamanha rebeldia ou dicidência, como queiram chamar.
Nas minhas locubrações políticas, chego a sentir o cheiro de armação urgida por Geraldo Simões e Capitão Fábio, para tomarem de assalto o PMDB das mãos de renato Costa, João e Ricardo Xavier.
Se estou errado, só o tempo dirá. Mas, seguindo a minha visão conspiratória, vejo e sinto sinais de fumaça, com base em dois aspectos:
- Porque Capitão Fábio reaproximado de Geraldo Simões, quase irmanados, faria tanta força para derrotá-lo, logo agora que "minha pedinha" precisa tanto reconquistar a prefeitura de Itabuna?
- Porquê será, que Badega e os outros "companheiros", já acvostumados e calejados com as disputas internas do PT, só agora, ou logo agora, se bandeiam de "armas e bagagens" pros lados de Gedel e Capitão Fábio?

Anônimo disse...

Zelão Pro Marco Wense:

Elementar meu caro Wense!
O capitão não mentiu. Realmente, ele nunca foi nada. Nunca teve opinião própria, muito menos fez parte de algum grupo, pelo simples motivo de que ninguém nunca o levou a sério.
Se o levassem a sério dentro do grupo carlista ou soutista, seria ele e ninguém outro, a ser o candidato do DEM, em substituição ao nome de Fernando Gomes, agora que desistiu de concorrer.

Anônimo disse...

Caro Zelão, essa sua teoria conspiratoria serve só como mais uma elucubração mental, digna de influenciar uma Aghata Cristie da política. Quanto a materia do neo-articulista e membro do MSPSV - (Movimento dos sem partido e sem votos), só demonstra que a tropa de choque do secretário ja desenssarilhou armas e no caso específico do neo articulista, se coloca como primeiro da fila - depois do Carlinhos Cardoso óbvio, que tem votos - pra ser convidado a se filiar com ficha abonada por autoridade estadual, tão ao seu gosto.